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João Paulo II: Caixão já foi trasladado para junto do túmulo de São Pedro

por Zulmiro Sarmento, em 30.04.11

 

Corpo vai ser exposto à veneração dos fiéis após a celebração da beatificação, no domingo

D.R.

Octávio Carmo, enviado da Agência ECCLESIA ao Vaticano

Cidade do Vaticano, 29 abr 2011 (Ecclesia) – O caixão de João Paulo II foi hoje retirado do seu túmulo e colocado junto ao de São Pedro, onde vai ficar até à manhã de domingo, anunciou o porta- voz do Vaticano.

Em conferência de imprensa, o padre Federico Lombardi referiu que os trabalhos “começaram esta manhã, por parte do pessoal da fábrica de São Pedro”, com a retirada da lápide de mármore, conservada intacta, a qual seguirá para Cracóvia, na Polónia, para ser colocada numa nova igreja, dedicada ao futuro beato.

Segundo o Vaticano, o caixão de Karol Wojtyla (1920-2005) permanecerá no piso inferior da basílica de São Pedro até ao final do rito de beatificação, sendo depois colocada à “veneração dos fiéis” em frente ao altar principal deste espaço.

Lombardi estimou que a trasladação definitiva para a capela de São Sebastião, onde o túmulo do beato João Paulo II irá ficar, tenha lugar no final da tarde da próxima segunda-feira, de forma privada, com a basílica fechada.

Esta capela fica localizada na nave da basílica do Vaticano, junto da famosa 'Pietà' de Miguel Ângelo.

Na breve cerimónia desta manhã participaram, entre outros, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, e o secretário particular de João Paulo II, cardeal Stanislaw Dziwisz.

No caixão, além da cruz e das armas do pontificado, está uma inscrição em latim identificando João Paulo II, com uma breve síntese da sua vida, incluindo datas de nascimento e de morte, para além da duração do seu pontificado.

O programa completo das celebrações ligadas à beatificação inicia-se a 30 de abril com uma vigília ao ar livre, no Circo Máximo de Roma, momento em que haverá uma ligação em direto a cinco locais de culto dedicados à Virgem Maria, em todo o mundo, incluindo o santuário de Fátima.

A missa da beatificação decorre na praça de São Pedro, a partir das 10:00 (menos uma hora em Lisboa), podendo os fiéis entrar, livremente, a partir das 05:00.

A beatificação foi anunciada a 14 de janeiro, depois da publicação do decreto que comprovava um milagre atribuído à intercessão de João Paulo II, Karol Wojtyla (1920-2005), relativo à cura da religiosa francesa Marie Simon-Pierre, que sofria da doença de Parkinson.

OC

ECCLESIA

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publicado às 03:34

O triunfo da memória

por Zulmiro Sarmento, em 29.04.11

Apresentar João Paulo II como modelo de fé e de espiritualidade é um apelo ao essencial, ao mais íntimo, ao que moveu poderosamente esta figura da Igreja Católica num tempo difícil

D.R.

A noite de 2 de abril de 2005, na qual João Paulo II morreu, aos 84 anos de idade, foi, pessoalmente, muito longa, cheia de trabalho, de cansaço, de sentimentos que se misturavam.

Depois de vários dias a seguir o progressivo agravamento do estado de saúde do Papa polaco, o desfecho era anunciado e mais do que previsível, mas só às 21h37 de Roma é que tantos e tantos se confrontaram com o final de um percurso de vida notável.

O Papa caminhou serenamente para a hora do adeus e o mundo acompanhou-o com a sua solidariedade e oração, numa prova suprema da universalidade desta figura incontornável.

Nenhuma cara seria tão familiar, no conjunto dos cinco continentes, como a de este homem de branco que recebeu milhões de pessoas no Vaticano – seja em celebrações litúrgicas, seja em audiências públicas e privadas -, e foi ao encontro delas, nos seus países, nas suas 129 viagens fora da Itália.

Milhares de milhões habituaram-se, por outro lado, à sua presença nos meios de comunicação social e foi através dos media que acompanharam o desenrolar do estado de saúde do Papa. Mais do que nunca, João Paulo II pareceu ser um familiar de homens e mulheres de todo o mundo, que assistiram ao agravamento das suas condições e ao anúncio do seu falecimento.

Ao muito material biográfico que estava preparado, no meio da azáfama de reações e comunicados que chegavam, acrescentei uma última linha, pouco profissional, por certo: “Hoje, 2 de abril, o último gigante do nosso tempo morreu no Vaticano”. Espero que os leitores não a tenham levado a mal.

