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A grande boda

por Zulmiro Sarmento, em 12.06.08

     Celebra-se uma festa de bodas. A vida estava difícil e os noivos escreveram no convite:

    

    

 «Pedimos que cada convidado, no dia da festa do nosso casamento, traga uma garrafa de vinho. À chegada, cada qual deitará o líquido numa pipa que se encontrará à entrada. Assim durante as bodas, todos beberão do vinho de todos».

 

     Chegou o dia do casamento. Os convidados foram chegando, vestidos de festa, e trazendo cada qual uma garrafa de vidro escuro.

     Antes de entrarem no salão do banquete, iam depositando o vinho das garrafas,por um funil, na pipa, que se foi enchendo.

     Os serventes ordenaram:

     — Podeis sentar-vos. Vamos dar início à boda.

     Todos se sentaram à mesa e começou a festa. Chegou o momento em que todos esperavam que o vinho fosse servido. Os serventes, ao abrirem a torneira da pipa, ficaram muito admirados:

     — Mas isto é água!

     Que tinha acontecido? Muito simples, muito aborrecido e muito mesquinho: cada convidado julgou que seria o único a levar água, e que uma garrafa de água no meio de tanto vinho não se notaria. Mas, como todos pensaram o mesmo, havia apenas água para todos.

     Nem precisava acrescentar mais nada. Mas já agora sublinho: a festa ficou estragada. Os noivos ficaram tristes e retiraram-se discretamente. Os músicos arrumaram os instrumentos e regressaram a casa. Os convidados, envergonhados, dispersaram em silêncio.

 

PARA OS MAIS NOVOS: Qual a lição que pretende dar este conto?

                                 Este conto tem algo a ver com a nossa realidade?

                                 Conheces situações em que o egoísmo estragou a festa?

 

Post scriptum: Lembro-me perfeitamente duma sujeita, muito castiça, com um cargo muito especial e único na minha freguesia natal, que quando era convidada para qualquer festa que implicava oferecer uma prenda levava-a sempre muito bem embrulhada mas com o preço sempre bem visível. E afirmava a quem estranhava e denunciava a falta de etiqueta que era para o pessoal ver que não tinha sido uma porcaria qualquer comprada numa loja rafeira...

Pois claro! Se a gente não acautelar a nossa posição social (!), quem o fará por nós?!... Viver de aparências é o que continua a dar. Força pessoal!!

Vade retro Satanás! Ou então: passa fora!

 

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publicado às 09:45



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