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Querem-lhe deitar a mão mas escorrega como moreia...

por Zulmiro Sarmento, em 17.11.14

Um Papa incorrigível – e o que se passa com a Igreja?

Na sua crónica de domingo passado, no Público, frei Bento Domingues escreve, sob o título Este Papa é incorrigível:

 

Nesse discurso [do Papa aos participantes no encontro mundial dos movimentos populares, no Vaticano], ao deparar com a expressão, “Digamos juntos”, pensei que estava a iniciar uma prece comunitária. E estava. Só não era a mais habitual na boca de um Papa: “Digamos juntos, de coração: nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá”.

Ao ritmar “terra, teto e trabalho”, no primeiro Encontro Mundial de Movimentos Populares, a ladainha do Papa, de facto, não é a de um ideólogo do capitalismo.

(o texto integral pode ser lido aqui)

 

 

Na crónica de sábado passado, no Expresso/Revista, José Tolentino Mendonça perguntava, a propósito do recente Sínodo dos Bispos, O que se passa com a Igreja Católica? E escrevia:

 

O que debilita a Igreja são os falsos unanimismos ou o empurrar as questões difíceis para debaixo do tapete. O que debilita a Igreja é a rigidez de quem se considera dono da ortodoxia e se torna surdo à porção de verdade que os outros testemunham

(excertos do texto podem ser lidos aqui)

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publicado às 11:43

Liturgias...

por Zulmiro Sarmento, em 17.11.14

A confraria

 
Ouvi hoje na TSF que a Confraria do Pudim do Abade de Priscos quer que o Papa coma esta sobremesa. E pelos vistos, já falaram com um eclesiástico qualquer que tem uns contactos lá em Roma.

Há tempos, estava na moda entrar no Guinness com este tipo de coisas (a maior feijoada, a maior chouriça, o maior grelhador de não-sei-o-quê), agora parece que a moda é pedir publicidade ao Papa. Mesmo que ele não a dê, haverá sempre um jornalista por perto para noticiar a coisa.

E outro aspeto: não é impressionante a profusão de confrarias gastronómicas? E não é paradoxal que quando diminui a presença em atos litúrgicos e em procissões, as confrarias usem uma vestes, umas bandeiras,uns ritos e umas procissões paralitúrgicas? É muito fácil perder a dimensão do ridículo. E ainda mais em grupo.

Como Marx - um dos irmãos, não o Karl - eu era capaz de pertencer somente a uma confraria. A dos que não querem pertencer a nenhuma.

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publicado às 09:56

E assim se vai queimando...

por Zulmiro Sarmento, em 16.11.14

Incitamento à violência contra os católicos

pinturaiglesiaquearde-camp.jpg

 

«A única igreja que ilumina é a que arde. Contribua!», esta é a frase estampada na obra  «Cajita de fósforos». Além dessa bárbara incitação à queima de igrejas católicas, ofensas ao Papa, blasfémias e a defesa do aborto também fazem parte da mostra do grupo feminista argentino «Mulheres públicas», que participam na exposição «Um saber realmente útil», recém-inaugurada no Museu Rainha Sofia, em Madrid. Porém, há um importante pormenor, o museu é sustentado com verba pública.

Não serviram de nada os protestos de muitos católicos espanhóis. A direcção do Museu publicou no seu site uma nota cínica, dizendo que «as obras de arte que estão presentes nesta exposição reflectem unicamente as opiniões dos seus autores» e que, em nome da liberdade de expressão, o museu «não pode censurar a obra de um artista».

Assim fica legitimado que o dinheiro dos católicos tanto em Espanha e como em todo o mundo pode ser utilizado para os insultar e incitar à violência contra o seu património e as suas crenças. Eis um mundo louco. Ou antes uma maravilha onde alguns podem expressar os seus insultos em eufemismo chamado de arte e dessa forma usarem o dinheiro público contra uma porção do povo.

O cintilante «Estado laico» que deve servir os interesses do povo, usa o dinheiro dos impostos para impor a sua ideologia anti cristã e põem em causa as crenças de uma grande parte do seu povo. Assim andamos por todo o lado a alimentar tudo o que sejam elementos que provoquem guerra religiosa. Não basta o que está ser feito pelos jihadistas na Síria e no Iraque contra os cristãos?

