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ANO C - Tema do 12º Domingo Tempo Comum

por Zulmiro Sarmento, em 20.06.10

 

A liturgia deste domingo coloca no centro da nossa reflexão a figura de Jesus: quem é Ele e qual o impacto que a sua proposta de vida tem em nós? A Palavra de Deus que nos é proposta impele-nos a descobrir em Jesus o “messias” de Deus, que realiza a libertação dos homens através do amor e do dom da vida; e convida cada “cristão” à identificação com Cristo – isto é, a “tomar a cruz”, a fazer da própria vida um dom generoso aos outros.
O Evangelho confronta-nos com a pergunta de Jesus: “e vós, quem dizeis que Eu sou?” Paralelamente, apresenta o caminho messiânico de Jesus, não como um caminho de glória e de triunfos humanos, mas como um caminho de amor e de cruz. “Conhecer Jesus” é aderir a Ele e segui-l’O nesse caminho de entrega, de doação, de amor total.
A primeira leitura apresenta-nos um misterioso profeta “trespassado”, cuja entrega trouxe conversão e purificação para os seus concidadãos. Revela, pois, que o caminho da entrega não é um caminho de fracasso, mas um caminho que gera vida nova para nós e para os outros. João, o autor do Quarto Evangelho, identificará essa misteriosa figura profética com o próprio Cristo.
A segunda leitura reforça a mensagem geral da liturgia deste domingo, insistindo que o cristão deve “revestir-se” de Jesus, renunciar ao egoísmo e ao orgulho e percorrer o caminho do amor e do dom da vida. Esse caminho faz dos crentes uma única família de irmãos, iguais em dignidade e herdeiros da vida em plenitude.

 

Padres Dehonianos - ECCLESIA

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publicado às 06:30

UMA QUESTÃO DE VALORES CRISTÃOS QUANDO CHEGAR O MOMENTO DAS MATRÍCULAS DE MILHARES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES. TAMBÉM UMA QUESTÃO DE COERÊNCIA. E DE VENCER O DESEJO DOS PAIS E NUNCA, MAS MESMO NUNCA, A OPINIÃO MAQUIAVÉLICA DOS DIRECTORES DE TURMA

por Zulmiro Sarmento, em 19.06.10

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publicado às 07:10

A NACIONALIDADE DE ADÃO E EVA

por Zulmiro Sarmento, em 18.06.10

Um alemão, um francês, um inglês e um português apreciam o quadro de Adão e Eva no Paraíso.
 
O alemão comenta:
- Olhem que perfeição de corpos:
Ela, esbelta e espigada;
Ele, com este corpo atlético, os músculos perfilados.
Devem ser alemães.
 
Imediatamente, o francês contesta :
- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende das figuras:
Ela, tão feminina,
Ele, tão masculino,
Sabem que em breve chegará a tentação.
Devem ser franceses.
 
Movendo negativamente a cabeça o inglês comenta :
- Que nada! Notem a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto.
Só podem ser ingleses.

 

Depois de alguns segundos mais, de contemplação silenciosa,
o português declara
:
- Não concordo. Olhem bem:
não têm roupa,
não têm sapatos,
não têm casa,
tão na merda,
Só têm uma única maçã para comer.
Mas não protestam
,
só pensam em sexo,
e pior,
acreditam que estão no Paraíso
.
Só podem ser portugueses

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publicado às 06:59

Concede-me...

por Zulmiro Sarmento, em 17.06.10

Eis aqui uma oração especial demais, não importando o credo, e sim a finalidade, ela é usada por grupos de ajuda mútua, como Alcoólicos Anónimos, ela é mais conhecida neste texto aqui, que j'a fala por tudo, mas resolvi postá-lo na integra para que quem queira fique com ela por inteiro.

 

 

Liane Abud

Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma da outra.


Eis a versão completa e original:

Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma da outra – vivendo um dia de cada vez, desfrutando um momento de cada vez, aceitando as dificuldades como um caminho para alcançar a paz, considerando o mundo pecador como ele é, e não como gostaria que ele fosse, confiando em Deus para endireitar todas as coisas para que eu possa ser moderadamente feliz nesta vida e sumamente feliz contigo na eternidade.

 

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publicado às 06:40

EMRC: Eu Quero! - Campanha de matrículas 2010

por Zulmiro Sarmento, em 16.06.10

 

«Eu quero!» é o lema escolhido para a Campanha de matrículas 2010 da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC). É deste modo que se pretende cativar os alunos numa campanha de matrículas neste final de ano lectivo.

A EMRC é parte integrante do Curriculo escolar desde o ensino Básico ao Secundário, sendo de oferta obrigatória e de frequência opcional, e apresenta-se como "um espaço educativo de grande interesse" no contexto de "uma autêntica educação integral".

