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MÃE!

por Zulmiro Sarmento, em 03.05.15
 

Como não agradecer-te, mãe,
se é tanto o que és,
o que ofereces
e o que semeias no meu ser?

Mas como agradecer-te, mãe,
se é tão pouco o que tenho
para dizer, para te bendizer?

O que o coração sente
os lábios não são capazes de balbuciar.
Trémulos, hesitam e gaguejam,
incapazes de soltar uma palavra
ou de articular um som.

Mas será que existe alguma palavra
que consiga dizer o que o coração sente?

Dizer «obrigado» é pouco,
mas dizer-te «obrigado» é tudo o que resta
quando tudo já tiver sido dito.

Obrigado, mãe,
pela vida que nunca recusaste dar-me.

Obrigado pelo amor
que nunca hesitaste oferecer-me.

Obrigado pelo sacrifício
a que nunca te furtaste.

Obrigado pela fé
com que sempre me inundaste.

Obrigado
por seres sempre berço a que volto
e fonte a que regresso.

Obrigado
pelo testemunho e pela fidelidade.

Obrigado
me teres dado a vida
e por seres vida para mim.

Obrigado
por não me eliminares quando habitei teu ventre.

Obrigado
por me amares desde o primeiro instante.

Obrigado
por nunca seres túmulo
e por sempre seres regaço.

Obrigado
por nunca pensares em ti
e por sempre pensares em mim.

Eu não mereço.
Eu não te mereço.
Mas agradeço.

Porque sei
que amar assim,
como tu amas,
é algo que só está ao alcance de ti, mãe!

Na pobreza dos gestos
e na fragilidade das palavras,
nada mais me ocorre
que este «obrigado».

Entrego-o no colo da Mãe das mães,
Maria-Mãe de Jesus.

Que Ela te abençoe
e proteja.

Que Ela te conforte
e compense por tudo quanto fazes,
por tudo quanto és,
mãe!

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publicado às 11:36

O Sínodo da Família

por Zulmiro Sarmento, em 07.10.14

Papa inaugura sessões de trabalho com cardeais, bispos, religiosos, peritos e casais que convidou a «falar claro» e «escutar com humildade»

 

O Papa inaugurou hoje as sessões de trabalho da a terceira assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos, dedicada às questões da família, convidando os participantes a "falar claro".
"Que ninguém diga: 'isto não se pode dizer, vão pensar de mim isto ou aquilo'. É preciso dizer tudo o que se sente com ousadia", declarou, num breve discurso.
Francisco destacou a importância desta reunião para ouvir a "voz" das várias Igrejas particulares e revelou que após o consistório que decorreu em fevereiro deste ano recebeu uma carta de um dos cardeais presentes que se lamentava por outros "não tenham tido coragem de dizer algumas coisas, por respeito ao Papa, julgando que o Papa pensava de forma diferente".
"Isto não está bem, isto não é sinodalidade. É preciso dizer tudo o que, no Senhor, sentimos obrigação de dizer", observou.
O Papa convidou a "escutar com humildade" e acolher com "coração aberto" o que dizem os irmãos, com "paz e tranquilidade".
Francisco concluiu com uma observação de cariz teológico, sublinhando que o Sínodo decorre sempre com a presença e sob a presidência do Papa (cum Petro et sub Petro), "garantia para todos e custódia da fé".
253 pessoas, entre cardeais, bispos, religiosos, peritos, casais e representantes de outras Igrejas, marcam presença a partir de hoje na sala do Sínodo, para duas semanas de debate que, segundo o Papa, têm a "responsabilidade de trazer as realidades e problemáticas" das comunidades para ajudar a Igreja a seguir o "Evangelho da Família".
A lista integra 114 presidentes de conferências episcopais, como D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa, e os chefes dos 13 sínodos de bispos das Igrejas Orientais Católicas, para além de 25 presidentes dos dicastérios da Cúria Romana e 26 cardeais, bispos e padres selecionados pelo Papa, que aprova ainda a escolha de peritos (‘adiutores secretarii specialis’) e ouvintes (‘auditores’), grupo que inclui 24 leigas e uma religiosa.
Os chamados ‘padres sinodais’, com direito a voto, são 191, vindos dos cinco continentes: 78 da Europa, 42 da África, 38 da América, 29 da Ásia e quatro da Oceânia.
O elenco inclui 62 cardeais, sete patriarcas, um arcebispo-maior, 67 arcebispos, 48 bispos, um sacerdote prelado e seis religiosos.
Participam por direito próprio os membros do XIII Conselho Ordinário do Sínodo, que tiveram a missão de preparar a assembleia extraordinária, a que se somam três membros eleitos, religiosos que representam a União de Superiores Gerais.
Aos padres sinodais juntam-se 16 peritos, que colaboram com o secretário-especial (D. Bruno Forte, arcebispo de Chieti-Vasto, Itália), 38 ouvintes e oito delegados de Igrejas cristãs.
Segundo o secretário-geral do Sínodo, cardeal Lorenzo Baldisseri, por causa do tema em debate a Santa Sé quis “dar particular relevo aos casais, pais e chefes de família”.
Neste sentido, a lista de participantes inclui 14 casais: um no grupo de peritos e 13 nos ouvintes.
“Cada casal terá 4 minutos para intervir, à semelhança dos cardeais que desejem tomar a palavra”, informou, em conferência de imprensa.
Fonte: aqui

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publicado às 08:47

Sínodo: Francisco defende diálogo e atenção à realidade para enfrentar mudanças

por Zulmiro Sarmento, em 06.10.14

 

 
(Lusa)

O Papa Francisco participou ontem numa vigília de oração pelo sínodo da família, na qual sublinhou que a importância do diálogo e do conhecimento de uma sociedade em mudança.
“Invoquemos a disponibilidade para um confronto sincero, aberto e fraterno que nos leve a considerar, com responsabilidade pastoral, as interrogações que trazem as mudanças desta época”, declarou, na iniciativa promovida pela Conferência Episcopal Italiana.
Segundo o Papa, a Igreja precisa de "ouvir os batimentos deste tempo e sentir o 'cheiro' das pessoas de hoje" até ficar impregnada com as "suas alegrias e esperanças, as tristezas e as angústias".
"Nessa altura, saberemos propor com credibilidade a boa nova sobre a família", precisou.
Diante de milhares de pessoas na Praça de São Pedro, Francisco citou a exortação apostólica Evangelii Gaudium para afirmar que “a família continua a ser a humanidade sem precedentes, contributo fundamental para uma sociedade justa e fraterna”.
“Esse horizonte ajuda-nos a compreender a importância da Assembleia sinodal que começa amanhã”, disse.
No dia de São Francisco de Assis, o Papa lembrou ainda que “a escuta e diálogo sobre a família devem tornar-se uma oportunidade providencial para renovar - seguindo o exemplo de São Francisco - a Igreja e a sociedade”.
Por fim o Papa Francisco pediu orações pelo Sínodo que se inicia este domingo: "Possa o vento de Pentecostes soprar sobre os trabalhos sinodais, sobre a Igreja e sobre a Humanidade inteira”.

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publicado às 08:58


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