Esperemos serenidade e que os Estados mantenham a sua laicizada, mas que não usam o dinheiro dos impostos dos cidadãos para incendiar sensibilidades sociais umas contra as outras. Devem os Estados promoverem e protegerem a liberdade de expressão, mas que em nenhum momento tal liberdade de expressão seja insultuosa, incite à destruição de património e muito menos uma mensagem que sugira violência contra quem quer que seja.

Entre nós, continua a perseguição pela calúnia e pela difamação desenfreada... Tudo normal se lermos com olhos de ler o Evangelho.

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publicado às 20:49

Pai Nosso do catequista

por Zulmiro Sarmento, em 13.11.14

 



PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU,
Pai de todos nós, Vossos seguidores
Pai presente na missão de todos os Catequistas
Pai que estais presente nos catequizandos que formamos
Pai, primeiro Catequista da humanidade e Mestre de sabedoria.

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME;
Santificado seja o Vosso nome nas palavras que pronunciamos
Santificado seja o Vosso nome no tempo que dedicamos aos catequizandos
Santificado seja o Vosso nome pelo Catequista que somos.

VENHA NOS O VOSSO REINO,
Reino de paz e humanidade
Reino de fé e constância
Reino de forca e coragem
Reino de serviço e doação

SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU;
Seja feita a Vossa vontade nas palavras que dizemos
Seja feita a Vossa vontade em tudo que testemunhamos
Seja feita a Vossa vontade no testemunho que damos
Seja feita a Vossa vontade no coração de todos.

O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE;
Dai-nos o pão da esperança e segurança
Dai-nos o pão da Vossa Palavra, o Evangelho.
Dai-nos o pão para comer, pão que sacia a fome.
Dai-nos o pão da fé e do Vosso Amor, a Eucaristia.

PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO;
Perdoai a nossa fraqueza na fé
Perdoai o nosso desânimo e descompromisso cristão
Perdoai a nossa não correspondência ao Vosso amor
Perdoem todos os que praticam o mal

E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL
Livrai-nos da tentação, da ambição e do orgulho
Livrai-nos da tentação de não falar em nome da Vossa Igreja
Livrai-nos da tentação do comodismo
Livrai-nos da tentação de não professar, com atos, a fé que assumimos.

Amen!

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publicado às 11:33

BENZA-NOS DEUS!...

por Zulmiro Sarmento, em 11.11.14

Dez dicas para sobreviver a um Papa calamitoso e continuar sendo católico.

Por Francisco José Soler Gil | Tradução: Alexandre Semedo – Fratres in Unum.com: Ah, mas … pode um católico pensar que um Papa é calamitoso? Claro que sim. Mas, então, um bom católico não deve acreditar que é o Espírito Santo que está por trás da escolha do Papa? Obviamente que não. Basta recordar a resposta que o então Cardeal Ratzinger deu a um seu entrevistador, Professor Augsto Everding, em uma famosa entrevista em 1997. Professor Everding tinha perguntado ao Cardeal se ele realmente acreditava que o Espírito Santo está envolvido em a eleição do Papa. A resposta de Ratzinger foi simples e esclarecedora, como de costume: “Eu diria que não no sentido de que o Espírito Santo escolha, em cada caso, o papa, uma vez que há muitas evidências contra isso, e vários Papas que evidentemente o Espírito Santo não teria escolhido. Mas diria que Ele, como um todo, não deixa as coisas inteiramente ao léo e, que, por assim dizer, como um bom professor, ainda que nos dê muita corda, deixando-nos muita liberdade, não permite que a corda se rompa completamente. Por isso, deve-se entender este assunto em um sentido muito mais amplo; não é que Ele diga (aos cardeais), ‘agora você tem que votar neste aqui’. Mas, possivelmente, Ele só permite (que se eleja) alguém que não destrua todo o edifício.”

Agora, ainda que um católico dê por certo que nenhum papa possa acabar destruindo toda a Igreja, a história mostra que, em termos de pontífices, houve de tudo: bons, regulares, ruins e solenemente maus, ou calamitosos.