Seis anos depois, a beatificação de Karol Wojtyla é um momento de memórias, muitas, lembrando as manifestações de tristeza e homenagem que, posteriormente, se foram transformando numa festa serena.

Apresentar João Paulo II como modelo de fé e de espiritualidade não é, obviamente, um atestado de perfeição à sua vida, mas é um apelo ao essencial, ao mais íntimo, ao que moveu poderosamente esta figura da Igreja Católica num tempo difícil da história da humanidade, apesar das suas limitações e dos seus erros. E é um momento especial para aqueles que o conservam na memória, como se nunca fosse partir.

Octávio Carmo

ECCLESIA

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publicado às 10:24

Beber na Fonte de Taizé

por Zulmiro Sarmento, em 28.04.11

 

D.R. | Tony Neves

Oração. Comunidade. Sinos. Partilha. Encontro. Natureza. Simplicidade. Voluntariado. Alegria. Cânticos. Silêncio…São algumas das palavras que ecoam no coração de quem passa uma Semana Santa em Taizé, esta ‘colina da Paz’ situada na Borgonha, não muito longe de Lyon, na França. Eram 5 mil jovens, 500 portugueses, em manhã de Páscoa.

Foi nesta aldeia que o Irmão Roger fundou uma comunidade monástica que acolhe, ano após ano, dezenas de milhar de jovens (e menos jovens) das origens mais diversificadas, mas todos à procura de um sentido para a sua vida. O ‘fenómeno Taizé’ assenta num estilo de oração meditativa enraizada no canto e no silêncio. Foi lá que um grupo de Jovens Sem Fronteiras viveu a Semana Santa e a Páscoa.

 

A Comunidade

São cerca de 100 Irmãos, vindos de 30 países. Pertencem a diversas Igrejas Cristãs e vivem em contexto ecuménico. Há Fraternidades na Coreia do Sul, no Bangladesh, no Brasil, no Senegal e no Quénia. Vivem do seu trabalho, de forma simples, acolhendo jovens e menos jovens que pretendam fazer uma experiência de espiritualidade. Organizam as ‘Peregrinações de Confiança sobre a Terra’ e os Encontros Continentais de Taizé. Alguns irmãos têm a missão de fazer visitas através do mundo para partilhar a experiência orante e ecuménica de Taizé.

 

Quem vem a Taizé?

O Irmão John tenta responder: jovens e menos jovens de todo o lado, com caminhadas eclesiais muito diversas, mas todos á procura de aprofundar a sua fé ou o sentido da sua vida. Uns chegam por ‘contágio’, outros por ‘curiosidade’. Querem, como sugeriu João Paulo II, beber da ‘fonte’, para saciar a sede de Deus e de reconciliação e, desta forma, continuar o seu caminho.

 

Ao toque dos sinos… a Oração

Em Taizé são os sinos quem comanda o ritmo do dia a dia. Ou melhor, é a oração. Às 8h15, às 12h30 e às 20h30, tudo para em Taizé e todos os caminhos vão dar á grande Igreja da Reconciliação. Sentados no chão, os jovens vão, em silêncio, esperando a chegada dos Irmãos. Tudo o que se faz em Taizé encaixa-se neste ritmo e neste horário. Quem vai a Taizé sabe que, nestas horas, não há mais nada, porque na Igreja se vive o essencial. A Oração é a alma, o coração da vida desta Comunidade e de quantos com eles partilham uns dias de vida.

A oração segue a tradição monástica, com textos bíblicos, cânticos simples, preces e silêncio. O que mais impressiona e deixa marcas é sentir a serenidade e profundidade de alguns minutos em que estamos num Igreja cheia de jovens sentados, onde se escuta apenas a voz interior do silêncio.

Na Igreja tudo é simples: os jovens sentam-se no chão, a decoração é feita de ícones espalhados pelas paredes e, no fundo, estão aqueles panos laranja que lembram uma tenda, há tijolos no chão e há velas acesas. Tudo tão simples, tão denso e tão belo.

 

Simplicidade

É uma imagem de marca de Taizé. Os jovens chegam á colina vindos de sociedades e famílias onde a abundância e o desperdício são habituais, mas ali há uma aposta clara no essencial: o alojamento em camaratas ou tendas; a alimentação simples, servida ao ar livre e tendo como apoios um prato, uma malga e uma colher; uma Igreja onde não há bancos; reflexões e workshops ao ar livre ou em espaços cobertos. Há um esforço de concentração no que é fundamental: a relação com Deus, a fraternidade e espírito de partilha entre todos.

