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Pelo Verão dentro

por Zulmiro Sarmento, em 20.07.07

          Vou passar 50 dias a partir de 22 de Julho próximo em várias actividades fora destas ilhas.

          Passarei por Fátima para participar no Encontro (anual) Nacional de Pastoral Litúrgica. Que nunca dispenso e que me tem aberto horizontes, em vez de os fechar como alguns pensariam. Há por aí quem me tenha passado sorrateiramente uns diplomas de incompetência em matéria litúrgica. Mas não perdem pela demora...

          Depois rumarei à França, mais propriamente à Comunidade Internacional Ecuménica de Taizé, para participar nas vivências cristãs dessa Comunidade, por uma semana, com milhares de jovens de todo o mundo. Uma experiência que aguardo com muita expectativa. E sempre adiada ano após ano.

          Regressarei ao Continente e na segunda quinzena de Agosto farei uma viagem em regime de peregrinação à Itália com a agência PAXTUR do Porto. Uma oportunidade para sentir mais de perto a passagem de António de Lisboa e outros santos que me impressionam pelo seu viver evangélico. E, claro, para rumar ao Vaticano.

          Nos inícios de Setembro tomarei parte no Forum Nacional de Educação Moral e Religiosa Católica, em virtude da revisão geral dos seus Programas escolares.

          Bom. Vou ter pouco tempo para vir a este «portonovo». Mas terei oportunidade de o fazer em casa de amigos no Continente para escrever algumas coisas da forma acostumada.

          Tirem um tempo para vós, por pequenino que seja. Para recarregar energias. Não deixem acumular stresses como bolas de neve. Já me saíu caro.

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publicado às 13:47

Palavras merecidas ao padre Marco Martinho

por Zulmiro Sarmento, em 12.07.07

          Neste último domingo,dia 8 de Julho, anunciei na Igreja Matriz de Santa Maria Madalena, substituindo o padre Marco Martinho em merecidas férias, tal como prevê o Código de Direito Canónico, que este fazia no dia seguinte sete anos da sua Missa Nova e que, já regressado, celebraria com a Comunidade esta data.

          Este foi o pretexto que me faltava para começar a alinhavar umas linhas que correspondem ao meu sentir sobre a sua pessoa como homem e padre.

          Lembro-me, como se fosse hoje, da campanha sorrateira que empreendi para que ele tivesse o serviço de Ouvidor (Vigário da Vara, Arcipreste) na Igreja que está no Pico. Sempre acreditei que havia no padre Marco Martinho a capacidade de liderança, de diálogo, de empatia, de diplomacia, de discernimento, entre outras, que o Pai celeste pela natureza lhe dotou. E os resultados estão já à vista, com um saldo invejável, e muito certamente esperamos ainda. Pelo menos eu espero.

         Importa evangelizar, não de maneira decorativa... mas em profundidade, dizia o (quase) destemido papa Paulo VI. E o padre Marco vai com esse rumo.

        Tenho tido a sorte imerecida de privar pelo diálogo amistoso, pela partilha pastoral, pelo abrir o coração e a alma em verdadeira confidência com este jovem padre. E estou certo serem recíprocos os sentimentos. Alegra-me imenso a admiração que o bispo diocesano António nutre por ele. Terá esta diocese um padre, como o Marco, tão fiel, tão amigo, tão confidente do seu bispo!? Em que o bispo confia e deposita tanta confiança!? Certamente o padre Marco atingiu este nível em virtude da sua personalidade rica.

          Este padre,meio do Faial, meio do Pico, tem-me surpreendido ano após ano. Pela sua capacidade de adaptação, de confronto saudável, de verbo inflamado (já em desuso), de engolir sapos vivos sem um queixume, de não fazer juízos precipitados e temerários, que se actualiza a cada dia que passa para responder sempre aos novos desafios que a Igreja que está no Pico enfrenta dentro da sociedade em que está inserida com tantos valores e contravalores.

         Um homem de Igreja e da Igreja!

         Por estes dias sairá no Jornal Ilha Maior, em entrevista sabiamente conduzida pelo seu director Manuel Tomás, muito do seu sentir e viver, e que nalguns espíritos tacanhos, saudosistas, restauracionistas e retógrados, soará mal e inoportuna, para não dizer moralmente incorrecto. Mas que é um grito de esperança evangélica, lá isso é! Oxalá que muitos mastiguem e saboreiem mais esta lufada de ar fresco que brota na Igreja que está no Pico.

