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Evolucionismo não dispensa Deus

por Zulmiro Sarmento, em 25.11.09

 

“A ideia de evolução é relativamente nova” e, quando confrontada com a “ideia da criação”, percebe-se que ainda está a caminho de muitas descobertas. Explicações sobre este tema que nos últimos meses tem sido abordado por todo o mundo, devido em particular ao 150.º aniversário da publicação da Origem das Espécies (de Charles Darwin), foram dadas Sábado à noite no Funchal Pe. Alfredo Dinis, em conferência promovida pela Pastoral do Ensino Superior na diocese.
“Para nós, hoje, a criação não é instantânea, Deus não criou tudo de um dia para o outro, mas está a criar. O universo, que também está em evolução, diz-nos que Deus continua a criar. A criação de Deus é uma obra que continua, ainda não acabou. E esta perspectiva não entra em contradição com a própria ideia da criação, como vem descrita na Bíblia. Não há incompatibilidade entre o evolucionismo e o cristianismo”, referiu.
“Um cristão pode aceitar a teoria da evolução das espécies”, disse ainda o sacerdote jesuíta, que é também director da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, em Braga.
Na conferência, realizada na igreja da Nazaré, chamou a atenção para alguns mal-entendidos, “porque ainda há cientistas e filósofos que dizem que quem acredita no evolucionismo não pode acreditar em Deus e não pode ser cristão”. Mas, não é bem assim.
A questão do “criacionismo”, que aponta para a “criação do mundo em seis dias, para Adão e Eva”, não pode ser menosprezada, interpretada de qualquer maneira, e exige um respeito profundo.
“O criacionismo, hoje, tem um sentido diferente do que tinha há algum tempo”. O que acontece é que “continuamos a aceitar que tudo aquilo que existe é por vontade de Deus. As coisas não se explicam por si. O universo não se criou a si mesmo e, portanto, Deus é o criador”, afirmou o conferencista ao Jornal da Madeira.
Tema apaixona cientistas e teólogos
200 anos após o nascimento de Charles Darwin (Fevereiro de 1809) o tema da relação entre “evolucionismo e criacionismo” continua a apaixonar cientistas e teólogos, com repercussões na opinião pública.
Ao nível da Igreja, recorde-se, este assunto também tem merecido a atenção devida, até para se dissiparem certos preconceitos e interpretações menos correctas. Em 2006, por exemplo, o Papa Bento XVI reuniu os seus antigos alunos de doutoramento em Teologia, em Castel Gandolfo, para uma análise sobre esta temática; e mais recentemente a Universidade Gregoriana, em Roma, debateu a “evolução darwinista e a criação”, com vários especialistas.
 
ECCLESIA

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publicado às 08:00

Dívidas e prioridades nas compras... em vésperas do Natal

por Zulmiro Sarmento, em 24.11.09

Perto de três milhões de portugueses têm sérias dificuldades em pagarem as suas despesas normais. «São quase 850 mil casas, com famílias tipicamente numerosas, que estão severamente atingidos pela crise, reduzindo os seus gastos em produtos de grande consumo em 3,1%» – refere um estudo de uma empresa de comunicação ligada às questões de economia. Os sectores mais atingidos nos cortes nas despesas foram a alimentação e os produtos de limpeza para a habitação. Nota-se ainda uma ligeira mutação nos hábitos de compras, pois os inquiridos disseram que vão menos vezes às compras, mas compram em maior quantidade, sendo os preferidos a comida pronta, os congelados e as sobremesas... evitando gastos em restauração.

Outros dados recolhidos pela mesma empresa referem ainda que, nos primeiros nove meses deste ano, os portugueses preferiram comprar roupa – aproveitando sobretudo as promoções e os saldos – em detrimento de artigos para a alimentação.

Se estas notícias acrescentarmos que o índice de desemprego está em 9,8%, com mais de meio milhão de atingidos (547 mil), estamos a viver uma época difícil que nem os festejos natalícios irão encobrir as mazelas mais fétidas da nossa sociedade... De facto, teremos de ter alguma contenção para não corrermos o perigo de ofendermos quem está a passar maiores dificuldades e para sermos dignos da confiança depositada pelos outros... em nós, cristãos.

