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A PAZ

por Zulmiro Sarmento, em 31.12.11

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publicado às 12:34

Oração para o Dia de Natal

por Zulmiro Sarmento, em 25.12.11
   

Eu queria um Deus resplandecente e forte,
que se impusesse aos poderosos
e que mudasse radicalmente o mundo,
e ele apareceu na fragilidade de um bebé,
dependente e indefeso,
nascido numa gruta de pastores
e deitado numa mangedoira de animais;

Eu queria um Deus que miraculosamente acabasse
com a injustiça e a hipocrisia,
que fizesse chover do céu a ordem,
o bem estar, a segurança
e ele apareceu na figura de uma criança
que os grandes rejeitaram
e que só os pobres, os simples,
os marginalizados acolheram;

Eu queria um Deus cujo poder atingisse
cada canto da terra,
que se impusesse aos projectos maquiavélicos
dos senhores do mundo,
que transformasse a história humana
com a força do seu braço
e ele nasceu numa pequena cidade sem história,
no seio de um povo pequeno e insignificante,
cuja voz nunca foi escutada
nos grandes areópagos
onde se discute o destino do mundo;

Eu queria um Deus exigente,
que não deixasse cada um fazer o que quisesse
e encontrei um Pai universal, paciente e bondoso,
com coração e com sentimentos,
capaz de compreender e desculpar
as falhas e as debilidades dos homens,
que nem castiga nem se vinga, mas perdoa sempre;

Eu queria um Deus que se impusesse,
que não nos deixasse fazer asneiras
nem conduzir o mundo
por caminhos de egoísmo e de sofrimento
e encontrei um Pai que sabe respeitar
as decisões de cada homem ou mulher,
que promove até ao fim a liberdade humana
e a respectiva responsabilidade;

Eu queria um Deus
que fosse solução eficiente e rápida
para todos os problemas e dúvidas
que inquietam o meu coração
e encontrei um Deus que não me dá respostas feitas,
mas me ensina a procurar,
no diálogo com os meus irmãos,
o caminho a percorrer;

Eu queria um Deus racional,
que eu entendesse à luz da minha lógica
e encontrei um Deus desconcertante,
com uma lógica estranha,
que parece privilegiar certos valores
que os homens desprezam
e desprezar certos valores que os homens amam;

Foi esse Deus, frágil, discreto,
desconcertante, cheio de amor
que, há cerca de dois mil anos, nasceu em Belém
e que hoje continua a querer nascer
no coração de cada homem ou mulher.

 

Padres dehonianos

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publicado às 03:15

A Igreja: obstáculo para a fé?

por Zulmiro Sarmento, em 22.12.11
ANSELMO BORGES 

por ANSELMO BORGES

 

O título em forma interrogativa desta crónica foi sugerido por uma afirmação cuja autoria não pertence a nenhum teólogo perigoso, mas ao próprio Papa Bento XVI, quando era simplesmente Joseph Ratzinger: "Hoje, a Igreja converteu-se para muitos no principal obstáculo para a fé." Afinal, apenas uma constatação. É verdade que, sem a Igreja, como se teria ouvido falar de Jesus e do Deus de Jesus? Mas, por outro lado, lá está o teólogo J. I. González-Faus a dizer que a Cúria é responsável por mais ateus do que Marx, Nietzsche e Freud juntos.

Já aqui apresentei as ideias fundamentais da mais recente obra de Hans Küng: Ist die Kirche noch zu retten? (A Igreja ainda tem salvação?). Retomo a questão, partindo de uma entrevista sua à SWR2, a propósito do livro.

A quem o acusa de ressentimento responde: "Não. Julgo que continuo a ser capaz de falar muito bem com o Papa pessoalmente. Continuamos a manter correspondência e ele sabe que a minha preocupação é simplesmente a Igreja, mas que tenho uma concepção diametralmente oposta à sua no que se refere ao caminho a seguir. Interessa-me ressaltar que não chegámos a esta situação através do Papa Ratzinger, mas como evolução a partir do século XI." Aliás, enviou o livro a todos os bispos alemães, e as reacções foram "cordiais", e também a Bento XVI, com "uma carta cortês", na qual expunha como a sua intenção é ajudar a Igreja. E Ratzinger, num "gesto positivo", fez-lhe chegar o seu agradecimento.

Como exemplo da crise que atravessa a Igreja apresenta o caso da sua própria comunidade na Suíça. Havia quatro padres, hoje não há nenhum. Há um diácono fantástico, mas ele não pode presidir à Eucaristia por não ter sido ordenado sacerdote, e não pode sê-lo, porque é casado. "É completamente absurdo. Temos de abordar uma série de pontos muito concretos: 1. o celibato tem de ser opcional; 2. as mulheres têm de ter acesso aos cargos eclesiais; 3. é preciso permitir que os divorciados participem na Eucaristia; 4. deve estabelecer-se comunidades eucarísticas entre as diferentes confissões cristãs, sem se ter de esperar outros 400 anos."

