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Dúvidas e mais dúvidas: será que aconteceu mesmo a ressurreição?

por Zulmiro Sarmento, em 08.04.15

 



Os apóstolos não podem ter inventado? Ou tido uma alucinação?

Sepulcro vazio de Cristo Ressuscitado

O escritor Fulton Sheen, no seu livro "Vida de Cristo", comenta:


“Na história do mundo, somente uma vez encontramos o caso de que, diante da entrada de uma tumba, foi colocada uma grande pedra e até guardas para evitar que um homem morto ressuscitasse: foi o sepulcro de Cristo, na tarde da sexta-feira que chamamos santa. Que espetáculo podia haver de mais ridículo do que aquele de soldados a vigiar um cadáver? Puseram sentinelas para que o morto não pudesse andar, para que o silencioso não falasse e para que o coração transpassado não voltasse a palpitar. Diziam que ele estava morto. Sabiam que ele estava morto. Diziam que ele não ressuscitaria. E, entretanto, vigiavam...”.


Vale apena ler esta exposição. Veja  aqui

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publicado às 10:03

JEJUM

por Zulmiro Sarmento, em 03.04.15
 

Hoje não é só dia de abstinência. É também dia de jejum.

 

Não se trata só de não comer carne. Trata-se também de comer menos.

 

É claro que o foco não está no significante. Está no significado.

 

O importante não é a abstinência da carne e a privação de comida. O importante é, com esse, gesto, unirmo-nos a Jesus na Cruz e a Jesus nos pobres de hoje.

 

Nós, graças a Deus, ainda podemos optar por fazer abstinência e jejum. Muitos, porém, não podem fazê-lo. São obrigados a fazê-lo.

 

A nossa solidariedade também se faz com gestos.

 

Façamos sobretudo jejum das falsidades, das palavras agressivas, dos juízos apressados, da ostentação, da violência e da injustiça.

 

Eis, pois, uma boa oportunidade de exercitar o autodomínio, valor actualmente muito em baixa. E com resultados devastadores.

 

Quem se priva do que gosta de comer habituar-se-á a privar de gestos mais intempestivos e violentos.

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publicado às 15:13

O TEU AMOR «EMAGRECEU» A CRUZ

por Zulmiro Sarmento, em 03.04.15
 

É tão pesada a Cruz,

a Tua Cruz, Senhor,

que não sei como conseguiste erguê-la

nem como conseguiste erguer-Te

depois de, por três vezes,

ela Te ter feito cair.

 

Como foi possível, Senhor,

depois já de tanto sangue derramado?

Como foi possível, Senhor,

depois já de tantas atrocidades?

Como foi possível, Senhor,

depois da agonia, da flagelação, da coroação de espinhos?

 

Não concebo, mas percebo.

Tu conseguiste arcar com o peso do madeiro,

porque mais pesado que a Cruz era o peso do amor,

o peso do Teu infinito amor.

 

Não concebo, mas percebo:

o Teu amor emagreceu a Cruz,

o Teu amor encolheu a Cruz.

 

Quem olha para Ti, Senhor,

dá a impressão de que a Tua Cruz era leve.

Nada nem ninguém Te fez recuar.

 

Deixa-me, Senhor, pegar na Tua Cruz.

Ela está ao meu lado,

à minha beira.

 

A Tua Cruz continua pesada,

bem pesada,

em tantos lares, hospitais, ruas.

 

A Tua Cruz, Senhor,

tem hoje o nome de miséria,

injustiça, falsidade,

superficialidade e comodismo.

 

Deste-nos tanto,

dás-nos tudo.

E nós, tantas vezes,

recuamos e recusamos

dar-Te um tempo, uma hora, um dia.

 

Acorda-nos, Senhor,

desperta-nos da sonolência em que caímos.

Faz-nos olhar para Ti,

para a Tua Cruz, Senhor!

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publicado às 15:11

Para que não haja indigentes entre nós

por Zulmiro Sarmento, em 05.05.11

 



1. Quando me perguntam se acredito na Ressurreição – e isso acontece bastantes vezes – não escondo a minha perplexidade. Ignorando as experiências humanas, o itinerário espiritual e a preocupação donde nasce essa pergunta, nenhuma tentativa de resposta pode fazer grande sentido. Não adianta tentar dar razões da esperança que nos move com pré-fabricados teológicos.

