Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


PODE DEUS SER ASSIM?

por Zulmiro Sarmento, em 10.03.15
 

 

  1. Jesus andou quase sempre pelas margens: pelas margens dos rios e pelas margens da vida.

Grande parte da Sua actividade decorreu à beira do mar da Galileia, cujo principal afluente — e também efluente — é o Jordão. Foi, aliás, nas margens deste rio que Ele foi baptizado (cf. Mc 1, 9).

 

  1. Ao longo da Sua missão, Jesus ia alternando de margens.

Passava de margem para margem (cf. Mc 4, 35), mas nunca deixou as margens. E jamais abandonou os que eram postos à margem (cf. Lc 16, 19-31).

 

  1. Curiosamente, alguns peritos, como John Meier, apresentam Jesus como «marginal».

Não se trata de marginal no sentido de contestatário ou de irrelevante, mas no sentido de alternativo.

 

  1. Jesus contestou sempre a hipocrisia e a auto-suficiência dos que se julgavam superiores (cf. Mt 23, 27).

A mensagem e a conduta de Jesus foram de tal modo relevantes que muitas multidões se formaram à Sua volta (cf. Mt 5, 1).

 

  1. O Seu programa era verdadeiramente alternativo.

Jesus não só não pertencia aos principais grupos do judaísmo como defendia um projecto de vida, em muitos casos, oposto ao deles.

 

  1. Proclama o perdão em vez da vingança (cf. Lc 6, 37) e estende o amor aos próprios inimigos (cf. Mt 5, 44).

Jesus não foge dos que falham (cf. Mt 11, 19). Sente-se bem com os doentes (cf. Mt 14, 14), os famintos (cf. Mt 15, 32), os pobres (cf. Mt 5, 1) e os perseguidos (cf. Mt 5, 10).

 

  1. Como se isto não bastasse, frequentava ambientes pouco recomendáveis (cf. Mc 2, 16).

Enfim, nunca hesitou em tomar partido pelos mais humildes (cf. Mt 25, 40).

 

  1. Jesus não era ambíguo nas palavras ou equívoco nas acções.

Quando teve de escolher, optou por quem estava em baixo e por quem ficava de fora.

 

  1. Aberto a todos, não quis ser parcial. Preferiu os preteridos e incluiu sempre os excluídos.

Afagou as lágrimas dos pecadores (cf. Lc 7, 38) e fazia questão de tocar nas feridas dos sofredores (cf. Mc 1, 41). Jesus é o Deus que (nos) toca.

 

  1. Poderá Deus ser assim? Pena é que, vinte séculos depois, ainda não tenhamos percebido que Deus é (mesmo) assim.

É sempre nas margens que O conhecemos. Serão os marginalizados os que melhor O entenderão?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 12:41

O VERDADEIRO TEMPLO

por Zulmiro Sarmento, em 08.03.15
 

Nós acreditamos, Senhor,

que Tu estás no templo,

mas cremos que estás mais ainda

em cada pessoa.

 

O verdadeiro culto

não está ligado a um lugar.

O verdadeiro culto é uma Pessoa,

és Tu, Senhor.

 

É em Ti que adoramos o Pai,

em espírito e verdade.

 

Mas também Te encontramos no Templo.

Por isso queremos que esta seja uma casa de oração.

 

Na casa de oração

deve haver respeito, silêncio,

um ambiente propício para escutar a Tua voz

e acolher a Tua presença.

 

Tu, Senhor, ficaste triste

pelo comportamento de muitos no Templo de Jerusalém.

Até fizeste um chicote de cordas pa expulsar os vendilhões.

 

O zelo pela casa do Pai devorava-Te, Senhor.

Tu não feriste ninguém.

Apenas marcaste uma posição firme

na defesa da dignidade da Casa de Deus.

 

Que nós saibamos respeitar

este lugar sagrado.

 

Que aqui escutemos a Tua Palavra.

Que nos sintamos bem conTigo.

 

E que saiamos daqui mais inundados com o Teu amor e a Tua Paz,

JESUS!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:29

III DOMINGO DA QUARESMA – 8 de Março de 2015

por Zulmiro Sarmento, em 07.03.15

 

III DOMINGO DA QUARESMA – 8 de Março de 2015

«DESTRUÍ ESTE TEMPLO

E EM TRÊS DIAS O LEVANTAREI».

(Jo 2, 19)

I LEITURA - Forma longa Ex 20, 1-17

Os mandamentos.

Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, Deus pronunciou todas estas palavras: «Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, dessa casa de escravidão. Não terás outros deuses perante Mim. Não farás para ti qualquer imagem esculpida, nem figura do que existe lá no alto dos céus ou cá em baixo na terra ou nas águas debaixo da terra. Não adorarás outros deuses nem lhes prestarás culto. Eu, o Senhor teu Deus, sou um Deus cioso: castigo a ofensa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me ofendem; mas uso de misericórdia até à milésima geração para com aqueles que Me amam e guardam os meus mandamentos. Não invocarás em vão o nome do Senhor teu Deus, porque o Senhor não deixa sem castigo aquele que invoca o seu nome em vão. Lembrar-te-ás do dia de sábado, para o santificares. Durante seis dias trabalharás e levarás a cabo todas as tuas tarefas. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo nem a tua serva, nem os teus animais domésticos, nem o estrangeiro que vive na tua cidade. Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que eles contêm; mas no sétimo dia descansou. Por isso, o Senhor abençoou e consagrou o dia de sábado. Honra pai e mãe, a fim de prolongares os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te vai dar. Não matarás. Não cometerás adultério. Não furtarás. Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo; não desejarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo nem a sua serva, o seu boi ou o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença».
Palavra do Senhor.

I LEITURA – Forma breve Ex 20, 1-3.7-8.12-17

Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, Deus pronunciou todas estas palavras: «Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, dessa casa de escravidão. Não terás outros deuses perante Mim. Não invocarás em vão o nome do Senhor teu Deus, porque o Senhor não deixa sem castigo aquele que invoca o seu nome em vão. Lembrar-te-ás do dia de sábado, para o santificares. Honra pai e mãe, a fim de prolongares os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te vai dar. Não matarás. Não cometerás adultério. Não furtarás. Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo; não desejarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo nem a sua serva, o seu boi ou o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença».
Palavra do Senhor.

SALMO – 18 (19), 8.9.10.11 (R. Jo 6, 68 c)

Refrão: Senhor, Vós tendes palavras de vida eterna. Repete-se

A lei do Senhor é perfeita,
ela reconforta a alma;
as ordens do Senhor são firmes,
dão sabedoria aos simples. Refrão

Os preceitos do Senhor são rectos
e alegram o coração;
os mandamentos do Senhor são claros
e iluminam os olhos. Refrão

O temor do Senhor é puro
e permanece para sempre;
os juízos do Senhor são verdadeiros,
todos eles são rectos. Refrão

São mais preciosos que o ouro,
o ouro mais fino;
são mais doces que o mel,
o puro mel dos favos. Refrão

II LEITURA - I Cor 1, 22-25

 «Os judeus pedem milagres e os gregos procuram a sabedoria. Nós pregamos Cristo crucificado.»

Leitura da Primeira Epístola do Apóstolo S. Paulo aos Coríntios
Irmãos: Os judeus pedem milagres e os gregos procuram a sabedoria. Quanto a nós, pregamos Cristo cruficado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios; mas para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder e sabedoria de Deus. Pois o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens e o que é fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
Palavra do Senhor.

ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO - Jo 3, 16

Refrão: Louvor a Vós, Jesus Cristo,
Rei da eterna glória. Repete-se

Deus amou tanto o mundo
que lhe deu o seu Filho Unigénito;
quem acredita n’Ele tem a vida eterna. Refrão

EVANGELHO –  Jo 2, 13-25

A expulsão dos que comerciavam no Templo.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados às bancas. Fez então um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas; e disse aos que vendiam pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio». Os discípulos recordaram-se do que estava escrito: «Devora-me o zelo pela tua casa». Então os judeus tomaram a palavra e perguntaram-Lhe: «Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?». Jesus respondeu-lhes: «Destruí este templo e em três dias o levantarei». Disseram os judeus: «Foram precisos quarenta e seis anos para se construir este templo e Tu vais levantá-lo em três dias?». Jesus, porém, falava do templo do seu corpo. Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus. Enquanto Jesus permaneceu em Jerusalém pela festa da Páscoa, muitos, ao verem os milagres que fazia, acreditaram no seu nome. Mas Jesus não se fiava deles, porque os conhecia a todos e não precisava de que Lhe dessem informações sobre ninguém: Ele bem sabia o que há no homem.
Palavra da salvação.