Quando é que podemos dizer que um Papa é calamitoso? Certamente não basta para tanto que ele sustente falsos pontos de vista sobre tais e tais temas. O Papa, como qualquer outro homem, necessariamente, ignora muitos assuntos, e possui convicções errôneas em muitos outros. E por isso, pode ser que um Papa aficcionado em falar sobre filatelia ou numismática, diga asneiras sobre o valor ou a datação de certos selos ou moedas. Ao comentar sobre assuntos que não são da sua competência, é mais provável que um Papa erre do que acerte. Assim como eu e você, caro leitor. Portanto, se um Papa mostra uma propensão de tornar públicas as suas opiniões sobre pombos, ecologia, economia e astronomia, um erudito católico em tais assuntos faria bem em suportar com paciência as opiniões bizarras do Romano Pontífice sobre questões que, naturalmente, são alheias à sua cátedra. O especialista irá certamente lamentar os erros, e a falta de prudência que algumas declarações manifestam. Mas um Papa imprudente e falador não é, apenas por isto, um Papa calamitoso.

Mas pode haver um caso destes?… Bem, na verdade, já houve várias vezes na história da Igreja. Quando o Papa Libério (século IV) – o primeiro papa não canonizado – se curvou às fortes pressões arianas, aceitando uma posição ambígua sobre essa heresia e deixando em apuros os defensores do dogma trinitário como Santo Atanásio; quando o Papa Anastácio II (século V) flertou com os defensores cisma acaciano; quando o Papa João XXII (século XIV) ensinou que o acesso a Deus para os justos não acontece antes do Juízo Final; quando os papas do período conhecido como o “Grande Cisma” (entre os séculos XIV e XV) se excomungavam mutuamente; quando o Papa Leão X (século XVI) não só tinha a intenção de pagar seus luxos pessoais com a venda de indulgências, mas defendia teoricamente seu direito de fazê-lo, etc, etc.. Então, uma parte do legado da fé foi obscurecido por um longo tempo por suas ações e omissões, gerando momentos de grande tensão interna na Igreja. Os Papas responsáveis por tais atos podem ser chamados corretamente de “calamitosos”.

A questão então é o que pode ser feito em tempos de um Papa calamitoso? Que atitude deve ser adotada em tais ocasiões? Bem, uma vez que ultimamente virou moda publicar listas com dicas para a felicidade, para controlar o colesterol, para ser mais positivo, parar de fumar e perder peso, permito-me propor ao leitor também uma série de dicas para sobreviver a um Papa calamitoso e continuar católico. Desnecessário dizer que esta não é uma lista exaustiva. Mas ele pode ser útil de qualquer maneira.

Vamos começar:

(1) Manter a calma:

Em tempos de aflição, há uma tendência humana à histeria, mas ela em nada ajuda a resolver o problema. Calma! Apenas mantendo a paz é que se pode tomar decisões adequadas em cada caso, evitando palavras e atos de que você pode se arrepender mais tarde.

(2) Ler bons livros sobre a história da igreja e do papado:

Acostumados a uma série de grandes Papas, a experiência de um reinado calamitoso pode ser traumática caso não se consiga colocá-lo no contexto. Ler bons tratados de história da Igreja e do Papado ajuda a avaliar melhor a situação presente. Especialmente ao mostrar outros casos — vários, seja por desgraça seja pela própria natureza humana — em que as águas da fonte romana desciam enegrecidas. A Igreja sofre tais fraquezas, mas não afunda. Isso já aconteceu no passado e, por isso, é de se esperar que também aconteça no presente e no futuro.

(3) Não entrar em discurso apocalíptico:

Experimentando a devastação de um pontificado calamitoso, alguns a tomam como sinal do fim iminente dos tempos. Esta é uma ideia que sempre surge em tais circunstâncias: textos apocalípticos motivados por males semelhantes também podem ser lidos em autores medievais. Mas precisamente este fato deve ser um aviso. Faz pouco sentido interpretar cada tempestade como sendo a última tribulação. O fim dos tempos virá quando tiver que vir, não cabendo a nós descobrir o dia nem a hora. A nossa tarefa é combater as batalhas do nosso tempo, mas é um Outro a quem cabe a visão do todo.

