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REVER OS ESTILOS DE VIDA

por Zulmiro Sarmento, em 28.01.08
 

    Chegamos a um momento crítico da nossa civilização: ou cuidamos da nossa Terra ou acabamos por comprometer a nossa própria existência. Que fazer? Cabe a cada cidadão repensar os seus estilos de vida e optar por comportamentos alternativos mais solidários e co-responsáveis .

           Nos últimos anos, temos vindo a observar em Portugal (e os Açores não ficam fora, com menos peixe, menos cagarras , menos...) sinais de que algo está de facto a mudar o nosso clima. O Verão do ano passado, por exemplo, foi muito ameno e prolongou-se pelo Outono dentro. Mas mais surpreendente foram os incêndios que ocorreram nessa estação, juntamente com a chuva tardia e a seca em algumas zonas do País!

     O prémio Nobel da Paz de 2007 e activista do meio ambiente, Al Gore, disse que a Espanha e o Sul de Portugal serão as zonas da Europa Ocidental mais afectadas pelas mudanças climáticas: Alterações das estações, secas, cheias, fogos, desflorestamento , subida do mar na costa litoral, tempestades ainda mais frequentes...

     Em Dezembro de 2007, a ONU realizou uma «Conferência sobre as Mudanças Climáticas» em Bali, na Indonésia. Pretendeu-se com esta reunião de alto nível estabelecer novas metas para a redução da emissão de gases de dióxido de carbono que provocam o aquecimento do planeta. A maioria dos países quer que se reduza a emissão desses gases em 20-40 por cento até ao ano 2020. Os cientistas têm demonstrado repetidamente    que o aquecimento global terá consequências desastrosas para o planeta caso os Governos não tomem medidas concretas. Já se prevê a destruição de metade da Amazónia até ao ano 2030 e que o Antárctico irá descongelar até ao ano de 2013.

      Não faltam recursos financeiros e capacidades tecnológicas para parar esta espiral de autodestruição. O que falta é vontade política, sentido de urgência e de prioridade, solidariedade humana e interesse colectivo.

      Estamos, portanto, num momento crítico da história da nossa civilização: ou nos comprometemos todos a cuidar da nossa Terra e uns dos outros, ou pomos em risco a nossa própria existência. Que fazer, então? Os Governos têm um papel fundamental na adopção de medidas urgentes e eficazes que previnam uma catástrofe à escala planetária. Não se poderá, porém, ir muito longe se não se der uma mudança nos hábitos e comportamentos da parte dos cidadãos de cidades, vilas e aldeias.

       A este respeito, cada ser humano pode abraçar modos de vida alternativos e mais amigos do meio ambiente e dos seus concidadãos. Fazer uma opção pessoal que leve a um empenhamento a favor da vida pública. Tal estilo de vida implica que não nos deixemos dominar pelo «ter», que adoptemos uma posição crítica face à dominação do marketing (publicidade), que valorizemos a simplicidade e qualidade de vida, que apostemos na qualidade das relações humanas, que vivamos o valor da solidariedade como atitude permanente de vida. Ousarmos denunciar o «esbanjamento» na vida colectiva, opormo-nos à corrupção e exercer o direito de crítica (construtiva) dos gastos públicos.

       As comunidades cristãs deveriam exercer mais cuidado na administração das suas obras e projectos, para que estes fossem testemunhos de simplicidade (não saiba a mão direita o que fez a esquerda), sobriedade e solidariedade e não exemplos de esbanjamento e opulência... As carradas exageradas de flores (algumas caríssimas) nas ornamentações de «altarezinhos » e «tapetinhos», e muito mais se poderia salientar. Enfim, o peso mórbido das tradições! Já no tempo da minha bisavó era assim...

       Mas não esqueçamos: a maior poluição é a miséria do pecado e suas consequências. E do pecado poluidor dos corações e das mentes, poucos se preocupam. E a raiz dos males deste mundo anda por aqui.

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publicado às 12:57

Descontrair faz bem ao stresse... às vezes!!

por Zulmiro Sarmento, em 24.01.08

                 

          Um sujeito chegou totalmente desorientado ao consultório do psiquiatra. Quando foi chamado, por ter chegado a sua vez, começou logo por dizer:

          Senhor Doutor, eu venho completamente transtornado e baralhado. Ajude-me, por favor. Se é que eu ainda posso ser ajudado...

