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Casamento?

por Zulmiro Sarmento, em 22.03.10

A questão do casamento dos homossexuais tem sido apresentada como um “direito” conquistado por uma longa luta pela liberdade de ser diferente. Curiosamente, o casamento entre pessoas de sexos diferentes nunca se considerou como “direito” mas antes uma opção de vida ancestralmente fundamentada na lei biológica de conservação das espécies, regulamentando direitos e deveres de quem decide iniciar um projecto comum de partilha e vida conjunta. Ao contrário, entre pessoas de sexos diferentes, mais difícil e socialmente menos respeitado até há pouco, era a opção de vida conjunta sem casar.

Antes do mais, acho que o Estado nada tem que ver com as questões do foro íntimo das pessoas, sobretudo no que toca à sua moral e à forma como vivem a sua sexualidade. Do mesmo modo nada tem que ver com as convicções e a maneira como as pessoas as sentem e expressam. A invasão do privado pelo Estado e a sua obsessão regulamentadora ancora-se na invocação da salvaguarda de direitos mas a verdade é que ao Estado pouco importa o respeito pela individualidade mostrando-se sempre mais empenhado em garantir uma tributação que o favoreça enquanto vai espalhando os seus tiques uniformizadores.

Dois amigos, um grupo de amigos não unidos por nada de sexual, podem decidir ter um projecto de vida comum e partilhar o mesmo espaço. Aconteceu e acontece com certas comunidades de cariz religioso ou sociológico. É aceitável que, assim sendo, mereçam ter um enquadramento fiscal e jurídico adequado a essa realidade e se partilharem bens comuns deve existir a salvaguarda legal dos direitos respectivos.

Dois seres humanos do mesmo sexo podem amar-se, decidir ter um projecto de vida comum e devem ser respeitados pelo estado e pela sociedade, merecendo tolerância e enquadramento no plano dos direitos e benefícios. Mas dessa relação pode resultar um casamento? O que entendemos então por casamento? Apenas um contrato regulador do relacionamento entre duas pessoas que partilham o mesmo lar?

Na maneira como o vejo, o casamento é mais que uma relação sexual, é mais que uma relação afectiva, é até mais que um projecto de vida comum em partilha. Tudo isso, com diferentes modalidades e sem necessitar envolver sequer o plano dos afectos, pode ser enquadrado na figura da coabitação .

Tal como o vejo, o casamento é uma relação que supõe complementaridade biológica, ontológica e antropológica tendo como fim último a criação duma família. Esta é a única definição de casamento que a humanidade adoptou ao longo de milénios, apesar de épocas em que, como agora, a prática da homossexualidade era tolerada.

O casamento é feito por dois seres diferentes que se complementam biologicamente (não é preciso definir o óbvio...) mas que se complementam também ontologicamente já que a sua natureza é diversa sendo da fusão desses cambiantes que nasce algo de diferente e novo. O casamento implica ainda uma complementaridade antropológica uma vez que homem e mulher transportam um património diverso, com diferentes formas de agir e sentir o mundo e as coisas. Partilha e dádiva de amor, que nasce da intimidade entre um homem e uma mulher, o casamento é criativo pois da complementaridade nasce um homem e outra mulher diferentes e dos dois pode florir o nascimento duma família e frutificar no nascimento de um novo Ser Humano. É isto o casamento, partilha e complemento de um homem e uma mulher tendo como fim ultimo a criação duma família. A família é uma escola de valores, uma âncora e um abrigo essenciais ao desenvolvimento integral do Ser Humano para a felicidade. A complementaridade homem-mulher é o pilar essencial dos equilíbrios que estão na base da família. Sabemos que existem muitos modelos de famílias resultantes dos vários encontros e desencontros entre os seres humanos. Não obstante, o modelo nuclear pai-mãe-filhos continua a ser o modelo inspirador e gerador de equilíbrios.

É para todos evidente que o casamento está em crise e é interessante tentar compreender porquê. Na sociedade individualista e hedonista em que vivemos, o espaço para a partilha e a dádiva sem contrapartida, o espaço para o exercício da compreensão e da tolerância está cada vez mais limitado. A ruína destes valores aproxima-nos da derrocada do modelo civilizacional em que vivemos mas os princípios fundadores ainda existem e uma nova sociedade solidária, tolerante e compassiva pode emergir se assim quisermos. A crise do casamento não é mais que a crise da sociedade. A formalização do casamento dos homossexuais adquire neste contexto ainda maior estranheza e suscita ainda maior incompreensão. Nada acrescenta à reflexão da crise de valores e ao contrário aprofunda a sua decadência.

Qualquer tipo de relação deve ser tolerada, mas em minha opinião não tem que ser casamento. Qualquer tipo de coabitação, pode ser enquadrada no plano jurídico e financeiro mas não tem que ser casamento. O Estado tem o dever de respeitar a diferença mas respeitar a diferença não é torná-la oficial, fazendo dos diferentes iguais; respeitar a diferença, é manter diferente mas aceitá-la como tal, sem qualquer perseguição ou discriminação. Aceitar a diferença é exercitar a tolerância e não regulamentá-la.