(4) Não calar-se ou olhar para o lado:

Durante um pontificado calamitoso, o contrário de adotar a atitude de um profeta do Apocalipse, é adotar a atitude de minimizar os eventos, de silenciar sobre os abusos e de desviar o olhar. Alguns justificam essa atitude usando a imagem dos bons filhos que cobrem a nudez de Noé. Mas a verdade é que não há maneira de corrigir o rumo de um navio, se o desvio não é denunciado. Além disso, a Escritura tem um exemplo que calha muito mais para o caso do que o de Noé: as duras, mas justas e leais, críticas do Apóstolo Paulo ao Pontífice Pedro, quando ele se deixou levar por respeito humano. Esta cena dos Atos dos Apóstolos está lá para nos ensinar a distinguir lealdade do silêncio cúmplice. A Igreja não é um partido em que o presidente sempre recebe aplausos incondicionais. Também não é uma seita na qual o líder é saudado de qualquer maneira. O Papa não é o líder de uma seita, mas um servo do Evangelho e da Igreja; servo livre e humano e que, como tal, pode, por vezes, tomar decisões ou atitudes reprováveis. E as decisões e atitudes reprováveis devem ser reprovadas.

(5) Não generalizar:

O mau exemplo (de covardia, de carreirismo, etc.) de alguns bispos e cardeais durante um reinado calamitoso não deve levar-nos a desqualificar os bispos, os cardeais ou clero como um todo. Cada um é responsável por suas palavras e seus atos e omissões. Mas a estrutura hierárquica da Igreja foi instituída por seu Fundador e, por isso deve ser, apesar das críticas, respeitada. Também não se deve estender um protesto contra o Papa a todas as suas palavras e ações. Deve-se responder apenas àqueles casos em que ele se desvia da antiga doutrina da Igreja ou nos quais aponte para um curso que pode comprometer aspectos dela. E o julgamento sobre estes pontos não deve se fundar sobre ocorrências ou gostos particulares: o ensino da Igreja se resume em seu catecismo. No que dele um Papa se afasta, deve ser reprovado. No restante, não.

 (6) Não cooperar com as iniciativas para a glória do Papa calamitoso:

Se um Papa calamitoso pedir ajuda para atender boas obras, deve ser ouvido. Mas não se deve colaborar em outras iniciativas como, por exemplo, manifestações de massa, que apenas servem para mostrar o pontífice como popular. No caso de um Papa calamitoso, elogios não faltam. Então, inclinando-se sobre eles, poderia sentir-se apoiado para desviar ainda mais a Nave da Igreja. E não se diga que se aplaude não o papa enquanto tal, mas a Pedro. Isto porque o resultado será que os aplausos serão utilizados para os fins, não de Pedro, mas do pontífice calamitoso.

(7) Não seguir as instruções do Papa quando se desviam do legado da Igreja:

Se um papa ensinar doutrinas ou tentar impor práticas que não correspondam ao ensinamento perene da Igreja, resumido no Catecismo, não deve ser apoiado e obedecido em sua intenção. Isso significa, por exemplo, que os padres e bispos têm a obrigação de insistir na doutrina tradicional e na prática enraizada no depósito da fé, mesmo que se exponham a punições. Além disso leigos deve insistir em ensinar tais doutrinas e práticas na sua área de influência. Em qualquer caso, nem por obediência cega, nem por medo de represálias, é aceitável contribuir para a disseminação da heterodoxia ou da heteropraxis.

(8) Não apoiar financeiramente dioceses colaboracionistas:

Se um papa ensinar doutrinas ou tentar impor práticas que não correspondem ao ensinamento perene da Igreja, que é sintetizada no Catecismo, os pastores das dioceses devem atuar como um muro de contenção. Mas a história mostra que os bispos nem sempre reagem com força suficiente contra esses perigos. Além disso, às vezes, eles apóiam, seja por que razões forem, as intenções desastrosas do Pontífice. O cristão leigo que vive em uma diocese governada por um pastor destes deve retirar o apoio financeiro para a sua igreja local, enquanto a situação irregular se mantiver. Claro que isso não se aplica aos auxílios a serem dados diretamente para a caridade, mas apenas aos demais. E isso também se aplica a qualquer outro tipo de colaboração com a diocese em questão, por exemplo, em alguma forma de serviço voluntário ou institucional.

(9) Não apoiar qualquer cisma:

Diante de um Papa calamitoso, pode surgir a tentação de uma ruptura radical. Essa tentação deve ser resistida. O católico tem o dever de tentar minimizar, dentro da Igreja, os efeitos negativos de uma mau pontificado, mas sem quebrar a Igreja ou romper com ela. Isto significa que se, por exemplo, sua resistência em adotar determinadas teses ou práticas impliquem pena de excomunhão, não deve por isto incentivar um novo cisma, ou apoiar qualquer um dos já existentes. Temos que nos manter, com paciência, como católicos, em todas as circunstâncias.

