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Os casos de pedofilia na Igreja... A minha reflexão

por Zulmiro Sarmento, em 30.04.10

Os meus queridos leitores conhecem muitos sacerdotes. Conhecem algum pedófilo? Sabem de algum que seja abusador de crianças?
A pergunta vem a propósito desta cachoeira de notícias que os canais de televisão, as revistas semanais e os jornais diários, portugueses e estrangeiros, têm vindo a enviar-nos... repetidas e exploradas de um modo insistente, às vezes doentio, uma e outra vez.
Quem lê e ouve essas notícias, se não estiver bem avisado e prevenido, até conclui que a pedofilia entre os membros do clero é um mal generalizado e sem remédio. Nem me admira até que os pais católicos, com receio de que os seus filhos sejam abusados pelos seus párocos, pensem, uma e outra vez, se poderão ou deverão deixar as suas crianças e os seus adolescentes à igreja e a catequese! A dar-se crédito aos jornalistas e a alguns comentadores, o caso não é para menos!
Segundo consta, é verdade que existiram abusos sexuais de crianças e adolescentes por parte de alguns padres em alguns países e, pelo que se diz, não foram poucos e duraram tempo de mais. As últimas notícias falam-nos de 130 padres pedófilos conhecidos no mundo, só nos últimos 10 anos. Não há dúvida nenhuma que isto é uma vergonha! O comportamento destes padres é uma enormíssima mancha na Igreja de Jesus: a nossa querida Igreja!
Mas, generalizar a culpa e estender o labéu aos ministros da Igreja toda, como parecem fazer alguns jornalistas da nossa praça e muitos comentaristas de blogs e de face books…é um grave e indesculpável abuso que eu quero repudiar vivamente.
Que percentagem de sacerdotes no mundo cometeram ou cometem o crime e são abusadores de crianças?
Porque se fala tanto e com um especial acinte dos “pecados da Igreja” e das “culpas do Papa”? Por detrás deste acinte, não estará uma tentativa de denegrir a igreja e descredibilizar o papa, por parte de um “laicismo vesgo” que pretende eliminar a Fé e a Religião das nossas sociedades europeias e impor um “relativismo” sem peias e sem razão?
Uma Igreja que se declara corajosamente a favor da Vida e da Família é uma forte obstáculo a quem defende o aborto, a eutanásia, o casamento de pessoas homossexuais e pretende instaurar no mundo uma sociedade sem princípios e sem valores. Há que descredibilizá-la. Há que tirá-la do combate. E esta é uma oportunidade a não perder!
Não ponho em causa as denúncias e as notícias verdadeiras. Quando os jornalistas são honestos, correctos e verdadeiros, prestam um grande serviço ao mundo e também à Igreja. Coisas destas não podem ficar encobertas. Mas, da parte dos senhores jornalistas e dos muitos “comentadores de lareira”, gostaria de ver também igual preocupação com os milhões de bebés que, ainda mais indefesos, são todos os dias trucidados antes de abrirem os olhos e lançados aos baldes do lixo, nas clínicas dos nosso e dos outros países “evoluídos” deste nosso mundo. Em relação a esses, infelizmente, calam-se como se de coisa normal e virtuosa se tratasse.

O facto e as notícias relacionadas com o tema sugerem-me entretanto mais algumas observações que gostaria de partilhar com os meus leitores.

1.—Ninguém tem dúvida de que actos de pedofilia, cometidos seja por quem for, são pecados gravíssimos perante Deus e crimes indesculpáveis perante o mundo. São vergonhosas aberrações da natureza humana. Merecem todo o nosso repúdio e toda a nossa condenação.

2.—Quanto às acusações de que a igreja tem vindo a ser alvo, direi que ninguém está, nem pode estar, imune a críticas e a denúncias, sobretudo quando estão em causa a dignidade e o pudor de pessoas inocentes, frágeis e indefesas. A Igreja Católica também não. De modo algum. A Igreja não pode nem deve armar-se em vítima. Se alguém claudica, e desta maneira, pode e deve ser posto em causa. Seja padre, seja bispo ou seja papa. A Igreja e os seus ministros têm a obrigação de ser as primeiras e as maiores referências morais da sociedade. Tal exigência ajuda-me a compreender de certo modo a virulência dos ataques que têm sido feitos pela nossa comunicação social.

3.—As denúncias e as críticas, estas e todas as outras, se são verdadeiras e justas, devem ser aceites com humildade por todos, inclusivamente pelos líderes da Igreja e por todos os membros da hierarquia. Até se devem agradecer, para que os problemas se resolvam o mais depressa possível.

