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Afinal, uma vida tem preço? Qual é o preço de uma vida?
O absurdo das perguntas só é superado pelo contra-senso de algumas respostas.
Há dois mil anos, houve uma vida avaliada em 30 moedas (Mt 26, 15). Foi o preço acordado para que uma vida fosse eliminada.
Nos últimos dias, há várias vidas avaliadas em 42 mil euros. É o preço fixado para que tais vidas sejam salvas.
Havendo uma percepção clara da hierarquia de valores, não há lugar para qualquer hesitação.
Aprendemos, desde sempre, que uma única vida vale mais que todo o dinheiro do mundo.
Assim sendo, quando os dois valores estivessem em confronto, a opção deveria ser sempre pela vida.
Mais vale sacrificar o dinheiro pela vida do que a vida pelo dinheiro.
Só que nem sempre as palavras dos lábios estão em sintonia com as atitudes que se tomam.
É claro que é na vida que se ganha dinheiro. Mas é preocupante notar que se pretenda ganhar tanto dinheiro com a vida.
Dizem (embora, como é óbvio, não possa confirmar) que a produção do medicamento de que tanto se fala varia entre os 60 e os 120 euros.
Como entender que ele seja posto à venda por 42 mil euros?
Haverá muitas explicações plausíveis. Mas será que existe alguma justificação aceitável?
Uma coisa é pagar os custos. Outra coisa é alimentar o lucro.
Procuremos meditar e pôr as coisas no seu devido lugar.
Uma vida é uma vida. O seu valor está infinitamente acima de todos os valores!
Faro, 03 fev 2015 (Ecclesia) – O coordenador do Departamento de Educação Moral e Religiosa Católica considera essencial apostar mais na promoção da disciplina, sobretudo junto dos jovens.
“Não faz sentido ter garotos que não têm vivência comunitária eclesial e optam pela disciplina e os que têm vivência comunitária eclesial não o fazerem”, apontou Fernando Moita durante a última jornada de formação para professores de EMRC no Algarve.
De acordo com a edição de hoje do jornal “Folha do Domingo”, aquele responsável defendeu que esta questão deve merecer o empenho de quem está envolvido na pastoral juvenil das paróquias, quer seja nos escuteiros, na catequese, nos acólitos ou grupos de jovens.
Ao mesmo tempo, apontou, é “urgente convencer os párocos que catequese e EMRC são duas coisas diferentes, complementares”.
Fernando Moita salientou a importância da formação em EMRC para as novas gerações, que a partir dos valores e princípios aprendidos na sala de aula se tornam “mais empenhados na vida comunitária, seja eclesial, seja civil”.
“Se nós nos sentimos detentores de um tesouro, o que queremos é que esse tesouro chegue ao maior número possível de alunos”, sustentou.
O coordenador nacional da disciplina lamentou ainda que a oferta obrigatória de EMRC no primeiro ciclo ainda não esteja a ser completamente cumprida, por parte das escolas.
“A lei é clara: a oferta tem de existir e os pais escolhem ou não escolhem. Na renovação ou no ato de matrícula que a opção seja lá bem clara”, apontou.
Não podemos dar muito aos jovens. Mas, pelo menos, não deixemos de lhes dar esperança.
Como dizia Teilhard de Chardin, «o futuro pertencerá àqueles que derem ao mundo um pouco de esperança». Um pouco pelo menos. Um pouco de esperança já é muito.
O problema é que nem este mínimo está garantido. Há quem seja mestre na «arte» de enganar. E nem os mais inteligentes advertem o engodo.
Mas é completamente impossível enganar toda a gente durante todo o tempo.
Se repararmos bem, estamos quase sempre a pensar naquilo que nos falta. O que nos falta é, assim, aquilo que mais nos acompanha. O que nos falta torna-se, portanto, paradoxal. Por um lado, esvazia-nos. Por outro lado, preenche-nos. Sufoca-nos?
Eis o maior cancro destes tempos sombrios: a banalidade do mal. Haverá pessoas luminosas que lhe ponham fim?
Alain anotou: «Os trabalhos de estudante são provas para o carácter e não para a inteligência. Seja ortografia, versão ou cálculo, trata-se de aprender a querer». Sem carácter, nem a inteligência consegue ser inteligente.
Karl Kraus achava até que «as boas opiniões não têm valor. Depende de quem as tem». A mesma coisa afirmada por pessoas diferentes tem uma valoração distinta. Não basta invocar autoridade. É preciso revelar credibilidade. E a credibilidade não vem dos lábios. Vem da vida.
Montaigne tinha razão: «O mundo não passa de um balanço perene». Que, neste «balanceamento», nunca deixemos a verdade e que a paz nos possa visitar sempre.
Queira querer. Hoje. Agora. Já!
É possível que esse não-saber nos forneça palavras menos impróprias e atitudes mais adequadas.
Acontece que os resultados nem sempre são brilhantes.
Como entender, então, que haja tantas palavras absolutas sobre Deus? E tantas atitudes irreversíveis em nome de Deus?
Até parece que Deus Se contradiz a Si mesmo.
Por vezes, o ser divino é representado como alguém menos humano do que muitos seres humanos. Como aceitar que se renda culto a Deus maltratando pessoas e eliminando vidas?
Os ateus negam a existência de Deus, ao passo que muitos crentes negam a natureza de Deus, a identidade de Deus.
Deus é imensamente mais do que uma não-existência. E é infinitamente melhor do que muitas existências que Lhe atribuem.
Os que estiveram mais perto de Deus, os santos, foram sempre muito cautelosos. Sto. Anselmo, para mencionar as pessoas divinas, referia-se aos «três não sei quê». A própria Bíblia reconhece que «nuvens e trevas» envolvem a presença de Deus (cf. Sal 97, 2).
O principal sobre Deus pode estar no que (ainda) não sabemos. Mas o que sabemos basta para ter a certeza de que Deus só ama (cf. Jo 3, 16), não arma. E até desarma os que se armam, os que estão armados (cf. Jo 18, 11)!
À Luz das Candeias
Ó Senhora das Candeias,
da Estrela e da Luz,
o meu peito incendeias
de amor ao Bom Jesus.
Refrão:
Oh! Que estrelas tão brilhantes,
De beleza e luz tão cheias;
São do Céu os diamantes
Que hoje adornam
A Senhora das Candeias!
Noite de estrelas tão santa,
mais bela que o belo dia,
em que toda a gente canta
louvando a Virgem Maria.
Quem leva a candeia acesa
não se perde no caminho;
vai guiado na firmeza
do alto poder divino.
Na Candelária as estrelas
são mais brilhantes que o sol,
quem à noite sai a vê-las
nelas tem o seu farol.
Esta noite é mais luzente,
brilham luzes nas aldeias;
aqui canta toda a gente
à Senhora das Candeias.
As trevas se dissiparam Senhora de luz tão viva,
antes de romper a aurora, chegai mais lume ao tição
em tod’ a ilha brilharam da chama morna e cativa
as candeias da Senhora. que trago no coração.
Para o Rancho das Bandeiras, JANº 2015
Terra Garcia