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Autodefesa do Consumidor

por Zulmiro Sarmento, em 07.12.07

          Volto ainda mais uma vez a este tema de formação pessoal e social (que é a minha área de formação profissional).

    Sabemos que opor-se ao consumismo é nadar contra a corrente, algo muito difícil que só os mais lúcidos e com inteligência emocional, os de personalidade forte, podem conseguir. Porém, frente ao abuso e agressividade da nossa sociedade de consumo, algo se pode fazer.

Lembro-me perfeitamente de, numa altura da minha vida, quando tive de adquirir bens para rechear a minha casa quase do zero, fiz-me sócio da revista «Proteste». Ajudou-me no preço-qualidade , etc..

Dialoguemos de forma construtiva sobre esta matéria e teremos grandes ganhos, muito maiores do que os malabarismos para poupar no IRS.

          Aqui vão sete achegas que podem ajudar a conquistar de novo o nosso «eu», que queremos saudável neste domínio:

  1. Tomar consciência do funcionamento da sociedade e desmascarar as armas sedutoras da publicidade, em que somos tão acríticos.
  2. Exigir às instituições públicas que nos defendam, como pessoas e consumidores, dos abusos das empresas que trabalham para nos enganarem por todos meios possíveis.
  3. Recorrer às associações de consumidores, pedir e usar livros de reclamação que obrigatoriamente se encontram nas lojas. Denunciar e reclamar sem medo, sempre que nos sintamos agredidos e enganados.
  4. Exigir que não se comercialize nem se jogue com as ilusões e necessidades das crianças e adolescentes.
  5. Optar pelo consumo responsável, não comprar produtos que na sua publicidade não respeitem os valores autênticos nem a ética e que dêem uma imagem falsa e distorcida das pessoas.
  6. Não "ir fazer compras", mas "ir comprar" e, se possível, com a lista feita já de casa, sobretudo quando se vai a hipermercados, na altura dos saldos, ...
  7. Interrogar-se, antes de comprar: Necessito mesmo disto? É o mais barato da zona e o melhor que posso comprar? A quem beneficio adquirindo-o (exploração de menores, salários de miséria na China e outros países exploradores do ser humano, multinacionais sem escrúpulos)? E outras perguntas semelhantes que levam as pessoas a tomar consciência do que fazem, de que compram algo para satisfazer uma necessidade autêntica de uma forma ética.

 

    

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publicado às 16:29

A " Droga" do Consumismo

por Zulmiro Sarmento, em 07.12.07

          Quando falamos de drogas todos ficam a pensar no álcool, no tabaco, nas drogas ilícitas. Mas o consumismo não será uma droga?

          Não é preciso ter um olhar de milhafre para ver que todos os membros da sociedade se uniformizam, compram e vivem conforme as indicações do marketing. O consumismo é droga porque cria necessidades e dependências.

          O sistema económico que temos é muito subtil para nos manipular, para despersonalizar as pessoas, deixando-as carentes de valores morais, criando autênticos autómatos. Consegue que os indivíduos se sintam identificados entre si quando consomem tal marca, compram em determinadas lojas, usam as mesmas palavras, defendem o mesmo clube, alimentam-se de forma parecida, optam por uma carreira pensando mais no que irão ganhar que em saber se têm vocação para essa profissão... Tudo isto são sintomas da doença do consumismo.

         O consumista converte-se num objecto vazio que se vai enchendo de compras para se sentir pessoa.

          É uma atitude análoga à do alcoólico ou à do drogado, desses que dependem da sua droga para funcionar.

          Os consumistas chegam a ser sectários, pois sentem-se diferentes e marginalizam os que não correspondem ao seu padrão. Por exemplo, não é raro que nas escolas dos diversos níveis se ridicularizem as crianças e adolescentes que não usam tal marca de ténis ou de roupa, ou porque os pais têm um automóvel da "Guerra de 14". E dentro das escolas, que se saiba, não são os (maus) professores - segundo a senhora ministra - a ter esta atitude para com os seus alunos. O consumista, por exemplo, se ler este artigo, vai cuspir-lhe em cima, porque nunca está convencido que o é...

          Os consumistas vivem dia a dia, não conseguem prever o futuro, enchem-se de dívidas acima do valor dos seus ordenados, hipotecando até a dignidade e carecem de critério próprio. São ególatras , insolidários , indolentes e imitadores. Só se mobilizam quando o diz a televisão.

          Dizem coisas como isto: " É verdade, disse-o a televisão!"; " Compro tal marca porque a usa tal cantor, tal artista, tal figura do jet-set e eu vi numa revista"... Não têm capacidade de análise, são uma espécie de teledirigidos que não distinguem o bem do mal. E a cura para esta doença não se alcança em dias, nem em meses... às vezes requer tratamento especializado (assunto tabu nos nossos meios).

Nota: no saco de compras pode ler-se que "O SHOPPING É UMA DROGA E CAUSA DEPENDÊNCIA. NÃO EXPERIMENTE".

         

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publicado às 11:07


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