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DE QUE PADRES PRECISAMOS?

por Zulmiro Sarmento, em 27.11.14
Precisamos de padres para manter o que já existe, mas precisamos sobretudo de padres para antecipar o que há-de existir.

Precisamos, pois, de padres que façam e que ajudem a fazer quem faz.

Precisamos de padres conferentes, mas também (e cada vez mais) de padres confidentes.

Precisamos de padres para alimentar a chama e de padres para atear o fogo.

Precisamos de padres que inquietem consciências e que pacifiquem corações.

Precisamos de padres que limpem lágrimas e aliviem dores.

Precisamos de padres que caminhem à frente e de padres que aceitem apoiar na retaguarda.

Precisamos de padres que falem bem e de padres que escutem melhor.

Precisamos do padre do templo e do padre no tempo.

Precisamos do padre desassombrado e do padre humilde.

Precisamos, no fundo, do padre que está aí e do padre que está para vir.

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publicado às 12:28

A culpa é nossa, ou melhor, de quem votou fanaticamente nesse "messias"

por Zulmiro Sarmento, em 26.11.14

 

 

 

caso sócrates

A culpa não é de Sócrates. É nossa

22/11/2014, 17:38943 partilhas

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Isto não tinha ser assim. Não tínhamos de ver um antigo primeiro-ministro a ser levado dentro de um carro pela polícia. Não tínhamos de ver o circo montado novamente à porta do DCIAP.