* Noção dos riscos... avaliação das possibilidades
Numa época em que se tenta exaltar a ambição – económica ou social, profissional ou nacional, pessoal ou de grupo – temos de saber discernir os riscos, as possibilidades e as deficiências... dos nossos anseios e projectos.
- Quantas vezes pessoas e famílias se deixam seduzir por empréstimos ‘fáceis’ e depois têm dificuldade em honrar os compromissos, levando os bancos e outros emprestadores a sugarem as suas parcas economias, deixando-lhes cicatrizes de difícil gestão...
- Quantas vezes pessoas e famílias embarcam em promoções ‘baratas’, mas que passado pouco tempo se tornam imbróglios com ramificações tentaculares de indisfarçáveis consequências até para os vindouros...
- Quantas vezes pessoas e famílias se deixam arrastar para projectos ‘ambiciosos’ mas que mais não são do que teias de habilidosos profissionais ao sabor das cumplicidades de incautos assanhados pela vaidade...
Perante estas breves considerações, necessitamos de nos questionarmos sobre se sabemos – ou disso temos correcta consciência – avaliar as mais variadas ‘ambições’ com que temos de nos enfrentar... continuamente.

* Avaliação dos riscos... noção das possibilidades
Por vezes corremos o risco de ora nos agigantarmos, ora nos vitimizarmos perante as múltiplas situações onde se envolve o nosso presente e o nosso futuro, pois das correctas decisões de hoje dependerá um amanhã de confiança, tanto em si mesmo como para os outros: não nos podemos hipotecar, sem a necessária avaliação dos riscos e as nossas possibilidades futuras.
- Quantas vezes uma má avaliação dos riscos pode manifestar um incorrecto conhecimento de si mesmo e das suas potencialidades, desde as conhecidas até àquelas que estão em embrião.
- Quantas vezes uma negligente noção das reais possibilidades poderá levar-nos a criar imagens desfasadas da prossecução dos objectivos mínimos... e exequíveis.
- Quantas vezes se pode notar uma certa desconexão entre os passos dados e as passadas intentadas, pois as metas pretendidas (até) estão demasiado longe das etapas percorridas.
Agora que caminhamos rumo à época natalícia, tentemos ser sóbrios nas compras, nos presentes ou nas prendas, pois o respeito pelos outros manifestar-se-á pelo comedimento pessoal, familiar e social... em tempos de crise ou a tentarmos (já) sair dela!

A. Sílvio Couto
ECCLESIA
 

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PAI NATAL EM RISCO

por Zulmiro Sarmento, em 23.11.09

Não serão precisos muitos anos para ser necessário explicar que tanto a Leopoldina como a Popota nada têm a ver com o Natal

