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Muito religiosas. Pouco cristãs. Ao que se chegou!!...

por Zulmiro Sarmento, em 29.09.14

Conversas com uma senhora muito religiosa






Conversa pouco fiada entre duas pessoas adultas. Um padre e uma senhora. Senhor padre, eu sou uma pessoa muito religiosa, diz ela. O padre pensa nas freiras em quem se costuma pensar quando se fala em religiosas, mas não deixa o seu pensamento sair para fora. Aproveita o ocaso da situação para explicar Olhe que é melhor dizer que somos pessoa de fé do que dizermos que somos religiosos. Ser religioso é viver de religiosidades. Ter fé é viver Deus. A senhora acenou que compreendera e emendou. Sou uma pessoa com uma fé tremenda. Sabe, padre, eu já fui cinco vezes a Fátima. Não vou muitas vezes à missa, mas Nossa Senhora de Fátima ajuda-me sempre que preciso. O padre teve outro pensamento errático. A senhora pensa na Senhora quando precisa, mas tem muita fé. A fé dos que têm fé quando precisam. O tal padre deve ter feito uma cara estranha porque a senhora insistiu que tinha uma fé enorme em Nossa Senhora. O padre perguntou se não tinha fé em Deus e a senhora falou que claro, mas ia poucas vezes à missa. O padre concluiu que para a senhora a fé estava em cinco vezes que foi a Fátima e não nas cinco vezes que fora à missa. O padre perguntou-lhe quanto gostava de Deus, ela disse que muito, mas que gostava mais de Nossa Senhora. O padre achou que o Senhor Deus não se deve importar com isso, porque Ele também gosta muito da Sua mãe. O padre e a senhora falaram muito mais e acho que a senhora no final estava mais esclarecida. Na realidade, ela era mais uma pessoa religiosa que uma pessoa de fé. Mas não vem mal ao mundo. Acho que Deus sabe esperar.

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publicado às 13:08

Ninguém se lembrou, mas a criança...

por Zulmiro Sarmento, em 07.01.12

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publicado às 04:55

Porque não pode comungar este casal?

por Zulmiro Sarmento, em 29.11.11
Bateram à porta. Perguntaram quando tinha um tempinho para os atender. Combinámos uma hora que agradou a todos.
Apareceram pontualmente. As palavras eram de inibição. A custo, ela foi falando. Disse que ambos haviam sido convidados para padrinhos de baptismo de uma sobrinha por parte dele. Gostariam muito, mas que tinham a certeza que não podiam, sabiam disso. Não estavam casados catolicamente, pois ambos eram divorciados. Fora a cunhada que insistira para eles virem ter comigo, dizendo-lhes que talvez, com um bocadinho de jeito, conseguissem. Mas eles sabiam que não era possível.
Procurei acolhê-los o melhor que pude, sentir a sua mágoa, colocar-me no seu lugar. Foram-se soltando e, pouco a pouco, foi rolando o filme das suas vidas. Impressionou-me. Não pressenti nunca um sentimento, uma atitude de revolta, de mal querer, de contestação.
Disseram que agora eram felizes. No seu lar, não havia lugar para a agressão, para o azedume, para o egoísmo emproado. Compreendiam-se muito bem, ajudavam-se imenso e cada um procurava fazer o que podia para que o outro fosse feliz. Os olhares mútuos que iam trocando deixavam entender que aquelas palavras escorriam mesmo do fundo de suas vidas.
Nenhum deles tinha filhos do anterior casamento e do actual havia um casalinho, encanto e enlevo de ambos. Procuravam educar os filhitos o melhor que podiam e sabiam, confessando, contudo, que gostariam de saber mais para poderem ser mais pais. Também testemunharam a sua preocupação pela educação cristã dos rebentos. ~
Rezavam com eles em casa, acompanhavam-nos à catequese, levavam-nos à Missa.
- Sabe, eu acho que não procedemos bem, já que nem eu nem ele vamos à Missa. Levamos os filhos, mas esperamos por eles cá fora – dizia ela compungidamente, acrescentando – como não podemos comungar, temos a impressão que estamos lá a mais. Que nos diz?
Disse-lhes que Deus os amava profundamente, os compreendia e estava presente nas suas vidas. Que procurassem descobrir e saborear essa presença de Deus no carinho, encantamento, e doação existentes no seu lar. Que esta era uma bela forma de comunhão, porque onde há caridade e amor, aí está Deus. Falei-lhes que era bom para toda a comunidade que levassem à Eucaristia esta experiência e testemunho de casal unido, altruísta, carinhoso. Assim tínhamos todos mais um belo motivo para louvar o Senhor e eles viram de lá ainda mais casal, pois é dando que se recebe. Celebrando o Amor entregue por nós, sentimo-nos mais fortes e inclinados para vivermos a entrega aos outros no amor.
Disse-lhes que podiam fazer parte do grupo de leitores, dar catequese, integrar comissões, irmandades, outros grupos… Poderiam prestar um serviço tão importante aos outros!...
Responderam que não sabiam, pensavam que tudo lhes estava vedado. Sentiam-se mais leves, mais sorridentes, mais confiantes.
- Então o senhor Padre acha que, embora não podendo receber o Corpo de Cristo, podemos comungar o Amor de Cristo e reparti-lo pelos irmãos?
Fantástico! Gente boa mesmo! Quão longe pode chegar um coração humilde e uma mente aberta!
- Pronto, agora percebemos. Só não podemos comungar e ser padrinhos. De resto, podemos participar em tudo – afirmou ele com um tom de voz convicto.
Procurei explicar-lhes as razões pelas quais a Igreja lhes diz que não podem comungar nem ser padrinhos. Penso que não conseguiram convencer-se a sério. Mas a palavra última da senhora foi maravilhosa:
- Se a Igreja diz que não podemos, não podemos. Queremos aceitar e caminhar em frente. Olhe que no dia em que nós compreendêssemos tudo, pareceríamos uns pavões… Até Deus correríamos do Céu.

