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O QUE FOI ACRESCENTADO COM O 25 DE ABRIL

por Zulmiro Sarmento, em 19.02.11

 


AFINAL FOI SÓ UM .............A............

            Portugal, desde o séc. XX, tem estado sujeito a dois lemas:

             No Estado Novo (1926-1974), o lema era : "Deus, Pátria e Família!"



            Nesta democracia pós 25 de Abril, por espantoso que possa parecer, o lema tem sido praticamente igual,


            apenas aumentou... mas só uma letra.

             De facto, o lema actual, e que se agravou com os vigaristas, vulgo políticos, que nos tem (des) governado nestes últimos anos é :



                                                                          "Adeus, Pátria e Família!"



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publicado às 06:30

"Contenentais" a esperar...

por Zulmiro Sarmento, em 18.02.11

*1. Espero que em 2011... haja mais lojas de chineses, até haver, como Mao T sé Tung prometeu, um loja por cada família de portugueses.*
 
* 2. Espero que em 2011... u akordo ortográfiko tb inklua linguagex sms pk axo ke ax storax i u......s alunox i nox todox tamox a exkexer kumu xe exkrve. *

* 3. Espero que em 2011... haja mais portagens, nas rotundas, nas escadas rolantes, nos elevadores, nas passadeiras, nas pontes, nos escorregas,  nas portas giratórias e nos acessos às auto-estradas onde ainda não se paga. Cada português vai andar com um contador na testa para pagar cada vez que se mexer mais de trinta centímetros, mesmo na cama, independentemente do que está a fazer. *

 * 4. Espero que em 2011... se nacionalizem as casas de alterne, para dar emprego aos milhares de excedentários (e excedentárias, sobretudo essas) da função pública. *

*   5. Espero que em 2011... se dê independência à Madeira, que se tornará em mais uma ilha monárquica, e se vendam os Açores aos Estados Unidos, com o que se deve baixar significativamente o deficit. *

*   6. Espero que em 2011... o IVA suba de uma vez para 75% em vez de andarem de seis em seis meses a subir 1 ou 2 % a ver se não notamos que nos andam a lixar, para não usar outro termo. *

*   7. Espero que em 2011... as selecções portuguesas de corrupção activa e passiva se qualifiquem para os mundiais a disputar em Angola.   E bons atletas não nos faltam. *

*   8. Espero que em 2011... se aplique imposto de selo e mais valias ao tráfico de droga, car jacking, extorsão, maus tratos conjugais,gamanço, assaltos a joalharias e bancos e roubo de multibancos. *

*   9. Espero que em 2011... o FMI invada Portugal e monte por todo o lado campos de concentração para políticos, economistas,
contabilistas, TOCs, ROCs, correctores da bolsa, banqueiros e
autarcas, a ver se isto endireita. *

*   10. Espero que em 2011... se limite a emigração para impedir mais desemprego, nomeadamente recusando a entrada de tudo que seja homem, com ou sem H. Podem só entrar meninas e senhoras, brasileiras, russas, húngaras, não interessa, desde que venham para trabalhar e sejam empenhadas e rijinhas. *

*   11. Espero que em 2011... seja simplificado o ensino, para
diminuir o insucesso. Um aluno do 12º ano deve saber escrever o seu nome, saber em que país está, escrever pelo menos 3 sms em menos de um minuto, saber para que serve um preservativo, saber sacar músicas e filmes da internet e ter página no Facebook. E já é muito.*

*   12. Finalmente, espero que em 2011... aumente o aquecimento global que já estou farto de frio e sem patacas para pagar aos ladrões da EDP.*

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publicado às 05:26

Mal, mal vai o mundo quando acontecem coisas assim!...

por Zulmiro Sarmento, em 17.02.11

Aconselho a ler este texto. As suas reflexões podem ser importantes
não só para os meus alunos bem como para os encarregados de
educação. A mim chocou-me bastante e fez-me repensar as minhas atitudes...
Um abraço



Uma professora do ensino básico pediu aos alunos que fizessem uma redacção sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles..
Ao fim da tarde, quando corrigia as redacções, leu uma que a deixou muito emocionada. O marido, que, nesse momento, acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou:

- O que é que aconteceu? '


Ela respondeu:

- Lê isto. Era a redacção de um aluno.