O desdobrável que promove a inscrição em EMRC para o ano lectivo 2010/2011 sublinha que "a dimensão religiosa é fundamental para se dar resposta à inquietação humana pelo sentido último da vida".

"O conhecimento da mensagem cristã é essencial para a definição da própria identidade, no contexto de um país com profundas raízes cristãs", assinala-se ainda.

Dimas Pedrinho, responsável pelo Departamento da Educação Moral e Religiosa Católica do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) refere ao programa «70x7» que a disciplina ensina a "ser mais pessoa".

A respeito da campanha de matrículas, que quer sensibilizar pais e alunos, este responsável admite que a EMRC tem de enfrentar vários desafios para se conseguir apresentar "de forma atractiva, criativa".

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publicado às 06:37

Pode crer: é o MELHOR!

por Zulmiro Sarmento, em 15.06.10

Vejam: BASTA COLOCAR O RATO OU SOBRE O PAÍS, OU DIA ETC, ETC

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publicado às 13:11

Que inteligências dotadas...

por Zulmiro Sarmento, em 15.06.10

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publicado às 06:56

Mulheres que se apaixonam por um Padre

por Zulmiro Sarmento, em 14.06.10
Padre, não sei que sinto, mas sei que sinto algo pelo padre da minha paróquia. Por mais que me esforce em ver nele o sacerdote, não consigo deixar de pensar nele como homem. Já tentei afastar-me, mas procuro-o na confissão, na Eucaristia, nas palavras que diz e nos apertos de mão que faz. Vejo em cada um dos seus apertos de mão um aperto no meu coração. Pior que isso é imaginar que em cada aperto está um beijo discreto. Ele cuida a distância com o aperto de mãos. Mas sentir a sua mão na minha, no meu tacto, pesa mais que um beijo na face, porque este passa mais rápido e não me demora nos pensamentos. O senhor é padre. Sabe, de certeza como pensam os padres, como sentem, como amam, como se apaixonam, como são fiéis ou não, como conseguem ou não viver o celibato. Diga-me. Será que ele me pode amar um dia. Será que devo deixar crescer em mim este desejo? Eu não quero afastá-lo de Deus. Mas também não queria que Deus o afastasse de mim.
A conversa aconteceu por email, num anonimato que entendo. Da mesma forma respondi, não tanto pensando no padre que se pode apaixonar ou no padre que pode discordar do seu celibato. Antes no padre que quer ser fiel nesta forma de entrega a Deus. No padre que não quer pensar em viver de outra forma. No padre que está distraído e não deu conta que a sua vocação está atraindo alguém de forma mais intensa que a intensidade de Deus. Não sei se fui correcto, porque a vontade de Deus é que todos sejamos felizes, quer nas nossas opções, quer na nossa forma de deixar que a vida aconteça. Mas depois de carregar na palavra “enviar”, não consegui deixar de me questionar. As mulheres que se apaixonam pelos padres sentem-se atraídas pela pessoa ou pelo padre? O que as seduz é o gesto do padre ou o carinho do homem? O padre ou o homem que está dentro do padre? E caso os padres correspondam, fá-lo-ão pelo vazio que têm ou pelo amor que têm? Para viver a sua afectividade ou para a sossegar?
Cfr. blogue www.eupadre.blogspot.com

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publicado às 07:38

Santo António nas palavras de Bento XVI

por Zulmiro Sarmento, em 13.06.10

Catequese sobre o Santo português, um dos «mais populares de toda a Igreja Católica»

 

Gostaria de falar de outro santo pertencente à primeira geração dos Frades Menores: António de Pádua ou, como é também chamado, de Lisboa, referindo-se à sua cidade natal.

Trata-se de um dos santos mais populares de toda a Igreja Católica, venerado não só em Pádua, onde foi construída uma maravilhosa Basílica que conserva os seus despojos mortais, mas em todo o mundo. São queridas aos fiéis as imagens e as imagens que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus no colo, em recordação de uma milagrosa aparição mencionada por algumas fontes literárias.

António contribuiu de modo significativo para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com os seus salientes dotes de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico.

Nasceu em Lisboa numa família nobre, por volta de 1195, e foi baptizado com o nome de Fernando. Uniu-se aos cónegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiro no mosteiro de São Vicente em Lisboa e, sucessivamente, no da Santa Cruz em Coimbra, famoso centro cultural de Portugal.

Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que fez frutificar na actividade do ensino e da pregação. Aconteceu em Coimbra o episódio que contribuiu para uma mudança decisiva na sua vida: ali, em 1220 foram expostas as relíquias dos primeiros cinco missionários franciscanos, que tinham ido a Marrocos, onde encontraram o martírio.