 (10) Rezar:

A permanência e a salvação da Igreja não dependem, em última instância, de nós, mas dAquele que a desejou e que a fundou para o nosso bem. Em tempos de aflição, devemos rezar, rezar e rezar para que o Senhor acorde e acalme a tempestade. Este conselho foi colocado por último, não por ser o menor, mas por ser o mais importante de todos. Pois, ao final das contas, tudo se resume a realmente acreditar que a Igreja é sustentada por um Deus que a ama e que não a vai deixará ser destruída. Por isso, peçam pela conversão dos pontífices ruins, e peçam para que pontificados calamitosos sejam sucedidos por outros de paz e de restauração. Muitos ramos secos terão se quebrado durante a tempestade, mas os que se mantiveram unidos a Cristo florescerão novamente. Esperemos que isto também possa ser dito de nós.

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publicado às 12:47

Era lhes dar cabo da raça...

por Zulmiro Sarmento, em 11.11.14

 PAVOR NO VATICANO

 

 

images (9).jpg(Este cardealzinho é um lobo vestido de cordeiro. Passa a vida a morder as canelas de Francisco. E a fazer exactamente o contrário daquilo que Francisco pede. E ainda diz que há "desorientação " na Igreja. Quem a provoca mais que ele?!)

 

 

Agora vem à luz que "talvez" foi de fato o assassinato de João Paulo I, já que iam fazer o mesmo com Bento XVI, que por isso renunciou, e confidenciou ao Papa Francisco que não seria a PRIMEIRA VEZ.

A conservadora "máfia" vaticana tentará bloquear as mudanças que o Papa Francisco quer fazer. Oxalá, ele consiga realizá-las! A situação atual não é melhor do que a de, quando reinava o Papa Rodrigo Borgia, aliás Alejandro VI. Há muitos interesses. Comentários que circulam entre a comunidade de inteligência em Roma, na Itália, indicam que setores radicais conservadores da Igreja Católica Romana começaram fazendo duras críticas e ataques ferozes contra o Papa Francisco, através dos meios de comunicação, web sites e redes sociais por sua atitude reformista. Entre os argumentos de ataque dos radicais conservadores católicos, estão:

 

       *1. O Papa Francisco rompeu com a tradição e violou o rito vaticano ao realizar o lava-pés da Quinta-feira Santa fora dos muros vaticanos, na prisão de menores "Casa de mármore", em Roma, incluindo dois muçulmanos e duas mulheres não católicas. Este é um fato inédito na história e tradição dos rígidos rituais da Igreja Romana. O ritualismo vaticano da Igreja Romana sempre, por séculos, desde a sua fundação, havia marginalizado e não levado em conta a mulher nesses rituais.

 

        *2. Os conservadores olhavam com horror o "sacrilégio" do sorridente Papa Francisco, a quem chamavam ironicamente de "Papa Adulador", expressão depreciativa que se refere a alguém que sorri sempre e se dá bem com todo mundo.

 

       *3. A recusa do Papa Francisco em morar no apartamento papal no palácio vaticano, decidindo, para a sua segurança pessoal, morar na residência Santa Marta, o hotel 4 estrelas do Vaticano, onde há muitas pessoas, e assim evitar o isolamento que rodeia o Papa ao morar no palácio Vaticano. O Papa Francisco quer estar ciente do que acontece ao seu redor e fora dos muros vaticanos. No apartamento papal estaria guardado e vigiado, de certa forma, controlado e mediatizado e, o mais essencial desinformado e à mercê das "hienas vaticanas" que já planejam tirá-lo do meio.

 

       *4. No encontro de almoço com Bento XVI no Castelo Gandolfo, este confiou ao Papa Francisco, que uma das causas que influenciaram em sua renúncia foram as ameaças que recebeu e por receio de ser envenenado, pois já haviam tomado a decisão de matá-lo, pelo que Bento XVI, em uma jogada para neutralizar esse atentado contra a sua vida, torna pública a sua renúncia com a qual desarmou a tentativa do crime. (como aconteceu com João Paulo I, segundo dizem)

 

       *5. O alto poder fixado na cúpula vaticana está totalmente oposta aos planos do Papa Francisco de reformar, eliminar, modificar a pompa, o ritualismo, o luxo e ostentação da Igreja Católica Romana. (Francisco tem um desejo e pensamento secreto que é o de

permitir que a mulher possa ter acesso ao sacerdócio católico, o que teria um efeito

tipo terramoto no meio dos que usam batina).