Os primeiros sinais do Natal chegaram, uma vez mais, pelo comércio. Com o calor a entrar pelo Outono dentro, tardaram sons, sinais e cheiros característicos do Dezembro natalício. O mesmo não se diga da azáfama comercial, estrategicamente montada por muitos centros de consumo, com a particularidade de não contar apenas com essa simpática figura de longas barbas brancas.
Com culpas quase exclusivas, outrora, pela usurpação das festas natalícias, o Pai Natal pode mesmo ter os dias contados. São hoje novas as personagens que se lançam à conquista das emoções que a quadra gera. Não para fazer esquecer – como se fosse possível - o acontecimento central do Natal, o nascimento de Jesus Cristo. Antes com a ousadia, atrevimento mesmo, de “competir” com o Pai Natal, qual “genérico” desta época do ano.
Os dias que correm não colocam só em tensão a maior valorização do Presépio ou da árvore de Natal, do Menino Jesus ou do Pai Natal. Ganham relevância pública outras personagens, imaginadas, criadas e propostas apenas com o objectivo de induzir a comprar. E com a agressividade suficiente para atingir o imaginário de adolescentes e jovens, moldar comportamentos e criar novas necessidades.
À valorização, negativa ou positiva, de tais propostas, junte-se o desafio de clarificar o acontecimento celebrado em cada Natal. Não serão precisos muitos anos para ser necessário explicar que tanto a Leopoldina como a Popota nada têm a ver com o Natal e apenas são “personagens” para campanhas de publicidade de cadeias de supermercados.
Ao relevo, preocupante, que elas ganham ao se associarem à época natalícia adicione-se a oportunidade de um desafio. O pluralismo e o relativismo em que se banham sociedades do Ocidente obrigam a que se viva em coerência de convicções, sobretudo as religiosas, celebrando-as pessoal e comunitariamente. Transmitindo também às novas gerações o que identifica os dias que correm, as razões de celebrações em família e os ciclos temporais em que se inserem.
Este ano, a iniciativa “Estandartes de Natal 2009” pode ser uma excelente oportunidade para afirmar publicamente porque se celebra o Natal. O sítio www.estandartesdenatal.org diz como: basta substituir laços, cores e luzinhas por um estandarte com a imagem d’Aquele que nasce.
Paulo Rocha
ECCLESIA
 

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Um Domingo, um pensamento

por Zulmiro Sarmento, em 22.11.09

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Igreja, uma preocupação ou um gesto de esperança?

por Zulmiro Sarmento, em 21.11.09

É hoje frequente depararmos, em jornais e revistas, e até em grupos ou encontros mais alargados, com reflexões sobre o presente e o futuro da Igreja, normalmente a partir de pessoas que conhecem a sua missão e se interrogam sobre a sua forma de estar e de agir numa sociedade que parece ter perdido o norte.

De algum modo, não se trata tanto de reflectir sobre a natureza da Igreja, bem explicitada no Vaticano II, mas antes do diálogo indispensável que ela deve ter com o mundo actual, espaço do Reino, e dada a missão humanizadora da mensagem cristã.
A Igreja está consciente da secularização da sociedade, para ela um desafio e uma oportunidade, dado que se trata de uma aquisição legítima, a da conquista da autonomia das realidades profanas, em relação à premência histórica do poder religioso.

É verdade que ainda há gente no seio da comunidade cristã, que continua a olhar o mundo de soslaio, saudosa dos anátemas de tempos idos, sobretudo quando se vê perante o negativismo de certas medidas sociais e o alastrar de um laicismo corrosivo e destruidor. Porém, o caminho não será mais o das condenações, mas sim o diálogo construtivo, que pode passar, se for caso, por formas de denúncias fundamentadas.

A Igreja não é nem pode ser estranha a medidas políticas e económicas que não respeitam a pessoa humana e a sua dignidade natural e passam ao lado das exigências éticas e morais. Aqui se põe à Igreja o problema de como andar, ao mesmo tempo, o caminho do anúncio e da proposta, do diálogo e da denúncia, da defesa e da interpelação, do respeito e da frontalidade. Certamente que não é o de se intimidar ou de se refugiar no templo. Mas, também não é, por certo o da arrogância histórica ou da pretensão de usufruir só ela a posse total da razão e do saber.

O Povo de Deus não é a hierarquia. Mas sem a hierarquia, poder sagrado traduzido em serviço humilde e disponível a todos os membros do Povo de Deus, também não haverá Igreja que se possa reclamar de mãe e mestra, de serva e pobre, de fermento social, vivo e activo. A Igreja tem assim de se esforçar por não ser, dentro de si mesma e com os de fora, que hoje são muitos, um espaço de concorrência, de lutas e incompatibilidades, quaisquer que sejam as razões. Antes, se deve assumir-se aquilo que é, ou seja, um “oásis de liberdade”, aquela liberdade com a qual todo o homem foi liberto por Cristo.

Radica aqui a exigência do respeito mútuo, do reconhecimento e promoção dos dons de cada um, da libertação de preconceitos, da abertura às iniciativas que não partiram dela, mas são a favor da verdade e da justiça, da capacidade de colaborar com os que outrora foram vistos com indiferença, ou mesmo tidos por inimigos.

