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Um grupo de cientistas americano fez um estudo com dois grupos de pacientes com diabetes e que sofriam também de hipertensão e de colesterol elevado: um grupo tomou os fármacos recomendáveis para o tratamento padrão; outro grupo, para além da medicação, assistia diariamente, durante trinta minutos, a vídeos de humor, seleccionados por eles.
Ao fim de um ano, o grupo que foi estimulado a rir possuía taxas menores de hormonas relacionadas com o stress, como a adrenalina e o colesterol bom tinha aumentado cerca de vinte e cinco por cento, enquanto no outro grupo só tinha aumentado três por cento.
Segundo os autores daquele estudo, os resultados sugerem que rir pode ser um bom complemento terapêutico, capaz de ajudar a prevenir complicações... aumentando o nível de bem-estar sob a influência de hormonas de equilíbrio emocional e (mesmo) espiritual.
* Personalidades ‘quatro estações’
Num mundo onde os rostos andam carrancudos e tensos, torna-se urgente, que sejamos presença em serenidade e em confiança uns para com os outros, todos para com todos e vários para com cada um. Nem sempre é fácil assumir esta postura, pois os problemas – reais ou virtuais – turvam-nos a capacidade de presença alegre e bem-disposta.
Há múltiplos sinais de preocupação que nos ocupam a vida, tanto ao nível pessoal/psicológico como na dimensão social/familiar: encargos e tribulações, problemas e doenças, achaques e desconfianças... num ambiente que se torna desfavorável para a boa harmonia e a concórdia.
- Quantas vezes o mal-estar interior – dizemo-lo mesmo no foro espiritual – se repercute nas quezílias familiares, nas desavenças entre vizinhos e até com desconhecidos.
- Quantas vezes a maledicência verbal manifesta a convulsão mais íntima de cada um/uma consigo mesmo/a.
- Quantas vezes certos ares de arrogância não passam, afinal, de disfarce da insegurança perante os seus medos, os múltiplos traumas e até as más experiências... anteriormente vividas.
Não é tão incomum, como seria desejável, encontrarmos pessoas que vivem fortes oscilações de humor: ora estão serenas e calmas, ora, repentinamente, se tornam irascíveis e agressivas. Também neste aspecto, cada um de nós, não está inume de viver idênticas situações...de sofrimento.
* Saber rir e/ou aprender a sorrir
Na medida em que nos vamos conhecendo e (até) reconhecendo nos outros, assim poderemos aprender a estar em atitude de confiança, sem outro interesse que não seja o de sermos nós mesmos, isto é, equilibrados quanto baste e frágeis quanto se perceba.
Mesmo correndo o risco de parecermos ‘dar lições’, ousamos apresentar breves flashes em ordem a fazermos do nosso ambiente humano e cultural um espaço de boa disposição:
- enfrentar as dificuldades (sempre) pelo outro lado, o positivo;
- motivar quem nos rodeia para que possa fazer sempre melhor;
- falar bem dos outros mais do que dizer mal deles, isto é, procurar ver mais as qualidades e menos os defeitos;
- tentar trautear uma canção (alegre) que eleve o nosso espírito e seja como que um refrão cada dia;
- promover o recurso ao sorriso mais do que à obstinação pela lágrima;
- incentivar mais do que denegrir ou atacar quem nos faça (ou nos pareça) frente ou oposição;
- rezar pelos adversários para que Deus lhes conceda a conversão e a nós a perseverança fiel;
- estender a mão...desinteressadamente a quem possa precisar.
Tentemos oferecer, hoje e em cada dia da nossa vida, um sorriso a alguém.
Sílvio Couto