          Tive a desdita de me casar com uma viúva, a qual já tinha uma filha. Se soubesse isso, jamais teria casado. Meu pai, para maior desgraça, era viúvo e quis a fatalidade que ele se casasse com a filha da minha mulher.

          Resultou daí que a minha mulher se tornou sogra do meu pai. A minha enteada ficou a ser minha mãe e o meu pai, ao mesmo tempo, tornou-se meu genro.

          Após algum tempo, a minha filha pôs no mundo uma criança que veio a ser meu irmão, porém neto da minha mulher. De maneira que eu fiquei a ser avô do meu irmão.

          Com o decorrer do tempo, a minha mulher deu também à luz um menino que, como irmão da minha mãe, era cunhado do meu pai e tio do meu filho, passando a minha mulher a ser nora da própria filha.

          Eu, Senhor Doutor, fiquei a ser pai da minha mãe, tornando-me assim irmão dos meus filhos; a minha mulher ficou a ser minha avó, já que é mãe da minha mãe, assim acabei por ser avô de mim mesmo.

          Senhor Doutor, não sei como hei-de deslindar este emaranhado. Ajude-me, por favor. Estou mesmo com medo de dar em doido.

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publicado às 12:52

Prenda das Bodas de Prata

por Zulmiro Sarmento, em 23.01.08

         

          Era um casal muito pobre e também sem filhos.

          Ela fiava à porta da sua cabana pensando no marido. Toda a riqueza que ela possuía era uma bela cabeleira, gabada e invejada pelas mulheres da aldeia. Uma cabeleira negra, comprida, brilhante que brotava da sua cabeça como fios de linho da sua roca.

          Ele ia ao mercado vender algumas frutas. Sentava-se à sombra de uma árvore a esperar, firmando entre os dentes o seu cachimbo vazio. O dinheiro não lhe chegava para uma pequena porção de tabaco.

          Aproximavam-se os 25 anos do seu casamento. Em anos anteriores, nessa data, nunca tinham oferecido nada um ao outro porque a pobreza não lhes permitia esse luxo. Mas agora tinha de ser. Vinte e cinco anos é uma data marcante que é preciso comemorar. Assim pensavam os dois em segredo sem falarem um com o outro sobre o assunto. Era preciso fazer uma surpresa.

          Uma ideia cruzou a mente da esposa. Sentiu um calafrio de alegria e tristeza ao pensar nela mas era a única maneira  de conseguir algum dinheiro: venderia a sua cabeleira para comprar tabaco para o seu marido. Seria a melhor prenda que lhe podia dar. Ela imaginava-o já na praça, sentado atrás dos seus frutos, puxando longas cachimbadas e o fumo a evolar-se como aroma de incenso e jasmim a dar-lhe o prestígio e a solenidade de um grande comerciante.

          Só obteve pelo seu belo cabelo umas poucas moedas. Mas escolheu com cuidado o mais fino estojo de tabaco. O perfume das folhas enrugadas compensava largamente o sacrifício do seu cabelo.

           Ao cair da tarde regressou o marido. Vinha cantando pelo caminho.

          Trazia na mão um pequeno embrulho: eram alguns pentes para a sua mulher. Para obter dinheiro para os comprar tinha vendido o seu cachimbo...

           São assim as surpresas do amor verdadeiro...

 

                               Tradução livre de um poema de Tagore

           

         

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publicado às 22:17

MEU DEUS, ENSINAI-ME...

por Zulmiro Sarmento, em 22.01.08

            

 

          Meu Deus, ensinai-me

          a utilizar bem o tempo que me dais

          que jamais eu o perca.

          Ensinai-me a prever todas as coisas

          sem me afligir.

          Ensinai-me a tirar proveito dos erros do passado

          sem cair no escrúpulo.

          Ensinai-me a imaginar o futuro,

          sabendo que não será como eu o imagino.

          Ensinai-me a chorar as minhas faltas,

          sem cair na inquietação.

          Ensinai-me a agir sem pressas

          e a apressar-me sem agitação.