4.---Penso que os senhores bispos da América, da Holanda, da Alemanha e de outros os países onde tal aconteceu, ressalvando na medida do possível o bom nome das pessoas (a caridade deve estar sempre presente, aconteça o que acontecer… e muitos jornalistas não sabem disso), logo que tiveram conhecimento de tal situação por parte de um dos seus padres, deviam tê-los afastado de imediato do contacto com crianças e mesmo destituí-los dos seus cargos eclesiásticos. Se o não fizeram, têm certamente grande culpa.

5.—Considero que o Papa e os Bispos não são nem podem ser directamente responsabilizados pelos actos dos seus padres ou dos seus fiéis. Obrigá-los a pedir perdão ao mundo pelos pecados de outros membros da Igreja é exigência estúpida e arrogância despropositada.
Acompanho, com muita mágoa, o sofrimento injusto por que está a passar o Papa Bento XVI.

6.—Não estou de acordo com o crime que se atribui aos bispos das dioceses onde havia padres desses, por não os denunciarem de imediato. É verdade que os direitos das crianças são sagrados e estavam certamente acima de tudo, mas também compreendo que nenhum bispo acharia correcto expor na praça pública os pecados dos seus padres e causar um enorme escândalo entre os fiéis. O que certamente procuraram fazer (e eu faria o mesmo), foi tentar a conversão ou a cura dos pecadores e reparar o melhor possível os seus estragos junto das crianças e das famílias lesadas e abusadas. Parece que foi o que fizeram. Ninguém de bom senso esperaria que esses bispos corressem logo à polícia ou ao tribunal civil a fazer a denúncia do crime ou se dirigissem às agências de notícias a publicitar o facto. Um pai não fazia isso a um filho. Um bispo não devia fazer isso a um dos seus padres.

7.—Há quem agora se apresse a ligar a pedofilia ao celibato sacerdotal. Penso que tal ligação é ilegítima. Pergunto: e a pedofilia dos que são casados? Pior ainda, e a dos próprios progenitores das crianças e dos jovens que, pelos vistos, é a mais generalizada? A culpa não estará no celibato!

8.---O que está a passar-se é um verdadeiro tsunami na Igreja Católica. Porém, longe de ser o fim da mesma Igreja, é ocasião para uma grande purificação e uma profunda renovação. Estes choques são precisos, de longe a longe. Sempre foi assim. As grandes crises da Igreja e as históricas revoluções nas sociedades trouxeram sempre muito sofrimento ao povo e à Igreja, mas foram sempre o princípio e o dealbar de uma Igreja Nova, mais humilde, mais pura e mais feliz.

9.—Com o número reduzido de vocações que temos, há cada vez mais o perigo de se aproveitar tudo o que aparece. Considero que os maiores responsáveis da Igreja, a partir do que agora sabemos, têm de estar muito mais atentos e ser muito mais rigorosos na escolha dos seus padres e dos seus diáconos. O processo de consulta que decorre antes das ordenações, se tem sido um pró-forma, não pode continuar a sê-lo. Os novos sacerdotes não podem continuar a marcar as Missas Novas, sem antes receberem o sim definitivo do seu bispo. Os bispos ou os reitores do seminário, por mais atentos que estejam, não conhecem tudo nem sabem de tudo.

10.—Se os padres forem poucos, insuficientes, não será a altura propícia para se começarem a ordenar homens casados, com uma família estável e com uma vida exemplar?
Algumas das minhas considerações podem não estar certas. Muitos dos leitores podem não estar de acordo comigo.
Porém, é assim que eu penso.

Resende, 7 de Abril de 2010

J. CORREIA DUARTE

in ECCLESIA

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publicado às 07:00

Mil espanhóis no programa dos jovens com o Papa em Portugal

por Zulmiro Sarmento, em 29.04.10

Vários organismos espanhóis preparam-se para inscrever cerca de mil jovens no programa criado por Lisboa em www.eu-acredito.net

Este programa específico é um projecto de vários jovens e movimentos de Lisboa que procuram organizar a pastoral juvenil de forma que os mais novos possam viver em conjunto a experiência de se encontrarem com Bento XVI.

Do programa consta não só a participação na Eucaristia, mas também a serenata que está preparada para o Papa junto da Nunciatura enquanto estiver a jantar e também, para os que desejarem, a possibilidade de seguirem em peregrinação para Fátima e aí participarem nas celebrações de 12 e 13 de Maio.

Estão já inscritos cerca de três mil jovens portugueses entre os 15 e os 30 anos.