Ali todos se entendem. O ‘babel’ da confusão, cedo dá lugar ao ‘Pentecostes’ de todas as línguas. O grito pascal ‘Cristo ressuscitou verdadeiramente’, dito pelo prior em todas as línguas dos participantes (quase 30 em 2011), mostra a riqueza da diversidade e como é simples partilhar a vida mesmo quando a nossa língua e a nossa Igreja são diferentes das dos outros com quem partilhamos alguns dias de vida.

 

Voluntariado

Taizé não tem funcionários. Tem a Comunidade dos irmãos, tem voluntários permanentes e conta com a colaboração de quantos ali estão. Assim se garante o acolhimento, a limpeza e manutenção de todos os espaços, a confeção e distribuição dos alimentos, a realização dos encontros temáticos e workshops, a acomodação e manutenção de um ambiente de silêncio na Igreja, a disciplina em todos os espaços e apelo ao cumprimento dos horários (levantar, deitar, participação nas orações, trabalhos de grupo de reflexão…). Também são os voluntários que asseguram o funcionamento do ‘Oyak’, um espaço de confraternização onde se pode comprar alguns bens alimentares e onde se pode cantar, dançar, beber um café ou até uma cerveja.

São os voluntários, como extensão da Comunidade, quem permite o funcionamento das atividades a preços tão baixos, fazendo uma experiência gratificante de serviço aos outros.

 

Partilha com alegria

A partilha faz-se nos pequenos grupos de reflexão, nas filas para as refeições, nos momentos livres, no Oyak. Faz-se a partir dos textos escolhidos da Bíblia e das Cartas do Prior da Comunidade (este ano o irmão Alois escreveu a Carta do Chile). Sempre com um sorriso nos lábios. Mesmo quando se mandar fazer silêncio na Igreja, se vai mandar deitar os que fazem confusão à noite ou levantar os que parecem não alinhar na Oração ou Reflexão, sempre se adverte de forma simpática e sorridente. A última Carta de Taizé tem por título: ‘Uma opção pela Alegria’, focada na alegria de viver que deve caracterizar os cristãos.

 

Semana Santa e Páscoa

É especial na Colina de Taizé. Eram 3 mil a que se juntaram mais 2 mil para a Páscoa. A oração marca o ritmo, mas são importantes os tempos de reflexão com um Irmão e, depois, em pequenos grupos.

Na Quinta Feira Santa houve a Eucaristia do Lava-Pés. A Sexta-Feira foi marcada pelo respeito pela morte de Cristo. Às 15h tocaram os sinos e tudo parou num silêncio que invadiu a colina. Neste dia o Oyak fechou e a Adoração da Cruz durou até às 6h30 da manhã de sábado, sempre com fila de jovens à espera da oportunidade de tocar na cruz e rezar.

A grande festa da Luz e da Ressurreição foi a Eucaristia do Domingo de Páscoa que terminou com o grito ‘Cristo Ressuscitou Verdadeiramente’, proclamado em todas as línguas dos participantes na Celebração.

 

Irmão Alois, Prior

Foi o sucessor do irmão Roger como Prior desta Comunidade. Alemão de origem católica, dá continuidade às grandes intuições do Fundador. Na sua Mensagem de Páscoa, lida na Terça-Feira Santa, na véspera de partir para Moscovo, onde viveu a Páscoa em contexto Ortodoxo, O irmão Alois falou da importância simbólica desta ‘Peregrinação a Moscovo’ com 240 jovens de 26 países. Partilhou o seu encontro com Bento XVI que lhe disse que era muito importante o que se faz em Taizé e considerou o irmão Roger um ‘homem santo’. Convidou todos os jovens a participar no Encontro de fim de ano que se vai realizar em Berna.

 

E depois de Taizé?

Depois, foi a alegria associada às lágrimas do adeus, ou melhor, do ‘até breve’, pois Taizé continua, nas Igrejas locais, nas vidas de cada um. Na hora do regresso, os jovens são convidados a continuar a aprofundar esta dupla amizade a Deus e a todas as pessoas. Taizé pretende promover a criação de uma rede de amizade que ajude a construir a unidade dos cristãos e seja um sinal de paz para um mundo tão injusto e tão dividido.