          Ensinai-me a unir

          a serenidade, o entusiasmo, o zelo e a paz.

          Ajudai-me quando começo,

          porque é então que sou fraco.

          Velai sobre a minha atenção quando trabalho.

          E sobretudo enchei os vazios das minhas obras.

                                                                                               Jean Guitton

                                                      (Filósofo francês falecido em 1999)

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publicado às 14:46

Angústia da Pomba da PAZ

por Zulmiro Sarmento, em 21.01.08

               

          Preciso levar aos homens

          o ramo de oliveira

          que o Senhor me confiou!

          Por enquanto

          não há lugar nenhum

          onde pousar:

          As grandes águas

          se espalham

          a perder de vista...

          Por enquanto

          serão trucidadas

          as mãos que tentarem

          segurar meu ramo...

          Voarei a qualquer preço...

          Enquanto eu não cair de cansaço.

          Enquanto não for morta,

          voarei, voarei, voarei...

          O Senhor-Deus

          que me confiou

          esta missão divina.

          Ele me protegerá!

                                           D. Helder Câmara

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publicado às 17:22

Diante de Ti

por Zulmiro Sarmento, em 18.01.08

          Cada dia, ó dador da vida,

          estarei diante de ti.

          De mãos postas, ó Deus da terra,

          estarei diante de ti.

          Sob o céu sem fronteiras,

          no silêncio, solitário,

          de coração humilde

          e com lágrimas nos olhos,

          estarei diante de ti.

          Neste mundo em mudança,

          no corre-corre da vida,

          no meio das pessoas,

          estarei diante de ti.

          Quando neste mundo,

          a minha missão terminar,

          ó rei dos reis, em silêncio, sozinho,

          estarei diante de ti.

 

                                                                                                            

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publicado às 10:48

Deus sabe...

por Zulmiro Sarmento, em 18.01.08

       Deus sabe melhor que eu

                    Quem eu sou

          Por isso a sorte que me deu

          É aquela em que melhor estou.

 

 

          Deus sabe quem eu sou e alinha

                     Minhas acções

          D'uma forma que não é minha       

          Mas ele tem suas razões.

 

       Fernando Pessoa

    

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publicado às 10:43

Disseram da AMIZADE

por Zulmiro Sarmento, em 18.01.08

- O ideal da amizade é sentir-se "um" continuando a ser dois. - Madame Swetchine                  

- Os amigos são como os táxis: é difícil encontrá-los quando o tempo se põe feio. - P. Bonnet

- O que procura um amigo sem nenhum defeito, nunca mais encontrará um amigo - Provérbio turco

- Mantém um pequeno círculo de amigos mas toma cuidado para que esse pequeno círculo não se converta em prisão. - Claudel

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publicado às 10:35

DOM JAIME

por Zulmiro Sarmento, em 10.01.08

          Vi-o pela primeira vez no dia 8 de Dezembro de 1938, ao desembarcar em Macau na companhia de três jovens naturais da ilha Terceira. Todos nós íamos destinados ao Seminário de Macau para dar início à nossa preparação para o sacerdócio. Desde os Açores até àquela cidade do Extremo Oriente, acompanhou-nos o P.e José Machado Lourenço, que mais tarde seria nomeado Monsenhor. Apareceu então no cais o P.e Jaime Garcia Goulart . Vinha cumprimentar o seu amigo e colega, P.e Lourenço, que regressava da ilha Terceira após a sua primeira "licença graciosa".

          Pouco depois, o P.e Jaime partia para Timor, a seu pedido. Desde há muito, ele pedia ao então Bispo de Macau, D. José da Costa Nunes, seu tio, que lhe permitisse ir trabalhar entre a gente simples de Timor. D. José, apesar de lhe custar privar-se da companhia de seu sobrinho, achou que não tinha o direito de se opor a uma "vocação" tão decidida e deixou-o partir. Note-se que, naquela altura, Timor fazia parte da diocese de Macau e, por isso, se encontrava sob a jurisdição espiritual de D. José da Costa Nunes. Após a partida do P.e Jaime para Timor, passaram-se muitos anos sem que eu tivesse ocasião de o tornar a ver. Mas sempre ouvia falar dele através dos seminaristas timorenses que frequentavam o Seminário de Macau. Referiam-se a ele como a uma pessoa extremamente bondosa e muito querida do povo de Timor.