*'Senhor, esta noite peço-te algo especial: transforma-me num
televisor.  Quero ocupar o lugar dele. Viver como vive a TV da minha
casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família à
volta... Ser levado a sério quando falo...  Quero ser o centro das
atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado. E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar.. E ainda, que os meus irmãos lutem e se batam para estar comigo.. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos. Senhor, não te peço muito...Só quero viver o que vive qualquer televisor.'*

Naquele momento, o marido de Ana Maria disse: - 'Meu Deus, coitado desse miúdo! Que pais'!

E ela olhou-o e respondeu: - 'Essa redacção é do nosso filho'

PS - Talvez valha a pena ler outra vez... Este e-mail vale mesmo a pena mandar para os amigos.

Quantas vezes mandamos calar os nossos filhos para ouvirmos uma
noticia da TV???.



(tirado da net)

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publicado às 06:57

ADVOGADOS: um exemplo a seguir!!

por Zulmiro Sarmento, em 16.02.11

Um agente de trânsito pára um advogado que conduzia em excesso de velocidade.

 - Posso ver a sua carta de condução?

 - Não tenho. Foi suspensa na última vez em que cometi uma infracção.

 - Posso então ver o registo de propriedade do veículo?

 - O carro não é meu. Eu roubei-o!

 - O carro é roubado?

 - Sim, é verdade. Mas agora que penso nisso, acho que vi o registo de propriedade no porta-luvas, quando lá pus a minha pistola...

 - Tem uma pistola no porta-luvas?

 - Sim. Coloquei-a lá depois de matar a dona do carro e de colocar o corpo dela na bagageira.

 - Tem um corpo na bagageira???

 - Sim, senhor.

 Ao ouvir isso, o agente chamou imediatamente o seu superior. O carro foi rapidamente cercado por um cordão policial e o capitão aproximou-se do veículo para controlar a situação.

 - Senhor, posso ver a sua carta de condução?

 - Claro, aqui está ela. (A carta é válida)

 - A quem pertence este veículo?

 - É meu, senhor guarda. Aqui tem o registo de propriedade. (O carro é, de facto, do condutor e advogado)

 - Abra, por gentileza, o seu porta-luvas, lentamente, por favor..

 - Sim, senhor. (O porta-luvas está vazio)

 - Quer abrir a bagageira, por favor?

 - Sim, senhor. (Não tem corpo nenhum)

 - Não compreendo. O agente que o mandou parar disse que o senhor afirmou não ter carta de condução, ter roubado o carro, ter uma arma no porta-luvas e um corpo na bagageira!!!???

 - Ah!!! E aposto que ESSE MENTIROSO também disse que eu ia em excesso de velocidade... Só me faltava mais essa!!!

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publicado às 05:54

"CRISTÃOS DE AVIÁRIO"

por Zulmiro Sarmento, em 15.02.11

1. Apresentaram-me, há dias, um católico fervoroso de uma maneira curiosa: “este não é um cristão de aviário; foi ele que pediu, aos 35 anos, para ser baptizado”. Não achei nada de estranho.

No começo do Cristianismo, o Baptismo nasceu para celebrar a conversão de milhares de adultos. É, ainda hoje, a prática corrente em muitos países. Mesmo na velha Europa, incluindo Portugal, por motivos e caminhos muito diversos, o Baptismo já não é só pedido para crianças.

Em caso nenhum, porém, se pode falar de cristãos de aviário. Tertuliano (155-222), um tunisino convertido, o primeiro grande intelectual cristão, cunhou uma fórmula exemplar: “ninguém nasce cristão, torna-se cristão”. Mesmo aqueles que recebem o Baptismo em criança celebram o começo de uma caminhada, não o de uma fatalidade.

O termo português baptismo é a transliteração do grego baptismō e significa banho, associado aos verbos: mergulhar, lavar, derramar. A partir dessa realidade empírica e simbólica assumiu, no plano religioso, o sentido de purificação e de nova vida.