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HelenaMatosIsto não tinha ser assim. Não tínhamos de ver um antigo primeiro-ministro a ser levado dentro de um carro pela polícia. Não tínhamos de ver o circo montado novamente à porta do DCIAP. Não tínhamos de assistir mais uma vez aos políticos a perderem a face perante a justiça. Mas os portugueses quiseram que fosse assim. E tanto quiseram que em 2009, indiferentes ao que já se sabia sobre a actuação de Sócrates no Freeport e muito particularmente nessa vergonha nacional que foi o processo de licenciamento e construção da central de tratamentos de lixos da Cova da Beira, 2 077 695 eleitores lhe deram o seu voto para que continuasse como primeiro-ministro. É certo que o PS perdeu então a maioria absoluta mas note-se que não se pode falar de desastre eleitoral: em 2005, ano da grande vitória de Sócrates, o PS tivera 2 588 312.  Que Sócrates continuasse a obter mais de dois milhões de votos depois do que sucedera entre 2005 e 2009 diz muito sobre a nossa alienação de valores.
Aos olhos e ouvidos dos eleitores portugueses, tudo aquilo que em 2009 já se sabia sobre Sócrates – e era muito – a par do fascínio crescente e perigoso que este manifestava por um Estado agente de negócios não foi suficiente para que não lhe dessem maioritariamente o seu voto. Eram os tempos em que a líder da oposição era ridicularizada como “a velha” pela milícia dos assessores socráticos devidamente corroborados pelo riso escarninho dos humoristas de serviço a quem, vá lá saber-se porquê, Sócrates nunca inspirou muitas críticas. Eram os tempos em que criticar Sócrates valia telefonemas aos gritos para os autores desses textos (e sei do que falo por experiência própria) logo apelidados na mais bonançosa das versões como tremendistas, derrotistas e bota-abaixistas. Eram os tempos em que nada parecia possível ser feito em Portugal contra a vontade de Sócrates. Em que, por exemplo, nenhuma editora, que por essa época tudo ediatavam, quis publicar a investigação  – e tratava-se de uma verdadeira investição e não de palpites  – que um blogue, o Do Portugal Profundo, fizera sobre a licenciatura do então primeiro-ministro. E sobretudo eram os tempos em que se arreigou na sociedade portuguesa esse perverso princípio de que o direito penal substituira a moral.
Sentados em estúdios de televisão, rádio, nos jornais, blogues… todos os dias dirigentes socialistas e seus compagnons de route repetiam que tendo sido encerrados os processos e investigações só por má-fé se poderia questionar a licenciatura domingueira de Sócrates, a novela das suas duas fichas na Assembleia da República, os projectos para as casas da Covilhã, a nomeação para o Eurojust do procurador sobre o qual recaíra a suspeita de ter transmitido informações processuais a Fátima Felgueiras, o Freeport, a Cova da Beira…
Em Portugal passou então a vigorar o dogma de que não há diferença entre responsabilidade política e responsabilidade criminal. E exactamente os mesmos que tanto contribuíram para a impunidade de que gozou José Sócrates já começaram na velha técnica das cabalas: devia ser detido à noite? Porque não foi detido em casa? Que estranha coincidência, ser detido na véspera de António Costa ser reconhecido como secretário-geral do PS… Deixemo-nos de contorcionismos: não há dia ou hora adequados para prender um políticas. Por exemplo, o que vai António Costa, que entretanto divulgou uma primeira declaração equilibrada sobre este caso, fazer com o homem que escolheu para líder parlamentar, Ferro Rodrigues? Ferro Rodrigues continua sem perceber duas coisas essenciais: primeiro, um partido de bem não pode alimentar a nostalgia por um político com o perfil institucional de Sócrates, (sublinho que falo de pefil institucional e não de questões criminais). Segundo, Portugal é uma democracia onde não há partidos acima da lei e não um regime democrático tutelado pelo PS. Como em todos os processos que envolvem poder económico e político haverá quem aposte na confusão. Lembram-se do processo Casa Pia em que acabámos a não distinguir os pedófilos das vítimas, a justiça do abuso e a verdade da mentira? (Esperemos apenas que à actual PGR não esteja reservado o mesmo calvário que a Souto Moura).
Falam agora os políticos na possibilidade de uma república de juízes. Agora é tarde para o fazerem, “Inês é morta”. É de facto uma visão dantesca essa de uma república de juízes mas foram eles, os políticos, e neste caso particularmente os do PS, ao pôr de lado a moral e ao centrar tudo no avanço da justiça, ou mais precisamente na sua capacidade de fazer arquivar os processos, quem sentou um dos seus, Sócrates, no banco traseiro daquele carro utilitário que o levou do aeroporto até ao DCIAP. E foram os portugueses, enquanto eleitores, sancionando o comportamento de Sócrates, dando-lhe a vitória em 2009, quem depositou Portugal na mão das polícias e dos juízes.
Na vida nunca se volta atrás e na política muito menos. Por isso aqui estamos no beco a que nos conduzimos: se Sócrates provar a sua inocência ficamos a com a justiça descredibilizada. Se Sócrates for culpado estamos perante um problema político. Mas deste dilema os únicos culpados somos nós. E não Sócrates ex-primeiro ministro porque em todos os dias e a todas as horas a detenção de quem teve tais responsabilidades terá sempre consequências. 

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publicado às 11:51

Decálogo sobre o que não se deve dizer às crianças

por Zulmiro Sarmento, em 24.11.14

 

Um pediatra listou 10 coisas que não devemos dizer as crianças. Vale a pena ler, já que isto pode influenciar (e muito!) na personalidade delas.

 

1 – Não rotule o seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjectivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso fará com que ele se torne realmente isso.

2 – Não diga apenas sim. Os nãos e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos.

3 – Não pergunte à criança se ela quer fazer uma actividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer.

4 – Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.

5 – Não diga que a injecção não vai doer, porque você sabe que vai doer. A menos que sejam gotas, diga que será rápido ou apenas uma picadela, mas não engane.

6 – Não diga palavrões. O seu filho vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir.

7 – Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável.

8 – Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.

9 – Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade de separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho mau, pesadelo, acalme o seu filho e leve-o para a cama, fazendo-lhe companhia até dormir.

10 – Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis.