Jornal PÚBLICO, Lisboa, 24 de abril de 2011

 

Por outro lado, quando ouço dizer, “eu não quero ser enterrado”, ou “deixarei no meu testamento que desejo ser cremado”, parecem-me locuções carregadas de equívocos. Quem vira as costas a essas preocupações porque acredita na reencarnação, não diz se é para expiar pecados da vida passada ou para tentar uma nova oportunidade.

A linguagem depende do seu uso e contexto. Quando não é unívoca, está exposta à ambiguidade. É, por vezes, traiçoeira e paradoxal. Ninguém, no seu bom juízo, diria, com realismo, que foi enterrar ou cremar os seus pais, irmãos, filhos, etc. Se isto fosse verdade, a pessoa que tal fizesse ou ia para a cadeia ou para o manicómio. No entanto, é o que, correntemente, ouvimos dizer. Os que se empenham em jazigos de família dão a ideia de que acreditam que vão ficar ali, juntos, depois da morte. Dado o ridículo piedoso que se aloja nesta linguagem, talvez não fosse pior falar, apenas, de “restos mortais”. A personalidade original de cada um não deveria ser confundida com a sorte de um cadáver.

Nas exéquias e nas evocações de figuras ilustres, diz-se, com muita eloquência, que aquela pessoa morreu, mas ficou a sua obra imortal. A obra torna-se, assim, mais importante do que o sujeito que a criou. Quem nasceu “sem unhas nem viola” e quem não deixou descendência ou um património notável é como se não tivesse existido. A esperança de se viver, enquanto houver alguém que nos recorde, é de um futuro muito limitado.

Quem abrir um dicionário do Novo Testamento na entrada “ressurreição” – por exemplo, o de X. Léon-Dufour – obtém uma resposta que não vai muito longe: “É a principal imagem pela qual judeus e cristãos dizem o que se tornará o ser humano depois da morte. Não é um simples retorno à vida terrestre (como aconteceu com Lázaro), mas o acesso à vida plena e definitiva”.

O ser humano é um feixe de relações. É feliz quando conta para os olhos de alguém. A morte parece quebrar todos os laços e deixar, apenas, um candidato a estrume. Daí, a esperança louca de acreditar que, para lá do abismo, alguém chama por nós. A fé cristã é uma recusa do niilismo. Não é um manual de informação do que se passa depois da morte. Nasce da confiança de que o amor que Deus nos tem é criativo. É n’Ele que vivemos, nos movemos e existimos. O resto virá por acréscimo se tentarmos tirar os outros da tristeza.

2. Hoje, dizemos que é dia de Páscoa, primeiro dia da semana. Aliás, há tantas celebrações da Páscoa cristã quantos os Domingos do ano. Porquê este destaque? Por uma razão muito simples: ou Jesus e o seu projecto fracassaram redondamente e só há razões para o esquecer, ou celebramos a vitória mais importante da condição humana.

Na cultura tradicional estava escrito: “maldito todo aquele que é suspenso no madeiro” (Dt 21,23). O modo como Jesus foi morto – crucificado – não podia deixar de levar os discípulos ao desespero e abandono. Diante do facto empírico da crucifixão de Jesus, ficava provado que ele tinha andado a enganar o povo porque, se fosse o enviado de Deus, o messias, o libertador verdadeiro, nunca poderia ter morrido assim. Se assim morreu, para ele nenhuma ressurreição era possível.

É, aqui, que as narrativas do Processo de Jesus vêm em nosso auxílio para não nos enganarmos com expressões suicidas, como a seguinte: “ele entregou-se voluntariamente à morte”, para expiar o pecado como ofensa infinita a Deus.

É verdade que Jesus podia ter fugido ou traído a sua missão e fazer o jogo da opressão económica, política e religiosa, mas nunca se poderá dizer que ele foi morto porque quis. Também não morreu de doença, de velhice ou de acidente. Foi morto porque recusou abandonar o caminho da libertação dos excluídos da vida. Só nesse sentido é legítimo dizer que “se entregou voluntariamente à morte”.

3. Com o que foi dito, não tocámos no essencial das narrativas da crucifixão de Jesus. O coração dessas narrativas vem na expressão apresentada por S. Lucas: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”. No momento em que os seus inimigos o excluem da vida, do mundo – só lhe dão passado odioso – ele oferece-lhes o perdão, um futuro, o paraíso. Quando Jesus está mergulhado no abandono de tudo e de todos – “meu Deus, meu Deus porque me abandonaste?” – na noite absoluta, entrega-se ao supremo mistério: “nas tuas mãos entrego o meu espírito”.

Segundo os Actos dos Apóstolos, Pedro convertido, num improviso inflamado, tem esta confissão espantosa: aquele que vós crucificastes, Deus o ressuscitou e nem era possível que fosse retido no poder da morte porque tudo, nele, era respiração da vida.