Os irmãos de Taizé estarão nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Madrid, de 15 a 20 de agosto, na Basílica Hispano-Americana de la Merced, próximo do Paseo de la Castellana (Metro: Nuevos MInisterios).

Tony Neves

ECCLESIA

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publicado às 05:48

JOÃO PAULO II

por Zulmiro Sarmento, em 27.04.11
É o Senhor Deus do universo. Assim dizemos, louvando e bendizendo. Alguns diariamente o fazem. Outros, aos domingos, outros, uma vez por outra. Outros, nem se lembram disso.
        Nestes dias tudo nos fala da santidade. Não há órgão de comunicação social que não fale da santidade do papa João Paulo II. Toda a sua vida foi revelada, explicada, comentada nos jornais e revistas, rádios e estações televisivas. Todos estarão virados para a grande simpatia que o mundo teve por aquele homem que veio da Polónia.
 Foi o homem forte – quebra-gelos da guerra-fria. Depois, eleito papa, arredou da frente – para usar uma expressão muito nossa – retirou as barreiras e meteu-se por todo o mundo: “ide por todo o mundo, anunciai a Boa a Nova a toda a criatura”. Levou à letra as palavras do Mestre.
        O resultado foi uma onda de simpatia pelo papa, como nunca se tinha visto. Os banhos de multidão multiplicaram-se pelos quatro cantos da terra. Tudo parecia que a barca de Pedro estava cada vez mais firme e viva no mar encapelado das nações, algumas em conflito permanente, outras envolvidas em ameaças sectárias de nacionalismos, confissões exacerbadas e fundamentalistas.
        O resultado foi uma aclamação enorme de santidade súbita logo após a sua morte. No dia 1 de Maio próximo, será proclamado Beato.
        Ninguém sabe nem arrisca das consequências seguintes. O que irá acontecer, seja no dia a dia dos crentes, nas suas práticas diárias, nas suas devoções ao beato João Paulo, seja no confronto com a História que não se paga facilmente. Neste momento, ninguém arrisca a dizer mais. O que virá depois será a confirmação da evidência ou não dos factos ocorridos, e as dúvidas que entretanto irão prevalecer.
        E é da História que agora importa estar atento. Com João Paulo II e depois com Bento XVI, as grandes manifestações que envolveram aquelas duas figuras não terão sido as sementes de frutos duradoiros, como muitos esperavam. Foram antes momentos grandes, de sensibilidades efémeras, e pouco mais. Depois da euforia, veio a acalmia e tudo voltou ao que era.
 João Paulo II, quando chegava a uma terra distante, descia da escada do avião e beijava a terra que pisava pela primeira vez. Bento XVI descia, e logo se colocava o tapete colorido de escarlate, para colocar os pés e prosseguir.
Estas duas imagens perduram no tempo. Dirão alguns que são estilos. Talvez. Um veio do meio operário comunista, o poder está no povo; o outro do meio imperial alemão, o poder vem de cima. Cada um é outro Cristo na terra. (Alter Cristus). Os afectos são legítimos, não se discutem.
A santidade é atributo de quem faz bem sem saber a quem. É o povo que decreta a santidade, pois é ele – o povo – que faz os seus santos.
Nesta onda de “santidades” – nunca se proclamaram tantos santos como nos últimos anos – a primeira questão que se levanta, são os outros que ficam à espera da sua vez. Que já existem, e também são aclamados pelo povo. O Vaticano sabe disso, mas entende que são outros os caminhos que levam à santidade, e que há motivos que não convém aprovar. Por isso a santidade é também motivada por afectos e desafectos dos homens do poder. Nem tudo são transparências.
Nas Américas centrais já se venera São Óscar Arnulfo Romero, Pastor e Mártir, martirizado em plena missa pelos inimigos do evangelho. O povo já se encarregou de lhe chamar santo, e assim vai praticando a sua fé. O mesmo por terras brasileiras com D. Hélder Câmara, defensor dos mais pobres e grande animador da não-violência.
O tempo presente parece ir mais no sentido do culto da personalidade – a papolatria. Uma linha medieva que renasce na defesa do castelo. Quando Roma fala, todos se calam. Os novos tempos, de frágeis aparências, assim o exigem. Mas o Povo de Deus, por sua vez, continua a louvar o Senhor que é três vezes santo. Os outros santos serão sempre condicionados pela própria condição humana dos detentores do poder, que tem, na santidade decretada, uma das suas maiores forças.
É o Povo de Deus que faz os seus santos. Parece ser esse o caminho que todos entendem.
Santo, santo, santo, é o Senhor Deus Ressuscitado. Boas festas da Páscoa.
 