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publicado às 10:58

Que rei é este?

por Zulmiro Sarmento, em 24.11.14

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publicado às 09:47

Similes cum similibus facilime congregantur!

por Zulmiro Sarmento, em 21.11.14

Antigos políticos voltarão a receber subvenções vitalícias

 
O PSD e o PS aprovaram, esta quinta-feira, o fim da suspensão das subvenções vitalícias a ex-políticos, que vão voltar a ser pagas mas serão sujeitas a uma contribuição extraordinária de 15% sobre o montante que exceda os 2.000 euros.
A proposta de alteração, votada na especialidade na Assembleia da República, teve os votos favoráveis do PSD e do PS e os votos contra do PCP e do BE. O CDS, por seu lado, absteve-se.


Mais uma do "centrão"!
PSD e PS podem não se entender em relação aos grandes desígnios nacionais, mas entendem-se perfeitamente quando se trata de defender ao seus apaniguados.
Apetece a dizer: uma vergonha!
Os problemas do povo? A pobreza? As reformas de miséria?  O desemprego?
Este espírito de clã que se mostra incapaz de ser sensível ao sofrimento da população, mas se mostra muito atento aos interesses dos seus apaziguados só desacredita os partidos.
É pena.


Veja aqui a notícia toda.

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publicado às 14:25

Há padres muito "semenos"...

por Zulmiro Sarmento, em 21.11.14

O padre de Canelas

O bispo do Porto dialogou com o pároco, foi condescendente. Mas, quando teve de decidir, decidiu.

 
 
 
21.11.2014 00:30
 

Nós, os padres, podemos fazer muito mal à Igreja e, por vezes, não resistimos à tentação de o fazer. É isso que acontece quando perdemos o sentido da nossa missão e nos deixamos levar pelas nossas conveniências. Nessas alturas instrumentalizamos o ministério, e até as pessoas, para conseguir os nossos objetivos.

 

A Igreja está organizada, territorialmente, em dioceses, as quais, por sua vez, se organizam em paróquias. A cada diocese é dado um bispo que confia as paróquias a um sacerdote, o pároco. Este não é dono da paróquia, nem a paróquia se pode apoderar do sacerdote que é colocado à sua frente. O próprio pode pedir ao bispo para sair quando achar que está esgotada a sua missão naquele espaço. E o bispo pode mudá-lo quando entender que é o melhor para o próprio e para a Igreja. Não o deve fazer de forma despótica e arbitrária, mas deve dialogar com o sacerdote que pretende mudar.

 

Parece que não foi o que aconteceu na remoção do pároco de Canelas (V. N. Gaia). Antes pelo contrário, parece que D. António dos Santos, o bispo do Porto, dialogou repetidamente com o pároco, acolheu as suas propostas, foi condescendente com os seus avanços e recuos. Contudo, quando teve de decidir, nomeou o padre Albino. Nem mesmo as ameaças de revelar comportamentos prevaricadores de um outro sacerdote o demoveram. O padre Roberto utilizou essa arma de arremesso talvez por ainda não ter percebido que o comportamento da hierarquia mudou radicalmente. Se antes a tentação era esconder esses comportamentos, hoje a práxis começa a ser denunciá-los às autoridades competentes. Como fez, e bem, o bispo do Porto. Foram vários os padres que os bispos mudaram no início deste ano pastoral. Houve, seguramente, muitas comunidades que ficaram descontentes com a mudança. Algumas delas fizeram chegar ao seu bispo a sua discordância e até equacionaram a possibilidade de se manifestarem publicamente contra a decisão. Mas não o fizeram, quase sempre porque o pároco cessante não lhes deu força, não quis ficar seu refém e não os ajudou a perceber que são chamados a acreditar em Cristo e não no padre que têm à sua frente. É por isso que a sua fé é cristã e não robertina, albinina ou antonina, como lhes diria S. Paulo (cf. 1 Cor. 3, 1-5).

