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Media: Vaticano convoca bloguistas católicos

por Zulmiro Sarmento, em 20.04.11

 

Encontro marcado para o dia 2 de maio quer facilitar comunicação entre as duas partes

 

D.R.

Cidade do Vaticano, 08 abr 2011 (Ecclesia) – O Vaticano convocou um encontro de bloguistas católicos, no próximo dia 2 de maio, numa iniciativa conjunta dos Conselhos Pontifícios da Cultura e das Comunicações Sociais.

Em comunicado, os responsáveis pela iniciativa explicam que o encontro tem como objetivo “permitir um diálogo entre bloguistas e representantes da Igreja, partilhar experiências de quem trabalha diretamente neste campo e compreender melhor as necessidades desta comunidade”.

Os blogues, páginas da Internet da autoria de pessoas ou grupos (denominados «bloggers», bloguistas), são compostos por opiniões e notícias, em forma de texto e multimédia, frequentemente abertas à interação dos leitores através da publicação de comentários.

No Vaticano vão ser apresentadas iniciativas que a Igreja está a promover para “entrar em contato com o mundo” dos novos meios de comunicação.

Segundo o programa divulgado pelos Conselhos Pontifícios, os trabalhos do encontro vão estar abertos a uma “discussão geral” por parte dos participantes, incluindo um painel com cinco bloguistas, representantes de várias áreas linguísticas.

Outro painel vai oferecer testemunhos de pessoas ligadas à “estratégia comunicacional” da Igreja, com destaque para as iniciativas que visam assegurar “um compromisso efetivo” no mundo dos blogues.

Entre os presentes vão contar-se o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, o arcebispo Claudio Celli, presidente do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais, e o padre Federico Lombardi, diretor da sala de imprensa da Santa Sé.

Este encontro acontece um dia depois da beatificação de João Paulo II, aproveitando a previsível presença em Roma de vários bloguistas católicos, que se podem inscrever através do mail blogmeet@pccs.it.

OC

Agência ECCLESIA

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publicado às 05:48

A Dívida Soberana - Sete mandamentos para atravessarmos a crise

por Zulmiro Sarmento, em 20.04.11

O pão multiplica-se quando aceita ser repartido. A gramática da Vida é a condivisão

 

D.R.

1º - A primeira de todas as dívidas soberanas, e certamente a mais fundamental, é aquela que cada um de nós mantém para com a Vida. Essa dívida nunca a pagaremos, nem ela pretende ser cobrada. Reconhecer isso em todos os momentos, sobretudo naqueles mais exigentes e confusos, é o primeiro dos mandamentos.

2º - Se a maior de todas as dívidas soberanas é para com um dom sem preço como a vida, cada pessoa nasce (e cresce, e ama, luta, sonha e morre) hipotecada ao infinito e criativo da gratidão. A dívida soberana que a vida é jamais se transforma em ameaça. Ela é, sim, ponto de partida para a descoberta de que viemos do dom e só seremos felizes caminhando para ele. É o segundo mandamento.

3º - O terceiro mandamento lembra-nos aquilo que cada um sabe já, no fundo da sua alma. Isto de que não somos apenas o recetáculo estático da Vida, mas cúmplices, veículos e protagonistas da sua transmissão.

4º - O quarto mandamento compromete-nos na construção. Aquilo que une a diversidade das profissões e as amplas modalidades do viver só pode ser o seguinte: sentimo-nos honrados por poder servir a Vida. Que cada um a sirva, então, investindo aí toda a lealdade, toda a capacidade de entrega, toda a energia da sua criatividade.

5º - A imagem mais poderosa da Vida é uma roda fraterna, e é nela que todos estamos, dadas as nossas mãos. A inclusão representa, por isso, não apenas um valor, mas a condição necessária. O quinto mandamento desafia-nos à consciência e à prática permanente da inclusão.

6º - As mãos parecem quase florescer quando se abrem. Os braços como que se alongam quando partem para um abraço. O pão multiplica-se quando aceita ser repartido. A gramática da Vida é a condivisão. Esse é o mandamento sexto.