Que noite! Quantas voltas dei na cama! Não me saía do coração aquele encantador encontro! Quem me dera aquela humildade, aquela disponibilidade, aquela serenidade, aquela vontade de acertar e caminhar.

Mas porquê, Senhor, porquê? Tenho tanta dificuldade em compreender por que motivo gente desta beleza interior não se pode abeirar da Sagrada Comunhão…
Confesso que não me cheira nada a Evangelho.
Fonte: Blog Asas da Montanha
Concordo plenamente contigo. Por isso quis divulgar o teu testemunho, as tuas inquietações que são também as minhas...

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publicado às 03:40

Se o adultos fizessem assim...

por Zulmiro Sarmento, em 09.11.11

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publicado às 04:19

Fim das ilusões... chegou a austeridade

por Zulmiro Sarmento, em 27.10.11

 

“Acabaram os tempos de ilusões. Temos um longo e árduo caminho a percorrer, para o qual quero alertar os portugueses de uma forma muito directa: a disciplina orçamental será dura e inevitável, mas se não existirem, a curto prazo, sinais de recuperação económica, poder-se-á perder a oportunidade criada pelo programa de assistência financeira que subscrevemos”, afirmou Cavaco Silva nas comemorações do 101.º aniversário da implantação da República.

Vindo de quem vem e na data que lhe é apropriada, temos de levar muito a sério esta prevenção... não aconteça de ontem já ter sido tarde começarmos a viver na contenção e sob a regra da temperança pessoal, familiar, social e política.
Respigando alguns excertos do discurso presidencial, tentaremos abordar aspetos de provocação cristã à nossa quase inconsciência de gastadores sem crédito.

