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O milagre de Madre Clara a Georgina Troncoso

por Zulmiro Sarmento, em 21.05.11

A miraculada relata os 34 anos de sofrimento com o pioderma gangrenoso

LFS/Ecclesia | Georgina Monteagudo

Lisboa, 18 mai 2011 (Ecclesia) – A miraculada Georgina Troncoso Monteagudo, natural de Bayona (Espanha) contou hoje aos jornalistas que viveu “34 anos com um pioderma gangrenoso” e que através de um “milagre de Madre Clara” este desapareceu.

Na conferência de imprensa realizada na sede geral da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC) para apresentar a beatificação de Madre Clara – será beatificada a 21 de maio, no estádio do Restelo (Lisboa) - relatou que foi curada pela intercessão da futura beata a 12 de novembro de 2003.

Dado que a chaga também cobria parte do cotovelo, ficou sem flexibilidade e o braço imobilizado, preso ao peito e a ferida, de “bordos violáceos, exalava odor desagradável e aparecia em carne viva” – lê-se no dossier de imprensa.

Depois de consultar vários médicos, a espanhola nunca desanimou e teve “sempre esperança”, visto que “colocava uma estampa da mãe Clara” entre as ligaduras que cobriam a ferida – referiu.

No dia 12 de novembro, ao retirar as ligaduras viu que a chaga “estava completamente coberta de pele rósea, como de menino, e totalmente fechada” – salientou.

Ao chamar as suas irmãs e, mostrando o braço, exclamou: “olhem, o braço está curado. Já não há que fazer curativo. Foi a Madre Clara” – relatou de forma emocionada.

Nascida a 7 de setembro de 1927, a miraculada conheceu a irmã Maria Clara pelo ano de 1965, através das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

Este foi o milagre escolhido para o processo de beatificação de Madre Clara, mas existem “inúmeros relatos” de graças recebidas – disse a irmã Maria da Conceição Galvão Ribeiro, superiora geral da CONFHIC.

Ao fazer referência a alguns casos, a responsável realça que “existem curas incríveis: do físico e também espirituais”.

A futura beata Libânia do Carmo Galvão Meixa de Moura Telles e Albuquerque nasceu na Amadora, em Lisboa, a 15 de junho de 1843, e recebeu o hábito de Capuchinha, em 1869, escolhendo o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus.

A religiosa foi enviada a Calais, França, a 10 de fevereiro de 1870, para fazer o noviciado, na intenção de fundar, depois, em Portugal, uma nova Congregação, pelo que abriu a primeira comunidade da CONFHIC em S. Patrício - Lisboa, no dia 3 de maio de 1871 e, cinco anos depois, a 27 de março de 1876, a Congregação é aprovada pela Santa Sé.

A «mãe Clara», como é popularmente conhecida, morreu em Lisboa, no dia 1 de dezembro de 1899, e o seu processo de canonização viria a iniciar-se em 1995.

LFS

ECCLESIA

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publicado às 02:07

De Venerável a Beata. Maria Clara do Menino Jesus. Um nome a fixar. Uma vida com o lema: "Onde houver o bem a fazer que se faça"!

por Zulmiro Sarmento, em 21.05.11

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publicado às 01:09

Muito devo como criança, adolescente, jovem e adulto, em seminarista e em sacerdote às Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Faço minhas as palavras abaixo proferidas...

por Zulmiro Sarmento, em 20.05.11

Homilia de D. Carlos Azevedo na vigília de preparação para a beatificação da Madre Maria Clara

 

Sinto-me muito feliz por presidir a esta vigília, que abre a preparação próxima para a festa da beatificação de Maria Clara do Menino Jesus. Pessoalmente muito devo às Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Fomos companheiros em muitas ações pastorais, ainda seminarista e no exercício do ministério presbiteral na diocese do Porto e, no decorrer de muitas atividades, sempre acolhido com hospitalidade fraterna nas suas casas espalhadas pelo país. Graças à fecundidade do carisma da Mãe Maria Clara muito beneficiei espiritualmente da amizade de irmãs franciscanas hospitaleiras. Caríssimas irmãs: este reconhecimento sirva de perdão se nem sempre pude corresponder ao que recebi. (O sublinhado é da minha autoria)

Preparamo-nos para reconhecer publicamente uma mulher, uma religiosa na qual transparece a ternura do Pai, onde se espelha a misericórdia revelada por Jesus, em quem o ímpeto do Espírito encontrou disponibilidade. A ternura de Deus encontra, na história, imagens vivas da sua misericórdia, da sua compaixão. Saber ser próximo é usar de misericórdia, não apenas falar de misericórdia mas fazer, usar, praticar, ligar feridas, deitar azeite e vinho, colocar na própria montada, levar para a estalagem, cuidar, gastar e partilhar bens.