7º - O sétimo mandamento resume todos os outros, pois lembra-nos o dever (ou melhor, o poder) da esperança. A esperança reanima e revitaliza. A esperança vence o descrédito que se abate sobre o Homem. A esperança insufla de Espírito o presente da história. Só a esperança, e uma Esperança Maior, faz justiça à Vida.

José Tolentino Mendonça

 ECCLESIA

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publicado às 03:03

Um pretexto para orar

por Zulmiro Sarmento, em 19.04.11

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publicado às 05:52

Jovens devem evangelizar através da Internet

por Zulmiro Sarmento, em 18.04.11

 

Apelo de D. António Carrilho no Dia Mundial da Juventude

 

Funchal, 18 abr 2011 (Ecclesia) – O bispo do Funchal pediu aos jovens da diocese que utilizem as novas tecnologias digitais para “anunciar Jesus”, sublinhando que “a geração download tem dificuldade em acompanhar o tempo presente”.

D. António Carrilho falava na celebração do domingo de Ramos e dia mundial da juventude, na sé madeirense.

“Utilizai as potencialidades das novas tecnologias digitais, especialmente as redes sociais como o Facebook e outras, para anunciar Jesus e a Sua maravilhosa Boa Nova da Paz e da Alegria, o Evangelho como ideal e mensagem de vida», apelou.

Para este responsável, é fundamental que os jovens sejam “sinais proféticos de esperança e do Amor de Cristo”.

Sabemos que tudo vos é comunicado, à distância de um clique, e que a geração download tem dificuldade em acompanhar o tempo presente, espaço onde Deus Se revela e nos convida a descobrir e a ler os sinais dos tempos”, disse o bispo do Funchal.

Segundo o «Jornal da Madeira», a participação madeirense na próxima Jornada Mundial da Juventude, marcada para Madrid, entre 16 e 21 de agosto, deve ser de 300 jovens.

“Será, sem dúvida, uma oportunidade privilegiada e extraordinária para a vivência jubilosa da fé e o encontro pessoal com Jesus Cristo, mediante a convivência e o intercâmbio de uma multidão de jovens cristãos de todos os continentes”, disse António Carrilho, a respeito da JMJ.

Noutra passagem da sua homilia, relativa à celebração do domingo de Ramos, o bispo do Funchal indicou que “a cruz de Cristo é o sinal do triunfo do Amor”.

“Erguida ao alto, continua a atrair muitos homens e mulheres a Jesus, morto e ressuscitado; a fazer ecoar o amor, o perdão, a paz, a reconciliação e a apontar para um maior empenho na construção da fraternidade entre os povos”, afirmou.

A celebração eucarística do domingo de Ramos foi antecedida de uma procissão entre a igreja do Colégio e a Sé, no centro do Funchal.

O “domingo de Ramos na Paixão do Senhor” deve o nome à procissão com ramos de oliveira ou de outras árvores realizada antes do início das missas, evocando a narrativa bíblica da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, dias antes de ser morto.

A Semana Santa (também denominada Semana Maior), a última da Quaresma, termina com o Tríduo Pascal, que inclui as celebrações evocativas das seguintes narrativas bíblicas referentes a Jesus: última ceia (quinta-feira Santa), morte (aexta-feira Santa) e ressurreição (Vigília Pascal e missa do dia de Páscoa).

OC

ECCLESIA

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publicado às 14:22

João Paulo II: Festa litúrgica a 22 de outubro

por Zulmiro Sarmento, em 18.04.11

Vaticano escolhe data da Missa de início de pontificado do futuro beato, eleito Papa em 1978

 

Cidade do Vaticano, 12 abr 2011 (Ecclesia) – O Vaticano escolheu o dia 22 de outubro para a celebração da memória litúrgica do futuro beato João Paulo II, inicialmente na diocese de Roma e dioceses da Polónia.

A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (CCDDS) publicou na segunda-feira um decreto sobre esta matéria, indicando como data da celebração litúrgica do Papa polaco o dia da Missa de início de pontificado de Karol Wojtyla (1920-2005), eleito em 1978.

A beatificação, que antecede a canonização (declaração de santidade), é o rito através do qual a Igreja Católica propõe uma pessoa como modelo de vida e intercessor junto de Deus, ao mesmo tempo que autoriza o seu culto público, normalmente em âmbito restrito.

