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Leigos sugerem pistas de reflexão aos sacerdotes

por Zulmiro Sarmento, em 18.01.10

 

Converter os novos pagãos só com anúncio surpreendente

Um grupo alargado de leigos da Arquidiocese de Braga entregou ontem no Congresso Internacional sobre o Presbítero algumas sugestões para que a Igreja em geral e os sacerdotes em particular reflictam no decurso deste Ano Sacerdotal. Insistindo na tónica constante e transversal deste congresso - o padre deve apostar mais na espiritualidade e menos na gestão organizacional -, os porta-vozes de algumas paróquias da Arquidiocese, escolhidas por terem características diversas, frisaram que, no mundo actual, a conversão dos «novos pagãos» só se consegue «através de um anúncio surpreendente, feito por um ministro de Deus que testemunhe na vida a proximidade com quem o enviou e a quem foi enviado». Nas conclusões do congresso, que encerrou com uma missa na igreja do Seminário Conciliar (na foto), reconhece-se que «as novas realidades do nosso mundo exigem novas formas de ser presbítero» e que este tem de estar em «formação permanente» e dedicar «muito tempo à formação dos leigos».

Texto, Álvaro Magalhães
Foto, Avelino Lima
Jornal Diário do Minho

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publicado às 08:00

Cristãos pedem mais tempo e coragem aos sacerdotes

por Zulmiro Sarmento, em 17.01.10

 

Os cristãos reivindicam mais atenção por parte dos seus guias espirituais e, por isso, querem padres com mais tempo para os escutar. Por outro lado, é exigida mais preparação e coragem aos presbíteros, para que aproveitem todas as oportunidades, inclusive as mediáticas, para apresentarem um rosto de uma Igreja preocupada com os que sofrem e que está ao lado dos mais pobres. Estas são algumas das conclusões da mesa redonda realizada ontem no Congresso sobre o Presbítero, que juntou em Braga Marcelo Rebelo de Sousa, Fátima Campos Ferreira e Isabel Jonet.

Texto, Álvaro Magalhães (com Ecclesia)
Foto, Avelino Lima

Jornal Diário do Minho

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publicado às 08:00

Figura do padre tem alta relevância social

por Zulmiro Sarmento, em 15.01.10

Sondagem de opinião foi apresentada no Congresso Internacional «À Escuta da Palavra»

A figura do sacerdote continua a ter uma alta relevância social. Esta é a conclusão de uma sondagem de opinião apresentada no segundo dia do Congresso Internacional «À Escuta da Palavra», que decorre em Braga.
O estudo sobre a figura do padre revela que 90 % dos inquiridos considera que “o estilo e a maneira de ser do padre influenciam a prática religiosa dos leigos, que valorizam, na figura do presbítero, características de acção e de relação humana com o próximo”.
As características que influenciam mais a imagem que o inquirido tem da figura do padre são a solidariedade (95%), a actualização, a disponibilidade, a generosidade e a humildade. O celibato é a terceira característica menos votada (com 46,9%), logo seguida de avareza e pobreza.
Segundo explica Vera Duarte, da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Católica de Braga e responsável pela apresentação da sondagem, com base na sondagem de opinião, a maioria dos inquiridos revela uma tendência para considerar que o sacerdote deveria “dedicar-se exclusivamente à Igreja e não se envolver em actividade políticas”.
A sondagem realizada nos concelhos da Arquidiocese de Braga revela ainda que a ordenação de mulheres e o casamento dos padres não reúne consenso. A população inquirida divide-se nestas duas matérias. Foram realizadas 286 entrevistas. Dos inquiridos 90% considerara-se católico, sendo 80% católicos praticantes.
O estudo pode ser consultado em www.congressosacerdotal.com
 
 
 in ECCLESIA

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publicado às 07:20

Ano sacerdotal: Será a Igreja católica, realmente, ‘perita em humanismo’?

por Zulmiro Sarmento, em 13.01.10

 

Nos últimos quatro meses senti de forma assaz difícil de gerir (humana e espiritualmente) a morte de dois padres: com idades diferentes (52 e 90 anos), em dioceses muito afastadas (Braga e Setúbal) e em circunstâncias quase antagónicas – um só foi encontrado três dias depois de morto, outro foi assistido, cuidadosamente, até exalar o último suspiro; um era um intelectual de rasgos impressionantes, o outro sem grande alarido soube converter-se ao Concílio Vaticano II; um destoava pela verborreia inflamada e saber, o outro cativava pela simplicidade e cordialidade...

