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TRATA-SE MESMO DUMA GUERRA, AQUILO QUE PASSA DENTRO DAQUELES MUROS E CORREDORES!...

por Zulmiro Sarmento, em 17.11.14

Os corvos do Vaticano intensificam a guerra

corvo sobre a cruz.jpg.png

 

A onda «anti Francisco» intensifica-se. A vida do Papa não parece estar a ser fácil. Os cardeais identificados por «conservadores» estão a revelar em parangonas aquilo que o Papa Bento XVI denunciou quando apresentou a sua renúncia. O Vaticano era um ninho de corvos. As críticas duras que o Papa Francisco tem feito contra os bispos e contra os carreiristas vem também neste sentido. Daí que não surpreenda nada a violência das palavras e o estado de «guerra» em que parece estarem as coisas à volta do Papa Francisco.

No Evangelho em Mateus 24, 28 diz o seguinte. «Onde houver um cadáver ali se juntarão os abutres». Esta passagem cumpriu-se de forma perfeita na ocasião do funeral do Papa João Paulo II, quando do mundo inteiro os abutres chefes rodeavam o caixão. Abutres das nações e abutres que operam dentro da Igreja. 

O Papa Bento XVI falou em «corvos» e Evangelho fala em «abutres», a diferença está apenas no tipo de ave, há também o «abutre», a função de ambos é mexer em carne podre. Eis uma expressão terrível para designar o estado das coisas num determinado lugar ou situação.

Há pessoas que são piores que abutres ou corvos, são o diabo à solta, por trás detrás das atrocidades que vão acontecendo e que produzem imensas vítimas. No caso da Igreja, pelo seu descarado cinismo, pretendem «ajudar» o Papa, mas afinal o que pretendem é apenas e só manter o seu poder e as benesses que tal poder lhes oferece, daí que o Papa insista tanto com as críticas contra os bispos, que não se devem considerar uns «privilegiados» e que «não príncipes mas servos

Agora surgiu pela voz do cardeal da Austrália, George Pell, numa homilia escrita em latim, que o Papa Francisco pode ser o «falso Papa 38 e não o verdadeiro 266 da Igreja». Onde isto já vai. Neste mesmo pronunciamento o cardeal fala que já estamos em clima de cisma.

Quando se pretende criticar duramente o Papa invoca-se este argumento do falso Papa, que diz que num determinado momento o Papa se verá obrigado a deixar o Vaticano, a fugir, porque o quererão matar. Não têm faltado pronunciamentos a este respeito. Mas, se o Papa acaso fugir – portanto sai vivo e estará vivo – não será possível a eleição de um novo Papa, eis que as mesmas profecias avisam que um falso papa, ou um antipapa, apenas assumirá o comando da Igreja, nomeado pelos «maus cardeais», os tais aponta como o cancro putrefacto de onde parte tudo isto, a chamada Cúria Romana. Não da parte de todos, mas da maioria que a compõem. Esta, tem sido denunciada como a verdadeira fonte de poder maligno que age nas sombras do Vaticano, começou a ser denunciada com o Papa Bento XVI, que efectivamente, não fugiu, mas renunciou ao Papado, coisa que os ditos «conservadores» ainda não encaixaram e provavelmente não lhe perdoam ao ponto de virem outros o estarem considerar como sendo o verdadeiro Papa, para repudiarem e combaterem o Papa Francisco. Se se confirmar esta análise estaremos perante uma situação gravíssima.

Enfim, temos sempre de esperar para ver como Deus vai fazendo acontecer as coisas, porque um é o plano de homens que se acham donos da vida e do mundo, outra a forma como Deus permite que a realidade aconteça. Ele sempre guarda surpresas, o Papa Francisco foi uma agradável surpresa, age sempre pelo bem da humanidade inteira, mesmo que alguns façam tudo contra os intentos de Deus. 