João Paulo II vai ser beatificado no próximo dia 1 de maio, no Vaticano, numa cerimónia presidida por Bento XVI, o que acontece pela segunda vez no atual pontificado, dado que o Papa, por norma, apenas preside a canonizações.

O decreto da CCDDS dispõe um calendário próprio para a diocese de Roma (da qual todos os Papas são bispos) e as dioceses da Polónia (país natal de João Paulo II), regulando o “culto litúrgico” ao futuro beato.

A Santa Sé refere ainda que outras conferências episcopais, dioceses ou famílias religiosas podem apresentar um “pedido de inscrição” desta memória litúrgica nos seus calendários próprios.

No documento, admite-se o “caráter de excecionalidade” de que se reveste esta beatificação, pelo que a Santa Sé vai permitir que, no primeiro ano após esta cerimónia, seja possível celebrar uma “Missa de agradecimento a Deus” em locais e dias “significativos”, por decisão de cada bispo diocesano.

No último dia 14 de janeiro, Bento XVI aprovou a publicação do decreto que comprova um milagre atribuído à intercessão de João Paulo II, concluindo assim o processo para a sua beatificação do Papa polaco, que liderou a Igreja Católica entre 1978 e abril de 2005, quando faleceu.

A cerimónia vai ter lugar no Vaticano, no primeiro domingo depois da Páscoa, dia que o próprio João Paulo II dedicou à celebração da Divina Misericórdia.

OC

ECCLESIA

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publicado às 06:06

É preciso conhecer o mundo dos jovens

por Zulmiro Sarmento, em 17.04.11

 Em entrevista à Agência ECCLESIA, o padre Vasco Pinto de Magalhães, jesuíta, afirma que as novas gerações «vivem num mundo muito sensitivo, com dificuldade para pensar, pois não são educados para isso»

 

D.R.

O padre Vasco Pinto de Magalhães nasceu em Lisboa, em 1941. Entrou na Companhia de Jesus em 1965. É licenciado em Filosofia pela Universidade Católica e em Teologia pela Universidade Gregoriana (Roma), Tem-se dedicado sobretudo à Pastoral Universitária, em Coimbra e no Porto, e ao acompanhamento espiritual. É autor, entre outros, de «Vocação e Vocações Pessoais», «O Olhar e o Ver», e «Nem Quero Crer».

Em entrevista à Agência ECCLESIA, afirma que as novas gerações “vivem num mundo muito sensitivo, com dificuldade para pensar, pois não são educados para isso”.

 

Agência ECCLESIA (AE) - Como se pode explicar a fé aos jovens?

Vasco Pinto de Magalhães  (VPM) - Primeiro há que entrar no mundo deles e compreendê-lo. Há uma experiência de encarnação, fazer o que Jesus Cristo fez. Quem deseja transmitir a sua experiência tem que entrar no mundo do outro, com cuidado e respeito. É preciso conhecer o que é o mundo de hoje dos jovens. O que também pede prudência para não se generalizar. Se o mundo dos jovens nunca foi homogéneo, hoje muito menos. Há idades e idades, estilos de formação, cultura... Por isso é-me difícil falar de jovens, generalizando.

 

AE - Como se faz a transmissão de fé numa perspetiva mais pessoal?

VPM  - É necessário entender a linguagem dos jovens, o seu quadro mental e as suas experiências emocionais para perceber como entro em contacto profundo com eles. Mas isto aplica-se para transmitir a fé ou qualquer outra realidade, pois não se trata de comunicar teorias mas uma experiência que passa muito pelo testemunho. Os mais novos são muito sensíveis ao testemunho e menos às teorias. Há que perceber que eles vivem hoje num mundo muito sensitivo, com dificuldade para pensar, pois não são educados para isso. Os jovens são educados para receber impactos e vibrar com eles. Preferem linguagens diretas e sem rodeios, sem termos complicados e clericais, que a Igreja por vezes, usa – latins que servem pouco mas que dão segurança a quem está a transmitir. O problema está no transmissor e não no recetor.

 

AE - Como se mostra a profundidade a um jovem que não está habituado a pensar?