No Correio da Manhã

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publicado às 09:37

CABEÇAS OCAS

por Zulmiro Sarmento, em 19.11.14

Barbudos, tatuados e (mal) penteados...

 

Embora o tema seja complicado por natureza, não posso deixar de cumprimentar o manifesto anti-barbas do Sr. Ilhan Cavcav, presidente do modesto Gençlerbirligi, actual nono classificado do campeonato turco. As barbas de Raul Meireles, e não só, são, de facto, um espectáculo dentro do espectáculo - mas, não só não o deveriam ser (e sim o futebol por ele jogado), como também o espectáculo é esteticamente nada recomendável. E se às barbas juntarmos as tatuagens em série e os inacreditáveis e sempre alterados penteados das vedetas dos estádios, aquela mania de saírem sempre dos autocarros com headhphones colados aos ouvidos, caras de personagens superiores e inatingíveis e absoluta ausência de quaisquer sinais exteriores de que são capazes de ocupar os tempos livres a ler um livro, um jornal, uma revista, mais as eternamente repetidas e absolutamente desinteressantes declarações que fazem, recheadas de frases feitas que nem se percebe se eles percebem, temos de convir que a imagem que os jogadores de futebol de topo hoje transmitem de si mesmos é de uma pobreza intelectual e de uma falta de gosto chocantes. A imagem de quem, fora de campo, apenas se preocupa com dinheiro e contratos, tatuagens e penteados. A quem nada interessa saber do país onde vivem e do mundo que os rodeia. E, como essa é a imagem transmitida a milhões de jovens em todo o mudo que os idolatram, não se trata apenas de uma questão de gosto ou de valores, mas de responsabilidade. Lamento, mas é o que penso.
Fonte: aqui

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publicado às 09:34

Por fim, toda a verdade sobre Jesus Cristo!

por Zulmiro Sarmento, em 18.11.14

 

 


Depois do Jesus casado, é agora a vez do Jesus papá … e vem aí o vovô Jesus!

É fatal como o destino: de tempos a tempos, invariavelmente, descobre-se um raríssimo manuscrito do século I, com revelações bombásticas sobre Jesus Cristo; um novo heterónimo de Fernando Pessoa, encontrado pela mulher a dias, ao limpar a fecundíssima arca do autor da Mensagem; e um post-it no frigorífico, autografado pelo Nobel português, que dá depois azo a uma volumosa obra póstuma, original e inédita.

Este parece ser o caso do sensacional livro que o Sunday Times anunciou, com grande destaque, e que tem por autores Barrie Wilson, professor de estudos religiosos da Universidade de York, em Toronto, no Canadá, e Simcha Jocabovici, escritor e jornalista israelo-canadiano. Ao que parece, esta promissora obra acaba de chegar às nossas livrarias, just in time para o Natal.

Esta nova versão «histórica» de Cristo é, convenhamos, pouco original pois, contrariando a tradição evangélica de Jesus celibatário, ascético demais para os gostos modernos, copia Dan Brown, o romancista casamenteiro que patrocinou o enlace matrimonial do filho de Nossa Senhora com Maria Madalena.

A novidade está agora nos dois filhos havidos desse casamento. Não sei se se trata de dois rapazes, de duas raparigas ou de um de cada, ou seja, aquilo que antes se chamava, muito burguesmente, um casalinho. Também não sei se esta inesperada geração do Messias e da sua putativa mulher, sem ofensa, tem alguma coisa a ver com a bonificação que, em sede de IRS, é agora dada às famílias, por cada filho a seu cargo. É que, como é sabido, as coisas não estão fáceis para ninguém …

Se um Jesus casado já contradizia a verdade histórica dos Evangelhos e dos mais sérios e científicos estudos biográficos sobre Cristo, de que é principal referência o Jesus de Nazaré, em três volumes, de Bento XVI, este Jesus papá, provavelmente de pantufas, embora menos atraente do que o revolucionário Che Guevara, augura promissora continuidade num próximo episódio, digno de fazer concorrência ao Pai Natal: o vovô Jesus.