         Agradeço-lhe publicamente o facto de particularmente, e não só, me elogiar, fomentar a minha auto-estima, de deitar água na minha fervura atempadamente e de ser uma ajuda preciosa na minha vida pastoral paroquial dando o toque final aos assuntos para os quais a coragem e o desassombro me faltavam. Hoje as coisas estão muito diferentes. Estão. Foi preciso exercer o conceito de assertividade sem peias nem cadeias.

          Muito obrigado padre Marco. Saio (para outros serviços) com um sorriso nos lábios de que tudo o que sonhámos juntos valeu a pena. Às vezes deu-me a impressão de que fomos dois "mafiosos", no bom sentido da palavra, se é que o tem. Bom, duma coisa nós os dois estamos convictos: já tirámos debaixo de algumas galinhas chocas, que andam por aí,  ovos, sem elas darem por isso. E quanto já nos rimos juntos por essa façanha matreira! Alto lá: tudo, objectivamente, a bem da Igreja e da salvação das almas... e do: cada macaco no seu galho!

          Um abraço, daqueles grandes e pesados que gostas de dar aos colegas e irmãos no sacerdócio.

 

 

 

          ... Ele gosta muito de procissões e dá muita, mas mesmo muita dignidade a elas. Aqui fica o registo "roubado" duma procissão terrestre e marítima que, no passado, na sua ausência, com o mar encrespado e a alva em balão pela força da aragem, passei suores frios...

          Mas o padre Marco, segundo o meu escrever bloguista, sabe muito bem o que são suores frios... por causa do "senhor Reitor"... mas acho, também que ele já fez tudo o que estava ao seu alcance. Honra lhe seja feita.

          Enfim... um padre diferente pós-conciliar. Com uma forma interessante de manisfestar com desassombro o que o Concílio ainda pode oferecer à sua Igreja.

          Um registo merecido que se impunha. Porque nem todos cabem dentro do mesmo saco!!

           Toda a gente sabe que basta um frade ruim para dar que falar a um convento.

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publicado às 09:59

Que fazer com Portugal!?

por Zulmiro Sarmento, em 12.07.07

          A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial. A pergunta era:

"Por favor, diga honestamente, qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo."

         

          O resultado foi desastroso. Foi um total fracasso. Ora vejamos:

          Os europeus do norte não entenderam o que é "escassez".

          Os africanos não sabiam o que era "alimentos".

          Os espanhóis não sabiam o significado de "por favor".

          Os norte-americanos perguntaram o significado de "o resto do mundo".

          Os cubanos estranharam e pediram mais explicações sobre "opinião".

          O parlamento português ainda está a debater o que significa "diga honestamente".

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publicado às 08:33

Conflitos e diálogo na Igreja

por Zulmiro Sarmento, em 10.07.07

          Timothy Radcliffe, ex-mestre da Ordem dos Pregadores (Dominicanos), um homem que procura o diálogo com todos, dentro e fora dos espaços confessionais, escreveu muita coisa sensata destinada à cura das divisões na Igreja Católica. Optou pelos termos de "católicos do Reino" e "católicos da comunhão" para descrever duas grandes polaridades.

          Por "católicos do Reino", designa os que têm um sentido profundo da Igreja como povo em marcha para Deus no caminho do Reino. Os teólogos que estiveram no centro desta tradição são pessoas como o jesuíta K. Rahner e os dominicanos E. Schillebeeckx e G. Gutierrez e que sofreram tanto por quem está agora com as "rédeas". Esta tradição defende a abertura ao mundo, a descoberta da presença do Espírito Santo fora da Igreja, a liberdade e a busca de Justiça. As suas ideias fazem-se eco na revista católica Concilium.

          Por "católicos de comunhão", designa os que, depois do II Concílio do Vaticano, sentiram a necessidade urgente de reconstruir a vida da Igreja que lhes parecia destronada. Seguem teólogos como H. von Balthasar e J. Ratzinger (quem será agora este cara de santinho!?). A sua teologia acentua a identidade católica e desconfia de tudo o que signifique um acolhimento demasiado caloroso da modernidade. A ênfase é posta na cruz. Criaram a revista católica Communio.

           Nesta apresentação há um pouco de caricatura porque há muitos mais elementos a considerar e que não estão expressos aqui, por razões óbvias.

           Muitos sentem-se atraídos pelas duas tradições, embora encontrando-se, provavelmente, mais numa do que noutra. Mas todos sabemos que nunca nos curaremos das nossas divisões sem alargar a imaginação, abrindo-a ao que os outros pensam e sentem de outra maneira.