Assim, tudo pode acontecer bem diferente do que planeiam as ditos «conservadores», e muito diferente do que nós imaginamos. Devemos também suportar calmamente as demoras de Deus, porque elas esperam a nossa conversão e paciência. Estou seguro que o Papa Francisco está em segurança em todos os aspectos e que não vencerá a besta que pretensamente deseja puxar para trás o impulso renovador da acção do Espírito de Deus. Rezemos pelo Papa Francisco insistentemente…

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publicado às 12:32

Contam-se pelos dedos...

por Zulmiro Sarmento, em 17.11.14

Seminaristas às dezenas


 


O Juan é padre. Provem da América Latina, de um país que não sei se é muito grande, mas deve ser. Dizia-me que no ano em que entrou para o curso de Teologia no Seminário da sua diocese eram quase cem candidatos. Mais ou menos os mesmos que entraram este ano. Aliás, são ainda mais os que gostariam de entrar, mas não entraram na triagem. Dizia-me que as paróquias, embora grandes, têm vários sacerdotes. Vão muitos aprofundar os mistérios de Deus nos estudos porque são muitos. São da América Latina, embora este acontecer não seja assim tão recorrente. O Juan perguntava-me do meu país. Na minha diocese, respondi, sobram os dedos de uma mão para contar os seminaristas que estão em teologia. O Juan perguntou-me então se Portugal ainda tinha cristãos na missa. Respondi que tem gente na missa. Gente. Gente que vamos supor que tem fé. Há países da Europa com menos gente na missa. E menos fé. Mas ser padre hoje em Portugal é só para um pequenino número de jovens a quem Deus não foi indiferente. O Deus que não é só Deus de alguns sacramentos, das festas e dos funerais.

Alguma coisa tem de mudar na Europa dos cristãos. Talvez olhar para fora seja o primeiro passo.

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publicado às 12:04

Querem-lhe deitar a mão mas escorrega como moreia...

por Zulmiro Sarmento, em 17.11.14

Um Papa incorrigível – e o que se passa com a Igreja?

Na sua crónica de domingo passado, no Público, frei Bento Domingues escreve, sob o título Este Papa é incorrigível:

 

Nesse discurso [do Papa aos participantes no encontro mundial dos movimentos populares, no Vaticano], ao deparar com a expressão, “Digamos juntos”, pensei que estava a iniciar uma prece comunitária. E estava. Só não era a mais habitual na boca de um Papa: “Digamos juntos, de coração: nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá”.

Ao ritmar “terra, teto e trabalho”, no primeiro Encontro Mundial de Movimentos Populares, a ladainha do Papa, de facto, não é a de um ideólogo do capitalismo.

(o texto integral pode ser lido aqui)

 

 

Na crónica de sábado passado, no Expresso/Revista, José Tolentino Mendonça perguntava, a propósito do recente Sínodo dos Bispos, O que se passa com a Igreja Católica? E escrevia:

 

O que debilita a Igreja são os falsos unanimismos ou o empurrar as questões difíceis para debaixo do tapete. O que debilita a Igreja é a rigidez de quem se considera dono da ortodoxia e se torna surdo à porção de verdade que os outros testemunham

(excertos do texto podem ser lidos aqui)

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publicado às 11:43

Liturgias...

por Zulmiro Sarmento, em 17.11.14

A confraria

 
Ouvi hoje na TSF que a Confraria do Pudim do Abade de Priscos quer que o Papa coma esta sobremesa. E pelos vistos, já falaram com um eclesiástico qualquer que tem uns contactos lá em Roma.

Há tempos, estava na moda entrar no Guinness com este tipo de coisas (a maior feijoada, a maior chouriça, o maior grelhador de não-sei-o-quê), agora parece que a moda é pedir publicidade ao Papa. Mesmo que ele não a dê, haverá sempre um jornalista por perto para noticiar a coisa.

E outro aspeto: não é impressionante a profusão de confrarias gastronómicas? E não é paradoxal que quando diminui a presença em atos litúrgicos e em procissões, as confrarias usem uma vestes, umas bandeiras,uns ritos e umas procissões paralitúrgicas? É muito fácil perder a dimensão do ridículo. E ainda mais em grupo.

Como Marx - um dos irmãos, não o Karl - eu era capaz de pertencer somente a uma confraria. A dos que não querem pertencer a nenhuma.

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publicado às 09:56


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