          Entretanto, em 1940, a Santa Sé, atendendo a uma proposta de D. José, separou Timor da diocese de Macau, ficando aquela ilha (a parte portuguesa) a constituir uma diocese independente, imediatamente sujeita à Santa Sé. O P.e Jaime foi então nomeado Administrador Apostólico daquela nova circunscrição eclesiástica. Pouco depois, Timor foi invadido e ocupado pelas tropas japonesas. O P.e Jaime passou muitas dificuldades e perigos, juntamente com os outros missionários, dois dos quais foram mortos pelos japoneses. Durante a ocupação nipónica, o P.e Jaime esteve para ser fuzilado pelos japoneses, acusado de passar notícias às tropas australianas, que actuavam, como guerrilheiros, nas florestas daquela ilha. Tendo os japoneses sido atacados pelos australianos, entraram, com alguns feridos, na missão onde se encontrava o P.e Jaime. Entretanto, tocou o telefone. Eram os australianos a pedir informações sobre os japoneses. Atendeu o telefone um soldado japonês. Ao saberem que eram os australianos a pedir informações sobre os japoneses, estes ficaram furiosos e concluíram que o P.e Jaime era informador dos australianos. Foi então que lhe apontaram uma metralhadora ao peito, prontos a fuzilá-lo . O Administrador Apostólico defendeu-se dizendo que não era informador dos australianos e que não os podia impedir de telefonarem para a missão. Foi um milagre da Providência não ter ele sido morto naquele dia. Mas Deus tinha outros planos sobre o P.e Jaime. Durante muitos anos, ele devia ser o impulsionador da acção missionária em Timor.

          Depois deste incidente, temendo que os missionários fossem pouco a pouco eliminados pelos invasores e Timor ficasse sem o seu clero, o P.e Jaime decidiu refugiar-se na Austrália juntamente com a quase totalidade dos missionários. Ali permaneceram durante a guerra no Pacífico. Foi durante este período que o P.e Jaime foi nomeado e ordenado Bispo de Timor.

          Terminada a guerra no Pacífico, D. Jaime pode regressar à sua diocese juntamente com os missionários refugiados na Austrália. Seguiu-se um período muito difícil para Timor, porque a ocupação japonesa e os bombardeamentos dos Australianos tinham reduzido Timor a uma autêntica ruína, sob todos os aspectos. Com muito trabalho e muita paciência, D. Jaime, coadjuvado pelos seus missionários e pelas Irmãs Canossianas , conseguiu, pouco a pouco, "ressuscitar" aquela diocese. Pediu a seu tio, então Arcebispo de Goa, Damão e Diu e Patriarca da Índias Orientais, que lhe cedesse alguns Padres goeses para trabalharem em Timor. D. José concordou e Timor pode beneficiar, em grande escala, deste reforço missionário.

          Entretanto, em 1963, D. Jaime convidou-me para ir a Timor na companhia dos primeiros dois seminaristas formados no Seminário de Macau. Ao desembarcar no aeroporto de Baucau, levaram-me de "jeep" até Díli. Foram várias horas de saltos e solavancos. Ao chegar a Díli, ali se encontrava D. Jaime à minha espera. Disse-me logo que eu tinha tido sorte com as estradas, que então se encontravam em bom estado. No inverno, teria sido muito pior. Ao ouvir o "bom estado" das estradas de Timor, eu, acostumado às boas estradas de Macau, não sabia que dizer...

          Permaneci cerca de um mês em Timor. D. Jaime queria que eu ficasse a conhecer bem aquela diocese. Por isso, levou-me a visitar várias missões situadas no interior da ilha, tais como Ermera, Suai, Maliana, Same, Manatuto, Fuiloro, etc.. Foi então que eu pude conhecer melhor o Senhor D. Jaime e apreciar as suas virtudes de grande missionário.

