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O MAIS BELO EVENTO É A VIVÊNCIA

por Zulmiro Sarmento, em 22.07.15
 
  1. A fé não existe para anestesiar, mas para despertar. Ela não é ornamento na vida, mas força para a transformação da vida.

Vazia seria uma fé soporífera ou levemente sedosa. O seu horizonte não pode ser, pois, a mera satisfação, mas a nossa permanente conversão.

 

  1. Não temos fé para fechar os olhos à vida, mas para olhar de frente para a vida.

O discurso crente não é aquele que passa por cima dos problemas, mas aquele que «aterra» totalmente nos problemas.

 

  1. Nenhum ideal de fé é compatível com uma fé que não seja real.

É bom não esquecer que a fé acontece sempre na realidade, não fora da realidade.

 

  1. Se a vida é difícil, como é que poderíamos esperar que a fé fosse fácil?

Não falta, porém, quem faça constante publicidade a uma «fé fácil».

 

  1. É o que sucede quando se apresenta a fé longe do sofrimento e distante do mistério.

No fundo, é uma fé que não encara a vida como ela se mostra nem acolhe Deus como Ele é.

 

  1. Uma fé com respostas imediatas não espelharia a vida enquanto vida. E ousaria até impedir que Deus fosse Deus.

A fé inclui, obviamente, a confiança em que tudo pode ser melhor. Mas não exclui a predisposição para aceitar as adversidades.

 

  1. Jesus ensina-nos que a Cruz não se procura, mas também não se recusa. Aos que Lhe solicitavam poder, Ele respondeu com o cálice (cf. Mt 20, 22-23).

Ou seja, quem seguir os Seus ensinamentos tem de se dispor a seguir a totalidade dos Seus passos. E aqui é preciso contar com a perseguição, a condenação e até a morte.

 

  1. São muitos os eventos que, hoje em dia, integram actos religiosos. É bom, mas não basta.

Um «Cristianismo de eventos» é claramente insuficiente. Reduz-se a momentos que se esgotam quando terminam. Não parece haver «antes» nem «depois».

 

  1. Muitas vezes, são promovidas celebrações desconectadas de qualquer preparação e desligadas de qualquer vivência.

Como há-de fermentar o compromisso?

 

  1. Urge perceber que o Evangelho não é um adorno para certas ocasiões, mas um projecto para a vida.

Os eventos ganham alma quando pré-existe — coexiste e pós-existe — uma vivência. Afinal, não será a vivência quotidiana da fé o mais belo evento de fé?

 

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