Tenho pelos homossexuais o mesmo respeito que tenho por qualquer outro ser humano. Nem menos, nem mais. Defendo para eles, como para todos os homens, o acesso à felicidade sem constrangimentos. Por isso, estou convicto que esta medida legislativa na aparência “libertadora”, ao institucionalizar o que apenas devia ser respeitado no exercício da liberdade intima de cada um ignora o verdadeiro direito à diferença e promove a caricatura de uma instituição milenar que nem por se encontrar em crise perdeu já a sua importância fundadora do modelo de civilização que é ainda a nossa.

No que devia ter sido um confronto de ideias sobre esta temática, prevaleceu o silêncio. Onde devia ter havido a contribuição criadora de diferentes formas de pensamento, prevaleceu o vazio. A incapacidade para definir o casamento, distingui-lo da coabitação mesmo que entre pessoas que partilhem a intimidade, varreu políticos de pacotilha, tardo-revolucionários e putativos pensadores. A mediocridade dos
argumentos foi a regra e a pressa arrogante com que os que deveriam representar a nação decidiram sobre uma temática tão fracturante é um muito preocupante sinal de como alguns interpretam hodiernamente a democracia.

Uma sociedade que não consegue sequer conhecer a sua identidade, descobrir as raízes e reconhecer princípios e valores dificilmente conseguirá traçar rumos e encontrar os caminhos do futuro. Em nome da liberdade, promovem-se caricaturas da liberdade. Provavelmente não é por mal e é isso o mais preocupante: provavelmente é por não entender.

Victor M. Gil, Médico, Professor Universitário

in ECCLESIA

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DIA da FLORESTA

por Zulmiro Sarmento, em 21.03.10

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Um Domingo, um pensamento - V da QUARESMA

por Zulmiro Sarmento, em 21.03.10

 

A Palavra de hoje apresenta-nos uma mensagem muito optimista, a começar logo pela primeira leitura, em que o profeta nos enche de esperança. Já o Evangelho faz-nos reflectir acerca de nós mesmos e das nossas acções. As palavras de Jesus “quem de vós estiver sem pecado atire a primeira pedra” apelam à nossa generosidade e ao nosso sentido de justiça. Cristo veio denunciar as situações de pecado e injustiça. A Sua atitude não é de condenação mas de salvação. Ele é o Homem Novo, o Libertador, o Messias que veio resgatar-nos do pecado. Na segunda leitura, o apóstolo explica-nos o que significou para ele o encontro imprevisto com Cristo: uma transformação total da vida, que o levou a privar-se de tudo por Jesus.

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Carta dos Jovens Portugueses a Bento XVI

por Zulmiro Sarmento, em 20.03.10

 

Santo Padre,

Neste dia de S. José, queremos felicitar Sua Santidade e expressar-lhe o quanto ansiamos pela sua visita a Portugal, em Maio.

Seguindo o exemplo do seu onomástico, é para todos nós uma imagem viva de Deus na Terra. Exemplo de fé, exemplo de amor e Cristo, exemplo de alegria e força em Deus. Exemplo de um pai que olha por todos nós e intercede por cada um de maneira especial junto de Cristo.

Nós acreditamos! Que, através de Sua Santidade, Deus revela a missão que tem desenhada para a sua Igreja. Esta missão de levar Cristo a todo o Mundo!

Nós acreditamos! Que na sua visita a Portugal, a Terra de Nossa Senhora, traz uma mensagem para cada pessoa, em especial para cada jovem. Mensagem essa que nos confia uma missão. A missão de sermos, tal como os pastorinhos de Fátima, verdadeiros portadores da bondade e alegria de Deus e Nossa Senhora! Estamos dispostos a tomar parte nesta missão evangelizadora do Santo Padre.

Nós acreditamos! Que essa é a nossa missão! Tanto em Lisboa, como em Fátima, como no Porto, queremos marcar presença e fazer a diferença! Queremos mostrar a verdadeira força que temos. Esta grande alegria que nos fará incendiar corações com a palavra de Cristo! Todos juntos, queremos ser verdadeiramente como um só. Comprometemo-nos a ser a esperança de que a sociedade tantas vezes sente falta e a ser uma fonte de luz no mundo actual. Queremos trazer Cristo diariamente ao mundo através da nossa simplicidade e alegria, mas também e principalmente pela nossa radicalidade e originalidade. Aceitamos o desafio que Sua Santidade nos lançou. De agarrarmos o futuro com as nossas suas mãos e pôr a render os nossos dons. Dons esses, que acreditamos que nos darão ainda mais fé e esperança para enfrentar o nosso caminho e com os quais acreditamos poder mudar o mundo.