VPM  -Indo ao encontro, com testemunho, das coisas a que ele dá importância. Porque os jovens estão hoje muito sensibilizados para o que é construtivo. Se há dificuldades com a fé teórica, ao mesmo tempo há muitos jovens disponíveis para o voluntariado, para compromissos, não a longo prazo, mas a compromissos sensíveis, a ir ao encontro das pessoas. Aceitam muito bem as experiências de proximidade uns com os outros. Há muitos jovens disponíveis para ir para África um ano, o que não se enquadra numa atitude religiosa, mas é algo que os toca. Têm necessidade de sair de si.

Há também um mundo de jovens, criados por esta cultura individualista e libertária, juntamente com essa coisa disparatada que se chama «Novas Oportunidades», que criou um mundo de gente sem exigências, que se quer divertir, que tem atitudes arrogantes face à história mas que não surgiu deles. Impingiram-lhes a ideia de que bastava mexer num computador e ter apetrechos técnicos para poder ter direitos e não deveres, para ser arrogante a falar com as pessoas. Esta é a faixa perigosa dos jovens – sentem-se equiparados aos outros pela maneira de vestir e pelos sítios que frequentam. Parecem o todo mas não são. Falamos de uma faixa entre os 18 e os 25 anos.

 

AE - Mas pode cair-se no eterno questionamento não no compromisso?

VPM  -Acho que os jovens estão hoje abertos ao compromisso, mas falta quem lhes responda às questões, que só surgem depois. Antigamente o processo era ao contrário, hoje vem primeiro o compromisso e só depois surgem as questões, quando têm alguma distância face à própria realidade.

Os jovens de hoje vivem muito inseguros. Fazem cursos mas não têm futuro. Os compromissos sofrem oscilações. Sobretudo em Portugal. Os jovens que têm mais sensibilidade sonham cedo emigrar, sentem necessidade de procurar coisas noutros lugares. A verdade é que se lhes tirou o horizonte. A escola onde eles mais cedo andaram – a escola da televisão, da Internet, da rua –não ensina a pensar e a exigir; ensina a ter direitos e ensina a satisfazer-se de forma subjetiva, sem valores. Só mais tarde é que vem a preocupação com objetivos e valores.

Os pais não têm tempo para transmitir valores, os professores foram proibidos de ensinar, não podem reprovar, não podem fazer nada. Entregamos o sistema de transmissão do saber e dos valores. O que é que temos? Técnicos acelerados, pessoas com capacidade de se movimentar, com aparentes conhecimentos, mas bastante vazios.

 

AE - E como se quebra esta lógica?

VPM  -Tendo mais consciência da realidade. Há um paradigma errado de sociedade, que dá a ideia de ser livre e social, mas nem é social, porque é individualista, nem livre, porque é dependente dos imediatismos. Por outro lado, é preciso corrigir esta onda do mundo ocidental. Curiosamente, fora do Ocidente começam a surgir levantamentos de jovens que querem algo mais. O Ocidente acusa uma época de desgaste, que acredito vai ser ultrapassada porque muitos reconhecem que não vão a lado nenhum pois o paizinho não lhes vai resolver o problema.

 

AE - A Igreja – não a hierarquia, mas todos os cristãos – deu conta deste tempo de oportunidade para a transmissão da fé?

VPM  - Vejo muitos casos em que isso já acontece. Há muitos movimentos de Igreja, ligados a gente nova, fortes e bem conseguidos. Não para coisas a longo prazo ou com grande intelectualidade. Se vem o Papa juntamos uns milhares; e certamente em Madrid (na Jornada Mundial da Juventude, em agosto de 2011, ndr) vão estar centenas de milhares. Eles mobilizam-se para estas coisas. Mas são experiências pontuais, com quebras. Com gente nova a continuidade e a perseverança sempre foram assim. A Igreja está consciente disto. Mas outra coisa é se tem e se está a formar agentes de pastoral capazes de proximidade e “endurance” (resistência, ndr) para não desistir à primeira ou de se contentar porque levaram muitos jovens a Madrid.

 

AE - Os jovens juntam-se em torno do Papa, mas serão balões de oxigénio, que deixam pouco para o futuro? Constrói-se uma fé sensorial e não sustentada?