Partilho, humildemente esta minha leitura – feita neste ano sacerdotal, que ainda vai decorrer até meados de Junho – ao ter-me angustiado sobre a forma como os padres são, hoje, vistos, acolhidos e acompanhados: somos, de verdade, pessoas sós – muito para além de celibatários, por vocação, temos de interiorizar que somos, por ministério, homens quase solitários por missão – e muitas vezes mal acompanhados – quase sem família de sangue, por opção, somos votados à apatia, por imposição, de tantos a quem nos damos... sem pouco (ou nada) receber em troca.
Iremos – como agora se diz – esmiúçar alguns destes aspectos, tentando ser positivos e não meramente denunciadores de vertentes menos agradáveis... pessoalmente.

* Como são vistos, acolhidos e acompanhados os padres?
Efectivamente, o mistério do padre é algo que o acompanha, desde a escuta da vocação – quantas vezes em tenra idade ou noutros casos em idade mais adulta – passando pela formação, tanto no seminário como na Igreja em geral, e amadurecendo o chamamento cada vez mais e, sobretudo, cada vez melhor.
Na medida em que o dom da vocação vai sendo burilado, assim se pode perceber que ele não pertence ao chamado, mas é dom da misericórdia divina.
Já lá vai o tempo em que ser padre – ou até de pertencer à sua família – era título de promoção social ou mesmo intelectual. O candidato, primeiro, e o ordenado, depois, tem de ter uma forte motivação espiritual e cultural para se ver quase no role dos inúteis, se não mesmo dos ‘mentecaptos’ para alguns intelectuais da nossa praça e de certos órgãos de comunicação social. Quantas vezes é prejudicial ser padre ou até ter alguém que seja seu amigo, pois pode denegrir a reputação dos interlocutores!
De facto, só por especial graça divina, um rapaz/homem pode entregar a sua vida a uma causa: a de ser ministro – isto é, servo e instrumento – de Deus na comunhão de Igreja católica.
Mais do que um simples ‘Cura d’Ars’, o padre dos nossos dias precisa de ter uma cabeça bem formada nas ciências humanas, teológicas e bíblicas, um coração fortemente alicerçado na entrega a Jesus e deixando-se conduzir pela mobilidade do Espírito Santo com humildade na Igreja a quem serve e ama.

* Celibatários por vocação – solitários por missão?
Afectivamente o padre sabe a Quem se consagrou e através de quem o fez. Desde a primeira hora tinha/tem como orientação – pessoal e emocional – viver em celibato consagrado por amor do Reino dos Céus. Ninguém foi enganado nem o mais incauto ou inconsciente. Por isso, certas notícias – reais ou mais exploradas – só servem para distrair do essencial ou disfarçar o mais básico... das questões. Com efeito, num tempo bastante erotizado nas intenções e no comportamento, a consagração celibatária do padre é, desde logo e quase sempre, motivo de escândalo e de controvérsia. Na medida em que o padre se sentir fundamentado teológica e espiritualmente nas palavras da consagração da missa, ele será capaz de confundir pela vivência e seduzir pela contemplação... dentro e fora da missa.
No entanto, o ferrete da solidão é ainda mais atroz, quando o padre tem de sorver as lágrimas das (in)confidências, de engolir as alfinetadas da inconveniência ou até as setas inflamadas da provocação... quantas vezes daqueles/as com que vive e é posto, continuamente, à prova... de fé, de confiança e de amor.
Nem sempre o acompanhamento dos superiores é o mais atento. Nem sempre a partilha dos companheiros é a mais solícita... Tão pouco a compreensão dos pastoreados/as é a mais adequada!