Foi a cuidar dos atingidos pela epidemia que atingia Lisboa que o pai da futura Irmã Maria Clara sairia contagiado e viria a dar a vida. Com este exemplo paterno aliviar os sofrimentos dos pobres foi escola de vida.

De facto, os discursos sobre a proximidade sem gestos de ternura, sem atos de misericórdia, afastam da verdade de Deus. Só vidas carregadas de atitudes concretas como a da Mãe Maria Clara transpiram a santidade, são transparência da Trindade santíssima.

A procura da santidade corre o risco de cair em modos ilusórios e evasivos, de descambar para a satisfação de demandas emocionais, de acumular conflitos interiores, mantendo uma superficialidade de letargia mole, incapaz de dar hoje razões da esperança. A santidade patente em Maria Clara não se acomodou à situação, não se atrelou à Igreja de forma infantil, antes em atitude madura e ativa Clara não legitimou tomadas de posição anacrónicas, fora do tempo, não se fechou em casta de privilegiados, mas atirou-se ao terreno difícil, ultrapassou barreiras, que a muitos pareciam intransponíveis. Teve de sofrer perseguições logo ao nascer da congregação, aguentou longos e injustos processos judiciais, campanhas caluniosas, julgamentos precipitados de superiores da Igreja, até a tentativa de deposição de superiora. Reagia às provações com confiança, humildade e serena alegria.

A santidade não se confunde com a indiferença perante a realidade, com a insensibilidade perante os dramas humanos, não passa ao lado dos problemas para andar de bem com todos. A santidade cristã, bem visível no itinerário desta religiosa, é incompatível com comportamentos inócuos e contraproducentes, com subterfúgios alienantes.

Olhar para a vida da franciscana Irmã Maria Clara move-nos para acolher o amor do Pai, transformando efetivamente as relações sociais.

Deus não precisa de reter consagrados para si. Se os retira é para os atirar. Se os chama é para os enviar. Os verdadeiros santos são sempre sensíveis à história, solidários a partir de uma experiência profunda de Deus. O dom recebido de Deus difunde-se na experiência quotidiana junto dos irmãos. O realismo dos santos é surpreendente. Vivem com entusiasmo e disponibilidade, vivem plenamente, unem liberdade e responsabilidade para atuar nos destinos da história, sem pactuarem com fatalismos.

No mundo hodierno de gritantes injustiças, de egoísmos acumulados, de visões individualistas ou clubistas, sem largueza de horizontes; num tempo marcado pelo imediatismo, sem antevisão de futuro, ser santo traduz-se em empenho na promoção da vida dos mais débeis, na superação das desigualdades, na procura de comunhão sem exclusão de ninguém, na preocupação com o cosmos e a harmonia do universo.

Todos somos, caríssimos irmãos e irmãs, chamados à santidade no nosso lugar de vida. Os frutos da graça que o Espírito Santo produz em nós podem ser vividos de maneira muito diferente por cada um e cada uma. Importa estar atentos aos apelos de Deus, como Maria Clara, a Libânia da Quinta do Bosque, na Amadora. Após infância feliz entre os seus pais e sete irmãos, no seio de uma família profundamente cristã, é atingida pela morte dos pais e entra em contacto com várias comunidades religiosas, nas quais cresce, seja na formação, seja na abertura ao mistério amoroso de Deus. Vibra, no seu coração sensível e despojado, o seguimento livre do Senhor Jesus ao jeito de S. Francisco, na pobreza e na dedicação aos pobres. A situação de carência dos meados do século XIX, em Portugal, impele o P. Raimundo Beirão a sonhar uma congregação dedicada a curar as feridas da sociedade, como o samaritano do evangelho.