VPM  - Há esse perigo, mas há muita gente acautelada. Recordo outras Jornadas Mundiais da Juventude, onde participaram grupos organizados. Há que saber aproveitar o balanço e não ficar contente apenas por um “hapenning” (acontecimento, ndr). Conheço compromissos vocacionais profundos que começaram com esses encontros, que são despertadores. Mas não nos contentemos com despertadores, é preciso levantar da cama.

 

AE - São necessárias também linguagens e instrumentos para chegar aos jovens?

VPM  - Esta é a linguagem do testemunho e da proximidade. Mas os jovens precisam de sentir que há pessoas credíveis na sua vida e na sua alegria, que os acompanham e estão disponíveis. Os padres, por exemplo, não têm tempo para os jovens e não dão testemunho de uma alegria saudável e uma proximidade, pois hoje a proximidade exige tempo. Não basta dizer, «vem cá que eu ensino-te». É preciso estar ali e esperar o momento que desperte vontade de aprofundar. Num tempo em que ninguém tem tempo para nada, muito menos os padres, fazem-se fogachos na paróquia e não se apanha a bola. É preciso paciência, tempo, dar oportunidade para que a semente germine, e isso nem sempre acontece. É preciso saber ir também ao encontro das perguntas. Não fugir delas. Tem de se perceber e dar resposta direta ao que inquieta, descodificando a linguagem. Uma primeira pergunta que aparece pode não ser a que se quer colocar. É preciso perceber o que está de facto a incomodar ou a atrair. Não se atrai respondendo como se estivéssemos a resolver um problema teórico. Não há problemas teóricos mas problemas de coração. Pode ser uma mágoa, um falhanço, uma vitória…

 

AE - A Bíblia precisa ser traduzida no contexto dos jovens?

VPM  -Os jovens são sensíveis quando os ajudamos a atualizar a Bíblia. Quando se apresenta como um livro que fala de coisas do passado, não têm curiosidade intelectual por isso. Quando o texto é traduzido, aplicado e percebem que é Cristo que fala hoje aos dias de hoje, que é um texto atual, sentem-se interpelados. Isso são virtudes dos jovens de hoje, que vivem muito no presente, com pouco futuro e pouco passado.

LS

ECCLESIA

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publicado às 05:57

Tema do Domingo de Ramos - Ano A

por Zulmiro Sarmento, em 17.04.11


A liturgia deste último domingo da Quaresma convida-nos a contemplar esse Deus que, por amor, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-Se servo dos homens, deixou-Se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. A cruz (que a liturgia deste domingo coloca no horizonte próximo de Jesus) apresenta-nos a lição suprema, o último passo desse caminho de vida nova que, em Jesus, Deus nos propõe: a doação da vida por amor.
A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projectos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo” a figura de Jesus.
A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. É esse mesmo caminho de vida que a Palavra de Deus nos propõe.
O Evangelho convida-nos a contemplar a paixão e morte de Jesus: é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, a fim de libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo e escravidão. Na cruz, revela-se o amor de Deus – esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total.

 

ECCLESIA, padres dehonianos

 

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publicado às 05:00

Uma entrevista. Uma jovem. Um projecto de vida com Jesus Cristo

por Zulmiro Sarmento, em 16.04.11

Entrevista à cantora Católica Claudine Pinheiro

 





 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Portal Cristo Jovem conversou com a Claudine Pinheiro no dia seguinte ao seu concerto do Festival Jota. Partilhamos aqui contigo essa conversa para que possas conhecer um pouco melhor a voz do livro /cd “Água Viva”.


Portal CJ: Em primeiro lugar, quem é a Claudine Pinheiro?
Claudine Pinheiro: Eu tenho 29 anos, trabalho nas Edições Salesianas, pertenço ao Movimento Juvenil Salesiano e sou animadora de grupos de jovens no Colégio Salesiano do Porto.