A grande dificuldade, no próprio imaginário de muitas iniciações ao Baptismo cristão, consiste em tomar como seu antecedente directo o Baptismo que João ministrou a Jesus no rio Jordão.

É verdade que Jesus de Nazaré levou, como homem, muito tempo a encontrar o seu próprio caminho e a sua missão. Foi discípulo de João Baptista, de quem nunca disse mal, antes o elogiou como a ninguém, mas desligou-se dele e escolheu outro género de vida. O que marcou a originalidade de Jesus não foi o Baptismo de João. Qual terá sido, então, a experiência que o fez romper com esse grande profeta?

S. Lucas – assim como os outros evangelistas – contam o que se passou: tendo Jesus sido baptizado, e estando em oração, o Céu rasgou-se; o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba. Do Céu veio uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado; em ti me comprazo» (Lc 3, 21-22).

Foi esta experiência mística, foi este banho de Espírito Santo, que alterou o rumo da sua vida. É a partir daqui que se pode falar de antes e depois de Cristo. Lucas vai dizê-lo, de forma explícita: A Lei e os profetas até João. Daí em diante, é anunciada a Boa Nova do Reino de Deus. O IV Evangelho ainda é mais incisivo: A Lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade nos vieram por Jesus Cristo (Jo 1, 15-34).

2. As Igrejas de Jesus Cristo ressuscitado são fruto do Pentecostes. Pelo menos, é assim que são apresentadas, de muitas maneiras, pelos Actos dos Apóstolos. Os primeiros convertidos perguntaram a Pedro e aos apóstolos: Irmãos, que devemos fazer? A resposta já resume, sem dúvida, práticas simbólicas das comunidades cristãs: Convertei-vos e seja cada um de vós baptizado em nome de Jesus Cristo, para a remissão dos pecados e recebereis, então, o dom do Espírito Santo (Act 2, 37-38). Um ritual é um programa de acção simbólica. Deus, porém, não está dependente dos rituais. Estes não são a única forma da sua actuação, não têm o exclusivo da sua graça. Nos capítulos 10 e 11, conta-se que, sem ritual nenhum, enquanto Pedro falava, o Espírito Santo – sem lhe pedir licença – caiu sobre todos os que ouviam a palavra e concluiu com muito bom senso: Pode-se porventura, recusar a água do Baptismo a esses que, como nós, receberam o Espírito Santo? Este desembaraço, em Cesareia, criou-lhe muitos problemas, em Jerusalém, onde foi obrigado a justificar-se perante judeus circuncisos, que não admitiam que o Espírito de Deus andasse à solta entre os pagãos. Convém não esquecer que antes, durante e depois da acção ritual é em Deus que vivemos, nos movemos e existimos. As acções simbólicas não existem para provocar a acção de Deus, mas para nos abrirmos à sua intervenção. Para justificar os sacramentos, temos a tendência em restringir a acção de Deus, anexando-a aos rituais, esquecendo que somos nós, seres simbólicos por natureza, que precisamos dessas mediações, que não podem encurtar a divina liberdade.

3. Consta de uma homilia de S. Gregório, bispo de Nisa (século IV), a seguinte oração baptismal: “Eu te marco em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, para que sejas cristão: os olhos, para que vejas a luz de Deus; os ouvidos, para que ouças a voz do Senhor; o nariz, para que percebas o suave odor de Cristo; os lábios, para que, uma vez convertido, confesses o Pai, o Filho e o Espírito Santo; o coração, para que creias na Trindade indissolúvel. O Verbo santificou-nos, o Espírito marcou-nos; o homem novo saiu ao mundo encontrando de novo a sua juventude pela graça”.

Que não pode haver “cristãos de aviário” é o próprio ritual do baptismo da criança que o diz. Os pais e padrinhos comprometem-se a realizar um programa de educação, em liberdade, num mundo em transformação. Se proclamam que não vale tudo, é preciso não se deixar enganar pelas seduções do mal sempre com novos rostos. Sem a descoberta permanente de Cristo, como fonte de sentido, de beleza, de responsabilidade e sem a força da sua graça é impossível ser fiel a esse programa numa vida em devir.