Deixai-me citar a carta da Irmã Maria da Conceição Galvão Ribeiro superiora Geral das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras: “Convivendo com uma conjuntura político-social adversa, [a Irmã Maria Clara] não esquece as obras do benfazer, nascidas do seu coração, e prossegue lutando, para que a ternura e a misericórdia de Deus continuem a ser levadas a todos os necessitados. Por isso as irmãs vão sendo enviadas a minorar carências, suavizar dores, consolar tristezas, povoar solidões: são os pobres, os aflitos, as famílias em necessidade, os doentes, os desamparados, os idosos, as crianças, os órfãos, todos… a quem chama a sua gente. De todos se faz mãe que abraça e aconchega, orienta e apoia”.

A Irmã Maria Clara fez sua a dor dos pobres, fez seu o abandono dos postos de lado, hospedou o desalento. É um grande modelo para uma corajosa intervenção social dos cristãos.

A sua ternura, bebida na fonte amorosa do Pai, nos contagie. A sua resistente e firme misericórdia, animada pelo viver em Cristo, nos mova para criarmos modos novos de servir os mais desvalidos. A sua decisão por Deus, inspirada pelo Espírito Santo, nos faça potenciadores de esperança, nesta hora.

Sejamos santos, aqui, onde o Senhor nos plantou. Sejamos santos levando a sério a forma de vida à qual fomos chamados, assumindo com liberdade e entusiasmo o que somos e aquilo que devemos realizar, operar na comunidade a que pertencemos. Seja efetivo o nosso compromisso, seja dinâmico, concreto, como a samaritana Irmã Maria Clara do Menino Jesus.

Queijas, 18 de maio de 2011
D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa

 

 

 

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publicado às 02:16

Carta da ALICE

por Zulmiro Sarmento, em 19.05.11

 

"Carta ao meu "amigo" Zé Socras

Zé, meu compincha que tão bem me entendes e compreendes,

Escrevo-te esta carta porque estou revoltada e quero protestar contra as injustiças deste povo em relação a ti e ao teu magnífico governo. Escrevo-te para manifestar a minha solidariedade para contigo, génio incompreendido, como, de resto, o são todas as grandes mentes. Tu, que procuras o bem do teu país, tu que lutas pelo desenvolvimento tecnológico, pela educação, pela saúde, pela economia, pelo trabalho... E, apesar de todos os teus abnegados e heróicos esforços, ninguém te compreende!

Cerca de 300.000 pessoas, um pouco por todo o país, tudo a protestar contra o estado das coisas, contra a falta de oportunidades... Eles não entendem o que tu já tens feito pelo bem deles!

Tu, que levaste para a frente as Novas Oportunidades para que qualquer analfabeto possa aumentar a sua auto estima dizendo que tem o 9º ano sem ter que ir às aulas;

Tu, que criaste programas de estágio para que os licenciados e mestres possam adiar uns meses o desespero do desemprego e, entretanto, serem explorados a baixo custo com imensas regalias... para as empresas;

Tu, que proporcionaste aos alunos a possibilidade de transitarem de ano sem qualquer esforço, criando dificuldades aos malvados dos professores que os queiram reter caso não tenham tido aproveitamento;

Tu, que deste a volta àquela insustentável segurança social que não dava lucros nenhuns, como era o seu objectivo, garantindo, agora, que todos possam ter reformas menores e menos protecção na doença e no desemprego;

Tu, que cortaste os salários aos funcionários públicos, mas que tiveste a decência de salvaguardar os vencimentos dos administradores e dos teus amiguinhos;

Tu, que criaste mais dívida para que todos possamos sonhar com uma viagem de TGV, apesar de não termos dinheiro para os bilhetes e enquanto os trabalhadores da CP vêm as suas condições de trabalho a piorar;

Tu, que poupas dinheiro e decides não fazer um metro em cidades insignificantes como Coimbra, que não te metes em despesas com transportes públicos, tu que ainda por cima só tens 20 motoristas por tua conta e uns poucos por conta dos teus amiguinhos;

Tu, que organizas festas e viagens para mostrar o que de "melhor" por cá se faz, sem olhares a custos...