= Letargia do consumo fácil
“Durante alguns anos foi possível iludir o que era óbvio... Perdemos muitos anos na letargia do consumo fácil e na ilusão do despesismo público e privado. Acomodámo-nos em excesso”, salientou o Presidente da República.
Agora é mais difícil aferirmos os nossos comportamentos, pois nos habituámos – depressa demais no tempo e excessivamente na mentalidade – a viver como se fôssemos ricos, embora só éramos subsidiados para que não invadissemos os países do norte da Europa. De fato, quisemos equiparar-nos na bastança com quem nos deu a mão para entrarmos na Comunidade Europeia, mas esquecemo-nos de viver na dinâmica de trabalho que esses países e culturas viviam e continuam a viver... para gerarem riqueza.
Ainda estamos a tempo de evitar a bagunça que vamos percebendo na Grécia. Por isso, precisamos que nos falem verdade e que vivamos na coerência sem falsos profetas da contestação a troco de maior miséria... a curto prazo. Nem a ditas ditas greves – a Grécia já vai em onze greves gerais só este ano! – ou as manifestações setoriais nos podem fazer esquecer do caminho a percorrer em ordem a sermos – novamente – um país de sucesso, de paz e de trabalho digno e dignificador.

= Austeridade digna
“A crise que atravessamos é uma oportunidade para que os portugueses abandonem hábitos instalados de despesa supérflua, para que redescubram o valor republicano da austeridade digna, para que cultivem estilos de vida baseados na poupança”, referiu ainda o chefe de Estado.
- Para quantos se reclamam do espírito republicano de igualdade e sem mordomias é chegada a hora de deixarem cair as máscaras de benesses e de regalias... de regime instalado.
- Para quantos se dizem cristãos – onde o espírito de pobreza, que é muito mais do que a pobreza de espírito! – é chegado o momento de procurarem viver em conformidade com o essencial e sem coisas supérfluas.
- Para quantos se tentam afirmar pelo ter, é chegada a ocasião propícia de centrarem a sua vida no ser... autêntico e verdadeiro.

Nós que já fomos pobres e honrados podemos e devemos ser honrados embora um tanto mais pobres, temos de saber interpretar a redução de coisas materiais, reaqualificando a nossa vida à luz do essencial, abrindo-nos à partilha e à (verdadeira) caridade.

António Sílvio Couto
(asilviocouto@gmail.com)

AGÊNCIA ECCLESIA

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publicado às 04:00

O orçamento para 2012

por Zulmiro Sarmento, em 19.10.11

O Orçamento de Estado para 2012 parece mau demais para ser verdade. O cenário económico que o suporta prefigura a pior recessão desde 1975, com uma queda no produto de 2.8% em 2012 após ter descido 1.9% este ano. O consumo das famílias deve cair uns impressionantes 4.8% no ano que vem, depois de se ter reduzido 3.5% em 2011, enquanto o investimento se encontra em queda livre (-10.6% em 2011 e -9,5% em 2012), tendo-se reduzido sempre desde 2001, excepto em 2007. O desemprego, que há dois anos está acima do seu máximo histórico, continuará a subir até 13.4%, atingindo quase 750 mil pessoas.

Em cima disto temos um rosário de medidas dolorosas. No lado fiscal o Governo, ao contrário de anos anteriores, preferiu não mexer nos valores das taxas dos grandes impostos. Em contrapartida altera uma miríade de escalões, deduções e isenções, multiplicando pequenas subidas de receita fiscal. Os aspectos mais marcantes são a alteração da estrutura das listas do IVA, subindo muitos bens das taxas reduzidas, e o alargamento da base tributável do IRS eliminando deduções.

Do lado da despesa avulta uma grande medida: o corte dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e pensionistas acima de certo nível de receita. Para além disso existem múltiplas reduções na Administração em esforços de racionalização.

Uma estratégia destas não é apresentada ligeiramente nem por engano. Trata-se de um violentíssimo esforço de ajustamento. Será justificado? Todos vivemos por cá nos últimos anos e seguimos a irresponsabilidade e incapacidade que nos trouxeram a esta situação. Fomos o último país a acordar para a necessidade de austeridade perante a crise internacional, após mais de um ano de despesas eleitoralistas em 2009. O resultado foi a maior subida do défice público da nossa história, de 3.5% do PIB em 2008 para 10.1% em 2009. Seguiu-se a repetida inoperância das medidas de ajustamento, simbolizada na sequência dos quatro PECs, que agravaram o défice para 11.4% em 2010, depois ajustado a 9.8% por medidas extraordinárias. Tudo terminou com o pedido de ajuda internacional, por ruptura de acesso ao crédito, em Abril deste ano.