Um coração lavado como o de João XXIII, um humanismo evangélico sadio como de Paulo VI, um sorriso rápido, mas significativo e marcante, como o de João Paulo I, um zelo corajoso e sem fronteiras como o de João Paulo II, uma clarividência espantosa ante a história e o mundo da cultura como a de Bento XVI, são caminho aberto à Igreja, com presente e com futuro.

A renovação da Igreja, como instituição religiosa e a dos seus membros, não tem sido global e harmónica. Há sempre um peso que a liga ao passado e uma diversidade de oportunidades que não favorecem uma renovação imediata, nem uma conversão fácil da mentalidade, individual e colectiva. Torna-se necessário saber o que se é e se quer e orientar a caminhada, ainda que a passo e passo, sempre e em tudo nesse sentido.
As críticas à Igreja, por parte da sociedade, denunciam o valor que se lhe reconhece e o que dela se espera. A Igreja tem de saber conviver, positivamente, com as preocupações e com os gestos de esperança. Fazem parte da sua vida e da sua missão no mundo, o espaço necessário para que ela exprime a sua vida e deixe o rasto de Cristo na história.

António Marcelino, bispo emérito de Aveiro,                                                                                      (um homem grande e um grande homem)
 

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Os espaços públicos são de todos (uma reflexão muito oportuna e que desmascara os escandalizados da laicidade tola, digo eu)

por Zulmiro Sarmento, em 20.11.09

A propósito da polémica sobre a presença de símbolos religiosos nos espaços públicos, despoletada por um caso surgido em Itália e que mereceu um pronunciamento do tribunal europeu dos direitos do homem, em boa hora o programa "As Tardes da Júlia", da TVI organizou um pequeno debate sobre este tema, no dia 10 de Novembro, para o qual fui convidado a participar.

O que é que havia eu de dizer, e perante uma opinião pública, convencida da verdade universal constitucionalmente consagrada do princípio da laicidade do Estado? Pois foi precisamente questionar a constitucionalidade deste princípio. Que o princípio da laicidade do Estado seja defendido por alguns, trata-se de um direito do cidadão ou dos cidadãos que se associem, como eu tenho o direito de ter uma visão cristã do mundo e da sociedade, dentro da comunidade católica a que pertenço. Mas já não é legítimo exigir que o Estado e a sociedade sejam laicos, como se não houvesse lugar para os outros, para outras expressões, para outras visões do mundo!... É por conseguinte questionável, a partir de um princípio particular, - neste caso o da alegada laicidade do Estado - exercer pressão sobre o Estado e exigir, como é este o caso, a retirada dos símbolos religiosos, cristãos ou outros, das escolas, num processo que, a não ser contrariado, pode levar a exigir a retirada de todos os símbolos religiosos de todos os espaços públicos (pois espaços públicos não são apenas as escolas e os hospitais ou a prisões), o que representaria por absurdo exigir a total destruição do mundo… Um autêntico fim de mundo, um tsunami humano, cultural e civilizacional!...

Eu podia ir para a televisão fazer um choradinho!..., lamentar-me dos tempos modernos, que já não são como aqueles nos quais me criei, onde os espaços públicos (e os tempos) eram marcados pelo ritmo da liturgia cristã…, o toque dos sinos, às Trindades!... Não, decididamente não. O que fiz foi levantar a dúvida sobre a constitucionalidade do princípio da laicidade do Estado e dos espaços públicos. E como na altura não tinha tido tempo para investigar melhor a situação, baseei-me, para fundamentar a minha intuição, no que tenho ouvido de Mário Soares e de Jaime Gama, que falam não de um estado laico, mas sim de um Estado de direito democrático. Também pensava que, se, na última revisão constitucional, de 2005, foi retirada a afirmação da orientação para o socialismo, com certeza que não iria consagrar outro princípio – o da laicidade do Estado -, que condicionaria o sentido da lei fundamental. E por isso defendi que, a estar certa a minha intuição, é inconstitucional o que se faça ou defenda em nome do princípio da laicidade, que é certamente muito respeitável para alguns, mas não seguramente obrigatório para todos.
E a minha intuição era verdadeira. Fui ler a Constituição da República Portuguesa que diz, no seu art. 2: "A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa". E mais adiante, no art. 41 § 4 consagra o princípio da liberdade religiosa e da separação entre o Estado e as Igrejas: "As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto".