Para as crianças há também um programa que deverá ser tratado com os responsáveis das escolas e da catequese.

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publicado às 07:00

Os Jovens e o Papa em Maio em Portugal

por Zulmiro Sarmento, em 28.04.10

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publicado às 07:00

POR FAVOR!

por Zulmiro Sarmento, em 27.04.10

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publicado às 07:00

Profs....a culpa é deles!

por Zulmiro Sarmento, em 26.04.10


Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é
(sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a
contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta
ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo
menos os que vão conseguindo escapar com vida.
É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna,
esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os
professores.
Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram
uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e
todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.
O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum
tipo de sabedoria, tê-la-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos
nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não. A
menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.
O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a
andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a
delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações
sexuais - até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia
incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.
Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão.
Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M.
Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora há os professores masoquistas,
que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.
Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.
Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das
escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes
professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta.
Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.
Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe
guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para
o mundo.


Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão

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publicado às 07:09

"25 de Abril" hoje: a sua melhor, justa e triste definição

por Zulmiro Sarmento, em 25.04.10

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publicado às 07:14

Um Domingo, um pensamento - IV da PÁSCOA

por Zulmiro Sarmento, em 25.04.10

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publicado às 07:00

Agradeço...

por Zulmiro Sarmento, em 24.04.10

À minha mulher,
Por dizer que teremos ao jantar só pão com manteiga, porque
ela está em casa comigo e não em algum outro lugar, não sei onde!




2-AO MEU MARIDO,

ESPARRAMADO COMO UM PURÉ DE BATATA, A LER NO SOFÁ, porque
ele está comigo e não a tomar uns copos em algum bar...



À ADOLESCENTE CÁ DE CASA,

QUE ESTÁ RECLAMANDO POR TER QUE LAVAR A LOUÇA, porque isso
significa que está em casa, e não deambulando pelas ruas...




PELAS BRONCAS DO CHEFE,
POIS
ISTO SIGNIFICA QUE ESTOU EMPREGADO...
.



PELA BAGUNÇADA EM QUE FICOU A CASA DEPOIS DA FESTA
, PORQUE
ISSO SIGNIFICA QUE ESTIVE RODEADO DE AMIGOS...


PELAS ROUPAS QUE ME ESTÃO A FICAR "JUSTAS", porque
estou de saúde e tenho o suficiente para comer...




PELA MINHA SOMBRA QUE ME ACOMPANHA,

PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE ANDO FORA E AO SOL...



PELA RELVA QUE PRECISA SER CORTADA, PELAS JANELAS QUE PRECISAM SER LIMPAS, E PELAS PERSIANAS AVARIADAS,
PORQUE
ISSO SIGNIFICA QUE TENHO UMA CASA...


POR TODAS AS QUEIXAS QUE FAÇO CONTRA O GOVERNO,
porque isso significa que temos liberdade de expressão...




PELO LUGAR QUE SÓ CONSEGUI NO FIM DO PARQUE DE ESTACIONAMENTO, porque
tenho carro e posso caminhar...


PELA CONTA MONSTRUOSA DE ENERGIA QUE PAGO
, PORQUE
ISSO SIGNIFICA QUE TENHO CONFORTO EM CASA...



PELA SENHORA DESAFINADA QUE CANTA ATRÁS DE MIM NA IGREJA
,
PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TENHO OUVIDO...



PELA PILHA DE ROUPAS PARA LAVAR E PASSAR

PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TENHO FAMÍLIA...



PELOS MÚSCULOS DORIDOS E A FADIGA AO FINAL DO DIA
,
PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE FUI CAPAZ DE TER UM DIA PREENCHIDO...



PELO DESPERTADOR QUE DE MANHÃ ME ABORRECE,
PORQUE
ISSO SIGNIFICA QUE CONTINUO VIVO...


ESTOU GRATO PELOS
PALERMAS DOS MEUS COLEGAS DE TRABALHO,
PORQUE TORNAM O DIA MAIS DIVERTIDO E INTERESSANTE ...


E, FINALMENTE, POR RECEBER MONTES DE E-MAILS, pois
isso significa que os amigos pensam em mim!!!

MANDA ISTO PARA QUEM GOSTAS, COMO EU FIZ CONTIGO!...
 

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publicado às 07:00

ASSUMIR...

por Zulmiro Sarmento, em 23.04.10

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publicado às 07:02

Por esse mundo fora... que nomes de localidades! ... Que nomes!

por Zulmiro Sarmento, em 22.04.10

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publicado às 07:17

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