Agora que perdemos a credibilidade externa, para mais no meio de grave crise europeia, a única alternativa à derrocada financeira é a tentativa séria e dura de ajustamento. É preciso mostrar um empenhamento irredutível que convença os credores do nosso compromisso na estabilização orçamental. Este é o ponto decisivo, que o Governo erigiu como prioridade absoluta. O ano de 2011 já tinha um limite definido de 5.9% do PIB para o défice, que não foi cumprido. Ou melhor, será atingido de novo com recurso a expedientes contabilísticos. O resvalar das despesas e receitas do Estado, com sucessivas surpresas desagradáveis bem conhecidas, conduziu o défice este ano a 7.7%. Perante a indispensabilidade de cumprir a imposição lançou-se mão de medidas extraordinárias que permitem atingir formalmente os desejados 5.9%. Mas, na ausência de mais truques no ano que vem, será dos reais 7.7% actuais que temos de descer em 2012 para chegar aos pretendidos 4.5% da meta desse ano.

Não será a cura pior que a doença? Não é este o caminho que a Grécia seguiu e que já se viu que falhou? Dizê-lo é admitir à partida a inevitabilidade da derrocada financeira. Podemos já assumir essa via, o que terá como consequência cortes imeditos ainda mais drásticos, face à perda consequente da ajuda externa, e sobretudo muito mais prolongados, pois demorará décadas até sermos readmiti-dos como país respeitável. A alternativa, em que aposta este Orçamento é que, ao contrário dos gregos, os portugueses consigam fazer os sacrifícios necessários para ainda cumprir os seus compromissos com os credores, mantendo-se como país honesto.

Decisiva é a forma como Portugal enfrentará o triste cenário. Se mergulhar em contestação como os gregos, não haverá solução senão falir. Se suportar os sacrifícios e procurar novas soluções vencerá a crise. Este é o grande desafio desta geração.

João César das Neves

AGÊNCIA ECCLESIA

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publicado às 03:23

Ligar os pontos

por Zulmiro Sarmento, em 17.10.11

Numa cultura que se recusa a encarar [a doença e a morte] Steve Jobs deixa um testemunho exemplar de sabedoria e humanidade

D.R.

É estranho dizer-se de um homem que morre aos 56 anos que tenha tido três vidas. Mas é isso que apetece dizer quando se escuta o inspirador discurso que Steve Jobs fez em 2005, na entrega de diplomas da universidade de Stanford, e que hoje podemos perceber claramente como uma espécie de testamento. Jobs conta, então, três histórias, que correspondem a momentos-chave do seu percurso. A primeira descreve os seus difíceis começos e ele chama-lhe “ligar os pontos”. O arranque da vida não podia ser mais áspero. Entregue para a adoção assim que nasceu, uma adolescência hesitante, a entrada numa universidade que os pais não conseguiam pagar nem ele verdadeiramente suportava, a dureza de uma juventude feita de biscates, meio à deriva…Mas no meio disso, a aprendizagem pessoal do valor das coisas, a busca exigente daquilo que realmente gostava e aceitar pagar o preço, em dedicação e esforço. Ele conta, por exemplo, que escolheu frequentar minuciosamente um bizarro curso de caligrafia. Só dez anos mais tarde, quando inventou o revolucionário Macintosh, percebeu que esse conhecimento viria a ter uplicação preciosa. Como diz Steve Jobs, precisamos confiar que os pontos dispersos do nosso percurso se vão ligar e receber daí confiança para seguir um caminho diferente do previsto.

A segunda história é sobre o amor e a perda. Ele inventou com um amigo, na garagem da sua casa, um negócio que, em apenas uma década, passou a mover 2 biliões de dólares e 4000 empregados. E, precisamente, quando julgava ter alcançado o auge despedem-no. Impressionante é o modo como integra este golpe, depois de um primeiro atordoamento: «Decidi começar de novo. E isso deu-me liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida». A verdade é que ele se reinventa e volta à liderança da empresa da qual havia sido dispensado.