Em Portugal e não só, todas as notícias da Quaresma foram motivadas pelos efeitos do capitalismo selvagem, especulativo, sem regras, abrigado nos paraísos fiscais, mergulhando os pobres no desespero. Perante o império do dinheiro, da corrupção e da imprevidência que semeiam a morte, a mensagem da Páscoa, deste ano, deve servir para convocar a energia de toda a gente de boa vontade para que não haja indigentes entre nós (Act 4, 34). Esta seria uma Santa Páscoa!

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publicado às 13:14

De frei Bento Domingues...

por Zulmiro Sarmento, em 02.05.11

Jesus era e é o ser humano com temperatura de Deus e um sonho que nem a cruz conseguiu quebrar.

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publicado às 13:34

Eleições: Cristãos têm «obrigação de votar», considera bispo de Angra

por Zulmiro Sarmento, em 26.04.11

D. António de Sousa Braga recusa «alinhar na crítica fácil e generalizada da Política»

Angra do Heroísmo, Açores, 26 abr 2011 (Ecclesia) – O bispo de Angra considera que o “cristão esclarecido e comprometido sente a obrigação de votar”, não deixando “que sejam outros a escolher por si”.

Na Mensagem de Páscoa a que a Agência ECCLESIA teve acesso, D. António de Sousa Braga salienta que “a sociedade civil tem de ser mais viva”, dado que “nem tudo depende dos Governos”.

“Precisamos de cidadãos ativos e intervenientes, que sejam parte da solução dos problemas que enfrentamos com a presente crise”, salienta o prelado, para quem o contributo dos católicos para “fazer surgir e consolidar uma sociedade mais justa e fraterna” deve expressar-se no quadro da Doutrina Social da Igreja.

Depois de referir que as eleições para a Assembleia da República, marcadas para 5 de junho, constituem “o momento próprio” para exercer a “cidadania ativa”, o texto salienta que não se deve alinhar “na crítica fácil e generalizada da Política”, por se tratar de “uma atividade ‘nobre’ de serviço ao bem comum”.

“Como em tudo, há atores bons e outros menos bons. As eleições são o momento certo para escolher”, refere o documento, onde António de Sousa Braga sustenta “que as dificuldades do momento presente podem ser oportunidades de crescimento”.

Para o bispo de Angra, diocese com sede na ilha Terceira, a ressurreição de Cristo, celebrada no domingo de Páscoa, torna possível “olhar o futuro com esperança” (frase que dá título à mensagem), ao mesmo tempo que compromete os católicos na construção da “Justiça”, “Amor e Paz”.

A Páscoa oferece uma “esperança certa”, e não apenas “mera probabilidade, nem sonho visionário de quem não tem em conta a realidade ou ingenuidade de quem não vê os problemas”, salienta o texto.

Entre o domingo de Páscoa, que celebra a ressurreição de Cristo, e 12 de junho (dia de Pentecostes, palavra de origem grega que significa “cinquenta dias”), a Igreja Católica vive o “Tempo Pascal”, o período mais significativo do seu calendário litúrgico.

RM

 

ECCLESIA

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publicado às 21:30

FACE4JESUS

por Zulmiro Sarmento, em 25.04.11

Página da internet convida cristãos a construírem o rosto de Cristo com a própria fotografia

D.R.

Lisboa, 24 abr 2011 (Ecclesia) - Foi hoje lançado o site www.face4jesus.com, onde cada pessoa pode construir o rosto de Cristo com a própria fotografia, usando o seu perfil do facebook ou carregando um ficheiro com a sua fotografia.

O projeto face4jesus é uma iniciativa da Terra das Ideias que convida os cristãos a “dar a cara pela ressurreição de Jesus”.

“Os cristãos são chamados a dar a cara pela ressurreição de Jesus, usando o seu perfil do Facebook ou carregando uma fotografia sua do computador”, esclarece a Terra das Ideias num comunicado enviado à Agência Ecclesia.

O nome do projeto indica também o objetivo que levou esta empresa de comunicação a lança-lo neste dia de Páscoa: dar a face por Jesus, afirmando-se como testemunha da sua ressurreição.

Criado por iniciativa da Terra das Ideias, este projeto conta com a parceria da Ecclesia, da Diocese do Porto e do lent2face (grupo de partilha da Quaresma no Facebook).

O projeto é lançado em espanhol, francês, italiano, inglês e português com o objetivo de reunir faces de todo o mundo na afirmação de um rosto de Cristo ressuscitado.