          Em certa ocasião, ele levou-me a visitar a missão de Same . Para lá chegar, era necessário atravessar montanhas, onde serpenteavam estradas cheias de curvas. A certa altura, eu senti-me enjoado e sugeri que o condutor abrandasse a velocidade. D. Jaime, sorrindo, disse-me: "Ah! Missionário de água doce!". Ele, acostumado àquelas andanças, sentia-se perfeitamente bem ao atravessar aquelas curvas. Conta-se que, no interior da ilha, encontraram, um dia, um "jeep"  parado à beira da estrada e, debaixo dele, um homem deitado no chão a reparar o motor. Era... o Senhor D. Jaime...

          Lembro-me de ir a seu lado num "jeep"  através dos campos. Quando os trabalhadores, mesmo a grande distância, reconheciam o Senhor D. Jaime, ajoelhavam-se a pedir a sua bênção . D. Jaime abençoava-os e eles faziam sobre si o sinal da cruz. Atitude bem significativa, que demonstra, entre outras coisas, como ele era estimado e venerado pelo povo de Timor.

          Depois dum mês de permanência em Timor, regressei a Macau, trazendo dentro de mim muitas saudades daquela terra e daquela gente, que hoje, na sua grande maioria, é católica. Este facto deve-se ao labor heróico de tantos missionários, entre os quais ocupa lugar de honra o Senhor D. Jaime, como primeiro Bispo de Timor e grande impulsionador da evangelização daquela ilha. Durante o seu longo pontificado à frente daquela diocese e durante os anos que se seguiram, Timor, apesar de todos os contratempos, tornou-se, ao lado das Filipinas, uma das duas únicas nações maioritariamente católicas em toda a Ásia. Para isso contribuiu , em larga escala, a ocupação de Timor pela Indonésia. Este facto teve como consequência a conversão de muitos Timorenses ao catolicismo, por eles considerado como um meio de se protegerem, culturalmente, contra o domínio avassalador da maior nação islâmica do mundo.

                                  

                                                              + Arquimínio, Bispo Emérito de Macau

 

Nota: É com todo o prazer que transcrevo na íntegra este testemunho sobre o Senhor D. Jaime Garcia Goulart , escrito por meu tio e que irá para o Jornal Ilha Maior para ainda maior divulgação. Ele que - sem lhe ter passado uma única vez pela cabeça! - estava apontado, nos "bastidores" da Igreja em Roma, para  sucessor de D. Jaime!... O P.e Arquimínio quando foi convidado para visitar a diocese de Timor havia uma intenção bem assente. Nada é por acaso. O pior (melhor?) foi ter-se revelado «missionário de água doce»! Outros desígnios esperavam o P.e Arquimínio! Hoje sabemos quais foram... e Deus Nosso Senhor o conserve por muitos e bons anos porque continua a ser muito rica a sua acção pastoral de «padre-bispo», como era carinhosamente tratado pelos macaenses!

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publicado às 17:20

Honra lhe seja feita!

por Zulmiro Sarmento, em 09.01.08

 

 

 

 

 

             D. Jaime Garcia Goulart: 1908 - 2008.

          Um dos maiores filhos da freguesia da Candelária, Ilha do Pico, Açores.

          10 de Janeiro de 2008: o 1º centenário do seu nascimento.

          O seu torrão natal está em festa.

          Pedi ao bispo Arquimínio, preciosa relíquia episcopal do Padroado do Oriente que, ao computador, deixasse falar as recordações naquilo que foi o contacto pessoal e singular com o padre Jaime e depois o bispo... As palavras que brotaram de tão prodigiosa memória - não obstante ter ultrapassado há muito os oitenta! - são impressionantes e serão dignas de registo no Jornal Ilha Maior, atempadamente, por concordância do seu Director. Alguns pormenores da vida deste ilustre filho da Candelária do Pico, repartida por Macau e Timor, julgo serem do desconhecimento geral. E que calarão bem fundo ao serem lidos. Pormenores próprios de quem orientou toda a sua actividade pastoral pelo lema: Vince in bono malum, vence o mal com o bem! Tal como se encontra inscrito no seu brazão episcopal.

         Bem sublinhou o padre José Carlos, um dia, também missionário daquelas bandas portuguesas, num folheto, rico graficamente, quando escreve por altura da sua passagem para a Casa do Pai, em 1997: «Primeiro Bispo da Diocese de Díli e Missionário de Timor para sempre». 

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