O novo livro baseia-se, ao que consta, num «Evangelho perdido» que, a bem dizer, é infeliz até no título porque, se depois foi encontrado, dever-se-ia chamar o «O Evangelho perdido e achado», não vá o leitor ficar, também ele, perdido. Ou então apelidar-se, tal como o filho mais novo da conhecida parábola, «O Evangelho pródigo», que o é, aliás, em inverosímeis disparates.

É de estranhar a co-autoria de um jornalista israelo-canadiano. Um jornalista é, em princípio, um cronista da actualidade, não um historiador de acontecimentos de há dois mil anos. E, já agora, porque se afirma israelo-canadiano? Quanto ao canadiano, tudo bem, mas a precedente referência parece indiciar o seu alinhamento ideológico com a política de Israel e, nesse sentido, contrário ao Cristianismo e à sua presença na Terra Santa. Se assim for, esta obra mais não é do que uma expressão pseudocientífica dessa mesma beligerância.

Entre nós, outro artesão do mesmo ofício, famoso pelas suas piscadelas de olho à teologia, deu a Jesus alguns irmãos, todos igualmente filhos de Maria, à qual atribuiu várias imaculadas conceições (?!), por ignorar que um tal privilégio respeita à concepção da própria virgem e não à sua maternidade, que foi única e exclusivamente de Jesus. É o que dá, quando alguém se mete a fazer ciência teológica e nem sequer sabe as verdades mais elementares do catecismo …

A banalidade destas «descobertas», que de científico nada têm, tem contudo uma vantagem porque, quanto mais insistem na aparente vulgaridade de Cristo, mais adensam o seu mistério. De facto, se Jesus de Nazaré era, apenas, um homem comum, carpinteiro de profissão, casado e pai de dois filhos, como explicar que, mais de dois mil anos depois, o seu nome e a sua mensagem suscitem tanta aversão – a religião cristã é, actualmente, a mais perseguida no mundo – e, sobretudo, tanto amor?!

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

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publicado às 09:57

TRATA-SE MESMO DUMA GUERRA, AQUILO QUE PASSA DENTRO DAQUELES MUROS E CORREDORES!...

por Zulmiro Sarmento, em 17.11.14

Os corvos do Vaticano intensificam a guerra

corvo sobre a cruz.jpg.png

 

A onda «anti Francisco» intensifica-se. A vida do Papa não parece estar a ser fácil. Os cardeais identificados por «conservadores» estão a revelar em parangonas aquilo que o Papa Bento XVI denunciou quando apresentou a sua renúncia. O Vaticano era um ninho de corvos. As críticas duras que o Papa Francisco tem feito contra os bispos e contra os carreiristas vem também neste sentido. Daí que não surpreenda nada a violência das palavras e o estado de «guerra» em que parece estarem as coisas à volta do Papa Francisco.

No Evangelho em Mateus 24, 28 diz o seguinte. «Onde houver um cadáver ali se juntarão os abutres». Esta passagem cumpriu-se de forma perfeita na ocasião do funeral do Papa João Paulo II, quando do mundo inteiro os abutres chefes rodeavam o caixão. Abutres das nações e abutres que operam dentro da Igreja. 

O Papa Bento XVI falou em «corvos» e Evangelho fala em «abutres», a diferença está apenas no tipo de ave, há também o «abutre», a função de ambos é mexer em carne podre. Eis uma expressão terrível para designar o estado das coisas num determinado lugar ou situação.