           Os "católicos do Reino" e os "católicos da comunhão" julgam-se todos, por razões diferentes, traídos pelo pós-Concílio. Os primeiros, porque se ficou muito aquém das promessas e das possibilidades. Os segundos, porque se foi longe de mais.

           Cada uma destas grandes orientações tende a responsabilizar a outra pela destruição da casa de todos que a Igreja deve ser. Isto pode observar-se em muitos aspectos. É normal que sejam as mais noticiadas as questões em torno da moral familiar ( para quando a abolição da 'excomunhão' sobre a pílula anticonceptiva para que se possa respirar um ar saudável dentro da Igreja duma vez por todas e os casais se libertem desta prisão e da sensação de que têm o inferno como destino!?) e da Missa ( por causa dos ultraconservadores o latim melodioso está aí...e se o gosto pega!? Mas também não precisava a comunicação social continuar a aterrorizar os católicos com aquilo  que pode ser notícia da Igreja Católica afirmando com prazer sórdido e envenenado que a Missa ia voltar a ser em latim e os sacerdotes a celebrá-la de costas voltadas para o povo!!) . Há uma velha anedota que se rejuvenesce continuamente: "Qual a diferença entre um liturgista e um terrorista? Com um terrorista, é possível negociar..."

          Temos de conversar para que o diálogo seja reconhecido como um método universal de superar conflitos.

          Mas o que mais me perturba é isto: quanto mais novos mais conservadores! Tal como na sociedade: quanto mais longe do 25 de Abril mais de direita e/ou desinteressados da coisa pública e com valores profundamente individualistas e hedonistas... Quanto mais longe do II Concílio do Vaticano mais uns parvos com ares de que agora é que vai ser ...Para onde caminhas Igreja!?

          O Frei Bento Domingues tão conhecido pelo seu arejamento é para mim sempre tema de inspiração...e copianço.

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publicado às 17:10

A minha amiga Carolina!

por Zulmiro Sarmento, em 10.07.07

     Esta menina é picarota. Vai  algumas vezes ao Continente por razões de saúde, acompanhada de seus pais. Necessita de cuidados redobrados embora possa fazer a sua vida normal e ninguém dê por nada num primeiro contacto. Assim me aconteceu. Vêmo-la aqui, numa atitude serena e amadurecida na fé infantil, no recinto do Santuário de Fátima no tocheiro perto da Capelinha das Aparições.

   Cedo começa a pedir a intercessão do alto e a agradecer as atenções dos que a rodeiam e lhe manifestam tanto carinho diário!

   Um beijinho Carolina pela tua amizade e me convidares sempre para os dias grandes da tua vida de criança e um obrigado aos pais pela oferta da foto, por sinal muito discreta e sugestiva.

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publicado às 16:49

Lei da Igreja Católica

por Zulmiro Sarmento, em 10.07.07

           Vários cristãos leigos, algo perplexos nos últimos dias, perguntaram-me  sobre direitos e deveres dos clérigos (padres) acerca dos seus muitos ou poucos ofícios...

           Aqui vai do Código de Direito Canónico ( depositário completo das Leis da Igreja Católica) o seu Cânone 286:

          « Proíbe-se aos clérigos que, sem licença da legítima autoridade eclesiástica, exerçam, por si ou por outrem, para utilidade própria ou alheia, negociação ou comércio»

            O sublinhado é meu.                                                                                                 

            Depois de bem lido e interpretado cada um  encaminhe o pensamento para onde achar melhor...

            O interessante é se a moda pega!! Mas uma coisa é certa: se ajudasse a pagar as dívidas das igrejas pós-reconstrução seria um "Sinal dos Tempos" à moda do bom papa João XXIII...

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publicado às 15:16

Aniversário presbiteral

por Zulmiro Sarmento, em 02.07.07

 

               No passado 30 de Junho fez 22 anos que fui ordenado presbítero da Igreja Católica. O meu lema nessa altura escolhido foi o versículo de São Paulo a Timóteo tal como se encontra no marcador/postal.

               Agradeço a todos aqueles e aquelas que me saudaram nesse dia pela data que gosto de celebrar no recolhimento todos os anos e que no futuro continuará da mesma maneira.

               Que Deus perdoe a todos aqueles e aquelas que nunca acreditaram. E foram alguns. Até bem chegados.

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publicado às 11:31


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