A sua vicissitude fez nascer no jovem Fernando o desejo de os imitar e de progredir no caminho da perfeição cristã: então, pediu para deixar os Cónegos agostinianos e para se tornar Frade Menor. O seu pedido foi aceite e, tomando o nome de António, partiu também ele para Marrocos, mas a Providência divina dispôs de outro modo.

Após uma doença, foi obrigado a partir para a Itália e, em 1221, participou no famoso "Capítulo das Esteiras" em Assis, onde encontrou também São Francisco. Em seguida, viveu algum tempo no escondimento total num convento de Forli, no norte da Itália, onde o Senhor o chamou para outra missão.

Enviado, por circunstâncias totalmente casuais, a pregar por ocasião de uma ordenação sacerdotal, mostrou ser dotado de ciência e eloquência, e os Superiores destinaram-no à pregação.

Começou assim na Itália e na França, uma actividade apostólica tão intensa e eficaz que induziu muitas pessoas que se tinham afastado da Igreja a reconsiderar a sua decisão. António foi também um dos primeiros mestres de teologia dos Frades Menores, ou até o primeiro.

Iniciou o seu ensino em Bolonha, com a bênção de São Francisco, o qual, reconhecendo as virtudes de António, lhe enviou uma breve carta, que iniciava com estas palavras: "Agrada-me que ensines teologia aos frades".

António lançou as bases da teologia franciscana que, cultivada por outras insignes figuras de pensadores, teria conhecido o seu ápice com São Boaventura de Bagnoregio e com o beato Duns Escoto.

Tornando-se Superior dos Frades Menores da Itália setentrional, continuou o ministério da pregação, alternando-o com as funções de governo. Concluído o cargo de Provincial, retirou-se para perto de Pádua, aonde já tinha ido outras vezes. Após um ano, faleceu nas portas da cidade, a 13 de Junho de 1231.

Pádua, que o tinha acolhido com afecto e veneração durante a vida, tributou-lhe para sempre honra e devoção. O próprio Papa Gregório IX, que depois de o ter ouvido pregar o tinha definido "Arca do Testamento", canonizou-o só um ano depois da morte, em 1232, também após os milagres que se verificaram por sua intercessão.

Sermões

No último período de vida, António pôs por escrito dois ciclos de "Sermões", intitulados respectivamente "Sermões dominicais" e "Sermões sobre os Santos", destinados aos pregadores e aos professores dos estudos teológicos da Ordem franciscana.

Nestes Sermões ele comentava os textos da Escritura apresentados pela Liturgia, utilizando a interpretação patrístico-medieval dos quatro sentidos, o literal ou histórico, o alegórico ou cristológico, o antropológico ou moral, e o analógico, que orienta para a vida eterna.

Hoje redescobre-se que estes sentidos são dimensões do único sentido da Sagrada Escritura e que é justo interpretar a Sagrada Escritura procurando as quatro dimensões da sua palavra. Estes Sermões de Santo António são textos teológico-homiléticos, que reflectem a pregação bíblica, na qual António propõe um verdadeiro itinerário de vida cristã.

É tanta a riqueza de ensinamentos espirituais contida nos "Sermões", que o Venerável Papa Pio XII, em 1946, proclamou António Doutor da Igreja, atribuindo-lhe o título de "Doutor evangélico", porque desses escritos sobressai o vigor e a beleza do Evangelho; ainda hoje os podemos ler com grande proveito espiritual.

Nestes Sermões Santo António fala da oração como de uma relação de amor, que estimula o homem a dialogar docilmente com o Senhor, criando uma alegria inefável, que suavemente envolve a alma em oração.

António recorda-nos que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio que não coincide com o desapego do rumor externo, mas é experiência interior, que tem por finalidade remover as distracções causadas pelas preocupações da alma, criando o silêncio na própria alma.

Segundo o ensinamento deste insigne Doutor franciscano, a oração é articulada em quatro atitudes indispensáveis que, no latim de António, são assim definidas: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las do seguinte modo: abrir com confiança o próprio coração a Deus; é este o primeiro passo do rezar, não simplesmente colher uma palavra, mas abrir o coração à presença de Deus; depois, dialogar afectuosamente com Ele, vendo-o presente comigo; e depois muito natural apresentar-lhe as nossas necessidades; por fim, louvá-lo e agradecer-lhe.

Caridade

Deste ensinamento de Santo António sobre a oração captamos uma das características específicas da teologia franciscana, da qual ele foi o iniciador, isto é, o papel atribuído ao amor divino, que entra na esfera dos afectos, da vontade, do coração, e que é também a fonte da qual brota uma consciência espiritual, que supera qualquer conhecimento. De facto, amando, conhecemos.

