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Um poderoso rei condenou um humilde súbdito à morte. O homem, prestes a ser executado, propôs ao rei que lhe permitisse ensinar o cavalo real a voar. O monarca concordou com uma condição: caso não o conseguisse no prazo de um ano, a sentença seria cumprida. « Por que adiar o inevitável?», perguntou-lhe um amigo. «não é inevitável!» respondeu. «Tenho quatro hipóteses a meu favor. No decurso de um ano, o rei pode perder o trono; eu posso fugir; o cavalo pode fugir; eu posso ensinar o cavalo a voar.»
(Optimismo on-line)
Pai santo, de glória e fulgor revestido,
Que os anjos adoram, imersos em luz,
O Reino celeste por Ti prometido,
É fruto bendito, que nasce da cruz.
Em ti, bom Jesus, eu contemplo o amor:
Cravado na cruz, em suplício atroz,
Em vez de vingança e de pleno rigor,
Ao Pai imploraste perdão para nós!
Paráclito Santo, poder e brandura,
És força que muda em encanto a amargura,
Arco-íris sereno anunciando bonança.
Louvando o mistério da eterna Trindade,
E nele o prodígio da sua unidade,
Eu voo nas asas da fé e da esp'rança.
São Mateus, 2008
D. Arquimínio Rodrigues da Costa, Bispo Emérito de Macau
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Este soneto foi-me entregue em mão pelo próprio autor em visita recente que me fez a minha casa à beira-mar. Com estas palavras: «Encontrei-o entre as minhas coisas. É para ti».
Um soneto de se reverenciar. E à Santíssima Trindade que hoje celebramos com(o) Solenidade em toda a Igreja Católica. Uma relíquia que possuo duma alma inteiramente dedicada a Deus e à salvação dos outros. Soube por ele que não é a única peça literária. Pudera que tudo o que possui (não de "terreno", isso de nada me importa! A ele devo todas as mensalidades e propinas e afins para ser padre e depois para ter um mínimo de dignidade, já como padre, a nível de coisas materiais, dado que não fui bafejado, por onde paroquiei, com rendimentos nem sequer mínimos, além dos ratos me passarem de noite por cima da cara porque dormia no chão da casa paroquial para dar a única cama a minha mãe, tal a degradação vergonhosa) de musical, espiritual, homilético, pastoral e episcopal (insígnias, etc.) fosse entregue em boas mãos e salvaguardado rigorosa e religiosamente para sempre. Em museu (missionário) por exemplo, porque não!? Ele é a preciosa e última relíquia portuguesa episcopal do Padroado do Oriente. E isto diz tudo, mas mesmo tudo. D. Arquimínio é (ainda) lúcido em grau elevado para responder com humildade e largueza de espírito à sua memória futura. Estou certo que tem tudo previsto e assente. Nisto não me surpreenderá, como em tudo. Na sua terra natal, ao contrário de todos os outros, em situações semelhantes, tem-nos dado um exemplo de vida de «padre bispo» que ressoará por muitos séculos.
Mas nada de pressas. Que Deus o conserve. D. Arquimínio numa visita ao Centro de Saúde da Madalena por motivos de pressão arterial alta segredava-me ao fim de quatro horas, pela noite dentro, deitado numa cama eléctrica e com as pernas erguidas acima da cabeça: «E eu que julgava chegar até aos noventa!». Que Deus o oiça. Porque se sente e é de facto ainda muito útil à sua Igreja que tanto ama. Mas para quem tem (alguma) pressa há a frase sábia: «morte desejada, vida acrescentada». E entenda quem quiser.
O pai do pintor Javier de Winthuyssen, de Sevilha, Espanha, quando precisava de pintar a fachada da sua casa — o que na Andaluzia, por costume, acontece todas as Primaveras — , mandava o pintor à casa do vizinho da frente, a perguntar-lhe de que cor queria que a pintasse. O velhinho, encantado, justificava-se com as seguintes palavras: «É ele que há-de vê-la todos os dias quando olhar pela janela ou sair de casa e desfrutar a paisagem. Por isso, é natural que a pinte ao gosto dele.»
(Juan Ramón Jiménez)
A família é a grande escola fundada por Deus para a educação do género humano.
J. Garland Pollard
A agonia da família é a agonia do cristianismo.
Unamuno
A família é a primeira e a melhor escola de solidariedade.
Biancani
A família é a pátria do coração.