Portal CJ: Como é que começou o projecto “Água Viva”?
C.P.: Tudo começou com o facto da minha irmã ter feito Erasmus em Espanha, em Sevilha. Lá conheceu os CD’s da irmã Glenda. No regresso trouxe-me um de presente, o “A solas com Dios”. Eu gostei muitas das músicas e fui partilhando com algumas pessoas do centro de catequese do qual eu faço parte. Num baptismo cantamos o tema “Tu és a Água Viva”, e a recepção da comunidade foi muito bom e muito caloroso. Todos se deixaram tocar tanto pelas músicas da Ir. Glenda que comecei a pensar em gravar um disco em português com aqueles temas. Achei que era interessante levar mais longe estas músicas.
Falei com o Pe. Rui Alberto, que tinha entrado na altura para a direcção de produção das Edições Salesianas e propus-lhe a edição do CD. Contactámos a editora espanhola “Produções de La RAIZ”, gravei uma demo da canção “Tu és a Água Viva” com um colega meu, o João Paulo, e enviamos. Eles gostaram e começou todo o processo de escolha das músicas e gravação do CD.

Portal CJ: E isso foi em que ano?
C.P.: Isto tudo começou em 2002 quando a minha irmã me ofereceu o CD. A gravação começou no final desse ano e demorou cerca de dois anos a ser gravado. Acabou por ser editado em Junho de 2004.

Portal CJ: Este não é um “CD Normal”, uma vez que a acompanhar o CD está um livro que é vendido em conjunto. Como surgiu essa ideia?
C.P.: A ideia surgiu da parte do Pe. Rui Alberto, em conversações com a editora espanhola. Numa das reedições do CD “A Solas con Dios”, este incluía um extra com algumas propostas pastorais que a Ir. Glenda tinha elaborado, para cada um dos temas. Nós achámos este projecto muito interessante. Além disso pensamos que seria importante para o mercado, para os nossos agentes pastorais, um subsídio deste tipo, com propostas para rezarem as músicas individualmente ou em comunidade. Lançar “apenas” o CD deixar-nos-ia a todos mais pobres.

Portal CJ: A quem destina este projecto?
C.P.: Eu contava que o CD fossem maioritariamente absorvido por um público acima dos 25 anos, mas tenho-me apercebido que tem sido usado em todas as faixas etárias, a partir do 7º, 8º anos. Todas as músicas, sobretudo “Tu és a Água Viva”, são muito bem recebidas e há muitos temas que são usados em diversos contextos de oração e em retiros. Já encontrei grupos de adultos que adoptaram o livro /CD “Água Viva” como itinerário de um ano de catequese. Já encontrei seminaristas, Convivas que fizeram retiros com a ajuda das músicas e das propostas que estão no livro. Portanto, acabou por ser útil a muitas pessoas, o que é óptimo!

Portal CJ: O concerto que deste no Festival Jota teve algumas alterações em relações aos outros que tens dado até aqui. Como surgiram os concertos “Água Viva” e como foram evoluindo?
C.P.: Os concertos sugiram naturalmente... Quando gravei o CD nunca foi meu objectivo iniciar os concertos de oração, até porque, pessoalmente, desconhecia que se fizessem este tipo de encontros. Organizei um concerto de apresentação e lançamento, que foi feito na Feira do Livro do Porto. Passados 15 dias ligaram-me de Mangualde para saber se eu poderia ir lá cantar as músicas. Um pouco surpreendida aceitei.... Comecei os concertos com o Miguel Vilela (guitarra), que me continua a acompanhar até hoje, e pelo João Paulo ( baixo acústico e teclas), que entretanto teve de abandonar o projecto. Depois de Mangualde foram surgindo mais convites de pessoas que escutavam o CD ou que ouviam falar dos concertos.
Quantos às “alterações” de que falavas, a principal diferença esteve na produção do concerto, sobretudo no facto de, pela primeira vez ter um coro pela Ana Manuela e pelo João Pedro. A sua presença tornou o concerto mais emotivo, deu mais força e qualidade às músicas. O esforço de produção e um empenho extra deveu-se à “exigência” e empenho que implicavam uma presença no Festival Jota.