 

Frei BENTO DOMINGUES

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publicado às 06:47

Bons desejos no dia do amor conquistado ou a conquistar

por Zulmiro Sarmento, em 14.02.11

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publicado às 05:19

Tema do 6º Domingo do Tempo Comum - Ano A

por Zulmiro Sarmento, em 13.02.11

 

A liturgia de hoje garante-nos que Deus tem um projecto de salvação para que o homem possa chegar à vida plena e propõe-nos uma reflexão sobre a atitude que devemos assumir diante desse projecto.
Na segunda leitura, Paulo apresenta o projecto salvador de Deus (aquilo que ele chama “sabedoria de Deus” ou “o mistério”). É um projecto que Deus preparou desde sempre “para aqueles que o amam”, que esteve oculto aos olhos dos homens, mas que Jesus Cristo revelou com a sua pessoa, as suas palavras, os seus gestos e, sobretudo, com a sua morte na cruz (pois aí, no dom total da vida, revelou-se aos homens a medida do amor de Deus e mostrou-se ao homem o caminho que leva à realização plena).
A primeira leitura recorda, no entanto, que o homem é livre de escolher entre a proposta de Deus (que conduz à vida e à felicidade) e a auto-suficiência do próprio homem (que conduz, quase sempre, à morte e à desgraça). Para ajudar o homem que escolhe a vida, Deus propõe “mandamentos”: são os “sinais” com que Deus delimita o caminho que conduz à salvação.
O Evangelho completa a reflexão, propondo a atitude de base com que o homem deve abordar esse caminho balizado pelos “mandamentos”: não se trata apenas de cumprir regras externas, no respeito estrito pela letra da lei; mas trata-se de assumir uma verdadeira atitude interior de adesão a Deus e às suas propostas, que tenha, depois, correspondência em todos os passos da vida.

 

ECCLESIA - padres dehonianos

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publicado às 05:04

Desafios na era do powerpoint e do copy-paste

por Zulmiro Sarmento, em 12.02.11

 

Com todas as possibilidades destes dois artifícios com que a internet nos tem possibilitado, por estes dias, lemos e registamos algumas observações sobre o (ab)uso do powerpoint... podendo extrapolar essas referências à cultura ‘copy-paste’... com que certos estudantes/alunos se vão entretendo... embora, quase nunca aprendendo.
Por estes dias lemos, numa entrevista de um ex-jornalista francês que dizia sobre o powerpoint: «é muito prático, pois permite produzir facilmente um suporte (com texto, imagens e gráficos), que pode ser reproduzido até ao infinito, em todos os tipos de apresentações (...) Tornou-se uma linguagem quase universal. Criou, aliás, uma língua nova, cheia de automatismos, que tornam o discurso descarnado, neutro. Permite desresponsabilizar quem usa da palavra». Na visão deste – pretenso – crítico, o powerpoint «produz um tipo de discurso, de argumentação, de raciocínio simplista, esquemático, visual e espectacular que não pode aplicar-se sempre».
De facto, sob a aparência de um powerpoint pode esconder-se alguma incapacidade de comunicação com discurso consistente, pois os flashs de imagens ou de frases, embora sintetizando, podem não deixar perceber o que se sabe ou aquilo que pode ter sido colado à pressa... Cifrado na linguagem da sedução o powerpoint dá a entender, mas não faz – muitas vezes – compreender. Embora possa ser um (bom) suporte para quem sabe daquilo que fala (ou foi incumbido de falar), pode, no entanto, disfarçar a incapacidade de penetrar na sabedoria de quem quer dizer. Sem qualquer preconceito para com o powerpoint, poderemos considerar que este método de comunicar dificilmente poderá esconder uma certa ignorância, tanto das matérias como dos recursos para a sua aprendizagem. Talvez se possa considerar o powerpoint como uma razoável modalidade de comunicação nesta ‘nova era’ do fascínio pelo exotérico... mas onde as armas, se mal usadas, podem voltar-se contra que as tenta manusear... inadvertidamente.