A terceira história é acerca da doença e da morte. E numa cultura que se recusa a encarar qualquer uma delas, Steve Jobs deixa um testemunho exemplar de sabedoria e humanidade: «A morte é muito provavelmente a melhor invenção da Vida…O nosso tempo é limitado então não o desperdicemos… Tenhamos a coragem de seguir o nosso coração». Por isso, a sua morte recente não nos obriga apenas a lembrar a revolução tecnológica que ele aproximou dos nossos quotidianos. Ela obriga-nos a arriscar “ligar os pontos” dentro de nós.

José Tolentino Mendonça

 

AGÊNCIA ECCLESIA

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publicado às 03:41

Coitadindo! E... coitadinhos!

por Zulmiro Sarmento, em 15.10.11

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publicado às 04:18

5 GRANDES LIÇÕES DE VIDA

por Zulmiro Sarmento, em 04.10.11

1 - Primeira lição importante - Senhora da limpeza

Durante o meu segundo ano no ensino superior, o nosso professor
deu-nos um teste.
Eu era um aluno consciente e respondi rapidamente a todas as questões
até ler a última:

"Qual é o nome da mulher que faz a limpeza na escola?"
Isto só podia ser uma brincadeira. Eu tinha visto a mulher da limpeza
inúmeras vezes.
Ela era alta, cabelo escuro, à volta dos 50 anos, mas como poderia eu
saber o nome dela?
Eu entreguei o meu teste, deixando em branco a última questão. Mesmo
antes da aula terminar, um dos estudantes perguntou se a última
questão contava para nota.

"Absolutamente," respondeu o professor. "Nas vossas carreiras irão
encontrar muitas pessoas. Todas são significativas. Elas merecem a
vossa atenção e cuidado, mesmo que tudo o que vocês façam seja sorrir
e dizer 'olá'."

Nunca esquecerei aquela lição. Também aprendi que o nome da senhora era Dorothy.

2. - Segunda lição importante - Boleia na chuva

Uma noite, pelas 11:30 p.m., uma mulher de origem Africana, estava
apeada numa autoestrada do Alabama, a tentar aguentar uma valente
chuva torrencial. O carro dela tinha avariado e ela precisava
desesperadamente de uma boleia.
Completamente encharcada, ela decidiu fazer stop ao carro que se
aproximava. Um jovem, branco, decidiu ajudá-la, apesar de isto ser uma
attitude de bravado naqueles dias de racismo (década de 60). O homem
levou-a até um lugar seguro, ajudou-a a resolver a sua situação e
arranjou-lhe um taxi.

Ela parecia estar com muita pressa, mas mesmo assim tomou nota da
morada do jovem e agradeceu-lhe.
Uma semana mais tarde batiam à porta do jovem. Para sua surpresa, uma
televisão de ecrãn panorâmico era-lhe entregue à porta. Um cartão de
agradecimento acompanhava a televisão.

Dizia:
"Muito obrigado por me ajudar na autoestrada na outra noite. A chuva
não só encharcou a minha roupa, como o meu espírito. Foi então que
você apareceu. Por causa de si consegui chegar ao meu marido antes de
ele falecer. Que Deus o abençoe  por me ter ajudado e ter servido
outros de maneira tão altruísta.
Com sinceredidade,
Mrs. Nat King Cole."

3 - Terceira lição importante - Lembra-te sempre daqueles que servem

Nos dias em que um gelado custava muito menos do que hoje, um
rapazinho de 10 anos entrou no café de um hotel e sentou-se a uma
mesa. Uma empregada de mesa trouxe-lhe um copo de água.

"Quanto custa um gelado de taça?" perguntou o rapazinho.
"Cinquenta cêntimos," respondeu a empregada.

O rapazinho tirou do bolso uma mão cheia de moedas e contou-as.
"Bem, quanto custa um gelado simples?" perguntou ele.
A esta altura já mais pessoas estavam à espera de uma mesa e a
empregada começava a ficar impaciente.

"Trinta e cinco cêntimos," respondeu ela com brusquidão.