* Sem família por opção – votados à apatia por imposição?
Desgraçadamente o padre tem de viver um quase contínuo paradoxo: de falar de família – na correcta acepção do conceito: núcleo constituído na base de um compromisso estável entre um homem e uma mulher – e ele não a tem nem de sangue e talvez nem psicológica; de propor a noção da vida – rejeitando tanto o aborto como a eutanásia – mas ele não a transmitiu de forma biológica, embora a cuide denodadamente ao nível espiritual; de anunciar a proposta dos valores da compreensão e da comunhão entre as pessoas e as gerações, mas ele vive numa espécie de redoma... onde a solidão o pode tornar mais azedo e um pouco menos afectivo do que seria desejável.
Qual espécimen rara, o padre aponta para grandes desafios e corre o risco de tropeçar em pequenos engulhos; de pretender ser querido – mesmo sem a bajulação do populismo – de todos, mas sentir uma quase rejeição de muitos mais; de pensar que vale alguma coisa, mas ninguém lhe reconhecer qualquer autoridade...
Que a Igreja – dita perita em humanismo – não deixe esvaziar a sua materna solicitude para com cada padre, sobretudo tendo em conta os mais tentados e em crise.

A. Sílvio Couto
 

ECCLESIA

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publicado às 08:00

37 missionários assassinados em 2009

por Zulmiro Sarmento, em 31.12.09

Número registado pelo Vaticano é o mais alto na última década (elenco completo)