Manuel Emílio Porto (altodoscedros.blogspot.com)
       

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publicado às 06:12

Eleições: Cristãos têm «obrigação de votar», considera bispo de Angra

por Zulmiro Sarmento, em 26.04.11

D. António de Sousa Braga recusa «alinhar na crítica fácil e generalizada da Política»

Angra do Heroísmo, Açores, 26 abr 2011 (Ecclesia) – O bispo de Angra considera que o “cristão esclarecido e comprometido sente a obrigação de votar”, não deixando “que sejam outros a escolher por si”.

Na Mensagem de Páscoa a que a Agência ECCLESIA teve acesso, D. António de Sousa Braga salienta que “a sociedade civil tem de ser mais viva”, dado que “nem tudo depende dos Governos”.

“Precisamos de cidadãos ativos e intervenientes, que sejam parte da solução dos problemas que enfrentamos com a presente crise”, salienta o prelado, para quem o contributo dos católicos para “fazer surgir e consolidar uma sociedade mais justa e fraterna” deve expressar-se no quadro da Doutrina Social da Igreja.

Depois de referir que as eleições para a Assembleia da República, marcadas para 5 de junho, constituem “o momento próprio” para exercer a “cidadania ativa”, o texto salienta que não se deve alinhar “na crítica fácil e generalizada da Política”, por se tratar de “uma atividade ‘nobre’ de serviço ao bem comum”.

“Como em tudo, há atores bons e outros menos bons. As eleições são o momento certo para escolher”, refere o documento, onde António de Sousa Braga sustenta “que as dificuldades do momento presente podem ser oportunidades de crescimento”.

Para o bispo de Angra, diocese com sede na ilha Terceira, a ressurreição de Cristo, celebrada no domingo de Páscoa, torna possível “olhar o futuro com esperança” (frase que dá título à mensagem), ao mesmo tempo que compromete os católicos na construção da “Justiça”, “Amor e Paz”.

A Páscoa oferece uma “esperança certa”, e não apenas “mera probabilidade, nem sonho visionário de quem não tem em conta a realidade ou ingenuidade de quem não vê os problemas”, salienta o texto.

Entre o domingo de Páscoa, que celebra a ressurreição de Cristo, e 12 de junho (dia de Pentecostes, palavra de origem grega que significa “cinquenta dias”), a Igreja Católica vive o “Tempo Pascal”, o período mais significativo do seu calendário litúrgico.

RM

 

ECCLESIA

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publicado às 21:30

FACE4JESUS

por Zulmiro Sarmento, em 25.04.11

Página da internet convida cristãos a construírem o rosto de Cristo com a própria fotografia

D.R.

Lisboa, 24 abr 2011 (Ecclesia) - Foi hoje lançado o site www.face4jesus.com, onde cada pessoa pode construir o rosto de Cristo com a própria fotografia, usando o seu perfil do facebook ou carregando um ficheiro com a sua fotografia.

O projeto face4jesus é uma iniciativa da Terra das Ideias que convida os cristãos a “dar a cara pela ressurreição de Jesus”.

“Os cristãos são chamados a dar a cara pela ressurreição de Jesus, usando o seu perfil do Facebook ou carregando uma fotografia sua do computador”, esclarece a Terra das Ideias num comunicado enviado à Agência Ecclesia.

O nome do projeto indica também o objetivo que levou esta empresa de comunicação a lança-lo neste dia de Páscoa: dar a face por Jesus, afirmando-se como testemunha da sua ressurreição.

Criado por iniciativa da Terra das Ideias, este projeto conta com a parceria da Ecclesia, da Diocese do Porto e do lent2face (grupo de partilha da Quaresma no Facebook).

O projeto é lançado em espanhol, francês, italiano, inglês e português com o objetivo de reunir faces de todo o mundo na afirmação de um rosto de Cristo ressuscitado.

“A organização espera agora que os cristãos neste tempo pascal tão importante, adiram e divulguem a iniciativa” e, no site www.face4jesus.com,  “deem a face por Jesus”, sublinha o comunicado enviado à Agência ECCLESIA

PR

 

ECCLESIA

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publicado às 12:49

Tema do Domingo de Páscoa - Ano A

por Zulmiro Sarmento, em 24.04.11


A liturgia deste domingo celebra a ressurreição e garante-nos que a vida em plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto.
A primeira leitura apresenta o exemplo de Cristo que “passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, Se deu até à morte; por isso, Deus ressuscitou-O. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os homens.
O Evangelho coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da vida nunca podem ser geradores de vida nova; e a do discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta (a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira).
A segunda leitura convida os cristãos, revestidos de Cristo pelo baptismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova até à transformação plena (que acontecerá quando, pela morte, tivermos ultrapassado a última barreira da nossa finitude).