= Da consulta barata... à colagem sem amadurecimento
Hoje é recorrente vermos mais novos ou mais velhos atarefados a consultar a internet para tudo ou quase nada, pesquisando as mais díspares áreas, em busca de informações rápidas – qual ‘fast food’ intelectual – numa ânsia de dar a entender que se sabe qualquer coisa... mesmo que seja de forma superficial.
Com efeito, o velho ‘corta e cola’ – tradução literal de copy-paste – teve uma breve evolução, deixou de ser feito com tesouras e cola para ser virtual, no écran do computador e sob o efeito da mais elementar subversão dos direitos de autor... desconhecido, anónimo ou também ele/a virtual como os dados surripiados na era do global particular.
Vemos, deste modo, crescer uma tendência para fazer-de-conta à custa de alguma superficialidade e, nalguns casos, até de uma outra desonestidade intelectual. Com efeito, aprender custa, obriga a gastar tempo e, sobretudo, a amadurecer os conhecimentos, fazendo-os digerir demoradamente, com racionalidade e até com razoabilidade.
Está na hora de termos pessoas que saibam o que dizem e o que escrevem e que digam aquilo (e só) o que sabem... conscientemente. Basta de sermos confrontados com frases feitas e/ou de citações sem conteúdo. Precisamos de pessoas que estudem e que não se pendurem em chavões nem que digam coisas de uma certa moda intelectual enrolada... mesmo sem compreenderem o (total) significado das coisas a que têm acesso... privilegiadamente.
Honestidade, a quanto obrigas!

António Sílvio Couto
(asilviocouto@gmail.com)

 

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publicado às 05:23

Dia do Doente

por Zulmiro Sarmento, em 11.02.11

 

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publicado às 10:04

TOMAR DECISÕES! EIS A QUESTÃO!

por Zulmiro Sarmento, em 10.02.11

Esta é a fábula de um "chefe" que, "stressado", foi um dia ao psiquiatra.

Relatou ao médico o seu caso. O psiquiatra, experiente, logo diagnosticou:


-- O Sr. precisa de se afastar, por duas semanas, da sua actividade profissional. O conveniente é que vá para o interior, se isole do dia-a-dia e procure algumas actividades que o relaxem.


Então, o nosso executivo procurou seguir as orientações recebidas. Munido de vários livros, CDs e PORTÁTIL, mas sem o telemóvel, partiu para a quinta de um amigo. Passados os dois primeiros dias, o nosso executivo já havia lido dois livros e ouvido quase todos os CDs.

Porém, continuava inquieto. Pensou, então, que alguma atividade física seria um bom antídoto para a ansiedade que ainda o dominava. Procurou o capataz da quinta e pediu-lhe trabalho para fazer.

O capataz ficou pensativo e, vendo um monte de esterco que havia acabado de chegar, disse ao nosso executivo:

-- O Senhor Doutor pode ir espalhando aquele esterco em toda aquela área que será preparada para o cultivo.


Pensou o capataz para consigo próprio:
"Ele deverá demorar uma semana com esta tarefa".
Puro engano! No dia seguinte já o nosso executivo tinha distribuído todo o esterco por toda a área.

O capataz deu-lhe então a seguinte tarefa: abater 500 galinhas com uma faca. Tarefa que se revelou muito fácil para o executivo ansioso: em menos de 3 horas já estavam todos os galináceos prontos para serem depenados!

Pediu logo nova tarefa. O capataz disse-lhe então:

--Vamos iniciar a colheita de laranjas. O Senhor Doutor vá, por favor, ao laranjal e leve consigo três cestos para distribuir as laranjas por tamanhos: pequenas, médias e grandes.

Passou o dia e o executivo não regressou com a tarefa cumprida. Preocupado, o capataz dirigiu-se ao laranjal.
Viu o nosso executivo, com uma laranja na mão, os cestos totalmente vazios, e o doutor a falar sozinho:

-- Esta é grande? Não, é média. Ou será pequena???
-- Esta é pequena? Não, é grande. Ou será média???
-- Esta é média. Não, é pequena. Ou será grande???



Moral da história:

Espalhar merda e cortar cabeças é fácil.
O difícil é tomar decisões.
 
 
 

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publicado às 05:56



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