Portal CJ: No concerto de ontem, conseguiste criar na capela do Santuário um ambiente totalmente diferente do que se viveu no resto do Festival. Como é que te sentiste ao ver uma capela cheia de pessoas que, à uma hora da manhã, estavam ali dispostas para te ouvir a ti e à mensagem que transmites?
C.P.: Antes de dizer o que senti vou pegar nalgumas coisas que disseste... Acho que a decisão de fazer o concerto na capela foi uma decisão acertada da minha parte, seriamente discutida com a organização do Festival. As músicas da Ir. Glenda pedem uma outra intimidade que se perderia no palco e noutro ambiente mais “solto”, mais exterior. O facto de estarmos dentro da igreja ajudou a tranquilizar e acalmar as pessoas, deixando-as mais receptivas à música e à ambientação do santuário estava muito bem preparada pela organização. Além disso tivemos (Edições Salesianas) a oportunidade de investir numa iluminação cuidada. O resto, sinceramente, eu acho que é tudo Graça de Deus. Há ali um momento em que não sou eu, em que não são as pessoas, é toda uma oração que se cria através das músicas e que têm o mérito todo deste projecto. A Ir. Glenda tem a capacidade de musicar de forma muito simples passagens da bíblia, mas com uma intensidade muito grande. O que eu sinto é um profundo agradecimento a Deus, sinto-me abençoada por ter a oportunidade de poder proporcionar estes concertos.

Portal CJ: Ontem foi um ponto especial para o projecto “Água Viva”?
C.P.: Para mim foi sem dúvida, porque foi a primeira vez que estive integrada num grande festival de música católica. Já tinha actuado no primeiro Mulifestival David, hoje Multifestival Gaudeo, mas os contornos e objectivos da actividade são diferentes. Aqui pude estar ao pé de nomes como a Banda Jota, que tem um nome há vários anos... Esta presença foi sinal que o percurso que eu tenho feito já tem alguma “validade” e algum reconhecimento por parte do publico. O facto de ter sido uma proposta diferente dentro do Rock e do Pop, stilo que compôs a maioria do cartaz, foi para mim importante!

Portal CJ: Achas que se inicia uma nova fase no projecto “Água Viva”?
C.P.: O que eu gostava mesmo era que se iniciasse um novo projecto! Este já tem três anos e, como disse, nunca tinha tido a intenção de ter assim um projecto musical, de fazer concertos de oração com o livro /Cd “Água Viva”. Mas agora sinto-me impelida a fazer um segundo projecto dentro desta linha, porque as pessoas vão pedindo, e eu sinto que as pessoas precisam de música nesta área de oração. Os concertos de oração são importantes para as comunidades onde eles se realizam, por isso mais do que uma “nova fase”, pode ser um ponto de partida e motivação para eu tentar ir mais longe...

Portal CJ: Esse novo projecto será também com músicas da Ir.Glenda?
C.P.: Não. A ideia, para já, é editar músicas originais... Talvez, quem sabe, algumas versões de temas de outros grupos, como os Brotes de Olivo, grupo espanhol de quem gosto muito. Mas estou a procurar que as músicas sejam originais.

Portal CJ: As Edições Salesianas têm sido pioneiras e até mesmo únicas a fazer este tipo de concertos de oração. Como surgiu esse projecto?
C.P.: Como editora católica, creio que somos a única que está a promover, de forma tão organizada e “sistemática”, os concertos de oração, formação e animação. Para além do “Água Viva”, as Edições Salesianas têm o projecto “N’Ele” e “Músicas para a catequese” que passam pela interpretação ao vivo das canções dos cd’s com o mesmo nome. Com os concertos que fui fazendo, a editora, na pessoa do Pe. Rui Alberto, foi detectando que na área da pastoral há pessoas que precisam de ajuda e formação. Assim, passamos a aliar a esses momentos de formação, novas formas de evangelizar e catequizar através da música!

Portal CJ: E a aceitação tem sido boa?
C.P.: Sim! A prova disso é que são sempre as pessoas que nos pedem os concertos, porque ouviram falar ou porque estiveram num concerto e querem organiza-lo na sua ou noutra comunidade.

Portal CJ: Enquanto artista e colaboradora das Edições Salesianas, sentes que a música, esta nova fase da música cristã que se está a viver em Portugal, pode ajudar a aproximar os jovens da Igreja?
C.P.: Eu penso que sim! A música pode ser um bom instrumento, mas não chega! Quem a escreve e interpreta tem de ser autêntico e acreditar naquilo que está a cantar. A música pode ser uma forma de os chamar, e aqui no festival foi de facto uma forma de chamar e de convocar jovens. Mas não bastou só chamar os jovens para estarem nos concertos. Os jovens não são tontos e não se deixam manipular de forma fácil. A música pode ser importante para os atrair, mas depois é preciso que a proposta seja coerente e seja também apelativa.