O rapazinho contou novamente as suas moedas.

"Vou querer o gelado simples." Respondeu ele.

A empregada trouxe o gelado, colocou a conta em cima da mesa, recebeu o
dinheiro do rapazinho e afastou-se.
O rapazinho terminou o seu gelado e foi-se embora.
Quando a empregada foi levantar a mesa começou a chorar. Encima da
mesa, colocado delicadamente ao lado da conta, estavam 3 moedas de
cinco cêntimos...

Não sei se está a ver, ele não podia comer o gelado cremoso porque
queria ter dinheiro suficiente para deixar uma gorjeta à empregada.

4 - Quarta lição importante - O obstáculo no nosso caminho

Em tempos antigos, um rei mandou colocar um enorme pedregulho num
caminho. Depois escondeu-se e ficou a ver se alguém retirava a enorme
pedra. Alguns dos comerciantes mais ricos do Rei passaram e
simplesmente se afastaram da pedra, contornando-a. Alguns culpavam em
alta voz o Rei por não manter os caminhos limpos. Mas nenhum fez nada
para afastar a pedra do caminho.

Apareceu então um camponês, carregando um molho de vegetais. Ao
aproximar-se do pedregulho, o camponês colocou o seu fardo no solo e
tentou deslocar a pedra para a berma do caminho. Depois de muito
empurrar, finalmente conseguiu. O camponês voltou a colocar os
vegetais ás costas e só depois reparou num porta-moedas no sitio onde
antes estivera a enorme pedra.

O porta-moedas continha muitas moedas de ouro e uma nota a explicar
que o ouro era para aquele que retirasse a pedra do caminho. O
camponês aprendeu aquilo que muitos de nós nunca compreendem!

Cada obstáculo apresenta uma oportunidade para melhorar a nossa situação.

5 - Quinta lição importante - Dar quando conta

Muitos anos atrás, quando eu trabalhava como voluntário num hospital,
conheci uma pequena menina chamada Liz, que sofria de uma doença rara
e muito grave. A sua única hipótese de salvamento parecia ser uma
transfusão de sangue do irmão mais novo, de cinco anos, que já tinha
tido o mesmo problema e sobrevivido milagrosamente, desenvolvendo
anticorpos necessários para a combater. O médico explicou-lhe a
situação da irmã e peguntou-lhe se ele estaria disponível para dar o
seu sangue à sua irmã.

Eu vi-o a hesitar por uns instantes, antes de respirar fundo e dizer
"sim, eu faço-o se isso a salvar."
À medida que a transfusão ía correndo, ele mantinha-se deitado ao lado
da sua irmã, sorrindo. Todos nós sorríamos, vendo a cor a regressar à
face da menina. Foi então que o menino começou a ficar pálido e o seu
sorriso a desaparecer.

Ele olhou para o médico e perguntou-lhe, com a voz a tremer, "Será que
eu começo a morrer já?".

Sendo muito jovem, o menino não compreendeu o médico; ele pensou que
teria que dar todo o seu sangué à irmã para a poder salvar.



O mais importante.................. "Trabalha como se não precisasses
do dinheiro, ama como se nunca tivesses sido magoado, e dança como
danças quando não há ninguém a ver-te."


Que bom seria se todas as pessoas pudessem ler ou ouvir esta mensagem
quando começam os seus dias!

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publicado às 04:08

(DES)HONESTIDADE DOS JUÍZES

por Zulmiro Sarmento, em 05.07.11

 - Por A. Marinho Pinto



PORQUE É MESMO ASSIM QUE FUNCIONA, INFELIZMENTE.

QUANTOS DELES PREVARICAM NAS ESTRADAS, PARA NÃO AVANÇAR MAIS, E ACENAM COM O PENDÃO DE QUE «SOU JUIZ».