CONVERTER-SE PELO AMOR

Todas as religiões contêm uma norma de conduta. Muitas delas chamam-lhe a Lei. É assim também com os israelitas. O Deuteronómio fala de muitas centenas de regras a cumprir. Isso deu origem ao farisaísmo de tantos que apontavam com facilidade as falhas no cumprimento da Lei. No Sinai, durante o caminho do deserto, Moisés recebeu de Deus as Tábuas da Lei e todas as normas de conduta ficaram reduzidas aos dez Mandamentos. Três regras na relação com Deus e sete na relação com o próximo. Muitos textos no Antigo Testamento falam das duas leis fundamentais: “Amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo” (cf. Dt 6, 5; Lv 19,18). Jesus Cristo diz claramente no Novo Testamento que não veio revogar a Lei, mas veio completá-la. Para isso dirá: “Dou-vos um mandamento novo, que vos ameis uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13, 34) e acrescenta até “por isso vos conhecerão como meus discípulos” (Jo 13, 35). Para Jesus a Lei não tem a complexidade do Deuteronómio, nem a simplicidade do Decálogo. A Lei resume-se a uma atitude de amor constante e em todas as situações. A referência à Lei de Moisés, aparece-nos hoje na primeira leitura. A Lei nova, que é Cristo, é-nos referida na segunda leitura. A ressurreição como atitude no cumprimento da Lei é o objectivo para a salvação (Evangelho).

1. A lei de Moisés
O povo de israel caminhava no deserto após 400 anos de cativeiro. Tinha perdido as referências ligadas às antigas tradições. Precisava de normas de conduta que lhes permitisse uma relação normal com Deus, com os companheiros da peregrinação. Estava ainda longe a Terra Prometida. Era preciso libertar-se da idolatria, reconhecendo que só Deus é o Senhor. Precisava também de ter orientações seguras nas relações de uns para com os outros no difícil tempo do deserto. Deus convoca Moisés ao Monte Sinai e oferece-lhe as Tábuas da Lei. Ao descer do monte, Moisés encontra o povo a adorar o bezerro de ouro, parte as Tábuas da Lei e pede a Deus castigos para o povo. Mas o Deus de Israel é um Deus de amor, só sabe oferecer o perdão. Moisés desce de novo, do Monte Sinai e ao povo, já convertido, entrega-lhe uma norma de conduta, o Decálogo. São pormenores deste Decálogo que a primeira leitura do domingo de hoje nos oferece.

2. Cristo é a Lei Nova
Na Carta aos Coríntios, ao falar da Pessoa de Cristo, diz que Ele é escândalo para os judeus e loucura para os gentios. De facto, os judeus não reconheceram em Jesus o Messias e, por outro lado, a cultura gentílica não entendia um Deus crucificado numa cruz. Tudo isto porém, esta entrega de Jesus à humanidade e a sua imolação no altar da cruz, só podia ter uma chave de leitura: o amor de Deus pela humanidade. “Deus amou de tal forma o mundo que lhe deu o seu próprio Filho” (Jo 3, 16). Compreende-se que Paulo queira explicar à comunidade de Corinto quem é Jesus Cristo e que d’Ele faça uma síntese afirmando que a loucura de Deus é mais sábia que a dos homens e que a fraqueza de Deus é mais forte do que a de toda a gente. Esta loucura e esta fraqueza só podem ter fundamento no amor. O amor é a lei diferente anunciada por Jesus no Mandamento Novo.

3. O anúncio da ressurreição
Este texto do Evangelho de João põe em confronto os interesses dos homens e os projectos de Deus. O Templo não é um lugar de negócios, é um lugar de oração. A destruição do Templo é a angústia dos homens, a reconstrução do Templo é o sinal de Deus. Os fariseus procuravam razões para condenar Jesus à morte. Jesus preparava os caminhos para ao terceiro dia ressuscitar. Os sinais de Deus são diferentes dos sinais dos homens. Por tudo isto, Jesus, nos últimos dias da sua vida, mais do que os milagres que são um sinal pontual de amor, anuncia a sua própria ressurreição que é a expressão máxima do amor de Deus pela humanidade. É que, como Cristo ressuscitou, todos podem ressuscitar (cf. 1 Cor 15, 20-22).

Monsenhor Vitor Feytor Pinto

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:48

NEM SEMPRE É POSSÍVEL A INSENÇÃO

por Zulmiro Sarmento, em 04.03.15
 

Desde Moltmann e Metz (no fundo, desde sempre), fica claro que não há teologia (nem acção eclesial) que seja apolítica.

A intervenção do crente tem sempre implicações políticas: ou directa ou indirectamente. Quem assume essas implicações revela de que lado está. Quem não assume é conivente com aquilo que acontece.

Concretizando, alguém que denuncie as injustiças sociais pode ser facilmente apodado de vanguardista, comunista, revolucionário. Mas alguém que, para não receber tal acusação, se cale acaba por tomar também uma opção: pelos que praticam a injustiça.

Neste caso, o silêncio é pouco edificante. A Igreja não pode ser imparcial. Não deverá, como é óbvio, tomar partido por partidos. Ela tomará sempre partido por pessoas, por ideais, por causas, por valores.