Quando se faz o diagnóstico, vai-se ter inevitavelmente à reforma gregoriana. "A doença é o sistema romano", cujo gérmen foi introduzido com a chamada reforma gregoriana de Gregório VII, no século XI. Foi aí que se introduziu o papismo, o absolutismo papal, segundo o qual uma só pessoa na Igreja tem a última palavra. Isso produziu a cisão da Igreja Oriental. Aí radica o predomínio do clero sobre os leigos e o celibato obrigatório. A Reforma não teve êxito. O Vaticano II tentou lutar contra a situação, mas, com os dois últimos Papas, entrámos no restauracionismo.

O sistema de domínio romano faz com que se publiquem permanentemente documentos, sem perguntar ao episcopado nem consultar ninguém. É como se a Cúria tivesse o monopólio da verdade da Igreja. E por que é que os bispos mantêm o silêncio? "Porque já foram seleccionados no contexto de compromissos prévios, porque na ordenação prestaram juramento ao Papa, porque não podem falar livremente."

Mas quem vai admitir hoje que "uma só pessoa reclame para si o poder legislativo, executivo e judicial sobre uma comunidade de mais de mil milhões de pessoas?" A palavra "hierarquia" (poder sagrado) não se encontra no Novo Testamento; o que aparece é "diaconia" (serviço). "Hoje reina uma estrutura medieval que, em princípio, só se encontra nos países árabes. Recorda-nos o comunismo: baseia-se no secretário de um partido único que decide tudo. O resto foi escolhido em função da sua lealdade à linha papal. O mesmo se passa com os bispos. Mas já nem na Arábia se aceita os autocratas."

E a terapia? Faz falta, em primeiro lugar, "voltar às origens". "É impensável que Jesus de Nazaré comparecesse numa cerimónia do Papa; ele não teria lugar. É simplesmente uma manifestação de poder pomposa e imperial, onde todos aplaudem e os senhores deste mundo participam para serem vistos e ganhar votos."

A Igreja tem de regressar ao Evangelho. "Reclamo uma Glasnost e uma Perestroika."

 

in Diário de Notícias

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publicado às 03:46

A nova alcunha do Governo

por Zulmiro Sarmento, em 21.12.11


 
 

A nova alcunha do Governo é 'LÁTINHA'... 

A gente anda pela rua, aponta para as portas fechadas e diz:

 
 
 

...... TINHA uma loja...

 
...... TINHA uma fábrica...
 
...... TINHA um armazém...
 
...... TINHA trabalhadores...
 
...... TINHA um sonho...
 
...... TINHA esperança...
 
...... TINHA uma escola...
 
...... TINHA um serviço de urgência...
 
...... TINHA esperança de dias melhores...



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publicado às 05:06

Não se esqueça do principal

por Zulmiro Sarmento, em 20.12.11

 


Conta a lenda que certa mulher pobre com uma criança no colo, passando diante de uma caverna escutou uma voz misteriosa que lá dentro lhe dizia:

- "Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal. Lembre-se, porém, de uma coisa: Depois de você sair , a porta se fechará para sempre.Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal..."

A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas.Fascinada pelo ouro e pelas jóias , pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental.A voz misteriosa falou novamente:

- "Você só tem oito minutos..."

Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou. Lembrou-se, então, que a criança ficara lá e a porta estava fechada para sempre!

O mesmo acontece, às vezes, connosco. Sempre temos uns oitenta anos para viver, neste mundo, nos adverte: "Não se esqueça do principal!" E o principal são os valores espirituais, a família, os amigos, a vida e, sobretudo, Deus.

Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais fascinam tanto que o principal vai sempre ficando de lado. Assim esgotamos o nosso tempo aqui, e deixamos de lado o essencial...os tesouros da alma.

Que jamais nos esqueçamos que a vida, neste mundo, passa rápido e que a morte chega de surpresa. E quando a porta desta vida se fechar para nós... de nada valerá as lamentações.

Portanto, que jamais nos esqueçamos do principal!
 
(Do blogue Zimbórios)

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publicado às 04:42

O Coro dos Hebreus. O canto da minha vida e da minha partida...

por Zulmiro Sarmento, em 19.12.11

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publicado às 04:50

Tema do 4º Domingo do Advento - Ano B

por Zulmiro Sarmento, em 18.12.11

A liturgia deste último Domingo do Advento refere-se repetidamente ao projecto de vida plena e de salvação definitiva que Deus tem para oferecer aos homens. Esse projecto, anunciado já no Antigo Testamento, torna-se uma realidade concreta, tangível e plena com a Incarnação de Jesus.