Tu, que és tão bonzinho, que nos compreendes tão bem, que és tão solidário para com os jovens, para com os trabalhadores, para com os pensionistas... Ninguém te compreende... Pedes justificados e pertinentes sacrifícios à população, discursas sobre o quanto nos entendes e lamentas o que passamos, pois não tens quaisquer responsabilidades sobre o estado das coisas! A culpa é da Ângela, do Nicolau e dos outros meninos maus da Europa. Tu não tens culpa!

Não tens culpa de te preocupares com as despesas excepto com as que dizem respeito a ti e aos teus amigos!

Não tens culpa de quereres luxos na educação, saúde, tecnologia e transportes (de que importa se ainda nem o básico está assegurado?)!

Não tens culpa de desconheceres o que é viver com um salário mínimo ou médio tendo comida, escola, gasolina, água, gás, luz, medicamentos, e outras despesas que tais, para pagar.

Não tens culpa que os professores se sintam mais reclusos que educadores e fontes de conhecimento por causa dum modelozinho de avaliação inofensivo.

Não tens culpa que os pais dos meninos não tenham dinheiro para lhes pagarem os estudos e os sustentarem quando eles não arranjam emprego.

Enfim... Às vezes sinto que vivemos num mundo ao contrário...

Eu, chamo-me Alice e vivo em Portugal, um país que não me dá oportunidades de crescimento, que desaproveita todo o investimento que eu, os meus pais e o estado fizeram no meu desenvolvimento pessoal e académico.

Tu és o Zé e vives no País das Maravilhas, um país em que tudo é como devia ser, graças a ti, mas as pessoas que o habitam são burras e não percebem o bem que lhes fazes.

Não me alongarei muito mais nesta carta, pois já deves ter percebido que estou do teu lado e que te compreendo totalmente! Sugiro-te que saias de Portugal... Por muito que te custe abandonar a pátria pela qual tanto te tens sacrificado, julgo que terás um futuro melhor, em que sejas mais bem tratado, fora deste país cujo povo não te entende nem dá valor ao que tens feito. Vai por exemplo para o Pólo Norte ou para a Gronelândia... Dizem que lá há muito espaço para construíres aeroportos, pontes, linhas de alta velocidade e auto-estradas!

Um beijinho e desejos de boa viagem,

Alice"

Artigo escrito por Alice Morgado
Retirado do Blogue "FANTÁSTICO, MELGA!
14 de Mar de 2011

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publicado às 03:08

Para que eles saibam!... VIVA PORTUGAL!

por Zulmiro Sarmento, em 18.05.11

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publicado às 03:19

Uma coisa diferente. Para reinventar a alegria.

por Zulmiro Sarmento, em 17.05.11

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publicado às 03:45

Manifesto dos teólogos alemães

por Zulmiro Sarmento, em 16.05.11
ANSELMO BORGES 

por ANSELMO BORGES

Na Alemanha, a Teologia está nas universidades públicas e o estatuto das faculdades de Teologia é o mesmo das outras faculdades. Inevitavelmente, impõe-se o rigor científico e crítico, e o diálogo com os outros saberes é uma exigência natural.

Recentemente, um terço dos 400 teólogos de fala alemã, residentes na Alemanha, na Suíça e na Áustria (144 professores de Teologia católica), a que se foram juntando muitos outros, subscreveram um "Memorandum", no qual pedem reformas profundas na Igreja. O texto do documento, "Kirche 2011. Ein notwendiger Aufbruch" (Igreja 2011. Necessidade de um novo começo) é ao mesmo tempo exigente e sereno, apelando a um diálogo aberto.

Aparece no contexto dos escândalos da pedofilia e da crise sem precedentes da Igreja católica na Alemanha, reconhecendo que não podem calar-se.

A Igreja não tem a sua finalidade em si mesma. "Tem a missão de anunciar o Deus libertador e amoroso de Jesus Cristo a todas as pessoas, e só poderá fazê-lo, se ela mesma for espaço e testemunha crível da notícia libertadora do Evangelho." Assim, nas palavras, acções e estruturas, tem de cumprir a exigência de reconhecer e promover a liberdade dos seres humanos. "Respeito incondicional por toda a pessoa humana, respeito pela liberdade da consciência, compromisso com o direito e a justiça, solidariedade com os pobres e perseguidos: estes são os critérios teológicos fundamentais que derivam do compromisso da Igreja com o Evangelho. Neles, torna-se concreto o amor de Deus e do próximo."