“A organização espera agora que os cristãos neste tempo pascal tão importante, adiram e divulguem a iniciativa” e, no site www.face4jesus.com,  “deem a face por Jesus”, sublinha o comunicado enviado à Agência ECCLESIA

PR

 

ECCLESIA

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publicado às 12:49

SÁBADO SANTO É TEMPO DE...

por Zulmiro Sarmento, em 23.04.11

 

Hoje é o dia do Silêncio. O tempo parece suspenso. Jesus está morto. Mas não é o tempo do desespero. Jesus morreu. Mas a esperança não acabou. Foi colocada na terra, como semente, aguardando a Primavera da Ressurreição.

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publicado às 01:04

Secos e pecadores... na Igreja e para o mundo?

por Zulmiro Sarmento, em 19.04.10

 

Ocorre, no próximo (hoje) dia 19 de Abril, o quinto aniversário da eleição do Papa Bento XVI. Estes últimos anos foram para a Igreja Católica e para o Papa em particular de grande sofrimento, de contínuos ataques, de campanhas sórdidas... escarafunchando males, esventrando memórias, rasgando consciências... atingindo tudo e todos.
Foi neste espaço de tempo que vieram à luz do dia situações vergonhosas humana, social e cristãmente. Qual puzzle labiríntico foi posto a descoberto muito daquilo que andava capciosamente escondido, de tão lamentável que era, que é e que sempre será!

Referimo-nos às notícias sobre a pedofilia. Esta chaga humana, social, psicológica e moral tem perseguido o magistério do Papa Bento XVI. Por ocasião da sua próxima visita a Portugal temos estado a ser bombardeados, diariamente, com notícias, comentários, insinuações, acusações, dislates, provocações da mais dispare índole.
Na abertura, no passado dia 12, da assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga referiu-se à matéria nestes termos: «Perante a grave lesão da dignidade pessoal das vítimas dos casos de pedofilia, importa restabelecer a justiça, purificar a memória e reafirmar, humildemente, o compromisso da Igreja de fidelidade a Deus e de serviço aos homens».
Antes de tentarmos abordar este assunto talvez não seja (in)oportuno lançar algumas perguntas:
- Por que será que os judeus – pelo menos certos meios mais ideológicos (*) – estão tão assanhados contra o Papa – será por ele ter aberto o processo de Pio XII sem se intimidar com as acusações de anti-semitismo com que o têm rotulado?
- Por que têm tanto receio certos lóbis gays dos estudos – americanos de há décadas e dos mais recentes – de que possa insinuar-se alguma ligação entre a pedofilia e a homossexualidade?
- Será mera coincidência em que os jornais que mais falam do assunto da pedofilia – tanto americanos como alemães ou britânicos – sempre têm o Vaticano e o Papa em mau conceito ou melhor sob preconceito?
- Até onde irá a resistência à verdade em que os prevaricadores sejam julgados e/ou afastados do contacto com crianças, sejam padres ou professores, pais ou educadores, sejam médicos ou treinadores... homens ou mulheres?
- Não estaremos a pagar – na própria carne – já as consequências de alguma promiscuidade e idolatria do corpo sem regras nem moral?

* Afectivos ou afectados?
Num tempo tão ávido de escândalos, a pedofilia – com outras questões adjacentes, tais como: a promoção do naturalismo, do aborto, das prostituições, da pornografia, etc. – tem sido aproveitada mais para lançar distracção do que para reflectir sobre as verdadeiras causas. Tal como noutras matérias temos estado a olhar mais para as consequências do que a procurarmos as verdadeiras causas. De facto, o aproveitamento dos mais frágeis – crianças na sua maioria, rapazes ou raparigas – para actos de baixeza moral, denota que algo vai mal no interior de muitas pessoas... Dizemo-lo de qualquer vocação ou profissão, atinja quem prevaricar... comprovadamente. Tudo será mais grave se, de quem se esperava respeito e seriedade (como são os casos de padres, há mais ou menos tempo), vemos exactamente o contrário.
Está na hora de, pondo-nos cristãmente em questão, perguntarmos se a dimensão afectiva de tantos ministros da Igreja foi, de verdade, evangelizada ou não terá sido, antes, recalcada? Até que ponto Jesus terá atingido o coração desses homens e mulheres? Não terá sido mais defendida a dimensão da sisudez de fachada do que a serenidade da entrega a Deus por amor do Reino dos Céus?