Portal CJ: Há quem diga que a Igreja está desactualizada, no entanto penso que será mais a forma de comunicação da Igreja que está a ter dificuldades em se adaptar a esta nova sociedade. Consideras que a Igreja está a ter dificuldades em comunicar com os jovens de hoje?
C.P.: A questão da comunicação e da juventude são duas áreas que me são muitas queridas, justamente porque tenho formação em Comunicação e estou ligada à Família Salesiana, cuja vocação é a educação dos jovens.
Eu creio que a Igreja não está assim tão desactualizada quanto isso. Tem havido actividades muito interessantes, só que, se calhar, continuamos a privilegiar os sectores mais conservadores em vez de estarmos a apoiar estas novas iniciativas. Há muitas propostas, como é o caso do Portal Cristo Jovem e de duas rádios católicas na Internet. Há também grupos católicos na área do Pop e do Funk que começam a nascer... Aqui no Festival Jota, tivemos “O teu palco” que esteve sempre com gente disponível a tocar e a cantar. As coisas estão a acontecer e a nascer, talvez seja tempo das pessoas mudarem os clichés, e deixarem de usar sempre a mesma conversa, os mesmos argumentos. Se há tempo em que a mensagem de Jesus Cristo está actual é hoje, porque as propostas lançadas aos jovens em nada diferem da essência da mensagem de Jesus Cristo, que apelava à autenticidade, à fidelidade, ao amor...Portanto mais actuais do que isto não poderíamos ser!

Portal CJ: Estamos a terminar esta entrevista, queres dizer alguma coisa em jeito de remate?
C.P.: Quero dar os parabéns ao Portal Cristo Jovem, agradecer a oportunidade de partilhar o meu projecto e desejar-lhe as maiores felicidades.

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publicado às 05:24

Jovens que se juntam...

por Zulmiro Sarmento, em 15.04.11

 

Composta por sete amigos da Cidade de Setúbal, esta banda formou-se em Outubro de 1998, fruto do desejo de um grupo de amigos de partilhar com os homens a experiência de unidade, amizade e amor proporcionada pela vivência da fé em Jesus.

Nasce assim uma música de intervenção actual, que procura chamar a atenção das pessoas para os outros, de modo a darem valor às pequenas coisas maravilhosas que acontecem e, com uma atitude e espírito positivo perante a vida, instaurar a revolução do amor.

O nome Terceira Margem surge da visão de cada homem como um rio, cujas duas margens são Jesus e o Espírito Santo, que delimitam e dirigem o seu curso. A Terceira Margem é o Pai que está no Céu, fonte de toda a vida.

Em Dezembro de 2006, a banda lançou o seu primeiro cd, intitulado )De mãos Vazias(. Dois anos depois, em Dezembro de 2008, surgiu “Meu Tudo”, o seu segundo trabalho.

Em Novembro de 2009, a banda viu reconhecido o seu trabalho pela Associação Cultural Kerygma, que instituiu os Prémios Kerygma da Música Católica, sendo galardoada com o prémio Melhor Artista/Grupo do ano de 2008.

No seu já longo percurso de evangelização através da música, a banda sempre se pautou pela diversidade sonora, explorando os caminhos do Pop-rock, numa fusão com o Hip-hop, Funk e Reggae.


http://www.terceiramargem.pt/

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publicado às 05:07

O RABINO E O TURISTA

por Zulmiro Sarmento, em 14.04.11

 

Um turista foi visitar um famoso rabino polaco. Ao entrar, ficou assombrado ao ver que dentro da casa do rabino havia como mobília apenas uma mesa e uma cadeira. Além disto, um amontoado de livros.
O turista perguntou-lhe:
- Rabino, onde estão os teus móveis?
O rabino, que meditava noite e dia na Lei de Moisés, respondeu com outra pergunta:
- E onde estão os teus?
O turista, admirado com a pergunta retorquiu:
- Os meus? Não vês que eu sou simplesmente um turista? Estou aqui de passagem e trago comigo apenas o indispensável para a minha caminhada.
O rabino disse então:
- O mesmo que eu. Também eu me considero neste mundo como alguém que está de passagem.

 

Pedrosa Ferreira

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