A primeira leitura apresenta a “promessa” de Deus a David. Deus anuncia, pela boca do profeta Natã, que nunca abandonará o seu Povo nem desistirá de o conduzir ao encontro da felicidade e da realização plenas. A “promessa” de Deus irá concretizar-se num “filho” de David, através do qual Deus oferecerá ao seu Povo a estabilidade, a segurança, a paz, a abundância, a fecundidade, a felicidade sem fim.
A segunda leitura chama a esse projecto de salvação, preparado por Deus desde sempre, o “mistério”; e, sobretudo, garante que esse projecto se manifestou, em Jesus, a todos os povos, a fim de que a humanidade inteira integre a família de Deus.
O Evangelho refere-se ao momento em que Jesus encarna na história dos homens, a fim de lhes trazer a salvação e a vida definitivas. Mostra como a concretização do projecto de Deus só é possível quando os homens e as mulheres que Ele chama aceitam dizer “sim” ao projecto de Deus, acolher Jesus e apresentá-l’O ao mundo.

 

Padres dehonianos

Agência Ecclesia

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publicado às 05:16

Abrir-se ao dom

por Zulmiro Sarmento, em 14.12.11

Recuperar a verdade do Natal é abrir-se ao dom, deixar que Cristo se forme em nós

OMP

Acende-se, neste tempo, a nostalgia nos nossos corações. E quando escrevo "nossos", estou a pensar em quantos ainda viveram um Natal religioso, familiar e feliz; afinal os que conheceram outra realidade diferente desta pressa anónima, irrefletida e comercial que hoje nos afoga.

Nostálgicos, exclamamos que "já não é como dantes". Estranhamente, porém, resignamo-nos, qual pedaço de esferovite perdido na corrente: apesar de flutuar, está decididamente rendido a uma força estranha!

Foi já há mais de uma dezena e meia de anos que me confrontei com um grito de alarme numa revista espanhola: "Roubaram-nos o Natal". Mas aonde nos levou esta constatação? Que reação provocou, para além do estranho sentimento de perda? Às indefinições que vivemos…

Sempre tive grande dificuldade em lidar com a resignação, mesmo quando ma apresentavam vestida de suposta virtude. Realmente, tenho medo de cobardias dóceis ou cómodas abdicações.

É por isso mesmo que defendo uma urgência: recuperar a verdade do Natal -- lavando-a de todas contaminações e "distrações", para usar a ideia expressa pelo Papa Bento XVI no Angelus do passado domingo.

Se o fizermos, torna-se natural o anúncio e a partilha da impensável notícia: "Deus amou tanto o mundo, que lhe deu o seu Filho unigénito".

Reconheça-se que muitos cristãos assim procedem, trabalhando para que os sinais do Amor não desapareçam das casas, das ruas e, sobretudo, dos gestos. Deparamo-nos, por isso, com exposições, presépios, estandartes às janelas e campanhas que levam ao encontro do outro - que é sempre o lugar de encontro com Deus. Mas são demasiados os embrulhados numa mera generosidade de coisas; ou em atitudes simplesmente protocolares, vividas com o desencanto de quem eterniza indiferenças, ainda que escritas sob o manto de "cordiais saudações"!..

Recuperar a verdade do Natal é abrir-se ao dom, deixar que Cristo se forme em nós. Sem medo, pois que quanto mais fugirmos de Deus, mais nos desumanizamos.

João Aguiar Campos

 

AGÊNCIA ECCLESIA

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publicado às 09:50

Tema do 3º Domingo do Advento - Ano B

por Zulmiro Sarmento, em 11.12.11

As leituras do 3º Domingo do Advento garantem-nos que Deus tem um projecto de salvação e de vida plena para propor aos homens e para os fazer passar das “trevas” à “luz”.
Na primeira leitura, um profeta pós-exílico apresenta-se aos habitantes de Jerusalém com uma “boa nova” de Deus. A missão deste “profeta”, ungido pelo Espírito, é anunciar um tempo novo, de vida plena e de felicidade sem fim, um tempo de salvação que Deus vai oferecer aos “pobres”.
O Evangelho apresenta-nos João Baptista, a “voz” que prepara os homens para acolher Jesus, a “luz” do mundo. O objectivo de João não é centrar sobre si próprio o foco da atenção pública; ele está apenas interessado em levar os seus interlocutores a acolher e a “conhecer” Jesus, “aquele” que o Pai enviou com uma proposta de vida definitiva e de liberdade plena para os homens.
Na segunda leitura Paulo explica aos cristãos da comunidade de Tessalónica a atitude que é preciso assumir enquanto se espera o Senhor que vem… Paulo pede-lhes que sejam uma comunidade “santa” e irrepreensível, isto é, que vivam alegres, em atitude de louvor e de adoração, abertos aos dons do Espírito e aos desafios de Deus.