 

       *6. A Cúria Romana e os grupos de poder repudiam que o Papa Francisco tenha feito um chamado público à Igreja Católica ao estreitar o diálogo e as relações com o Islão. Acusam-no de ser um relativista teológico.

 

       *7. O Papa Francisco marginalizou os mais altos cargos vaticanos no ato e na cerimônia do lava-pés da Quinta-Feira Santa.

 

       *8. Acusam o Papa Francisco de ignorar as regras e normas da Igreja Católica Romana, já que , como Papa, está atuando sem consultar, nem pedir permissão a ninguém para fazer exceções sobre a forma com que as regras eclesiásticas se relacionam com ele.

 

       *9. A organização Opus Dei "Obra de Deus" proibiu (censurou) todas as suas livrarias "Troa", quanto à venda do primeiro livro sobre o novo Papa Francisco.

 

       *10. A Promotoria Romana Anticorrupção fez importante confisco de centenas de caixas de documentos que comprometem e vinculam as finanças vaticanas e a importantes personagens com a "máfia" italiana e gigantescas operações de lavagem de capitais e desvio de fundos vaticanos em um complicado mecanismo para desaparecer dinheiro. Este escândalo será o "Sansão" que derrubará as colunas que sustentam a Capela Sistina e todos os edifícios da pomposa e luxuosa estrutura vaticana.

 

       *11. Tanto o "Opus Dei", a "Maçonaria Iluminati ", importantes e influentes setores bancários, econômicos, setores mafiosos italianos, os próprios Cardeais que formam a "máfia e o poder vaticano", sentem-se em iminente perigo pelo confisco destas caixas de documentos supremamente comprometedores por parte da Promotoria Romana Anticorrupção e por parte do Papa Francisco que tem toda a intenção de sanear e controlar as finanças vaticanas e todos os negócios e investimentos deste multimilionário Estado religioso.

 

       *12. Outra das situações que deixaram extremamente enojados e furiosos estes grupos que sempre foram o poder por trás do poder, é que o Papa Francisco não está de acordo em que delinquentes com batina vivam em terreno vaticano, refugiados, escondidos, evadidos de enfrentar a lei.  Por enquanto enviou instruções para todo aquele com contas pendentes com processos ou acusações penais, saiam do solo Vaticano, já que em seu pontificado, o Vaticano não será santuário de infratores da lei. Imaginamos o que vem! Deus o proteja dos lobos que em grande número já começam a rodeá-lo para caçá-lo.

       *13.É muito importante reenviar esta mensagem à maior quantidade de contatos e que as pessoas saibam, se inteirem, TEMOS UM PAPA QUE IMPÕE A SUA AUTORIDADE, vamos ajudá-lo e apoiá-lo, compartilhando esta mensagem para que todos saibam o que está se passando.*

 

Pelusa Cestari

Um abraço a todos

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publicado às 11:05

COISAS DE AGORA...

por Zulmiro Sarmento, em 10.11.14
Comprometidos apenas pelo filho

Lia o jornal do dia, num bar da minha terra, no intervalo dos goles de café matinal, quando um jovem se aproximou cumprimentando-me e indicando que talvez já não me lembrasse dele. De facto a cara tinha algo de familiar, mas a minha memória é muito pequenina. Com cara de envergonhado, disse-lhe que tinha uma ideia, mas que era só isso, uma ideia. Lá me respondeu que era um antigo acólito da paróquia, um daqueles que estivera na minha Missa Solene, aquela que chamamos de primeira. Lembrei-me dele de facto. Tinha traços dessa meninice. Conversa puxa conversa. Onde está agora? Estou em tal sítio. E tu que fazes? Estudas? Não, já estou a trabalhar ali naquela empresa. É pá, como o tempo passa e a gente cresce ou se torna velho. Riamos disso. Eu do crescimento dele e ele, supostamente, da minha velhice. Olhe que até já tenho um filho. Isso é que é bonito, dizia eu, quando me ocorreu, desconfiado, perguntar-lhe se casara. Respondeu que não. Insisti sem complexos nem repreensões, que não gosto dessas coisas mas também não tenho que achar-me dono das certezas. É pá, e então não pensas nunca fazê-lo, isto é, casar-te? Oh, não sei, logo se vê. E foi o Logo se vê que me arrastou para uma série de pensamentos. Esta coisa das uniões de facto está a tornar-se tão banal e tão natural ou comum, que até dói. E o problema não está nelas em si. As pessoas juntam-se porque é menos comprometedor juntarem-se que casarem. Hoje é muito difícil as pessoas comprometerem-se seja com o que for. Neste caso em concreto, eles esquecem que até já têm um compromisso comum, o próprio filho.

