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Santarém: Adultos foram à catedral pedir publicamente para serem membros da Igreja Católica

por Zulmiro Sarmento, em 27.02.12

«O maligno conduz à adoração do dinheiro, à ganância, ambição e avareza», bem como à «degradação da sexualidade», afirmou bispo diocesano

Santarém, 27 fev 2012 (Ecclesia) – A catedral de Santarém recebeu este domingo um conjunto de adultos da diocese que manifestaram publicamente a vontade de receberem os primeiros três sacramentos cristãos e serem admitidos na Igreja Católica.

Os catecúmenos, termo que designa os candidatos aos sacramentos da iniciação cristã, Batismo, Confirmação (Crisma) e Eucaristia, passaram por “um tempo longo de preparação” em que receberam as primeiras noções de espiritualidade e doutrina cristãs, refere o site diocesano.

O bispo de Santarém afirmou na missa que “o maligno conduz à adoração do dinheiro, à ganância, ambição e avareza”, à “degradação da sexualidade”, ao “sucesso na vida a qualquer custo”, a uma “vida de fachada, conduzida pela vaidade, pela aparência e ânsia de poder e de domínio”, bem como à “maledicência”, “mentira” e “traição”.

D. Manuel Pelino sublinhou na homilia do primeiro domingo da Quaresma a necessidade de “encontrar espaços para uma escuta mais atenta e frequente da Palavra de Deus, no silêncio e na oração” e frisou que “é preciso aprender a escutar” e a “dar mais atenção aos outros”.

O objetivo da “penitência”, que marca o tempo quaresmal, “é a liberdade interior”, assinalou o bispo da diocese sediada 80 km a norte de Lisboa, acrescentando que “livre dos ídolos a vida tem mais alegria, mais luz e encanto, uma paz interior mais profunda”.

No fim da celebração D. Manuel Pelino iniciou uma corrente de oração pelas vocações, que segundo o blogue do Secretariado Diocesano da Catequese decorre até 7 de junho, festa do Corpo de Deus, passando por todas as paróquias.

A Quaresma é um período de 40 dias, excetuando os domingos, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que servem de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.

RJM

ECCLESIA

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publicado às 14:54

QUEM O DIZ...

por Zulmiro Sarmento, em 24.02.12

Carlo Maria Martini: Antes tinha sonhos acerca da Igreja, agora...

Antes tinha sonhos acerca da Igreja. Sonhava com uma Igreja que faz o seu caminho em pobreza e humildade, com uma Igreja que não depende dos poderes deste mundo. Sonhava que a desconfiança seria destruída; com uma Igreja que dá espaço a pessoas que pensam. Com uma Igreja que transmite coragem, especialmente àqueles que se sentem pequenos ou pecadores. Sonhava com uma Igreja jovem. 
Hoje já não tenho esses sonhos. Com setenta e cinco anos [fez oitenta e cinco a 15 de fevereiro] decidi-me a rezar pela Igreja.
Cardeal Carlo Maria Martini, Colóquios nocturnos em Jerusalém, pág. 86 (ed. Gráfica de Coimbra 2)

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publicado às 03:28

Sara Norte e a geração dos morangos estragados

por Zulmiro Sarmento, em 23.02.12
 

Sara Norte, condenada em Espanha

 

Imagem de aqui

 

Sara Norte, foi condenada em Espanha a dois anos de prisão por tráfico de droga, Sara, que ficou conhecida pela sua participação nas series de televisão Médico de família e Morangos com Açúcar, é só mais um de muitos casos em que a fama precoce antecede a caída no abismo.

 

A televisão, o dinheiro, a fama, povoam os sonhos de muita gente, inclusivamente de muitos pais, é evidente que uma andorinha não faz a primavera, haverá muita gente que consegue lidar com tudo isto, acredito que por cada Sara Norte, por cada Tiago Fernandes, haverá muitos actores que conseguem viver com a fama e o que esta traz consigo, mas estes casos devem servir para chamar a atenção.