ECCLESIA, padres dehonianos

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publicado às 01:00

SÁBADO SANTO É TEMPO DE...

por Zulmiro Sarmento, em 23.04.11

 

Hoje é o dia do Silêncio. O tempo parece suspenso. Jesus está morto. Mas não é o tempo do desespero. Jesus morreu. Mas a esperança não acabou. Foi colocada na terra, como semente, aguardando a Primavera da Ressurreição.

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publicado às 01:04

Crucifixos no ‘pátio dos gentios’

por Zulmiro Sarmento, em 22.04.11

 

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos decidiu, no final da semana passada (mais precisamente a 18 de Março, vésperas do dia de São José), que o uso de crucifixos nas salas de aulas não viola o direito à educação nem colide com a liberdade de os pais darem a educação que acharem mais correcta para seus filhos.

A decisão de quinze dos dezassete juízes deu, assim, razão ao governo italiano, que em Janeiro do ano passado tinha apresentado um recurso contra uma deliberação do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos de Novembro de 2009. Nessa altura o tribunal, com sede em Estrasburgo, tinha dado razão a uma italiana de origem finlandesa que defendia serem os crucifixos nas escolas uma violação do direito a educar os filhos de uma forma laica.
Por outro lado, decorreu, no final da semana passada (24 e 25 de Março), em Paris, o primeiro encontro internacional do ‘Pátio dos Gentios’, estrutura do Vaticano para o “diálogo entre crentes e não crentes”. Servindo-se de uma figura do Templo de Jerusalém onde podiam entrar todos os homens, crentes ou não crentes/pagãos, judeus ou gentios, esta iniciativa da Santa Sé pretende abrir ao diálogo entre as várias culturas, povos, línguas e nações.
Tentamos agora abordar estas duas questões com horizonte...

1 - Diálogo como forma de estar
O ‘Pátio dos gentios’ insere, no século XXI, num processo decorrente do Concílio Vaticano II, mas que alguns cristãos/católicos nem sempre têm entendido correctamente... como se ainda estivessemos em maré de cristandade.
A escolha de Paris para realizar este primeiro momento do ‘Pátio dos gentios’ é simbólica pela diversidade cultural que significa e pelas entidades que chamou a participar: Unesco (cuja sede está na capital francesa), a universidade de Sorbonne e o Instituto católico de Paris... em ordem a discutir, no mundo da cultura, as ‘Luzes, religiões e razão comum’.
Não podemos esquecer que foi da cultura francesa – concretamente a sua revolução de 1789 – que muito mudou no mundo. Também a miscigenação de culturas está patente no espectro sócio-político francês e, por arrastamento, europeu.
A curto prazo – neste ano de 2011 – outras iniciativas decorrerão: colóquios – da Primavera, em Bolonha e de Outono, em Estocolmo; escrita, em comum, de peças de teatro ou a construção de obras de arte, os encontros entre povos que saíram do ateísmo de Estado e procuram novos caminhos, na Albânia.
Quando alguns se entretêm com minudências e tricas, haja quem tenha horizontes e discuta-se o que é essencial e dá razões para viver... dignamente.

2 - Sinais comprometedores
Quem tem medo do crucifixo? Por que fazem tanta questão de o retirarem das escolas? Será por vergonha ou por incómodo? Por que se fez tanto barulho para a retirada dos crucifixos e agora tudo passa despercebido? Foi por que a decisão foi desfavorável aos agnósticos e laicos? Até onde irá o cinismo dos descrentes? Não lhe faltará cultura democrática para tentarem impôr as suas ideias sem acatarem as outros outros?
O crucifixo faz parte da nossa cultura ocidental. Por isso, seria uma aberração termos de submeter-nos à ditadura capciosa de certos democratas... sem memória nem cultura.
Temos de saber estar neste mundo avesso à noção de Deus – excepto se esse for ele mesmo e os seus apaniguados – e sabermos alicerçar as razões da nossa esperança, pois não basta usar ou apresentar o crucifixo como se fosse um adereço supersticioso, mas antes ele terá de ser um sinal de compromisso para assumirmos a fé que professamos e pela qual damos a cara... mesmo que nela nos batam por causa de Jesus.