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publicado às 11:49

Há vários nos Açores (e dos Açores) que metem dó pelo esforço do carreirismo...

por Zulmiro Sarmento, em 05.11.14

É triste ver quem faz tudo para ser bispo e depois só vive para a sua vaidade, afirma papa Francisco

 FORTE MARICONÇO!!

 

O papa Francisco criticou hoje, no Vaticano, os padres que procuram por vários meios serem bispos, mas que, após receberem a ordenação episcopal, se dedicam sobretudo a exibirem-se.

«É triste quando se vê um homem que procura este ofício e que faz muitas coisas para lá chegar, e quando lá chega não serve, pavoneia-se, vive apenas pela sua vaidade», afirmou Francisco, citado pela Rádio Vaticano.

Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de S. Pedro para a audiência geral das quartas-feiras, o papa dedicou a sua intervenção às virtudes e missão de um bispo: «Não é fácil, não é fácil, porque nós somos pecadores».

«Como Jesus escolheu os apóstolos e enviou-os a anunciar o Evangelho e a apascentar o seu rebanho, assim os bispos, seus sucessores, são colocados à cabeça da comunidade cristã, como garante da sua fé e como sinal vivo da presença do Senhor no meio dela», assinalou Francisco, que pediu orações pelo ministério episcopal.

Por isso, prosseguiu o papa, «não se trata de uma posição de prestígio, de um cargo honorífico. O episcopado não é uma honra, é um serviço. Foi isto que Jesus quis».

Na Igreja, e em particular entre os bispos, «não deve haver lugar para a mentalidade mundana», que faz com que se diga: «“Este homem fez a carreira eclesiástica, tornou-se bispo”; não, não. O episcopado é um serviço, não é uma honra para vangloriar-se».

«Ser bispo quer dizer ter sempre diante dos olhos o exemplo de Jesus, que, como bom pastor, veio não para ser servido mas para servir e para dar a sua vida pelas suas ovelhas», vincou.

Francisco lembrou o exemplo dos «muitos bispos santos», que mostram que o episcopado «não se procura, não se pede, não se compra, mas acolhe-se em obediência, não para elevar-se, mas para abaixar-se, como Jesus, que se humilhou a si próprio, fazendo-se obediente até à morte, e morte de cruz».

A alocução do papa visou também a unidade da Igreja, que os bispos são chamados a promover: «Quando Jesus escolheu e chamou os apóstolos, pensou-os não separados uns dos outros, cada um por conta própria, mas juntos, para que estivessem com Ele, unidos, como uma só família».

Para o papa, «também os bispos constituem um único colégio, reunido em torno ao papa, o qual é guarda e garante desta profunda comunhão».

«Como é belo, então, quando os bispos, com o papa, exprimem esta colegialidade e procuram ser mais e mais servidores dos fiéis, mais servidores na Igreja. Experimentámo-lo recentemente na assembleia do Sínodo sobre a família», referiu.

Francisco frisou que «não há uma Igreja sã se os fiéis, os diáconos e os presbíteros não estão unidos ao bispo», pessoa que «torna visível o ligame de cada Igreja com os apóstolos e com todas as outras comunidades», pelo que uma «Igreja não unida ao bispo é uma Igreja doente».

 

Rui Jorge Martins
Publicado em 01.11.2014

 

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publicado às 13:16

AMBIGUIDADES E TOLICE...

por Zulmiro Sarmento, em 02.11.14

Há, por parte das pessoas, uma certa ambiguidade entre as celebrações correspondentes ao dia 1 de novembro (Todos os Santos) e ao dia 2 de novembro (Fiéis Defuntos).


 

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publicado às 13:59

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