Em todo o texto da Constituição não se encontra nenhuma referência nem a "laico" nem a "laicidade". Fui consultar outras Constituições. A mesma referência ao "Estado de Direito democrático" encontra-se na Constituição do Brasil e também na Constituição Espanhola. A Espanha, que não é uma República, mas uma monarquia constitucional, rege-se pelo mesmo princípio de um Estado de direito democrático. E o mesmo com certeza se encontrará nas outras constituições europeias e no Tratado de Lisboa: vivemos na Europa civilizada de Estados de direito democrático.

Portanto, o princípio da laicidade do Estado não está consagrado na Constituição, e por isso não se pode na sua base defender que os espaços públicos em Portugal são laicos; os espaços públicos em Portugal são espaços de convivência democrática de um Estado de direito, abertos e pertença de todos.

Por isso, toda a polémica em torno dos crucifixos nas escolas ou nos hospitais ou em todos os espaços públicos, a partir do princípio da laicidade do Estado não tem suporte constitucional. A Concordata do Estado Português com a Santa Sé, que regula as relações do Estado com a Igreja Católica, e a lei da liberdade religiosa, que regula as relações do Estado Português com as religiões e as confissões cristãs não católicas são expressão de um Estado de direito democrático, e não, como alguns pretendem, a expressão da laicidade do Estado.

Quanto às escolas e aos hospitais, eu defendo que não só os crucifixos não devem ser retirados como devem ser repostos, de onde foram retirados, e agora acompanhados de outros símbolos religiosos (e mesmo laicos), e que possam coexistir em sã convivência no mesmo espaço público que é de todos.

O Natal aproxima-se: ele é essencialmente cristão. Que seja um tempo em que os nossos espaços públicos se iluminem, mas que este ano a luz que brilhou uma noite em Belém resplandeça sobre as nossas cidades e os nossos campos, e possa ouvir-se, nas cidades e nas serras, nas cidades e nas aldeias a voz dos anjos que a todos os homens de boa vontade anunciaram, nos campos de Belém, aos pastores que tinha nascido num presépio um Menino, que a todos trazia a paz: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade, aos homens que Ele ama!...

José Jacinto Ferreira de Farias, scj
ECCLESIA
 

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publicado às 08:16

ÀS QUINTAS-FEIRAS... (Ano Sacerdotal)

por Zulmiro Sarmento, em 19.11.09

 

 

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publicado às 08:05

Foram algumas ao postes e à trave... lá isso foram! Coisa que não acontece todos os dias em sorte. Desta vez eles podem metê-la lá dentro. Dorme-se é na cama! Para quem tanto ganha exigia-se mais e melhor. Ou a culpa vai ser do relvado se correr mal

por Zulmiro Sarmento, em 18.11.09

 

in www.henricartoon.blogs.sapo.pt

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publicado às 08:22

A FESTA DOS MÚSICOS NA ZONA PASTORAL DA MADALENA DO PICO COM SANTA CECÍLIA

por Zulmiro Sarmento, em 18.11.09

       A manhã estava mesmo fria este Domingo que passou. Antecipadamente, desejava-se celebrar o dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos e dos fabricantes de instrumentos musicais. O seu dia próprio no Calendário litúrgico é a 22 de Novembro e para não coincidir com a Solenidade de Cristo Rei e Senhor do Universo  servia bem o XXXIII Domingo do Tempo Comum.

     As três Filarmónicas e muitos Grupos Folclóricos, vestidos a rigor, desfilaram pelas principais ruas da Vila da Madalena rumo à Igreja Matriz.