Na sua relação sã com a sociedade moderna, a Igreja aprenderá desta naqueles aspectos em que ela se adiantou, por exemplo, o respeito pela liberdade e a responsabilidade pelo indivíduo; noutros aspectos, a Igreja será crítica, a partir do espírito do Evangelho, por exemplo, quando as pessoas só são valorizadas pelo ter, se perde a solidariedade, se maltrata a dignidade humana. E elenca desafios.

São precisas "mais estruturas sinodais em todos os níveis da Igreja". Segundo o velho princípio do direito: "o que diz respeito a todos deve ser decidido por todos", os fiéis devem participar na eleição dos bispos e dos párocos. Para que as comunidades cristãs sejam espaços de partilha de bens espirituais e materiais e de corresponsabilidade, as paróquias não podem ser unidades administrativas cada vez maiores. Assim, "a Igreja também precisa de sacerdotes casados e mulheres no ministério ordenado".

Os conflitos devem ser resolvidos de modo justo e respeitoso. "Urge melhorar a protecção dos direitos e uma cultura do direito na nossa Igreja."

Está fora de questão a valorização do matrimónio e do celibato. Mas isto "não implica excluir pessoas que vivem amor, fidelidade e cuidado mútuo numa relação de casal com pessoas do mesmo sexo ou divorciados e recasados que vivem de modo responsável".

Um rigorismo moralista não é próprio da Igreja, que não pode pregar a reconciliação com Deus sem criar as condições para "uma reconciliação com quem ela se tornou culpável: por violência, por negar o direito, por perversão da mensagem libertadora da Bíblia numa moral rigorista sem misericórdia".

A liturgia não pode congelar no tradicionalismo. Ela vive da participação de todos, encontrando lugar nela "as experiências e as formas expressivas do presente", bem como a riqueza da pluralidade cultural.

É preciso estar disposto a enfrentar questões urgentes. "Trata-se de buscar soluções mediante uma permuta de argumentos que consigam tirar a Igreja da preocupação por si mesma, que a paralisa." Os cristãos são convidados a olhar para o futuro com ânimo e esperança. "Nunca o medo foi bom conselheiro em tempos de crise."

A Conferência Episcopal Alemã reagiu positivamente, considerando o Memorandum um contributo para a discussão sobre o futuro da fé e da Igreja. "Os diferentes temas precisam de esclarecimento urgente", declarou o secretário da Conferência, P. H. Langendörfer. "Não se pode evitar os temas conflitivos."

in «Diário de Notícias»

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publicado às 03:05

Ser Padre...

por Zulmiro Sarmento, em 15.05.11

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publicado às 15:38

EIS A QUESTÃO: SABER ONDE ELE MORA!...

por Zulmiro Sarmento, em 15.05.11

Eis

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publicado às 06:25

Tema do 4º Domingo da Páscoa - Ano A

por Zulmiro Sarmento, em 15.05.11

 

 

 

 

O 4º Domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe, neste domingo, um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus põe hoje à nossa reflexão.
O Evangelho apresenta Cristo como “o Pastor”, cuja missão é libertar o rebanho de Deus do domínio da escravidão e levá-lo ao encontro das pastagens verdejantes onde há vida em plenitude (ao contrário dos falsos pastores, cujo objectivo é só aproveitar-se do rebanho em benefício próprio). Jesus vai cumprir com amor essa missão, no respeito absoluto pela identidade, individualidade e liberdade das ovelhas.
A segunda leitura apresenta-nos também Cristo como “o Pastor” que guarda e conduz as suas ovelhas. O catequista que escreve este texto insiste, sobretudo, em que os crentes devem seguir esse “Pastor”. No contexto concreto em que a leitura nos coloca, seguir “o Pastor” é responder à injustiça com o amor, ao mal com o bem.
A primeira leitura traça, de forma bastante completa, o percurso que Cristo, “o Pastor”, desafia os homens a percorrer: é preciso converter-se (isto é, deixar os esquemas de escravidão), ser baptizado (isto é, aderir a Jesus e segui-l’O) e receber o Espírito Santo (acolher no coração a vida de Deus e deixar-se recriar, vivificar e transformar por ela).

 

Padres Dehonianos


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publicado às 02:47



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