Há pessoas que são piores que abutres ou corvos, são o diabo à solta, por trás detrás das atrocidades que vão acontecendo e que produzem imensas vítimas. No caso da Igreja, pelo seu descarado cinismo, pretendem «ajudar» o Papa, mas afinal o que pretendem é apenas e só manter o seu poder e as benesses que tal poder lhes oferece, daí que o Papa insista tanto com as críticas contra os bispos, que não se devem considerar uns «privilegiados» e que «não príncipes mas servos

Agora surgiu pela voz do cardeal da Austrália, George Pell, numa homilia escrita em latim, que o Papa Francisco pode ser o «falso Papa 38 e não o verdadeiro 266 da Igreja». Onde isto já vai. Neste mesmo pronunciamento o cardeal fala que já estamos em clima de cisma.

Quando se pretende criticar duramente o Papa invoca-se este argumento do falso Papa, que diz que num determinado momento o Papa se verá obrigado a deixar o Vaticano, a fugir, porque o quererão matar. Não têm faltado pronunciamentos a este respeito. Mas, se o Papa acaso fugir – portanto sai vivo e estará vivo – não será possível a eleição de um novo Papa, eis que as mesmas profecias avisam que um falso papa, ou um antipapa, apenas assumirá o comando da Igreja, nomeado pelos «maus cardeais», os tais aponta como o cancro putrefacto de onde parte tudo isto, a chamada Cúria Romana. Não da parte de todos, mas da maioria que a compõem. Esta, tem sido denunciada como a verdadeira fonte de poder maligno que age nas sombras do Vaticano, começou a ser denunciada com o Papa Bento XVI, que efectivamente, não fugiu, mas renunciou ao Papado, coisa que os ditos «conservadores» ainda não encaixaram e provavelmente não lhe perdoam ao ponto de virem outros o estarem considerar como sendo o verdadeiro Papa, para repudiarem e combaterem o Papa Francisco. Se se confirmar esta análise estaremos perante uma situação gravíssima.

Enfim, temos sempre de esperar para ver como Deus vai fazendo acontecer as coisas, porque um é o plano de homens que se acham donos da vida e do mundo, outra a forma como Deus permite que a realidade aconteça. Ele sempre guarda surpresas, o Papa Francisco foi uma agradável surpresa, age sempre pelo bem da humanidade inteira, mesmo que alguns façam tudo contra os intentos de Deus. 

Assim, tudo pode acontecer bem diferente do que planeiam as ditos «conservadores», e muito diferente do que nós imaginamos. Devemos também suportar calmamente as demoras de Deus, porque elas esperam a nossa conversão e paciência. Estou seguro que o Papa Francisco está em segurança em todos os aspectos e que não vencerá a besta que pretensamente deseja puxar para trás o impulso renovador da acção do Espírito de Deus. Rezemos pelo Papa Francisco insistentemente…

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publicado às 12:32

Contam-se pelos dedos...

por Zulmiro Sarmento, em 17.11.14

Seminaristas às dezenas


 


O Juan é padre. Provem da América Latina, de um país que não sei se é muito grande, mas deve ser. Dizia-me que no ano em que entrou para o curso de Teologia no Seminário da sua diocese eram quase cem candidatos. Mais ou menos os mesmos que entraram este ano. Aliás, são ainda mais os que gostariam de entrar, mas não entraram na triagem. Dizia-me que as paróquias, embora grandes, têm vários sacerdotes. Vão muitos aprofundar os mistérios de Deus nos estudos porque são muitos. São da América Latina, embora este acontecer não seja assim tão recorrente. O Juan perguntava-me do meu país. Na minha diocese, respondi, sobram os dedos de uma mão para contar os seminaristas que estão em teologia. O Juan perguntou-me então se Portugal ainda tinha cristãos na missa. Respondi que tem gente na missa. Gente. Gente que vamos supor que tem fé. Há países da Europa com menos gente na missa. E menos fé. Mas ser padre hoje em Portugal é só para um pequenino número de jovens a quem Deus não foi indiferente. O Deus que não é só Deus de alguns sacramentos, das festas e dos funerais.

Alguma coisa tem de mudar na Europa dos cristãos. Talvez olhar para fora seja o primeiro passo.

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publicado às 12:04

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