     Ao chegar deparei com a Igreja à cunha. Vestida de festa. Arranjos florais de muito bom gosto e alusivos ao momento, fruto de dádivas de muitos paroquianos que facilitaram a vida às Zeladoras da Igreja. Todos os grupos (Filarmónicas, Grupos Folclóricos, Tuna da Candelária, Grupo Coral alargado, o Coro Misto da Madalena) nos seus lugares previamente destinados. O Grupo Coral formado por mais de setenta elementos vindos das paróquias da Zona Pastoral da Madalena: Bandeiras, Madalena, Criação Velha, Monte, Candelária, Campo Raso, São Mateus, São Caetano e Terra do Pão. Todos felizes. Atentos. Intervindo sem mais delongas. Com arte e com alma. O conceito de Beleza litúrgica estava ali aplicado com toda a naturalidade. Um mimo, um primor.

     A preparação do grande coral começou cedo, tal era o entusiasmo do organista Fábio Silveira do Curato do Monte e do director do coro da paróquia da Madalena. As suas paróquias apostaram neles e investiram financeiramente na sua ida ao Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica realizado em Fátima em fins de Julho último, juntamente com mais uma dezena de padres e leigos. Não ficou tudo na mesma, como o «velho tonto» das Lajes do Pico, mostrou fazer crer ingloriamente. Não foi tempo, nem energias, nem dinheiro perdido, como bem referiu o Presidente da Celebração na homilia. Os resultados estão à vista. Que beleza de cânticos em latim e em vernáculo dentro da mais correcta definição de música litúrgica!...

     A intenção da Eucaristia foi clara: o rápido restabelecimento do Pároco da Madalena e Ouvidor, Padre Marco Martinho, do «calvário» a que foi sujeito em melindrosa intervenção cirúrgica à coluna vertebral. Forças anímicas elevadas, são mais de meio caminho andado para a recuperação total... 

     Mas quando em período pós-comunhão intervém a Tuna da Candelária para nos brindar com o "Coro dos Escravos Hebreus" de Giuseppe Verdi foi a apoteose de emoções sentidas no íntimo de todos...

     A Câmara Municipal da Madalena, atenta a estas manifestações de cultura religiosa, brindou as centenas de participantes com um almoço típico, confeccionado pela Filarmónica das Sete Cidades, como vem sendo hábito nos últimos anos.

      Para o ano Santa Cecília será novamente venerada. A preceito. Sempre com redobrado entusiasmo e fervor. Uma Eucaristia de hora e meia. Os mais novos nem se aperceberam, assim me disseram.

      Estes acontecimentos eclesiais marcam pelos frutos que se colhem. Há ritmos e diferentes energias. O contágio de emoções levará os grupos mais humildes a voos mais altos.

      A Ouvidoria do Pico e a do Faial têm em comum esboços para futuros trabalhos. Sinal dos tempos: Pico e Faial juntos na animação litúrgica. Racionalizar meios humanos para melhores resultados. Muito se tem trabalhado nos bastidores. Tudo virá a seu tempo. Para os mais histéricos com a pressa e a falta de respostas a posicionamentos estúpidos e, esses sim, mafiosos, o tempo é de desespero.

      Falta a tal «limpeza» para não vivermos mais na asfixia de meios pastorais e financeiros que, até agora, só tem enchido de gorjetas alguns privilegiados e amigos de conveniência duvidosa e de resultados que só enchem de vento alguns peitos de soberba, orgulho, vaidade e culto da personalidade. « Vocês sabem muito bem do que é que estou a falar!»

     Nunca se viu tanta desfaçatez e atropelos às normas canónicas na colocação do novo Pároco de São Mateus do Pico. Passa fora. Até o Jornal Ilha Maior com a famosa entrevista, andou no Santuário de Fátima em plena Reunião dos Bispos Portugueses... É o "torresmo da agonia" a dar os últimos safanões de desespero... Mas quem não nasceu no Pico mas tem sangue total picaroto não se deixa levar em tentativas desesperadas de remedeio. Porque antes quebrar que torcer.