J. Mazzini
A vida conjugal é uma luta constante contra um monstro: a rotina.
Balzac
Dai-me boas mães e eu farei um mundo melhor.
Huxley
Há tantos pais que têm filhos e tão poucos filhos que têm pais!
Croisset
Família que reza unida, família que vive unida.
P. Peyton
Não são as crianças que precisam de açoites, mas sim os pais.
Piaget
O que acumula muitas recordações felizes na infância, já está salvo para sempre.
Dostoievski
Quando se vê escrito "espectáculo para adultos", subentende-se que se trata de pornografia. Será que adulto será sinónimo de porco?
Giuliotti
É natural que as crianças mintam. Ao fazê-lo, outra coisa não fazem senão imitar os adultos.
Freud
As crianças têm mais necessidade de modelos que de repreensões.
José Joubert
Deus não abençoa os casamentos para os quais não foi consultado.
S. J. Vianney
A educação de uma criança deveria começar vinte anos antes de nascer, com a educação do seu pai e da sua mãe.
Napoleão
Os membros do corpo pensaram que só eles trabalhavam e que a barriga sozinha recebia toda a comida. Decidiram fazer greve até que ela concordasse em realizar uma parte do trabalho. As mãos recusaram-se a transportar os alimentos e a boca não os recebia. Passado algum tempo , os membros começaram a sentir-se fracos. As mãos não conseguiam mexer-se, a boca murchou e as pernas fraquejavam. Então , descobriram que a barriga realiza uma tarefa importante para o corpo, e que todos devem trabalhar juntos e fazer a sua parte para que o corpo possa funcionar bem .
(Fábula de Esopo)
Uma vez, os guardas de uma prisão próxima do deserto trouxeram para a rua um prisioneiro e disseram-lhe:
— És livre. Vai e que sejas feliz.
O homem livre vagueou sem rumo e foi parar ao deserto. Aí encontrou um Sábio que lhe disse:
— Vejo que andas um pouco desorientado. Dou-te esta bússola. Servindo-te dela, poderás chegar a um oásis que fica aqui perto e depois a uma cidade onde há muita vida e onde poderás ser feliz. Boa viagem!
O homem pensou: «Eu agora sou livre e este estranho quer impor-me um caminho e uma meta. Não aceito! Quero ser livre!». E atirou a bússola para longe.
Aconteceu que este homem desnorteou-se de tal maneira que, depois de muito vaguear pelas areias do deserto, acabou por morrer. Foram encontrados mais tarde os seus ossos ressequidos.
Um ano depois, os guardas libertaram um outro prisioneiro. O Sábio também lhe deu uma bússola e as mesmas orientações:
— Tens aqui uma bússola. Segue-a pois terás de atravessar um deserto. Mas, se te deixares nortear por ela, chegarás a uma linda cidade cheia de vida. Vai e sê feliz.
Este segundo prisioneiro, ao contrário do primeiro, seguiu as orientações. A bússola ajudou-o a percorrer o caminho que o levou à terra onde poderia viver feliz.
Conseguiu passar por alguns oásis, onde matou a sede e descansou. Finalmente, chegou à tão desejada meta: a bela cidade onde podia viver feliz.
Para reflectir: utilizamos na vida alguma "bússola" (conselhos amigos, oração, meditação, reflexão, Bíblia, livros de formação integral, etc.) para nos indicar o caminho da felicidade? Quais são os valores e os ideais que nos norteiam na vida?
O "espírito santo das sopas" anda nestes dias, por aí, à solta. Em mãos nem sempre honestas, esclarecidas e puras. Outras sim.
Não vale a pena falar (pregar) o Outro. Pode haver confusão, mal entendidos, e até ficarem a pensar que o padre enganou-se na Missa ou na cábula do sermão.
Quando esta coisada acabar, tornemos a falar do da Bíblia. Agora, a cegueira espiritual e cultural de alguns, por essas ilhas abaixo, não deixa.
Disse.
Ó Espírito Santo,
alma da minha alma, eu Te adoro!
Esclarece-me, guia-me,
fortalece-me, consola-me.
Diz-me o que devo fazer,
dá-me as tuas ordens.
Prometo submeter-me
a tudo o que desejares de mim
e aceitar tudo o que permitires.
Concede-me, apenas, conhecer
a tua vontade.
CARL RAHNER, S.J. (famoso teólogo católico do séc. XX)