 

Há pais que começam a levar os filhos aos castings ainda antes da idade de lhes retirarem as fraldas, há quem olhe para a televisão como a saída mais fácil para uma vida sorridente, esquecem que tudo na vida tem um preço a pagar e nem todos estão preparados para enfrentar a realidade. A Fama como a beleza é efémera, e um dia estes adolescentes dão por si a sentir que o seu momento passou, era bom que a família que incentivou e aplaudiu quando se estava na mó de cima, soubesse estar lá para apoiar e encaminhar quando se está na mó de baixo.

 

A Sara é só mais um caso, será talvez o caso mais conhecido até porque é filha de actores, haverá de certeza muita mais gente que vê todos os dias a fama passar e os sonhos a ir pelo cano abaixo, talvez a maioria não caia tão fundo, mas muitos, principalmente aqueles que deixaram tudo para correr atrás da fama, encontram-se de um momento para o outro perdidos numa encruzilhada da qual não é fácil saír.. sem trabalho e sem perspectivas.

 

Por trás de tudo isto, de tantos castings, de tantos morangos, ídolos, reality Shows e programas de caça talentos, há uma enorme industria que vive dos 5 minutos de fama destes jovens, haverá sempre mais Saras e mais Tiagos para sorrir para as câmaras, era bom que houvesse também quem os alertasse para os perigos do caminho que teimam em escolher.....

 

Do blogue O que é o jantar

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publicado às 03:18

SEM COMENTÁRIOS

por Zulmiro Sarmento, em 22.02.12

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publicado às 14:44

CINZAS

por Zulmiro Sarmento, em 22.02.12

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publicado às 00:22

Uma máxima que só alguns sabem

por Zulmiro Sarmento, em 21.02.12

Um velho cardeal sempre me dizia: "se o Vaticano desmente, quer dizer que é verdade...".

 

Encontrado num texto, algures na net.

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publicado às 04:16

Fala quem sabe

por Zulmiro Sarmento, em 20.02.12

 

«Estou convencido de que quem governa a Igreja pode mostrar um caminho melhor do que aquele que conseguiu mostrar a encíclica Humanae vitae. A Igreja recuperará assim a credibilidade e a competência. (…) Provavelmente, o Papa não retirará do mapa a encíclica. Mas pode redigir uma nova e até ir mais longe. O desejo de que o magistério diga qualquer coisa de positivo sobre a sexualidade, justifica-se. Noutros tempos, talvez tenha havido demasiados pronunciamentos oficiais da Igreja relativamente ao sexto mandamento. Algumas vezes teria sido melhor que tivesse ficado calada.»
Cardeal Carlo Maria Martini, Colóquios nocturnos em Jerusalém, pág. 132 (ed. Gráfica de Coimbra 2)
Depois de ler a primeira encíclica de Bento XVI, "Deus caritas est / Deus é amor", que julgo ser o primeiro documento papal a falar de modo positivo do amor eros, pensei que a revogação-na-continuidade da Humanae vitae estava para acontecer. Depois veio a encíclica sobre a esperança. Mas é melhor não esperar por tal.

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publicado às 04:11

Tema do 7º Domingo do Tempo Comum - Ano B

por Zulmiro Sarmento, em 19.02.12


A liturgia do 7º Domingo do Tempo Comum convida-nos, uma vez mais, a tomar consciência de que Deus tem um projecto de salvação para os homens e para o mundo. Esse projecto (que em Jesus se torna vivo, palpável, realmente libertador) é um dom de Deus que o homem deve acolher com fé.
A primeira leitura fala-nos de um Deus que, em todos os momentos da história, está ao lado do seu Povo, a fim de o conduzir ao encontro da liberdade e da vida verdadeira. Sugere, no entanto, que o Povo necessita de percorrer um caminho de conversão e de renovação, antes de poder acolher a salvação/libertação que Deus tem para oferecer.
O Evangelho retoma a mesma temática. Diz que, através de Jesus, Deus derrama sobre a humanidade sofredora e prisioneira do pecado a sua bondade, a sua misericórdia, o seu amor. Ao homem resta acolher o dom de Deus, ir ao encontro de Jesus e aderir a essa proposta libertadora que Jesus veio apresentar.
A segunda leitura recomenda àqueles que aderiram à proposta de Jesus que vivam com coerência, com verdade, com sinceridade o seu compromisso, sem recurso a subterfúgios ou a lógicas de oportunidade.

