Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Os Açorianos,afinal, quem são?

Diário de viagem   

 

Vivem em nove belas Ilhas no

meio do Oceano Atlântico.

Dizem ser o centro do Mundo, os últimos

picos da Atlântida - o Continente perdido,

a terra de Neptuno.

Falam de forma diferente.

Cozinham a comida em buracos

na terra, com o calor dos vulcões.

Fazem jogos com touros e perdem

quase sempre.

Nadam com golfinhos.

Mergulham com baleias que antes caçavam

em pequenos barcos e depois

gravavam-lhes os dentes.

Há 500 anos que resistem a tremores de terra,

a  tempestades com ventos de 250 Km por hora,

a ondas do mar com 20 metros.

Pescam os maiores peixes do

Mundo - espadartes e atuns.

Dividem os terrenos com flores,

principalmente hortênsias.

Criam vacas e chamam-nas

pelo nome próprio.

Comem comida temperada com especiarias

vindas das Índias, Áfricas e Américas.

Festejam o "Espírito Santo" que

dizem ser o seu "Senhor".

Usam uma ave - Milhafre - como seu

símbolo mas chamam-se

Açorianos.

 

São uns estranhos e simpáticos loucos!

 

     Este conteúdo escrito foi extraído do postal com edição do Peter Café Sport e é da autoria de José Henrique Azevedo, agora seu digníssimo proprietário. Este estabelecimento comercial tem várias valências. Para muitos visitantes, o museu, o café mais o seu gin tónico, a observação de cetáceos e outros percursos, e a loja de souvenirs, são algo que não dispensam se a visita é a Horta (Faial, Açores). Da referida loja de recordações tenho sido razoável cliente adquirindo de tudo um pouco, ou uma peça, desde loiças fabulosas, carteiras de cabedal, roupas entre uma imensa variedade de produtos ao gosto de cada um. E todos sempre com o conhecido mundialmente logotipo azul que dá aos produtos um valor acrescentado. Tenho amigos que ao receberem de mim uma peça do "Peter" ficam radiantes e guardam-na como uma relíquia.

     Nunca vi nada tão tocante e escrito para definir os Açorianos ( os "Açoriános", como pronunciam alguns continentais atoleimados, como ouvi duns arruaçeiros  em viagem na cauda dum avião).

   Neste Dia da Autonomia ( da Região Autónoma dos Açores), da consciência de que «antes morrer livres que em paz sujeitos», da certeza do que mais nos une - a devoção ao Espírito Santo - de Santa Maria ao Corvo, passando pela Califórnia, Santa Catarina do Brasil, Havai, Casas dos Açores por tudo o que é cidade ou região de concentração destes ilhéus que somos, das Comemorações grandiosas que se fazem nesta "2ª feira do Espírito Santo" (este ano de 2007 em São Roque do Pico), queria sublinhar da minha alegria incontida por ser Açoriano e picoense e, também, por referir esta realidade com os povos (comunidades cristãs católicas) a quem tenho servido ao longo destes mais de vinte anos nos Impérios, Coroações, e Missas Votivas do Espírito Santo.

     Sempre peço a uma instituição que se faça representar com a bandeira azul e branca nas cerimónias religiosas, que os paus de bandeira engalanando caminhos tenham o branco e azul como cores predominantes juntamente com o vermelho e branco das Irmandades que servem o Divino, que as nossas Festas Maiores são o nosso genuíno cartão de visita para quem vem até nós com curiosidade e respeito. A arte de bem receber tem o expoente máximo nestas festividades. Indiscutível.

    Não gosto da expressão, algo jocosa para assunto tão sério, de "dia da pombinha". Revela, para mim que alguma fé esclarecida foi chão que já deu uvas.

    Orgulho-me dos corajosos governantes que instituíram este dia fabuloso já em ritmo de Autonomia. Que Deus lhes pague pelos valores humanos e cristãos que quizeram sublinhar de forma tão efusiva.

    E que me desculpe o senhor José Henrique Azevedo do «Peter Café Sport» pelo atrevimento de o citar a partir do postal tão símbolo do que nós somos! E já agora não deixem de fazer uma visita às suas lojas e museu e comprar o dito postal se ainda existe à venda. Quando saio da Região levo sempre algo para vestir que me fale de baleias, golfinhos e do logotipo que inspira alguma vaidade em quem o transporta...

     Somos únicos. Vivamos esta diferença como identidade muito nossa. Sem complexos de qualquer natureza.

     Açores e açorianos: SEMPRE!

publicado por Zulmiro Sarmento às 10:32

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1 comentário:
De inha a 3 de Junho de 2007 às 21:19
Ao ler este simples texto, veio-me à memória uns anos (bastantes) passados, quando visitei pela 1ª vez essas belas ilhas.
A primeira recomendação foi: ao chegares ao Faial, não esqueças de ir ao Café Peter e beber o "famoso" Gin tónico! Assim fiz, mas confesso que não gostei do "famoso" Gin (perdoem aqueles que gostam e apreciam).
Passados alguns anos tive oportunidade de lá voltar, desta vez não para beber o Gin, mas fiquei deveras surpreendida! Com a loja que têm, onde comprei e tenho em minha casa bastantes recordações: loiças, camisolas, golfinhos... continuem assim.

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