Se ela não o fizesse não seria isenta. Estaria a tomar partido por quem explora, por quem agride. Quem cala consente. Poderá um cristão consentir a exploração, a injustiça?

A clareza é sempre importante. As pessoas têm o direito de saber de que lado estamos. Nós temos o dever de as não defraudar. Cristo foi sempre claro. «Que as vossas palavras sejam sim, sim, não, não» (Mt 5, 37).

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:42

É POR DENTRO QUE SE CHEGA AO FUNDO

por Zulmiro Sarmento, em 03.03.15
 

images (89).jpg

 

  1. Na manhã das nossas vidas, todos nos vestimos de sonho. Com o andar do tempo, porém, rapidamente nos sentimos revestidos de desalento.

O mesmo acaba — quase sempre — por sufocar o diferente.

 

  1. Jesus é o diferente a que ninguém consegue ser indiferente.

Ele irrompe na história para romper com muitas zonas de conforto da nossa vida.

 

  1. Jesus abana e abala-nos. A paz, que nos traz, pacifica, mas não anestesia.

Ele hospeda-Se em nós para nos desinstalar de nós.

 

  1. Hoje, Ele continua a convidar-nos a passar para «outras margens» (cf. Mc 4, 35).

Aliás, Jesus sempre teve uma predilecção pelas margens. Não só pelas margens dos rios (cf. Lc 8, 22), mas também pelo que ficava à margem dos grandes centros.

 

  1. Jesus recolhe-Se, em longas noites de oração, nos montes (cf. Lc 6, 12). E retira-Se, por muitos dias, para o deserto (cf. Mc 1, 12-13).

Em Jesus, o marginal torna-se definitivamente central.

 

  1. Um retiro não é apenas para sair dos locais habituais e das ocupações rotineiras. Um retiro é sobretudo para sair de nós.

Não nos retiramos para fazer o que fazíamos. Mudamos de ambiente para procurar mudar de vida.

 

  1. Acontece que a mudança só atinge a totalidade quando chega à profundidade.

Muitas vezes, é no fundo de nós que está o maior entrave à presença de Deus em nós. O egoísmo é o obstáculo mais resistente, aquele que mais custa remover.

 

  1. É por dentro que se chega ao fundo. Por isso, não sendo um evento puramente intimista, um retiro é sempre pautado por uma forte intimidade.

O perfil do retiro é mais ermítico que cenobítico. Predomina o silêncio para prevalecer a escuta. Rareiam as palavras para melhor acolher a Palavra.

 

  1. Um retiro é para reviver, não para conviver. Um convívio é outra coisa, também excelente e igualmente necessária.

Só que o convívio do retiro é com Deus. É este convívio que antecede — e alimenta — todo o convívio.

 

  1. Um retiro investe no interior para dar frutos no exterior. Não se trata, portanto, de uma alienação, mas de uma transfiguração.

Um retiro ajuda a esvaziar o eu que ainda subsiste em nós. E começa a levar Deus até (mais) além de nós!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 14:41

EM CONTÍNUA TRANSFIGURAÇÃO

por Zulmiro Sarmento, em 01.03.15
 

Hoje também, Senhor,

na manhã deste Domingo belo,

Tu nos levas ao monte,

a um monte muito alto,

a um monte que és Tu.

 

Hoje de novo,

Tu realizas o mistério da transfiguração.

Transfiguras a vida.

Transfiguras a humanidade.

Transfiguras cada pessoa.

Transfiguras o mundo.

 

A fé é uma contínua transfiguração.

Junto de Ti, somos os mesmos e somos outros.

 

Somos diferentes,

somos melhores,

mais felizes,

mais fraternos,

mais humanos,

mais descentrados de nós,

mais recentrados em Ti.

 

Transfigura-nos, Senhor.

Torna-nos mais amáveis,

mais abertos, solidários e serviçais.

Faz de nós arautos da Boa Nova,

portadores da Esperança

e mensageiros do Amor e da Paz.

 

Como Pedro, dizemos:

«Que bom é estarmos aqui»!

Que bom é estar conTigo, Senhor.

Que bom é sentir a Tua presença.

 

Também hoje, ouvimos a voz do Pai:

«Tu és o Filho muito amado».

Que nós Te escutemos

e que escutemos aqueles que são amordaçados.

 

Que, ao descermos o monte,

não percamos a energia.

 

Que, lá em baixo, em cada dia,

nós sejamos missionários do Teu amor.

 

Que participemos na transfiguração deste mundo.

Que não desanimemos perante as dificuldades

e que a todos levemos o eco da Tua paz,

JESUS!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 10:07

Pág. 2/2



formar e informar

Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Março 2015

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D