Padres Dehonianos

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publicado às 14:41

VIVER NO VATICANO

por Zulmiro Sarmento, em 18.02.12

O consultor de uma congregação organizou os cinco «não» para se sobreviver na Cúria:


Não penses.
Se pensas, não fales.
Se pensas e falas, não escrevas.
Se pensas e falas e escreves, não assines como teu tome.
Se pensas e falas e escreves e assinas como teu nome, não fiques surpreendido.


Lido em Thomas J. Reese, "No Interior do Vaticano", Publicações Europa-América, p. 197 (Thomas J. Reese é padre jesuíta).

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publicado às 04:08

COMO SE AVALIA UM PADRE...

por Zulmiro Sarmento, em 17.02.12
As pessoas falam mal daquele, do outro e daqueloutro padre. Dizem bem deste, do outro e deste outro, pelo menos neste momento. Noutros momentos esquecerão o bem que haviam dito. Geralmente dizem melhor do outro que deste, pelo menos enquanto este estiver por perto. Quando este partir, ou para longe ou para sempre, era um bom padre. Usa-se mais o era que o é, o passado que o presente, para dizer bem de um padre.
Têm tendência a dizer bem dum padre novo, mas enquanto celebra de forma mais alegre ou aberta. Porque se acaso ousa dizer não posso, já não é assim tão bom. Se diz amén a tudo, não tem personalidade, é fraco. Precisamos um mais forte. Se alterar algum hábito, tira-nos a fé. Se apresentar ideia novas, qualquer dia os santos caem do altar. Se entrar num café é dos nossos. Se entrar habitualmente, deixa de ser nosso para ser como os outros. Se fala com as pessoas é simpático, mas anda mal acompanhado. Se passa muito tempo em casa, não faz nada. E se vai à Igreja menos vezes que o padre antigo, só cá está para levar o dinheiro.
Os padres velhos são geralmente bons padres no sentido mais solidário que existe. Uns pobres padres. Já não fazem nada. Estragam tudo. Têm vícios. Há quem os abomine. E há quem os desculpe.
Os padres de meia-idade nem são uma coisa nem são outra. Não costumam ouvir gracejos ou piropos, mas também ninguém lhes dá o benefício da dúvida. São aqueles que aparentam a maturidade que precisamos no nosso padre, mas que já não conseguem engraçar, façam o que fizerem. Já não têm ponta para admirar e começam a cansar. É melhor vir outro antes que este chegue a velho.
Mas o que é um bom padre? Como se avalia?
Avalia-se pela quantidade de coisas que consegue fazer? Pela quantidade de coisas que consegue que outros façam? Pela forma como reza? Pela forma como faz rezar? Pelas vezes que se vê na rua? Pelas vezes que está em casa? Pelas vezes que vai à igreja? Porque bebe connosco? Porque não bebe? Porque tem personalidade? Porque é simples e humilde? Porque é sábio? Porque é culto? Porque é organizado? Pelas palavras que diz? Pela sua voz? Pelos sorrisos que dá? Pela qualidade da missa? Porque demora muito? Porque demora pouco? Pela sua criatividade? Pelas festas que faz? Pelos pulos que dá? Porque veste bem? Porque é bonito? Porque diz palavras sábias? Porque fala bem? Porque escuta melhor? Porque é novo? Velho? De meia-idade? Ou porque já se foi?
 
do Bloque Eu Padre

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publicado às 03:24

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