* De secos a pecadores?
Para quem tenha estudado, minimamente, a influência das doutrinas contemporâneas ao surgimento do cristianismo, saberá que o estoicismo teve maior repercussão na doutrina da Igreja do que, por exemplo o epicurismo e o hedonismo. Foi mais fácil aceitar – na medida em que trazia exigência à moral – as regras do sacrifício do que as propostas do prazer. De alguma forma o prazer como que simbolizava mais uma falta de auto-domínio do que a procura da contrariedade. Repare-se como, na religiosidade latino-romana, parece mais fácil atrair pessoas à via-sacra e à quaresma do que à ‘via lucis’ ou às alegrias do tempo pascal!...
Fomos, de algum modo, formatados para uma certa religião macambúzia e sem aspectos de prazer e contentamento. Se isto foi mais ou menos tolerado em certos meios, noutros, mesmo que à socapa e roçando as franjas do imoral e/ou do pecado foi sendo vivido numa linguagem de fora da norma ou contra a dignidade de outrem.
Talvez esta argumentação não justifique nada – e nem sequer ajude a entender os erros, os abusos e os crimes – nem desculpe ninguém... muito menos se for clérigo. No entanto, destapado o condicionamento religioso – estes será tanto mais procurado, quanto menor for a adesão à pessoa de Jesus Cristo e à mensagem do seu Evangelho – muito mal foi posto à solta, deixando a descoberto muitas feridas, bastantes erros e piores praticantes da falta de conversão.
O equilíbrio emocional e afectivo tem um percurso de maturidade em cada pessoa humana. Nada está acabado. Estamos em vias de crescimento até à estatura de Cristo, o homem perfeito!

(*) Bastará ver a animosidade com que alguns influentes judeus (da ala mais maçónica e integrista) vieram a terreiro contestar as palavras do Padre Raniero Cantalamessa – que por estes dias está em Portugal – usando das maiores diatribes contra a Igreja católica. De facto, tal como em Ratisbona, com o Papa Bento XVI, também na 6.ª feira santa, com o Padre Cantalamessa, houve uma citação de escritos alheios, que desenquadrados do contexto, permitiram interpretar o que não foi dito revertendo, normalmente, em desfavor da Igreja católica.

A. Sílvio Couto

in ECCLESIA

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publicado às 07:00

O Papa visitará o Santo Sudário de Turim no próximo 2 de maio de 2010

por Zulmiro Sarmento, em 16.04.10

 O Arcebispo de Turim, Cardeal Severino Poletto, informou que o Papa Bento XVI visitará o Santo Sudário de Turim, com motivo da sua próxima exibição, no próximo 2 de maio de 2010.

 Numa carta recolhida pela imprensa local, o Cardeal anunciou a visita e antecipou que o Pontífice também presidirá uma Missa ao ar livre.

O Cardeal Poletto considerou que a visita será “um presente extraordinário” para “a nossa cidade e para a diocese uma ocasião única. O evento dará novo impulso ao caminho espiritual e pastoral de nossas comunidades cristãs e infundirá esperança em todos”.

A próxima exposição do Sudário Santa começará no dia 10 de abril e terminará no 23 de maio.

Em junho do ano passado, o Papa Bento XVI acolheu o pedido do Cardeal Poletto para a exibição e antecipou que “se o Senhor me der vida e saúde, espero ir eu também”.

Nesse momento, Bento XVI assinalou que “será uma ocasião muito propícia para contemplar aquele misterioso rosto, que fala silenciosamente ao coração dos seres humanos, convidando-lhes a reconhecer nele o rosto de Deus”.

A última exibição do Santo Sudário teve lugar há quase dez anos com ocasião do Grande Jubileu do Ano 2000.

O Manto de Turim ou Santo Sudário, que uma sólida e sustentada tradição assinala como o manto que envolveu o corpo do Senhor Jesus, é uma fina peça de linho de 3 pés e 7 polegadas de largura e 14 pés e três polegadas de comprimento.

O manto leva a imagem detalhada da frente e das costas de um homem que foi crucificado de maneira idêntica a Jesus de Nazaré conforme descrevem as Escrituras.

O manto encontra-se em Turim, Itália, desde 1578 e é posto à exposição pública aproximadamente uma vez por cada geração.

Com o fim de determinar o modo como a imagem se imprimiu no Sudário, mais de mil investigações científicas das mais diversas especialidades foram realizadas e tomaram-se 32 mil fotografias do manto.

Estas investigações fizeram do Sudário Santo a relíquia mais estudada da história.

O Site oficial da próxima exibição é http://www.sindone.org/

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