Escreve ainda António: "A caridade é a alma da fé, torna-a viva; sem o amor, a fé esmorece" (Sermomes Dominicales et Festivi II, Messaggero, Pádua 1979, p. 37).

Só uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: é este o objecto privilegiado da pregação de Santo António. Ele conhece bem os defeitos da natureza humana, a nossa tendência a cair no pecado, e portanto exorta a continuar a combater a inclinação da avidez, do orgulho, da impureza, e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza.

No início do século XIII, no contexto do renascimento das cidades e do florescer do comércio, crescia o número de pessoas insensíveis às necessidades dos pobres. Por este motivo, António convidou várias vezes os fiéis a pensar na verdadeira riqueza, a da cruz, que tornando bons e misericordiosos, faz acumular tesouros para o Céu. "Ó ricos assim exorta ele tornai-vos amigos... dos pobres, acolhei-os nas vossas casas: serão depois eles, os pobres, quem vos acolherão nos eternos tabernáculos, onde há a beleza da paz, a confiança da consciência, a opulenta tranquilidade da eterna saciedade" (Ibid., p. 29).

Não é porventura este, queridos amigos, um ensinamento muito importante também hoje, quando a crise financeira e os graves desequilíbrios económicos empobrecem não poucas pessoas, e criam condições de miséria?

Na minha Encíclica Caritas in veritate recordo: "A economia tem necessidade da ética para o seu correcto funcionamento não de uma ética qualquer, mas de uma ética amiga da pessoa" (n. 45).

Crucifixo

António, na escola de Francisco, coloca sempre Cristo no centro da vida e do pensamento, da acção e da pregação. Esta é outra característica típica da teologia franciscana: o cristocentrismo. Ela contempla benevolamente, e convida a contemplar, os mistérios da humanidade do Senhor, o homem Jesus, de modo particular, o mistério da Natividade, Deus que se fez Menino, se entregou nas nossas mãos: um mistério que suscita sentimentos de amor e de gratidão para com a bondade divina.

Por um lado a Natividade, ponto central do amor de Cristo pela humanidade, mas também a visão do Crucifixo inspira em António pensamentos de reconhecimento para com Deus e de estima pela dignidade da pessoa humana, de modo que todos, crentes e não-crentes, possam encontrar no Crucificado e na sua imagem um significado que enriquece a vida.

Escreve Santo António: "Cristo, que é a tua vida, está pendurado diante de ti, para que tu olhes para a cruz como para um espelho. Nela poderás conhecer quanto mortais foram as tuas feridas, que nenhum remédio teria podido curar, a não ser o do sangue do Filho de Deus. Se olhares bem, poderás dar-te conta de como são grandes a tua dignidade humana e o teu valor... Em nenhum outro lugar o homem pode aperceber-se melhor do seu valor, a não ser olhando para o espelho da cruz" (Sermones Dominicales et Festivi III, pp. 213-214).

Meditando estas palavras podemos compreender melhor a importância da imagem do Crucifixo para a nossa cultura, para o nosso humanismo nascido da fé cristã. Precisamente olhando para o Crucifixo vemos, como diz Santo António, como é grande a dignidade humana e o valor do homem.

Em nenhum outro ponto se pode compreender quanto o homem vale, precisamente porque Deus nos torna tão importantes, nos vê tão importantes, que somos, para Ele, dignos do seu sofrimento; assim, toda a dignidade humana aparece no espelho do Crucifixo e olhar em sua direcção é sempre fonte do reconhecimento da dignidade humana.

 

Queridos amigos, possa António de Pádua, tão venerado pelos fiéis, interceder pela Igreja inteira, e sobretudo por aqueles que se dedicam à pregação; oremos ao Senhor para que nos ajude a aprender um pouco desta arte de Santo António.

Os pregadores, inspirando-se no seu exemplo, tenham a preocupação de unir doutrina sólida e sã, piedade sincera, incisiva na comunicação. Neste Ano sacerdotal, rezemos para que os sacerdotes e os diáconos desempenhem com solicitude este ministério de anúncio e de actualização da Palavra de Deus aos fiéis, sobretudo através das homilias litúrgicas. Sejam elas uma apresentação eficaz da eterna beleza de Cristo, precisamente como António recomendava: "Se pregas Jesus, Ele comove os corações duros; se o invocas, alivia das tentações amargas; se o pensas, ilumina o teu coração; se o lês, sacia-te a mente" (Sermones Dominicales et Festivi III, p. 59).

(Audiência geral de 10 de Fevereiro de 2010.Títulos da nossa responsabilidade)

in ECCLESIA   

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publicado às 07:05

Tema do 11º Domingo do Tempo Comum - Ano C

por Zulmiro Sarmento, em 13.06.10
DEUS PERDOA!

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publicado às 06:29



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