Está na hora de levarmos para o ‘pátio dos gentios’ o sinal da cruz e a cruz como sinal de vida e de vitória!

A. Sílvio Couto
(asilviocouto@gmail.com)


Agência ECCLESIA

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publicado às 04:54

Rostos da nossa vida... na Paixão de Jesus

por Zulmiro Sarmento, em 21.04.11

 

Neste tempo de proximidade à Páscoa e perante as múltiplas ‘figuras’ – essa espécie de simbologia que diz e nos interroga – com que nos temos de nos confrontar…como que sentimos os vários rostos da vida numa denúncia e aferição às linguagens da Paixão de Cristo no hoje da nossa vida.

Anunciamos, apresentamos e enunciamos os seguintes rostos: angústia e agonia (Judas); traição e vergonha (Pedro); troça e provocação (Pilatos); força em fraqueza (Cireneu); compaixão... feminina (mulheres/Mãe); arrependimento... e perdão (condenados); serenidade…e silêncio (sepultamento).

* Em angústia pela agonia (Judas)
No contexto da agonia, no Jardim das Oliveiras, Judas representa todos quantos se insinuam para ser instrumento do mal: ele negoceia a ‘venda’ de Jesus, ele aceita o ‘preço’ pela entrega de Jesus, ele faz-se intermediário da vergonha em ser cúmplice para a morte de Jesus… ontem como hoje.
De facto, no Jardim das Oliveiras, Jesus sente a amargura dos desprezados, dos abandonados e dos esquecidos... A oração que Jesus faz a Deus, seu Pai, é de angústia, não por só si, mas sobretudo pela humanidade.
Com Jesus sentimos quantos nesta hora estão em agonia: no leito de dor e de sofrimento; os que estão ou se sentem abandonados; os que vivem sem a mínima dignidade… ao perto ou longe de nós.
Na traição de Judas sentimos a traição de tantos membros da Igreja, que não constroem a comunhão.
Na traição de Judas sentimos ainda a traição de quantos trocam os gestos de carinho por atitudes de malícia.
Na traição de Judas sentimos ainda mais a traição de tantos cristãos que se envergonham da sua fé!

* Em negação e vergonha (Pedro)
Pedro, sentindo o coração a bater pelo Mestre, segue-o à distância. Pedro introduz-se no pátio onde decorre o processo de Jesus. No entanto, Pedro é reconhecido como discípulo de Jesus, mas ele rejeita que o associem a Esse que está a ser julgado! Pedro nega Jesus, envergonhando-se d’Ele, não se assumindo como discípulo de Jesus.
A negação de Pedro surge, por isso, como um acto de negação do Mestre e até dos outros discípulos em dispersão...Mas o galo acorda-o! Então, Pedro chora. As lágrimas cruzam-se com o olhar de Jesus e exprimem o seu arrependimento.
Nas negações de Pedro estão representados todos os escândalos dos responsáveis da Igreja.
Nas negações de Pedro estão presentes os maus testemunhos que damos em Igreja.
Nas negações de Pedro e no seu arrependimento estão assumidos os pecados de toda a Igreja em caminho neste mundo.

* Diante da troça e pela provocação (Pilatos)
Jesus, no contexto do seu processo, como que serve de joguete entre as autoridades judaicas. Os soldados escarnecem d’Ele. O seu rosto está ensanguentado, as suas roupas são-lhe arrancadas, nas mãos colocam-lhe uma cana, na cabeça põem-lhe uma coroa de espinhos... E Jesus continua em silêncio como o «servo de Iavé», esperando a hora da prova final.
Jesus torna-se, de algum modo, o retrato de todas as situações de troça, sobretudo, as mais agravadas pela desumanidade da nossa história, tanto do passado, como do presente e até para o futuro.
Em Jesus podemos perceber um pouco o ar de troça com que tantos dos cristãos são tratados nos mais diferentes meios: sociais, políticos, profissionais e até religiosos. A troça continua a fazer vítimas à nossa volta…
Depois de ter sido feito o julgamento, segue-se o carregar a cruz, que se torna o lugar de execução da sentença. Eis o «homem das dores» com um passo seguro, carregando a cruz – sinal de martírio, símbolo da humanidade pecadora e força de salvação! Jesus abraça a cruz, fazendo dela um instrumento de entrega, de amor e de vida com sentido!
Jesus sente naquela cruz o sofrimento de quantos até Ele sofreram e depois d’Ele continuaram a sofrer!
A cruz de Jesus é sinal de mais amor, de mais vida, de mais entrega... ao Pai e a todos os homens até ao fim dos tempos.
A cruz de Jesus é força de salvação, hoje e para sempre.