 

Padres Dehonianos

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publicado às 05:06

BAPTIZAR SEM EVANGELIZAR?

por Zulmiro Sarmento, em 10.12.11
 
"Quem recusa a evangelização, quem recusa a  iniciação cristã que a catequese oferece, não tem qualquer direito a  receber o sacramento"
«Cristo enviou-me, não para baptizar, mas para evangelizar» (1 Cor, 1, 17)
Uma das situações mais desagradáveis que acontecem na vida de uma Paróquia, é quando no final das celebrações, aparecem na sacristia, como que ali caídas de paraquedas, umas pessoas que nunca ninguém viu, algumas nem paroquianas são e que vêm pedir sacramentos. Essas pessoas, são habitualmente “católicos” afastados, por vezes mesmo muito afastados da vida da Igreja e quase sempre, não existem as condições mínimas para que se lhes possa corresponder ao que pedem. Por mais que se lhes expliquem pacientemente as coisas, insistem, resistem e persistem teimosamente na sua: querem o sacramento! Porém, querem o sacramento, mas recusam a evangelização, recusam categoricamente qualquer proposta de catequese que lhes apresente.

Ainda há dias, se apresentaram três adultos e duas crianças: um casal que vive em união de facto com um filho de quatro anos para quem vinham pedir o Baptismo e uma senhora, casada civilmente, que se propunha ser madrinha e trazia com ela um filho de dez anos, que tinha sido baptizado e até tinha feito a primeira comunhão, mas já tinha abandonado a catequese. Quando foi dito à senhora que não poderia ser madrinha por a sua situação matrimonial não estar canonicamente regularizada, a senhora ficou muito espantada, pois entretanto já tinha sido madrinha quatro vezes em Paróquias que identificou. Interrogada se o filho de dez anos frequentava a catequese, respondeu que já tinha desistido. Convidada a criança a reingressar na catequese, a mãe protelou para o ano seguinte e a criança recusou liminarmente. É caso para perguntar como é que esta senhora foi e pretende voltar a ser madrinha de Baptismo, quando para o ser tem de prometer que está disposta a ajudar os pais da criança na missão de a educar na fé?!... Como pode ela prometer tal coisa em relação aos filhos dos outros, se não o faz com os seus próprios filhos, permitindo que uma criança de dez anos, decida que não quer ir à catequese e pronto, não quer, não vai!

Como vemos, a questão de ser padrinho ou madrinha vai muito para além da situação matrimonial de uma pessoa, pois se apesar dessa circunstância que pode ter muitas causas que deverão analisadas em concreto, a pessoa for um bom cristão, que eduque os seus filhos na fé, talvez até possa ser madrinha ou padrinho...

Aos pais da criança, face à idade da mesma, foi-lhes proposto que aguardassem que o menino completasse seis anos para então o inscreverem na catequese, e seria baptizado no contexto de um itinerário de iniciação cristã, por ocasião da celebração da primeira comunhão. Imediatamente a mãe recusou, pois, disse, se era para ser baptizado aos dez anos, então esperaria pelos dezoito e aí seria o próprio a fazer a sua opção, se queria ou não queria ser baptizado! O pai ainda aceitava que o filho fosse para a catequese aos seis anos, mas a mãe logo disse que não, pois não tinham tempo para o trazer, nem ao Sábado nem ao Domingo! Como compaginar esta confissão prévia de que a criança não iria ser educada na fé, nem sequer iria frequentar a catequese, com o compromisso que os pais assumem no dia do Baptismo dos filhos de que os irão educar na fé?!...

Face a estas situações, só podemos responder como São Paulo: «Cristo enviou-me, não para baptizar, mas para evangelizar» (1 Cor, 1, 17). Quem recusa a evangelização, quem recusa a iniciação cristã que a catequese oferece, não tem qualquer direito a receber o sacramento. O sacramento não é um ato mágico, nem tão pouco pode ser celebrado apenas porque é da tradição. Não nos podemos satisfazer em ser cristãos por tradição, temos de ser cristãos em permanente processo de conversão!

Por vezes certos pastores da Igreja tem dificuldade em dizer que não a estas pessoas, por pensarem que não estarão a ser suficientemente misericordiosos e baptizam apesar de tudo. Não podemos esquecer que muitos foram os que procuraram Jesus e lhes viraram as costas por não aceitarem as suas propostas, por exemplo o “jovem rico”. Quem hoje recusa a evangelização da Igreja, recusa a catequese, recusa a conversão interior, está igualmente a recusar Jesus. Que sentido faz dar-lhes um sacramento? O “jovem rico” foi embora e Jesus deixou-o ir!

Luís Galante
 

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publicado às 14:09

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