Honestidade dos juízes - Por A. Marinho Pinto

       Honestidade dos juízes
      
       O «caso do copianço» no Centro de Estudos Judiciários (CEJ)
ilustra, como poucos, uma das principais causas da degenerescência da
Justiça portuguesa. Em vez de ser um verdadeiro centro de formação, o
CEJ transformou-se numa espécie de universidade em que os formandos
foram reduzidos ao estatuto de alunos e os formadores elevados à
categoria de catedráticos. E, assim, em vez de efectiva preparação
profissional, o CEJ ministra um ensino essencialmente teorético e
laboratorial assente no paradigma professor/aluno, em que a cabeça dos
formandos é atulhada com tecnicidade jurídica pelos seus omniscientes
mestres. Não admira que, assim tratados, os chamados auditores de
Justiça se comportem como alunos, para quem copiar nos exames sempre
foi uma espécie de direito natural.
       Só que esses alunos com 26, 27, 28 anos de idade serão, dentro
de meses, magistrados que exercerão uma função soberana de forma
totalmente irresponsável e independente. Sem qualquer experiência
profissional, bom senso ou capacidade de compreensão dos problemas
concretos da vida, eles passam de alunos a titulares de poderes
soberanos vitalícios, em cujo exercício vão continuar a reproduzir os
mesmos métodos do CEJ, ou seja, a copiar uns pelos outros sentenças e
despachos
, às vezes com tal displicência que nem os nomes das partes
corrigem. E, assim, com essa «mentalidade de copianço», eles vão, como
magistrados, dedicar-se com inusitado zelo à cultura das «chocas»
(cópias de decisões de outros casos, próprias ou de colegas
) que
diligentemente armazenam nos seus computadores. E depois, através da
laboriosa actividade do copy/paste, «proferem» longuíssimos despachos,
sentenças e acórdãos
, sempre com a mesma prolixa fundamentação que,
mecanicisticamente, vão transpondo de uns processos para os outros com
soberana displicência. E, em vez de se esforçarem por resolver com
sensatez e prudência os litígios da vida, eles continuarão a
preocupar-se apenas com o «professor», que agora é o todo-poderoso
inspector do Conselho Superior da Magistratura que os virá avaliar. E,
assim, as suas decisões soberanas estarão mais voltadas para agradar
ao inspector que temem do que para a questão concreta que deveriam
resolver com justiça.
       Infelizmente, o CEJ não forma magistrados, mas sim majestades.
Os «alunos», em vez de serem preparados para prestar um serviço
público à comunidade, são formatados para aceder a uma casta e
defenderem à outrance um poder ilimitado e irresponsável, sem qualquer
escrutínio democrático
. O resultado está à vista!
       Mas há um segundo aspecto que não é menos importante e que tem
a ver com a honestidade. Quem utiliza métodos fraudulentos para chegar
a magistrado não deixará de utilizar métodos fraudulentos no exercício
dessas funções. Por isso devia haver um especial rigor na selecção das
pessoas que pretendem aceder à magistratura, até porque, uma vez
atingido esse estatuto, eles ficam totalmente fora de qualquer
escrutínio.
       Nunca vi um magistrado ser punido por desonestidade nas suas
decisões e, no entanto, eles são tão (des)honestos como outros
profissionais
. Em todas as profissões e funções (advogados, médicos,
engenheiros, professores, funcionários públicos, polícias, autarcas,
deputados, governantes, etc.) há pessoas desonestas, mas quando
chegamos aos magistrados eles são todos honestos. É falso. Eles não
são feitos de uma massa diferente da do comum dos mortais. O problema
é que eles julgam-se uns aos outros, protegem-se uns aos outros,
exculpam-se uns outros
, muitas vezes sem qualquer pudor. Algumas das
piores desonestidades a que assisti em toda a minha vida foram
praticadas em tribunal por magistrados, sobretudo juízes, sem
quaisquer consequências porque a desonestidade deles é absorvida pelas
sua independência e irresponsabilidade funcionais.
       Existe na sociedade portuguesa uma ideia antiga, segundo a
qual «se é juiz é honesto». Ora, isso não é verdadeiro. O princípio
correcto devia ser: «se é honesto, então que seja juiz». Mas, como se
vê com o «caso do copianço», a honestidade pessoal não é critério para
a selecção dos magistrados.

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publicado às 03:52


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