* Da fraqueza que se faz força…de ajuda (Cireneu)
O peso da cruz é repartido, no caminho do Calvário, com Simão de Cirene, que regressa do seu trabalho, sendo, de algum modo, obrigado a tomar a cruz, ajudando Jesus a subir ao Calvário.
Simão Cireneu ajuda aquele condenado à morte, participando nos seus sofrimentos e carregando a sua cruz, torna-se um modelo para os discípulos de Jesus de todos os tempos.
No caminho do Calvário já não vai um condenado sozinho, mas alguém que o ampara, fortalece e anima. Em Simão Cireneu está simbolizada toda a ajuda aos mais fragilizados da nossa sociedade e da Igreja. Naquele rosto em ajuda podemos ver a força da compaixão de uns para com os outros…em voluntariado ou profissionalmente.

* Compaixão… feminina (mulheres/mãe)
No caminho do Calvário Jesus tem um novo encontro: umas mulheres choram e se lamentam por Ele. As lágrimas daquelas mulheres apresentam um misto de consolo e de compaixão. Aquelas mulheres de Jerusalém aproximam-se de Jesus com desejo de O consolar, levando àquele condenado... uma réstia de compaixão. No entanto, Jesus quer que olhem para Ele, sobretudo, como alguém que chama à conversão de vida pessoal e familiar.
A tradição coloca também Maria, a Mãe de Jesus – mulher das Dores, a compartilhar a dor de Se Filho: o coração de Mãe consola o Filho, fazendo-se presente às dores de todos os filhos de tantas mães que sofrem… hoje.
A força da caminhada de Jesus vem-Lhe da meta, sendo as várias etapas percorridas de olhos postos no projecto de salvação que Deus Pai Lhe confiou.

* Arrependimento pelo perdão… dado e recebido (condenados)
No diálogo da cruz, encontramos dois extremos sobre a compreensão do sofrimento, tipificado em cada um dos ‘malfeitores’: um revolta-se, reivindica e faz exigências; o outro reconhece-se culpado, arrepende-se e pede perdão… a si mesmo, aos outros e a Deus.
Nesta etapa da paixão de Jesus, vemos como é grande o mistério de Deus e o do homem, pois, ao reconhecer as suas limitações, o homem abre-se ao divino, enquanto Deus se faz atento ao arrependimento humano.
De facto, Deus torna-se próximo de quem se arrepende, apresentando-lhe a recompensa eterna e toda a força que se derrama de um coração disposto a deixar-se tocar pelo arrependimento sincero e humilde.

* Da serenidade… ao silêncio (sepultamento)
Na hora da morte física, Jesus invoca Deus seu Pai! A sua missão, de forma terrena, está prestes a terminar. Num acto de entrega total, Jesus abandona-se à condução de Deus seu Pai!
Ao contemplarmos Jesus na cruz, sentimos o progressivo desenrolar da Sua dádiva de amor, que vai ao máximo de nos dar o seu Espírito… suspirado sobre nós, na Cruz!
Deus fala-nos pela serenidade de Jesus, por Jesus e com Jesus! Agora sentimos que Jesus Se deu todo e para todos… e por toda a eternidade.
Efectivamente, consumado o drama da Paixão e da Morte de Jesus, está na hora de recolher tudo o que ficou daquela vivência… intensa e trágica.
No silêncio que se derrama sobre a Terra, está retractada a nossa consciência de pequenez e de abandono… como em Jesus.
- Agora vemos que os amigos influentes tentam resguardar o corpo de Jesus.
- As autoridades respiram de alívio e consentem nos desejos manifestados.
- As mulheres tratam de embalsamar o corpo morto de Jesus.
- Alguns discípulos depositam o corpo de Jesus num sepulcro novo.
- Os onze fogem e refugiam-se no cenáculo. Tudo parece ter acabado! Deus está em silêncio... profundo!

Pela paixão, morte e ressurreição de Jesus fazemos, hoje, a nossa caminhada de ressuscitados em Igreja, como Igreja e pela Igreja.

António Sílvio Couto
(asilviocouto@gmail.com)


Agência ECCLESIA

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