     Que desespero vai por aí! E mentiras mal alinhavadas sobre os restantes padres do Pico, por parte do tal desgastado senhor, armado sempre e sempre, em vítima.

      Agora, meu rico senhor, isto ou vai ou racha! E de nada valem chantagens que não comovem sequer as palhinhas do Menino Jesus, sobre espólios duvidosos e etc..

     Passa fora. E os mafiosos somos nós. Ainda bem que o Bispo MANDA. Já tinha saudades.

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Ambiguidades da Europa... pós-cristã

por Zulmiro Sarmento, em 17.11.09

Por ocasião da tomada de posse dos membros do recente governo alemão, os ministros ‘ousaram’ dizer: ‘assim Deus me ajude’, rematando, deste modo o juramento constitucional e as implicações futuras das suas funções de serviço ao povo.

Entretanto, por estes dias, surgiu uma sentença do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, segundo a qual, a presença dos crucifixos nas escolas públicas – em Itália – foi considerada uma violação da liberdade religiosa dos alunos. Esta decisão ‘europeia’ teve por base uma queixa de uma cidadã italiana de origem finlandesa, que, em 2002, havia pedido a uma escola estatal na região de Pádua, na qual estudavam seus dois filhos, que tirasse os crucifixos das salas. A direcção da escola negou-se a isso, por considerar que o crucifixo fazia parte do património cultural italiano e, posteriormente, os tribunais italianos deram razão a este argumento.

Por seu turno, o porta-voz do Vaticano lamentou esta decisão do tribunal europeu, na medida em que “um tribunal europeu intervenha com tanto peso numa matéria tão profundamente ligada à identidade histórica, cultural e espiritual do povo italiano... Parece que não se quer reconhecer o papel do cristianismo na formação da identidade europeia, que, no entanto, foi e continua sendo essencial”.

* Nesta Europa, que se pretende inclusiva na dimensão económica, vão-se dando passos de rejeição ostensiva do cristianismo – pelo menos segundo algumas mentalidades, não se sabe se minoritárias ou mais expressivas! – nalguns países e atingindo sinais essenciais da identidade cristã, como é o crucifixo.
Teremos de enfrentar, em breve, alguma cruzada anti-cristã? Se fossem atingidos os muçulmanos teriam ficado tão quietos e ordeiros? Até onde irá a cumplicidade agnóstica e ateia no combate ao cristianismo, na sociedade ocidental e na Europa em particular?

* Nesta Europa, que foi (e é) espaço de cultura pela e na tolerância, temos estado a sentir que cresce um abespinhar cada vez mais audível contra tudo o que cheire a cristianismo, actual, passado ou futuro.
Até onde irá a força de resistência dos nossos cristãos contra campanhas tão bem orquestradas e tenazmente desenvolvidas? Teremos capacidade de unir esforços contra tantos ataques e insinuações ou deixaremos infiltrarem-se certos oportunistas disfarçados de cordeiros? Estaremos certos dos nossos valores essenciais ou iremos claudicar diante de benesses intencionais?

* Nesta Europa, que já foi luzeiro de heróis e de santos, vemos serem promovidas figuras da mais abjecta condição moral e intelectual, na medida em que sejam membros de organizações subterrâneas transnacionais (v.g. maçonaria, grupos gay ou mesmo de interesses económicos satânicos) e bem colocados nas estruturas de governo ou até de autarquias.
Por que é que atacam os cristãos e os seus valores: será porque incomodam ou porque têm real valor? Por que é que se faz apanágio dos ataques e raramente se difunde a qualidade... dos cristãos? Até onde irá a nossa consciência de defesa – mesmo do ‘Opus Dei’ e de outras organizações afins de âmbito internacional católico – em vez de não estarmos a desconfiar de quem sempre e sistematicamente os vai denegrindo?

Tal como no início do cristianismo poderemos dizer: ‘sangue de mártires é semente de cristãos’!

A. Sílvio Couto
ECCLESIA

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