A Fides, agência do Vaticano para o mundo missionário, revelou que 37 agentes pastorais foram assassinados enquanto desempenhavam a sua missão nos cinco continentes, no ano de 2009. O número é praticamente o dobro em relação a 2008 (20) e o mais alto na última década.
O elenco destas mortes refere-se não só aos missionários “ad gentes”, mas a todo o pessoal eclesiástico que faleceu de forma violenta ou que sacrificou a sua vida consciente do risco que corria. As 37 mortes ocorridas em 2009 referem-se a 30 sacerdotes, duas religiosas, dois seminaristas e três voluntários, leigos.
Na análise por continentes, chega-se à conclusão de que este foi um ano particularmente dramático na América, onde tiveram lugar 23 mortes (18 sacerdotes, dois seminaristas, uma religiosa e dois leigos). Em África morreram nove sacerdotes, uma religiosa e um leigo. A Ásia registou a morte de dois padres católicos e a Europa de um sacerdote.
Por países, a pior situação regista-se no Brasil, com seis mortes de sacerdotes, a par da Colômbia, onde foram assassinados cinco padres e um leigo.
Em África, na República Democrática do Congo contabilizaram-se as mortes de dois sacerdotes, uma religiosa e um leigo da Cáritas. Quatro padres católicos foram mortos na África do Sul.
A Fides explica que entre os membros desta lista “provisória”, muitos “foram vítimas da própria violência que estavam a combater ou da disponibilidade para ir ao encontro dos outros, colocando em segundo plano a sua segurança pessoal”. Muitos foram assassinados em tentativas de assalto ou sequestro.
Os números da Agência mostram que desde 1980 morreram 949 missionários, com destaque para as vítimas provocadas pelo genocídio do Ruanda, em 1994. Desde 2001 houve já 230 mortes registadas pela agência do Vaticano.
Elenco completo - 2009
Pe. Giuseppe Bertaina, italiano, assassinado a 16 de Janeiro em Nairobi, Quénia.
Pe. Eduardo de la Fuente Serrano, espanhol, encontrado sem vida a 14 de Fevereiro em Havana, Cuba.
Pe. Juan Gonzalo Aristizabal Isaza, assassinado a 22 de Fevereiro na localidade de Antioquia, Colômbia.
Pe. Daniel Matsela Mahula, morto a 27 de Fevereiro em Bloemhof, África do Sul.
Pe. Révocat Gahimbare, morto a 8 de Março em Karuzi, Burundi.
Pe. Gabriel Fernando Montoya Tamayo e Pe. Jesús Ariel Jiménez, assassinados a 16 de Março em La Primavera, Colômbia.
Pe. Lionel Sham, morto a 17 de Março em Mohlakeng, África do Sul.
Pe. Ramiro Ludeña, espanhol, assassinado a 20 de Março no Recife, nordeste do Brasil.
Pe. Lorenzo Rosebaugh, norte-americano, assassinado a 18 de Maio em Alta Verapaz, Guatemala.
Pe. Ernst Plöchl, austríaco, encontrado sem vida a 31 de Maio na Província do Cabo, África do Sul.
Jorge Humberto Echeverri Garro, professor, morto a 11 de Junho em Panama di Arauca, Colômbia
Pe. Habacuc Hernández Benítez, e os seminaristas Eduardo Oregón Benítez e Silvestre González Cambrón, assassinados em Guerrero, México.
Pe. Gisley Azevedo Gomes, encontrado sem vida a 16 de Junho, próximo de Brasília.
Pe. Mariano Arroyo Merino, espanhol, morto a 13 de Julho em Havana, Cuba.
Ricky Agusa Sukaka, membro da Cáritas, assassinado a 15 de Julho em Kivu norte, República Democrática do Congo.
Pe. James Mukalel, assassinado no estado de Karnataka, Índia, a 29 de Julho.
Pe. Leopoldo Cruz, encontrado sem vida a 24 de Agosto em El Salvador.
Pe. Cecilio Lucero, assassinado a 6 de Setembro na província de Samar norte, Filipinas.
Pe. Ruggero Ruvoletto, italiano, assassinado a 19 de Setembro em Manaus, Brasil.
Pe.Evaldo Martiol, assassinado em Santa Catarina, Brasil, a 26 de Setembro.
Pe. Oscar Danilo Cardozo Ossa, assassinado em Villavicencio, Colômbia, a 27 de Setembro.
William Quijano, da Comunidade de Santo Egídio, assassinado a 28 de Setembro em El Salvador.
Pe. Ed Hinds, encontrado sem vida a 24 de Outubro, em Newark, EUA.
Pe. Louis Jousseaume, assassinado a 26 de Outubro em Egletons, França.
Ir. Marguerite Bartz, encontrada sem vida a 1 de Novembro no Novo México, EUA.
Pe. Hidalberto Henrique Guimarães, assassinado a 7 de Novembro em Maceió, Brasil.
Pe. Miguel Angel Hernandez, guatemalteco, assassinado a 8 de Novembro em Ocotepeque, Honduras.
Pe. Jean Gaston Buli, assassinado na noite de 9 para 10 de Novembro, em Ituri, R. D. Congo.
Pe. Daniel Cizimya Nakamaga, assassinado a 6 de Dezembro em Bukavu, R. D. Congo.
Pe. Louis Blondel, francês, assassinado na noite de 6 para 7 de Dezembro em Pretoria, África do Sul.
Ir. Denise Kahambu Muhayirwa, assassinada a 7 de Dezembro em Kabare, R. D. Congo.
Pe. Jeremiah Roche, irlandês, morto na noite de 10 para 11 de Dezembro em Nairobi, Quénia.
Pe. Alvino Broering, assassinado a 14 de Dezembro em Santa Catarina, Brasil.
Pe. Emiro Jaramillo Cardenas, morto a 20 de Dezembro em Santa Rosa de Osos, Colômbia.
 in ECCLESIA

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publicado às 13:10

ÀS QUINTAS-FEIRAS... (Ano Sacerdotal)

por Zulmiro Sarmento, em 17.12.09

 

 

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ÀS QUINTAS-FEIRAS... (Ano Sacerdotal)

por Zulmiro Sarmento, em 10.12.09

 

 

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ÀS QUINTAS-FEIRAS... (Ano Sacerdotal)

por Zulmiro Sarmento, em 03.12.09

 

 

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ÀS QUINTAS-FEIRAS... (Ano Sacerdotal)

por Zulmiro Sarmento, em 26.11.09

 

 

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ÀS QUINTAS-FEIRAS... (Ano Sacerdotal)

por Zulmiro Sarmento, em 19.11.09

 

 

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publicado às 08:05


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