Nós acreditamos! Que com as nossas orações esta visita será ainda mais importante e marcante. Comprometemo-nos portanto a rezar por Sua Santidade e a prepararmos os nossos corações para a sua passagem por Portugal, País especialmente escolhido por Maria.

Esperamos com a consciência e a certeza de que Nossa Senhora reza e espera também contente por este encontro!

Pelos Jovens de Portugal,
Inês Sequeira e Tomás Líbano Monteiro

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DIA do PAI

por Zulmiro Sarmento, em 19.03.10

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ORAÇÃO DA MANHÃ (parece-me que estou longe disto, mas nunca fiando!)

por Zulmiro Sarmento, em 18.03.10

SENHOR, dai-me sabedoria para suportar alguns alunos, porque, se me dais força... parto-lhes a cara !!!

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Quando...

por Zulmiro Sarmento, em 17.03.10

 Quando o Papa Paulo VI veio a Portugal , vivíamos em 'ditadura', sendo 1º ministro Salazar. O Papa perguntou-lhe qual o motivo de ter tantos ministros, obtendo a seguinte resposta:
 - Santidade, Jesus tinha 12 apóstolos, eu tenho 12 ministros.
 Em  Maio de 2010, quando o Papa Bento XVI visitar Portugal e perguntar ao 1º ministro para quê 40 ministros e secretários de estado, Sócrates, certamente, responderá:
 - Bem, Santidade... Ali Bábá tinha 40 ladrões!

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Perguntas que dão sempre paulada no pobrezinho inocente...

por Zulmiro Sarmento, em 17.03.10

A professora pergunta na sala de aula:
 - Pedrinho qual a profissão do teu pai?
 - Advogado, senhora professora.
 - E a do teu pai, Marianinha?
 - Engenheiro.
 - E a do teu, Aninhas?
 - Ele é médico.
 - E o teu pai, Joãozinho, o que faz?
 - Ele... Ele... Ele é dançarino numa boite gay!
 - Como assim? Perguntou a professora, surpreendida.
 - Senhora professora, ele dança numa boite vestido de mulher, com uma  tanguinha minúscula de lantejoulas, os homens passam-lhe a mão e põem  notas no elástico da tanguinha e depois saem para fazer um programa com ele.
 A professora rapidamente dispensou toda a classe, menos o Joãozinho. Dirigiu-se ao garoto e perguntou novamente:·
 - Menino, o teu pai faz isto realmente?
- Não, senhora professora. Agora que a sala está vazia, já posso 
falar! Ele é assessor do Sócrates, mas eu tenho uma vergonha enorme em falar nisso à frente dos meus colegas!!!!!
 

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Em tempo de LAUSPERENES...

por Zulmiro Sarmento, em 16.03.10

 

 

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Só um cheirinho a sexo inofensivo (nalgumas frases) mas não levem a mal

por Zulmiro Sarmento, em 15.03.10

 

As calorias

são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas.



Os problemas do nosso país são essencialmente agrícolas:
excesso de nabos; falta de tomates e muito grelo abandonado.


O trabalho fascina-me tanto que às vezes, fico parado a olhar para ele.

 

O Casamento

é um relacionamento a dois, no qual uma das pessoas está sempre certa e a outra é o marido.



A mulher

está sempre ao lado do homem,para o que der e vier;
 
o homem está sempre ao lado da mulher que vier e der.


Se fores chata as tuas amigas, perdoam;
Se fores agressiva as tuas amigas, perdoam;
Se fores egoísta as tuas amigas, perdoam;
Agora experimenta ser magra e linda!
Tás lixada...!


O amor

é como a gripe, apanha-se na rua, resolve-se na cama!
 


A falta de sexo

provoca amnésia e outras merdas
que agora não me lembro...


Portugal

é um país geométrico: é rectangular e tem problemas bicudos discutidos em mesas redondas, por bestas quadradas!



A diferença entre Portugal e a República Checa

é que esta tem o governo em Praga e Portugal tem a praga no governo.



Não procures o príncipe encantado.

Procura, antes, o lobo mau: ouve-te melhor; vê-te melhor e ainda te come.



Toda a gente se queixa

de assédio sexual no local de trabalho.  
Ou isto começa a ser verdade ou então despeço-me!!!



A mulher do amigo

é como a bota da tropa;
também marcha!



O cérebro

é um órgão maravilhoso.
Começa a trabalhar logo que acordamos e só pára quando chegamos ao serviço.



O teu computador

é como uma carroça:

tem sempre um burro à frente!!!


Os trabalhadores mais incapazes

são sistematicamente promovidos para o lugar onde possam causar menos danos: a chefia.



Qual a diferença entre uma dissolução e uma solução?
 
Uma dissolução seria meter um político num tanque de ácido para que se dissolva.
Uma solução seria metê-los a todos.


Chocolate

não engorda, quem engorda é você.
 
 

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